Conheço do dissídio coletivo.
O movimento paredista que nos dá notícia os documentos acostados aos autos, ao que parece surgiu natura1mente, sem que houvesse a participação da entidade de c1asse ou de outros e1ementos.
Esse movimento ainda com base nos e1ementos constantes dos autos, visa assegurar vantagem econômica, isto é a não compensação das antecipações concedidas pelas empresas, variáveis de 15% a 20%, quando da aplicação dos dissídios coletivos que tiveram vigência a partir de abri1
de l978, no percentua1 de 39%, aumento este concedido por este Tribunal e que expressamente, na forma da 1egislação vigente, autoriza a compensação de todos os aumentos havidos no decurso do ano-base, sejam eles expontâneos ou compu1sórios.
Esse movimento grevista surgiu praticamente como um ato de inconformismo expontâneo, com os salários que passaram a receber e de cujo valor tomaram conhecimento no momento do seu recebimento, fato que ocorreu a partir do 10º dia úti1 do corrente mês de maio.
À decepção seguida à verficação de que a majoração salaria1 fora curta, os traba1hadores, inconscientemente, passaram a produzir menos, daí passando a uma para1ização gera1 das atividades nas indústrias.
Assim o movimento grevista, conforme muito bem acentua a Douta Procuradoria, em suas razões ao suscitar o presente dissídio coletivo, embora ilega1, surgiu espontânea e pacificamente. O movimento grevista não é o resu1tado de uma ação adrede preparado por agitadores, ou por elementos interessados em sabotar as atividades industriais mas como o resultado natural da insatisfação operária, com a baixa remuneração.
Efetivamente, apesar da indústria automobilística, ser uma das poucas atividades empresariais que remunera satisfatoriamente seus empregados, a grande massa obreira, não tem sa1ário compatível com suas necessidades mínimas.
E mais, justamente os trabalhadores das indústrias automobilísticas são aqueles que sofrem diretamente todos os ref1exos negativos da atividade econômica e da própria conjuntura, vivendo sempre um clima de tensão, sujeitos que são, as dispensas cíclicas e periódicas, como ocorreu ainda recentemente. E essas despedidas em massa a1cançam sempre a eles, diretamente.
Assim a própria natureza de suas atividades 1eva os traba1hadores do setor a ter um comportamento diverso dos demais integrantes da categoria profissional ou mesmo do grupo.
O movimento paredista, que envolve os trabalhadores da categoria dissidente, nos termos da 1ei nº 4.330/64, é efetivamente um movimento ilega1, entretanto, não se pode usar do rigorismo da lei, para abranger aqueles obreiros, porque aquele movimento a1ém
de pacífico é espontâneo e não constitui um movimento de rebe1ião contra a autoridade, mas simp1es desbafo.
Parece-nos que a participação da autoridade regiona1 do Ministério do Traba1ho, bem como das entidades de c1asse, tanto de categoria econômica, como da profissional é que foi tardia e acanhada, gerando desse fato o agravamento da situação.
Se houvesse uma pronta e segura participação dos Sindicatos bem como do Ministério do Trabalho, aquele movimento não teria alcançado a evo1ução e a repercussão que nos informam os e1ementos constantes dos autos. Tanto isso é verdadeiro, que ainda ontem, no decurso da audiência, muitos dos trabalhadores pacificamente retornaram às suas atividades, normalizando o trabalho nas empresas. Já tivemos oportunidade de nos manifestar favoravelmente aos aumentos salariais dos trabalhadores, a ser obtido através de acordo ou convenção coletiva através do diá1ogo entre as entidades sindicais das categorias econômicas e profissionais, mas nunca pe1o uso da força.
Uma vez que o movimento grevista ainda remanescente em algumas poucas empresas, não constitui efetivamente um e1emento de subversão, ou mesmo de desrespeito, porque é um movimento marcadamente reivindicatório e de protesto. Entretanto e1a nos afigura como i1ega1, porque não obedeceu o disposto na Lei 4.330/64, que regula o direito de greve, na forma do artigo 158 da Constituição Federal e atual artigo 165 da emenda Constitucional nº l de 17.10.69.
Pe1o exposto ju1go procedente o presente dissídio coletivo, para reconhecer a i1egalidade da greve, determinando o retorno dos trabalhadores às suas atividades, no entanto, sem prejuízo de seus salários, desde que foi oferecido a outros trabalhadores oportunidade de retornarem às suas atividades, sem prejuízo salarial, conforme noticiam os autos, por questão de equidade.
RELATOR
OSWALDO PEREZ VENCIDO Mod.
ANEXO 2
Dissidio Coletivo de 1978 - Saab Scania Processo TST RO.DC-387/78 Decisão do Tribunal Superior do Trabalho
(Os respectivos originais pertencem aos autos judiciais provenientes do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região)
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A C Ó R D Ã O (Ac. TP – 1114/79) MVR/mdgs
A Lei nº 4330/64 não é inconstitucional. Quando a greve se desenvolve em atrito com seus dispositivos, ao juiz compete declará-la ilega1.
Recurso ordinário a que se nega provimento.
Vistos, re1atados e discutidos estes autos de Recurso Ordinário em Dissídio Coletivo nº TST-RO.DC-387/78, em que é Recorrente SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO E DIADEMA. e Recorridos PROCURADORIA REGIONAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO DA SEGUNDA REGIÃO, SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE TRATORES, CAMINHÕES, AUTOMÓVEIS E VEÍCULOS SIMILARES e FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Adoto o relatório, a seguir transcrito, do Exmo. Sr. Ministro RAYMUNDO DE SOUZA MOURA, relator originário:
“O acórdão regiona1 considerou que a paralização do trabalho a que se refere o presente processo foi levada ao conhecimento da Delegacia Regional pela empresa Saab Scania, com sede no município de São Bernardo do Campo, tendo sido iniciada na fábrica de motores e estendida à fábrica de eixos, montagem de chassis e departamento de manútenção, com início em l2.05.l978. Os estatutos das entidades sindicais, conforme o artigo 5l8, a, da CLT, partem do princípio de que elas são órgãos de colaboração com os Poderes Públicos, no sentido da solidariedade socia1 e de subordinação dos interesses econômicos ou profissionais ao interesse naciona1. O Delegado Regional do Traba1ho convocou os sindicatos, federações e representantes de empresa e da Procuradoria Regional, para reunião, tudo conforme a ata de fls. 23/25, mas as partes não chegaram a uma solução, e daí a remessa do processo à Justiça do Traba1ho, manifestando-se o órgão do Ministério Público em requerimento, de fls. 48/49, no sentido da instrução do feito. A preliminar de inconstitucionalidade da lei nº 4.330, de 1964, é de ser rejeitada. O inciso XX, do artigo l65, da Constituição (Emenda nº l, de l969) deve ser analisado em função do seu caput. A citada lei nº 4.330 asseguradora do direito de greve, embora preexistente à Carta Magna de l969, está em pleno vigor, isto porque o texto constitucional utí1iza a expressão “nos termos da 1ei". Evidentemente, ratificou a lei anterior, pois a norma fundamental sequer alude ao condicionamento a futura 1ei ordinária, sobre a matéria de greve. O processo está regulado pe1o artigo 26, da 1ei nº 4.330, de 1964, e artigo 856, da CLT. A suspensão do traba1ho ocorreu sem outras forma1idades. A matéria de exclusão de empresas suscitadas está superada diante da unidade processua1. A paralização do traba1ho por parte dos empregados é fato notório. O permissivo vestibu1ar da paralização do trabalho é relacionado com a deliberação de assembléia geral da entidade sindical representativa da categoria profissional, como determina o artigo 2º. O artigo 3º dispõe que a assembléia seja presidida por membro do Ministério Púb1ico. No caso, os trabalhadores não exercitaram a greve através do sindicato respectivo, e não houve a notificação prévia ao empregador, para a so1ução pleiteada, sob pena de abstenção pacífica e temporária do traba1ho. Desrespeitados os dispositivos 1egais, não se materializou a autorização, por assembléia geral, do direito de greve, ou seja, a greve não teve enquadramento legal, caracterizando o ilícito previsto no artigo 22, I, da citada lei nº 4.330. Determinou a cessação da greve, nos termos do artigo 25, III, com o retorno dos empregados ao serviço, no dia l9.05.l978, deixando ao critério das empresas o pagamento dos salários das horas ou dias de paralização.
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Meta1úrgicas, Mecânicas e de Material E1étrico de São Bernardo do Campo e Diadema recorreu, alegando que a greve se justifica como base da luta por melhores sa1ários e pela livre negociação com os empresários. A para1ização gera1 e espontânea foi a maneira legítima encontrada pelos traba1hadores, ap6s anos e anos de infrutíferas expectativas, para trazer à mesa das negociações os seus patrões. Acontece que a para1ização, a1ém de legítima, foi legal. A 1ei nº 4.330, de 1964, pretendeu regu1ar o direito de greve, em face do artigo 158, da Constituição de 1946. A norma constitucional permite ao legislador regular o direito de greve, não exc1uí-1o. A Emenda Constitucional de l969 tornou impossíve1 a greve nos serviços públicos e atividades essenciais (artigo l62). Quanto aos outros serviços, a Carta Constitucional libera de maneira ampla, indo a1ém da própria Constituição de l946. A Justiça do Traba1ho, assim como não pode legalizar a greve nos serviços púb1icos e atividades essenciais, também não pode declarar ilega1 o movimento de idêntica natureza em serviços como os que se desenvo1vem nas indústrias automobilísticas. Superada, pois, a questão da legalidade da greve, foram os próprios empregadores que, sentindo a presença de um movimento vigoroso, se encarregaram de 1he dar cobertura, procurando negociação com o órgão sindica1 dos traba1hadores. Não se trata de desapreço à sentença do Tribunal Regional, mas, simp1esmente, de uma so1ução que está acima do preceito forma1. Esta greve deve provocar de parte das autoridades e dos empregadores uma nova visão do movimento sindica1.
O Recorrente, pela petição de fls. 119, requereu a juntada da convenção pela qua1 estabe1eceu com o sindicato patrona1, em 31.05.1978, aumento de sa1ário a titulo de antecipação do próximo reajustamento, que terá vigor em 2.4.l979.
A d. Procuradoria Gera1 opina contrariamente à pre1iminar e, no mérito, pela confirmação da sentença."
É o relatório. V O T O
a) Preliminarmente - A Carta de 37 declarou a greve um recurso "nocivo e anti- social". Sob o peso da filosofia po1ítica do "Estado Novo", o constituinte fechava, dessa maneira, a porta da reivindicação direta e violenta do trabalhador. Mas, ao mesmo tempo, com sabedoria, dentro do espírito da época, ia a1ém dos lindes do direito brasi1eiro anterior, abrindo, para os sindicatos, duas portas sucessivas, para solução dos conflitos de traba1ho: a convenção coletiva e, muito especialmente, a via jurisdiciona1 amp1a da Justiça do Trabalho.
Sob a vigência da Constituição estadonovista, sobreveio, entretanto, o Decreto-Lei nº 9070/46, quase às vésperas da promulgação da Constituição de l946.
Aquele decreto-lei, ao arrepio da Carta de 37, disciplinava o direito de greve, antecipando-se ao constituinte de setembro daquele ano, e seus dispositivos apenas continuaram sendo aplicados porque se tomou como motivo o compromisso internaciona1 adotado pelo Brasi1, sobre a matéria, através da Ata de Chapultegec.
Como o constituinte de 46 admitiu, ao mesmo tempo, a competência normativa da Justiça do Trabalho e reconheceu a greve como direito, o decreto-lei nº 9070 se tornou desajustado à nova ordem po1ítíca e jurídica do país. Mas, o 1egis1ador ordinário só veio regulamentar o dispositivo constitucional através da Lei nº 4.330/64, que, por isso, foi elaborada e promulgada, rigorosamente, dentro das franquias e das imposições constitucionais da época.
É de se notar que a Lei n9 4.330/64 – por inf1uência do espírito libera1 da Constituição de 46 – era mais amp1a e flexível do que o Decreto-Lei nº 9070, bastando para isso que se tenha em consideração o elenco das greves proibidas adotado por um e por outro dip1oma lega1.
Sobrevindo, mais tarde, a Constituição de 67, com a Emenda nº 1, de 69, modificou-se, novamente, o panorama, operando-se um retrocesso, de parte do constituinte, para o regime do Decreto-Lei nº 9070, pelo menos quanto à proibição de greve nas atividades fundamentais ou essenciais à economia brasileira.
O novo texto constituciona1 diz que é reconhecida a greve e ressalva, apenas, a exceção das greves proibidas por norma da própria Constituição.
Mas, isso não revogou ou tornou inconstituciona1, "data venia", a Lei nº 4.330/64, que é 1eí ordinária regu1amentadora de preceito da Constituição, uma vez que o novo dispositivo ainda é carente de regu1amentação e não atrita com o preceito ordinário anterior.
Se se adotasse o sistema europeu de exegese do texto constituciona1, poder-se-ia dizer que a norma que reconhece o direito de greve, enquanto não for regulamentada, pode ser exercida plenamente, sem limites ou restrições. Mas, no Brasil, nosso Direito Constitucional está preso à tradição e à técnica da lei norte-americana: É preciso distinguir entre os dispositivos programáticos e os preceitos se1f- executing contidos na 1ei fundamenta1 da Repúb1ica.
Ora, os dispositivos do art. 165, da Constituição em vigor, são programáticos, no self-executing, de modo que, enquanto não sobrevier lei ordinária nova, regulamentando seu inciso XX, continua desempenhando esse papel regu1amentador a Lei nº 4.330/64, que apenas foi revogada no que atrita com o art. l62, da Carta.
Se se entendesse de forma diversa, admitir-se-ia a ap1icabi1idade irrestricta do inciso XX, do art. l65, e, portanto, a greve, no Brasil, passaria a ser um direito absoluto, a ponto de toda e qualquer regu1amentação de seu exercício constituir uma limitação inconstitucional à prerrogativa sindíca1 de iniciar, manter ou estimular movimentos grevistas.
Essa tese, porém, está fora dos quadros universais da Teoria Geral do Direito e, muito particularmente, do Direito Brasileiro.
Assim, a Lei nº 4.330/64 não entrou em conf1ito com a norma superior do art. l65, inciso XX, da Constituição, motivo pelo qua1 rejeito a preliminar suscitada pelo Recorrente.
b) No mérito - Se se admite a constitucionalidade e a plena eficácia da Lei nº 4.330/64, a conclusão natura1 - "data venia" do eminente Re1ator sorteado - será condicionar-se a 1ega1idade da greve ao cumprimento dos requisitos, prazos, etc. estabe1ecidos naque1e dip1oma 1ega1. E como isso, "in casu", não foi feito, como demonstrado no r. acórdão recorrido, nego provimento à ape1ação, reportando-me aos fundamentos da decisão de primeiro grau, que adoto.
É preciso, apenas, acrescentar duas considerações.
Em primeiro 1ugar, é notório que a situação po1ítica brasileira passou e está passando por uma brusca e 1ouváve1 metamorfose, no sentido da democratização de suas instituições. Como a greve é um instituto jurídico muito característico dos regimes liberais - tanto assim que as fórmu1as tota1itárias de direita e de esquerda a suprimem do seu direito positivo - é compreensível que se tenha passado a admití-1a, a reconhecê-la, a ap1audí-la e, em certos casos, a estimu1á-la, pondo-lhe sobre os ombros um manto de 1egalidade em qua1quer caso".
Como, por outro 1ado, a competência normativa da Justiça do Trabalho foi reduzida pela po1ítica salarial anti-inf1acionária do Governo, diminuiu a importância da sentença judicia1 em conflitos co1etivos, aumentando, proporciona1mente, o interesse e a amp1itude prática da negociação direta e, no caso do Brasil, como esta também está restringida, a greve reassumiu o seu reinado, tradicional nos regimes 1iberais.
Não importa, entretanto, ao julgador esse aspecto socia1 ou político da greve, porque existem, no caso, leis expressas. Mesmo que as partes entrem em negociações diretas acima das linhas traçadas pelo 1egislador e mesmo que o Governo da República não só o tolere, mas também o aplauda e consagre essa negociação, o Juiz continua preso ao princípio da 1ega1idade, que o obriga a decidir os casos previstos pe1o 1egislador de acordo com a lei taxativa que ele tem nas mãos.
Em segundo lugar, se, no caso "sub iudice”, as partes se compuseram, amigavelmente, depois da greve e da sentença recorrida, tri1hando o caminho da negociação coletiva, tanto melhor para as próprias partes e para a comunidade. Isso, no entanto, não altera a definição ou classificação
jurídica dos fatos anteriores, que são aqueles que estão sob julgamento e devem ser julgados. Se a negociação co1etiva foi frutuosa e satisfez os traba1hadores, poderiam estes, é c1aro, ter desistido do recurso, mas se dele não desistiram, ao Juiz cabe julgá-1o, segundo a interpretação dada à lei vigente.
A interpretação que aqui se adota é consentânea com a jurisprudência deste Tribuna1 Superior; reflete, com exatidão, o texto da 1ei; ta1vez mostre, entretanto, que nova regu1amentação do direito de greve se torna urgente e indispensável, para adaptar seu exercício à nova dimensão da rea1idade social brasileira.
As greves, como nós as estamos conhecendo, no Brasil, são um fato inédito, pe1o seu vigor, pe1a sua extensão e pe1a sua autenticidade. Nesse sentido, as greves brasileiras são as dores do parto democrático. São as dores de di1atação, terríveis e vio1entas, que constituem risco ca1cu1ado em todas as dé1ivrances.
Legais ou i1egais - no caso, i1egal – as greves acarretam para traba1hadores e empresários conseqüências e é do bom jogo democrático suportar essas conseqüências, quando más, como ocorre agora, ou desfrutá-1as, quando benéficas, como ocorreu através da negociação coletiva de que estes autos dão notícia.
I S T O P O S T O
A C O R D A M os Ministros do Tribuna1 Superior do Traba1ho, por unanimidade, rejeitar a pre1íminar de inconstitucionalidade da Lei número quatro mil trezentos e
trinta (4.330) de mil novecentos e sessenta e quatro (1964); no mérito, negar provimento ao recurso, vencidos os Exce1entíssimos Senhores Ministros Raymundo de Souza Moura, Orlando Coutinho e Juiz Washington da Trindade. Deu-se por impedido o Excelentíssimo Senhor Juiz Roberto Mário. Justificará o voto o Exce1entíssimo Senhor Ministro Raymundo de Souza Moura.
Brasí1ia, 28 de maio de 1.979.
JOÃO DE LIMA TEIXEIRA Presidente
MOZART VICTOR RUSSOMANO Relator “ad hoc” Ciente: MARCO AURÉLIO PRATES DE MACEDO Procurador Gera1
JUSTIFICAÇÃO DE VOTO VENCIDO DO EXMº SR. MINISTRO RAYMUNDO DE SOUZA