BÖLÜM 2. ĐNŞAAT ĐŞ KAZALARINA KARŞI ALINMASI GEREKEN
3.3 Avrupa Birliğine Üyelik Sürecinde Türk Đnşaat Sektörünün Đş Sağlığı ve
3.3.9 Đş Ekipmanlarının Kullanımında Sağlık ve Güvenlik Şartları Yönetmeliği
A União Européia (13), nova denominação da Comunidade Européia (CE) a partir do Tratado de Maastricht, na Holanda, em 1991 (para entrar em vigor em 1993), integra as Comunidades Européias – Comunidade Econômica (CEE), criada em 1957; Comunidade Européia de Energia Atômica (CEEA ou EURATOM), criada também em 1957; e Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA), criada em 1951 – e integra igualmente as novas políticas comunitárias e formas de cooperação, a nova Política Externa e de Segurança Comum, e a Cooperação da Justiça e Negócios Interiores. Marca também uma nova etapa na evolução da integração européia, que, além do Mercado Comum (baseado nas quatro liberdades fundamentais vigorando a partir de 1992: livre circulação de
mercadorias, pessoas, serviços e capitais), persegue agora os objetivos de uma União Econômica e Monetária (UEM) e de uma União Política (UP).
Assim, além de uma zona de livre comércio (ZLC), de uma tarifa externa comum (União Aduaneira) e da livre circulação dos fatores e harmonização de legislações fiscais, trabalhistas e sociais (Mercado Comum), a União Européia procura a adoção de regras e políticas econômica, financeira e monetária comuns sob uma autoridade também comum (União Econômica), a adoção de câmbios fixos e conversibilidade das moedas visando uma moeda única (União Monetária) e, finalmente, a cooperação política em termos de política externa comum (PEC) e política de segurança e de defesa (União Política). Pelo Tratado de Roma (1957) criou-se a União Aduaneira e quatro instituições (Parlamento Europeu, Conselho Ministerial, Comissão Européia e Tribunal de Justiça), além de órgãos auxiliares; com Ato Único Europeu (1986) acelerou-se o processo de formação do Mercado Comum para 1992 e criou-se o Conselho Europeu, composto por Chefes de Estado e de Governo; e pelo Tratado de Maastricht (1991) passou-se à etapa da União Européia, composta pela União Política e pela União Econômica e Monetária. Da UE participam: Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo (1957); Dinamarca, Irlanda e Reino Unido (1972); Grécia (1979); e Portugal e Espanha (1985).
“Por outro lado, a CE, ao longo dos últimos anos, estabeleceu todo um sistema de preferências comerciais e concessões econômicas com o objetivo de criar um bloco econômico alargado sob sua influência:
“*com países da EFTA (Áustria, Suíça, Suécia, Finlândia, Noruega, Islândia e Liechtenstein) através de um quase mercado comum com a CE, a chamada AEE - Área Econômica Européia, que inclui a livre circulação de mercadorias, pessoas, capitais e serviços, mas não inclui a área agrícola;
“* com os países da Europa Central (Hungria, Polônia e Repúblicas Tcheco e Eslovaca) através dos acordos Europeus, com abertura nas áreas de ferro e gusa, têxtil e produtos agrícolas principalmente;
“* com os países do Magreb e Mashreq do Norte da África, que objetiva um Acordo de Livre Comércio e se concentra nas áreas agrícola e têxtil;
“* com os países ACP (Africa, Caribe e Pacífico), ex-colônias européias, através dos Acordos de Lomé de cooperação comercial, econômica e financeira.
“Dentro desse quadro, é difícil acreditar que a CE possa conceder à América Latina mais do que acordos políticos, cheios de boas intenções, mas de fraco conteúdo econômico.”(14).
De fato, o diálogo existente entre o Grupo Latino-Americano (GRULA) de Bruxelas e a Comissão Européia tem tido um caráter informal de 1963 até 1971, quando a CECLA concordou em institucionalizá-lo. Mas somente em 1981 esse diálogo passa a ser considerado “auspicioso”. Porém, com a Guerra das Malvinas, ele é interrompido, para ser retomado em 1983 outra vez de maneira informal.
A Secretaria Permanente tem dedicado especial atenção à relação econômica com a UE, cujo processo de integração implica um crescente custo e se torna cada vez mais prejudicial para os interesses da América Latina. Esta situação é agravada pela contínua falta de atenção da Comunidade para com a região.
Os esforços da Secretaria Permanente têm se orientado no sentido de injetar no processo o ingrediente político e a previsão dos efeitos da situação a longo prazo. No plano interno a Secretaria Permanente tem procurado conscientizar os Estados da ineficácia das ações individuais, da ineficiência da atual capacidade de reação da região e da necessidade de elaborar uma estratégia que utilize efetivamente o potencial da região para conter a constante deterioração da posição comercial da América Latina. O que o SELA pretende é uma negociação de região à região, eliminando de vez a visão de que a Amércia Latina seria o quintal dos EUA, e que, portanto, a União Européia não teria nenhuma responsabilidade na sua seguridade, evolução política ou desenvolvimento econômico-social. Embora tivesse saudado com entusiasmo o nascimento da UE, a Amércia Latina é a região que mais alto preço paga pelo processo de ampliação da UE. Isto para não mencionar a adoção de medidas coercivas contra a Argentina durante a Guerra das Malvinas.
Houve um avanço nesse relacionamento: por Decisão do Conselho Latino- Americano foi aprovado um acordo entre a União Européia e o SELA. No marco desse Acordo se iniciou um projeto conjunto destinado a identificar quais são as áreas em que resulta possível conseguir termos mais adequados na relação bilateral.
O convênio entre o SELA e a UE colocou em marcha dois projetos conjuntos: um no campo da biotecnologia e outro orientado à análise do impacto do Ato Único Europeu sobre a América Latina. O Ato Único Europeu é o instrumento pelo qual se aprofunda a integração na UE e tem dois objetivos: construir o mercado interior europeu e ativar as políticas Comuns na UE.
Os países desenvolvidos tendem a achar que a América Latina não precisa de ajuda em termos de cooperação tanto quanto outras regiões, como por exemplo, a África. Mas a posição do SELA tem sido a de apontar que com a América Latina pode-se desenvolver uma cooperação qualitativamente diferente, orientada para promover esforços empresariais conjuntos, transferência de tecnologia e formação de recursos humanos que possibilitem o fortalecimento e a diversificação da estrutura produtiva, permitindo um maior vínculo econômico, comercial e financeiro com os países da UE.
Com a Reunião de Consulta sobre as relações UE – América Latina e Caribe, realizada em Caracas em 1989, reativou-se o contato entre as duas regiões, que prosseguiu com a intenção da Comissão da UE de trabalhar conjuntamente com o SELA na elaboração de uma agenda de temas de interesse conjunto, que poderia ser negociado com o Grupo Latino-Americano (GRULA) de Bruxelas, iniciando uma nova etapa na relação entre as duas regiões.
Naquela Reunião de Consulta de 1989 os países-membros do SELA concordaram a respeito das suas relações com a UE que têm sido sempre marginais. Os problemas essenciais não foram resolvidos e os mecanismos institucionais do diálogo e do relacionamento resultaram inadequados para permitir soluções mutuamente proveitosas.
O Conselho Latino-Americano identificou duas opções diferentes e complementárias para impulsionar o relacionamento entre as regiões (15):
a) manter e aprofundar o diálogo de temas tradicionais tais como o Sistema Generalizado de Preferências (SGP), a situação de alguns produtos de interesse essecial para a região, a Rodada Uruguai e a cooperação para o desenvolvimento; e
b) incorporar novos temas, tais como a dívida externa, o processo de transformação do aparato produtivo, o desenvolvimento compartilhado de
iniciativas de interesse comum, o reforço de integração regional e uma presença maior dos países de América Latina na União Européia.
Tendo como marco de referência as diretrizes de ação estabelecidas pelo Conselho Latino-Americano do SELA, o Grupo Latino-Americano (GRULA) de Bruxelas intensificou e diversificou as relações com todas as instâncias institucionais da União Européia: Comitê dos Representantes Permanentes (COREPER, órgão auxiliar do Conselho), Comissão Européia, Parlamento Europeu, Comitê Econômico e Social e outros operadores comunitários governamentais e não governamentais. Isto continua e tem resultado na intensificação do diálogo político e na diversificação e no aprofundamento da temática do mesmo.
O diálogo entre os países latino-americanos, como conjunto, e os europeus também avança a partir das reuniões periódicas ministeriais entre o Grupo do Rio e a UE, principalmente depois da declaração assinada em Roma em 1990, que institucionalizou o diálogo político e estabeleceu uma ampla agenda para o futuro das relações entre as partes. Também são reconhecidos como interlocutores pela UE o Pacto Andino, a América Central e o MERCOSUL.