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Ġnsan Üzerinde Deney ve Denemenin Hukuka Uygunluğuna ĠliĢkin Düzenlemeler

ÖZELLĠK GÖSTEREN TIBBĠ MÜDAHALELER AÇISINDAN KÜÇÜĞÜN DURUMU

A. Klinik AraĢtırmalarda Ġnsan Üzerinde Deney ve Deneme

4. Ġnsan Üzerinde Deney ve Denemenin Hukuka Uygunluğuna ĠliĢkin Düzenlemeler

Os termos população e amostra estão relacionados ao número de indivíduos nos quais o estudo tem interesse. Por população entende-se um agregado, ou soma, de todos os elementos que compartilham algum conjunto de características comuns e que compreende o universo para o problema de pesquisa (MALHOTRA, 2006). Nesta perspectiva, Cooper e Schindler (2003) complementam a definição anterior acrescentando o fato de que em pesquisa tem-se por objetivo realizar inferências sobre este agrupamento de indivíduos e para isto, normalmente, se utilizam de procedimentos amostrais.

Em decorrência de problemas como dificuldade de acesso a todos os membros da população e os custos elevados de tentar realizar tal tarefa, normalmente, se utiliza de procedimentos amostrais para descrever características da população, levando em consideração critérios que estabeleçam informações o mais próximas possível da realidade populacional (MALHOTRA, 2006; COOPER; SCHINDLER, 2003).

Justificando as vantagens de se utilizar procedimentos amostrais para descrever características populacionais, Cooper e Schindler (2003, p. 150) afirmam que entre as principais razões para a utilização de uma amostra estão: “a) custo mais baixo; b) maior acuidade dos resultados; c) maior velocidade na coleta de dados e; d) disponibilidade de elementos da população”.

Desta forma, a amostra diz respeito a um subgrupo da população da qual se pretende fazer inferências (MALHOTRA, 2006; COOPER; SCHINDLER, 2003). Sobre o assunto, Gil (2009) afirma que:

Quando essa amostra é rigorosamente selecionada, os resultados obtidos no levantamento tendem a aproximar-se bastante dos que seriam obtidos caso fosse possível pesquisar todos os elementos do universo. E, com auxilio de procedimentos estatísticos, torna-se possível até mesmo calcular a margem de segurança dos resultados obtidos (GIL, 2009, p. 121).

Os procedimentos amostrais podem ser separados entre métodos probabilísticos e não probabilísticos (MALHOTRA, 2006; COOPER; SCHINDLER, 2003). Os métodos probabilísticos são baseados nos métodos de seleção aleatória dos indivíduos, possibilitando a mesma probabilidade de escolha para todos os indivíduos da população, situação bem diferente dos métodos não probabilísticos nos quais a seleção dos indivíduos ocorre através do julgamento pessoal do pesquisador, tornando este método mais subjetivo do que o probabilístico (MALHOTRA, 2006; COOPER; SCHINDLER, 2003). É importante frisar que a inferência estatística está diretamente relacionada ao tipo de procedimento amostral selecionado pelo pesquisador, tornando a inferência possível apenas nos métodos probabilísticos de amostragem, uma vez que estes são respaldados pelas teorias de probabilidade que embasam todas as técnicas de inferência estatística (MOORE et al, 2006; LOHR, 2000).

Nesta linha de raciocínio, a população-alvo deste estudo é formada por coordenadores e subcoordenadores de núcleos das Secretarias Estaduais do Rio Grande do Norte. A escolha por este público em específico se deu com base em conhecimentos empíricos do pesquisador, nos quais foi possível constatar que estas são as pessoas responsáveis pelo desenvolvimento e gerenciamento dos projetos nestas secretarias e, em segundo lugar, pelo fato de todas as secretarias estaduais estarem situadas na cidade de Natal, o que agiu como um facilitador ao longo do processo de coleta de dados.

O número de pessoas que se enquadra neste perfil foi obtido através da Secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos – SEARH, uma vez que este órgão é o responsável direto pela gestão de pessoas no Estado. Esta secretaria forneceu três documentos digitais listando, com dados da folha de pagamento, o número de coordenadores e subcoordenadores de cada secretaria, bem como o nome dos indivíduos, seus e-mail e telefones. Cabe salientar que estas informações foram fornecidas através de compromisso de sigilo do pesquisador em não identificar os indivíduos e não divulgar, em nenhuma circunstância, as informações cedidas pela SEARH.

O procedimento amostral da pesquisa é considerado como não probabilístico e a seleção dos indivíduos ocorreu de acordo com o critério de conveniência (COOPER; SCHINDLER, 2003). A escolha por este procedimento ocorreu como consequência da

percepção de que muitos gestores não seriam encontrados ou não se disponibilizariam a participar em decorrência da complexidade de suas agendas.

Com o intuito de se alcançar um número de indivíduos que representassem as informações coletadas com certo grau de confiabilidade, adotou-se o procedimento de cálculo para amostras finitas (para populações com até 100.000 indivíduos). Os parâmetros utilizados para o cálculo foram, basicamente, 6% de margem de erro amostral e 95% de nível de confiança de 95%.

A fórmula a seguir representa o procedimento de cálculo adotado:

= ². . .

. − 1 + ². .

FIGURA 15 – Procedimento de Cálculo da Amostra Fonte: Gil (2009)

Os parâmetros utilizados no procedimento matemático são descritos por Gil (2009) da seguinte maneira:

• n = tamanho final da amostra;

• σ² = nível de confiança escolhido, expresso em número de desvios-padrão;

• p = percentual com o qual o fenômeno se verifica;

• q = percentual complementar (100 – p);

• N = tamanho da população;

• e² = erro máximo permitido.

É importante salientar que dentre os documentos fornecidos pela SEARH, apenas um foi utilizado. Neste sentido, optou-se por trabalhar com o último relatório obtido, uma vez que este possuía as informações mais recentes sobre o quadro de funcionários com o perfil desejado para este estudo, que totalizavam 105 coordenadores e 157 subcoordenadores nas secretarias estaduais, formando uma população de 262 indivíduos.

Assim:

= ². . .

. − 1 + ². . =

2.0,5.0,5.262

0,06 . 262 − 1 + 2 . 0,5.0,5≅ 136 FIGURA 16 – Parâmetros de Cálculo da Amostra

Fonte: Operacionalizado a partir de Gil (2009)

Em decorrência de diferenças de distribuição dos indivíduos ao longo das secretarias estaduais, optou-se por segmentar o número final de indivíduos da amostra em cotas que, proporcionalmente, refletissem informações aproximadas ao tamanho real de cada secretaria. Tendo isto em vista, é possível observar no quadro a seguir o número de indivíduos lotado em cada secretaria, sua função e a cota amostral prevista para cada órgão.

Secretaria População Amostra Prevista Coord. Sub. Total Coord. Sub. Total Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa do Estado

- SESED 9 14 23 5 7 12

Secretaria de Estado do Trabalho, Habitação e Ação Social -

SETHAS 7 15 22 4 8 12

Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico - SEDEC 8 13 21 4 7 11 Secretaria de Estado de Assuntos Fundiários e de Apoio à

Reforma Agrária - SEARA 3 4 7 2 2 4

Secretaria da Agricultura e da Pecuária - SAPE 8 10 18 4 5 9

Secretaria de Estado da Saúde - SESAP 8 27 35 4 14 18

Secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos

- SEARH 8 15 23 4 8 12

Secretaria de Estado da Educação e da Cultura - SEEC 10 10 20 5 5 10 Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania - SEJUC 9 9 18 5 5 10

Secretaria de Estado do Esporte e Lazer - SEEL 1 0 1 1 0 1

Secretaria de Infraestrutura - SIN 6 8 14 3 4 7

Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças - SEPLAN 8 8 16 4 4 8

Secretaria de Estado da Tributação - SET 7 9 16 4 5 9

Secretaria de Estado do Turismo - SETUR 8 11 19 4 6 10

Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos

- SEMARH 5 4 9 3 2 5

Total 105 157 262 56 82 138

QUADRO 11 – Distribuição Amostral

Fonte: Elaboração própria através de dados da SEARH (2010)

Desta forma, o estudo pretendia abordar 136 gestores públicos sendo 56 coordenadores e 82 subcoordenadores, alcançando-se assim, uma margem de erro amostral igual a 6%. Há de se salientar que em decorrência de procedimentos de arredondamentos, oriundos da definição das cotas, elevou-se o número final de indivíduos para 138. Também é importante destacar que a Secretaria de Estado do Esporte e Lazer – SEEL não se mostrou representativa ao longo do processo de determinação das cotas amostrais, no entanto, o pesquisador optou por incluir o único gestor listado nesta secretaria para que o estudo contemplasse todas as Secretarias Estaduais do Rio Grande do Norte.

O número final de respondentes foi superior ao previsto, em decorrência da aceitação dos gestores, da maior parte das secretarias, no sentido de colaborar com o desenvolvimento do estudo. A amostragem final pode ser visualizada no quadro a seguir, por meio de uma comparação com a previsão inicial do estudo.

Secretaria Amostra Prevista Amostra Realizada Coord. Sub. Total Coord. Sub. Total Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa do Estado

- SESED 5 7 12 4 7 11

Secretaria de Estado do Trabalho, Habitação e Ação Social -

SETHAS 4 8 12 4 6 10

Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico - SEDEC 4 7 11 3 7 10 Secretaria de Estado de Assuntos Fundiários e de Apoio à

Reforma Agrária - SEARA 2 2 4 2 3 5

Secretaria da Agricultura e da Pecuária - SAPE 4 5 9 8 8 16

Secretaria de Estado da Saúde - SESAP 4 14 18 4 14 18

Secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos -

SEARH 4 8 12 5 9 14

Secretaria de Estado da Educação e da Cultura - SEEC 5 5 10 5 9 14 Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania - SEJUC 5 5 10 2 4 6

Secretaria de Estado do Esporte e Lazer - SEEL 1 0 1 1 0 1

Secretaria de Infraestrutura - SIN 3 4 7 6 5 11

Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças - SEPLAN 4 4 8 5 7 12

Secretaria de Estado da Tributação - SET 4 5 9 5 10 15

Secretaria de Estado do Turismo - SETUR 4 6 10 6 6 12

Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos -

SEMARH 3 2 5 3 3 6

Total 56 82 138 63 98 161

QUADRO 12 – Distribuição Amostral Final

Fonte: Elaboração própria através de dados da SEARH (2010); Dados da Pesquisa (2010)

Desta forma, a amostra final foi composta por 161 gestores. Há de se observar que em quatro situações a cota previamente estabelecida não foi alcançada em decorrência de problemas de disponibilidade dos gestores em participar do estudo, foram os casos das seguintes secretarias: SESED, SETHAS, SEDEC e SEJUC.