• Sonuç bulunamadı

3. ŞEHZADE KÜLLİYESİ`NDE SU MİMARİSİ

3.2. Şehzade Camii

3.2.1 Şadırvan

Localizado no litoral sul do estado do Rio Grande do Norte, há aproximadamente 63 km da capital Natal (Mapa 1), o município de Arês, enquadra-se na classificação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na categoria de cidades de pequeno porte ou pequenas cidades, tendo uma população inferior a 20.000 habitantes.

62 | P á g i n a Mapa 1 – Município de Arês – RN

Fonte: IBGE, 2010

Esta categoria de cidade ainda é pouco discutida no âmbito da geografia urbana, mesmo diante do avanço nas discussões teóricas a partir do início deste século, fato o que não deveria mais ocorrer, visto que a maioria dos municípios brasileiros estão inseridos nesta categoria de cidades, segundo dados do ultimo censo. Esta categoria de cidades foi objeto de estudo de uma dissertação muito interessante realizado em 2005 na região Agreste Potiguar, intitulado de “Pequenas cidades, grandes problemas: O perfil urbano do agreste potiguar” do pesquisador Francisco Ednardo Gonçalves, no qual o autor traça o perfil urbano diferenciado da região agreste do Rio Grande do Norte, que é composta em sua totalidade por pequenas cidades, e que tem um processo de urbanização pouco dinâmico, principalmente por não ter sido contemplada pelo processo de reestruturação produtiva ocorrido nas ultimas décadas, principalmente no litoral oriental do Rio Grande do Norte.

A temática das pequenas cidades também é objeto de estudo de Gomes (2010) que faz uma crítica á classificação do IBGE, que se restringe apenas ao número de habitantes de uma cidade para classifica-la, considerando-se que muitas delas apesar do pequeno número de habitantes exercem uma importante funcionalidade num contexto regional como é o caso das facções de confecções situadas na mesorregião do Seridó potiguar. Entretanto, o município de Arês está inserido na mesorregião leste potiguar, tendo passado pelo processo de reestruturação produtiva e tendo sua economia voltada até os dias atuais principalmente para a indústria, no entanto seu processo de urbanização não ocorre de forma dinâmica. E nem o município exerce uma funcionalidade de destaque num contexto regional.

Analisando os dados de população de Arês (Tabela 3), observamos que a população urbana aumentou de forma lenta e tardia, no qual o município só veio a se tornar urbano de fato no fim da década de 90 e início dos anos 2000, mesmo tendo passado pelo processo de industrialização.

Tabela 3 – População total e urbana de Arês – RN / 1970 - 2010

Anos População

Total Urbana

63 | P á g i n a Fonte: IBGE - Censos Demográficos - 1950 a 2010. Disponível em www.ibge.gov.br. Acesso em 25 mai.

2014.

Observando ainda os dados de economia do ano de 2011 (Tabela 4), podemos afirmar que o município ainda tem sua economia concentrada basicamente na indústria, tendo ela a maior contribuição no PIB (Produto Interno Bruto) do município, seguida do setor de serviços e da agropecuária.

Tabela 4 - PIB dos municípios – Arês/RN – 2011

PIB a preços correntes 241.657 mil reais

PIB per capita a preços correntes 18.522,06 reais

Receitas 20.839.087,27 mil reais

Despesas 19.954.981,24 mil reais

Indústria 105.611 mil reais

Serviços 77.776 mil reais

Agropecuária 9.358 mil reais

Fonte: IBGE cidades, 2011. Disponível em www.ibge.gov.br. Acesso em 26 mai. 2014.

Outro fato que evidencia este processo de urbanização pouco dinâmico é a pouca disponibilidade de serviços básicos como agências bancárias, grandes redes de lojas e supermercados e até mesmo serviços de saúde e educação, que contribui para que a população procure estes serviços em outras cidades vizinhas ou mesmo na capital Natal. Fato que não deveria acontecer, pois a tendência em cidades que passaram por um processo de industrialização é de constituir um núcleo urbano dotado de serviços básicos ou que simplesmente pela oferta de emprego, atraia ainda mais pessoas para neles residirem.

Até mesmo os funcionários da indústria, ainda que se desloquem diariamente para cumprir a jornada de trabalho na indústria, muitos deles não são residentes de Arês, e costumam retornar ás suas cidades de origem, configurando o chamado “Deslocamento pendular”, que é o deslocamento que as pessoas realizam entre seus locais de residência e os locais de trabalho/estudo, quando estes se localizam em municípios distintos (IBGE,2001) apud Pereira e Herrero (2009). Assim, fica evidente a necessidade de maior oferta de determinados serviços básicos para que não haja a necessidade de tal deslocamento diário ou periódico. Entretanto esta discussão sobre “Deslocamento Pendular” realizado pelos os habitantes de Arês ainda não cabe neste trabalho. CONSIDERAÇÕES FINAIS 1980 10.051 3.569 1991 11.139 5.496 2000 11.323 6.761 2010 12.924 8.069

64 | P á g i n a Mesmo fazendo parte de uma mesorregião do Rio Grande do Norte, que passou por um acentuado processo de reestruturação produtiva, com bases principalmente na indústria, o município de Arês, que ainda nos dias atuais tem sua economia concentrada na indústria, não possui um padrão de urbanização comum a maioria das cidades que passaram pelo mesmo processo, pois nela não foi constituído um núcleo urbano bem estruturado, dotado de serviços (mais estabelecimentos de educação da rede federal e privada, estabelecimentos de saúde com mais equipamentos e mais estabelecimentos da rede privada, mais agências bancárias, maior oferta de transportes públicos ligando Arês a outros municípios, entre outros serviços) que atrai mais pessoas para residirem no município, que tem uma população que aumenta de forma lenta e sem grande dinamismo. Que ao contrário de atrair mais pessoas, faz com que elas procurem os serviços dos quais não dispõe em outras cidades.

De início, o que se pode propor são mudanças e melhorias na gestão e consequentemente no planejamento do município, que parece perder autonomia em relação á oferta daqueles serviços básicos, como muito bem destacados por Gomes (2010).

REFERÊNCIAS

GOMES, Rita de Cássia da Conceição. Planejamento urbano e equipamentos socias

nas pequenas cidades do rio grande do norte. Disponível em:

<http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn-331/sn-331-58.htm>. Acesso em: 01 Jul. 2014. GONÇALVES, Francisco Ednardo. Pequenas cidades, grandes problemas: perfil

urbano do agreste potiguar. Disponível em:

<ftp://ftp.ufrn.br/pub/biblioteca/ext/bdtd/FranciscoEG.pdf>. Acesso em: 30 Jun. 2014.

JACINTO, Janério Manoel; MENDES, Cesar Miranda; FRIGO, Mariléia Jacinto. O processo de urbanização e o desenvolvimento socioeconômico da pequena cidade de

Medianeira – PR. Disponível em:

<http://www.mauroparolin.pro.br/seurb/Trabalhos/EIXO_9_PEQUENAS_CIDADES_ E_DESENVOLVIMENTO_LOCAL_12_ARTIGOS/JACINTO36.pdf >. Acesso em: 01 Jul. 2014.

JUNIOR, Orlando Moreira. A produção do espaço urbano em cidades pequenas de

regiões não- metropolitanas: uma reflexão a partir de um estudo de caso. Disponível

em:

<http://xiisimpurb2011.com.br/app/web/arq/trabalhos/1493cb71b15c3b412088c43 160a8e16d.pdf>. Acesso em: 30 Jun. 2014.

MEDEIROS, Dhiego Antonio; CARVALHO, Antonio Alfredo Teles. A propósito da “Revanche” das pequenas cidades de pequeno porte na geografia urbana brasileira – Notas preliminares. Disponível em:

<http://www.dge.uem.br/semana/eixo1/trabalho_51.pdf >. Acesso em: 01 Jul. 2014. Pereira, Rafael Henrique Moraes; Herrero, Verónica. Mobilidade Pendular: uma

65 | P á g i n a https://www.econstor.eu/dspace/bitstream/10419/91056/1/597728801.pdf>. Acesso em: 31 ago. 2014.

SANTOS, Milton. A urbanização brasileira. São Paulo, EDUSP, 2005.

SANTOS, José Erimar. Algumas notas sobre dinâmica socioterritorial em pequena

cidade: o caso de serrinha dos pintos (RN). Disponível em: <http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/Percurso/article/view/14365/8422>. Acesso em: 30 Jun. 2014.

SOUZA, Marcelo Lopes de. ABC do desenvolvimento urbano. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2003.

66 | P á g i n a

GT1 ESTUDOS URBANOS E REGIONAIS

Vandygna Emiliana Chaves da Silva Graduanda/Geografia UERN-CAMEAM Bolsista do PIBID [email protected]

Thiago Roniere Rebouças Tavares Mestre/Geografia UERN - CAMEAM [email protected]

RESUM O

Este trabalho faz uma breve reflexão sobre a formação do espaço urbano potiguar e a criação do município de Marcelino Vieira. Para analisar os motivos da proliferação das novas cidades no estado do Rio Grande do Norte, e consequentemente do município vieirense, necessitamos fazer referencia a três autores principais, Carneiro (2003), Fernandes (2000), e Nascimento (2002), que são os principais aportes empíricos de trabalhos acadêmicos sobre o Município de Marcelino Vieira. Ao nos debruçarmos sobre estes estudos, observamos questões que remetem a interesses sobre a emancipação politica e as novas formas que a cidade assumiu após seu desmembramento da cidade de Pau dos Ferros, além de também analisarmos a sua reconfiguração espacial como resultado da expansão do espaço urbano.

67 | P á g i n a

INTRODUÇÃO

No processo histórico de formação das primeiras civilizações, Ana Fani (1999), nos fala que no momento em que o homem deixa de ser nômade, fixando-se no solo como agricultor é dado o primeiro passo para a formação das cidades. O processo da construção da cidade do ponto de vista teórico e conceitual apoiado no pensamento da autora começa com a chegada das pessoas para trabalhar na agricultura. São vários os fatores que contribuem para a formação de uma cidade, dentre as quais a cultural é uma destas dimensões, em que uma cidade se forma em torno da religião.

A cidade de Marcelino Vieira se formou em torno da religião católica, ao redor da igreja de Santo Antônio. À medida que o processo migratório foi trazendo novos habitantes, o povoado foi se desenvolvendo e ganhando novas formas e características urbanas. Também ganhou novos nomes, conforme os acontecimentos. O seu primeiro nome foi “Passagem do Freijó”, depois “Vitória”, na sequencia “panatís” e por ultimo “Marcelino Vieira”, em homenagem ao deputado que lutou por sua emancipação política, ocorrida em 24 de novembro de 1953.

A transformação do espaço se deu de forma gradual e descentralizada, sempre agregando novas formas conforme as necessidades. Um processo sempre continuo, inacabado.

A FORM AÇÃO DO ESPAÇO URBANO NO ESTADO DO RIO GRANDE DO

Benzer Belgeler