1. BÖLÜM: ĐNSAN KAYNAKLARI VE YÖNETĐMĐ
1.11. Đnsan Kaynakları Yönetiminin Personel Yönetiminden Farkları ve
A apresentação dos capítulos desta dissertação corresponde exatamente à ordem cronológica em que foram escritos. A nossa perspectiva inicial foi partir de reflexões mais amplas sobre o fazer musical, com o aporte das referências de vários autores e músicos, para ajustar paulatinamente o foco nas discussões sobre ensino da música de uma forma geral e em contraponto com a formação acadêmica, realizada em uma universidade pública. Discutimos o contexto dessa formação e a potencialidade do piano como uma disciplina complementar e integradora, tanto para o Bacharelado quanto para a Licenciatura. No capítulo anterior (Capítulo VI) trouxemos à tona as impressões, as experiências e opiniões de discentes e docentes, a respeito do Piano Complementar na sua formação musical. Esta avaliação global foi sustentada por um conjunto de dados quantitativos e qualitativos, comparados entre si e analisados de acordo com as áreas às quais pertenciam os alunos investigados. Os participantes externos convidados, professores de instituições da cidade de São Paulo, acrescentaram ao estudo outro panorama, bastante significativo, que retrata as suas experiências docentes (administrativas e pedagógicas) e vivências musicais.
Reencontramos nessas diversas manifestações, várias convergências entre as nossas concepções e as dos colaboradores, discentes e docentes, cujos questionários, depoimentos escritos e entrevistas foram estudados. Julgamos ter encontrado um bom nível de sintonia entre nossas propostas pedagógicas e algumas das necessidades do ensino musical praticado em um curso de Graduação. Encontramos também opiniões divergentes e o surgimento de novos temas para reflexões que, certamente, enriqueceram a nossa visão sobre a prática musical a ser compartilhada em uma escola de música.
Quanto às instituições de ensino musical e suas particularidades, compartilhamos preocupações com os professores de São Paulo, que, de forma geral, apontaram para a complexidade dos problemas inerentes à preparação musical nos níveis básico e intermediário, com seus impactos nos processos de seleção do vestibular e no percurso dos alunos da Graduação. Encontramos nas opiniões destes professores entrevistados e nas organizações curriculares das escolas onde atuam e que visitamos, formas mais próximas daquela em que acreditamos para a
integração do Piano Complementar à formação acadêmica. Na Escola de Música da UFMG a Regência é única habilitação do Bacharelado na qual estão incluídos no currículo 02 semestres obrigatórios da disciplina, para os demais interessados ela é optativa. Entretanto, na FAAM, a obrigatoriedade é de 05 períodos de Piano Complementar para futuros regentes, 04 períodos para os compositores e 02 períodos para os alunos da Licenciatura. Na UNESP, a exigência mínima é igualmente de 02 períodos para Composição, Regência, Licenciatura e, além disto, também para o Bacharelado em Canto. Vale acrescentar dois outros aspectos importantes: a) na opinião dos professores que entrevistamos na FAAM, a não- exigência do piano na instituição em que lecionam ocasiona uma grande lacuna na formação do aluno de Canto; b) em ambas as instituições visitadas, os alunos de Composição, Regência e Licenciatura ainda necessitam Integralizar créditos em outras práticas instrumentais.
Enfatizamos que, no nosso ponto de vista, a obrigatoriedade de uma determinada disciplina em uma estrutura curricular não deve significar uma imposição, desprovida de fundamentações. Entendemos, sim, que a inclusão da disciplina deva corresponder a uma convicção a respeito da sua importância e da sua potencialidade para as experiências do aluno em sua formação musical. Além disto, a obrigatoriedade, mesmo que por apenas um ou dois semestres, garante o planejamento e a oferta de vagas para áreas específicas. Sabemos que os ajustes curriculares demandam tempo para discussões e obtenção de consenso e para um dimensionamento criterioso de carga horária docente e do espaço físico. Mas, com relação aos estudos para a ampliação da obrigatoriedade do Piano Complementar, apesar das dificuldades próprias da implantação de mudanças, vemos como um primeiro e proveitoso passo a análise das experiências de outras instituições de ensino musical - como as apresentadas neste trabalho - e da nossa própria história institucional. Nesta dinâmica, deveria ser integrada a análise do conjunto de manifestações discentes que descrevemos, em suas opiniões e anseios, para compatibilizar informações e subsidiar as reflexões entre os professores. Diante desta perspectiva, um aspecto favorável e facilitador a ser apontado é o fato de haver um número confortável de professores na EMUFMG capacitados para trabalhar com os alunos de Piano Complementar, além daqueles que atuam tradicionalmente no Bacharelado em Piano. Portanto, acreditamos na viabilidade e
na validade da manutenção do Piano Complementar como disciplina optativa, para os interessados, e da sua inclusão gradativa como disciplina obrigatória para os percursos anteriormente mencionados, Composição e Canto, no Bacharelado. Quanto à Licenciatura, observamos que embora o aluno já tenha dois períodos de Teclado (em grupos de, no máximo, 08 alunos), a prática ao piano em aulas individuais teria impactos diferentes e muito positivos em sua preparação como músico e como educador. Por isto, entendemos que, não sendo ainda possível incluir o Piano Complementar no grupo das obrigatórias da Licenciatura, o Colegiado da Graduação poderia reservar para a sua clientela um determinado número de vagas, como disciplina optativa.
Acreditamos ter atingido o nosso objetivo geral de apresentar fundamentos para uma abordagem interdisciplinar do Piano Complementar, que possa integrar os domínios diversos da formação acadêmica, no Bacharelado e na Licenciatura. Como subsídios importantes, comparamos visões discentes e docentes a respeito da disciplina e da pertinência de sua inclusão no currículo da Graduação. Discutimos as experiências dos alunos, com enfoque em atividades diversas tais como: estudo de repertório, leitura, improvisação e transposições, domínio da linguagem na realização de texturas distintas e na desenvoltura das percepções harmônica e estrutural, compreensão do texto musical. Apresentamos e comentamos exemplos de procedimentos pedagógicos, a partir de repertório diversificado, de formas de utilização de material didático e do levantamento de possibilidades para aprimorar a interface entre as disciplinas Piano Complementar, Percepção Musical, Treinamento Auditivo e Fundamentos de Harmonia. Além de conectar diversas concepções em revisão bibliográfica, trouxemos nossas observações e conclusões, com vistas ao esclarecimento sobre o potencial da disciplina Piano Complementar para a formação acadêmica em música.
Discorremos sobre preceitos importantes relativos às atividades de Apreciação, Performance e Criação, para validar e resguardar estas perspectivas pedagógicas:
- A exploração consciente do potencial expressivo e a aquisição de conhecimentos musicais que abrangem aspectos práticos, teóricos e conceituais;