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Ürünü Sigorta Ettirme Yükümlülüğü

7. LİSANSLI DEPOCUNUN HAKLARI İLE BORÇ VE

7.2. Borç ve Yükümlülükleri

7.2.2. Ürünü Sigorta Ettirme Yükümlülüğü

A criação de peixes em lagoas de estabilização apresenta vantagens e

desvantagens. As variações sazonais e ao longo do dia e da noite da qualidade da água

no interior de uma lagoa (OD, pH e amônia, principalmente) podem ser prejudiciais ao

crescimento e sobrevivência dos peixes.

A criação de peixes em lagoas de estabilização é controversa e nem sempre se

consegue conjugar os dois objetivos em um único ambiente: o da otimização do

tratamento dos esgotos e o da produtividade piscícola (EDWARDS, 1992). O

ecossistema em uma lagoa de estabilização é bastante complexo e pode tornar-se ainda

Alguns pesquisadores relataram que a introdução de peixes nas lagoas pode

promover uma remoção adicional de sólidos suspensos (biomassa algal, zooplâncton e

matéria orgânica particulada) e DQO (Demanda Química de Oxigênio). Por outro lado,

os peixes podem contribuir para a elevação do teor de sólidos suspensos e DQO, ao

promoverem a manutenção em suspensão ou a resuspensão de sólidos sedimentáveis

(EDWARDS, 1992).

Azevedo et al. (1993) em estudo realizado com tilápia na Companhia de

Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP), em lagoa facultativa da

Estação de Tratamento de Esgoto Doméstico, observaram uma melhora na remoção de

matéria orgânica, visto que, sem peixes, a remoção de DBO (Demanda Bioquímica de

Oxigênio) era de 70,9% e com peixes, esta remoção passou para 84% e a de DQO de

59,6% para 74%.

O peixamento de lagoas pode promover tanto a redução de fitoplâncton, pelo

consumo direto, quanto o aumento, como resultado do consumo de zooplâncton, que

também consome fitoplâncton (EDWARDS, 1992). Os peixes ao se alimentarem de

populações de algas de maior tamanho podem facilitar o desenvolvimento de algas com

células menores, de metabolismo mais rápido; da mesma forma isto pode ser observado

com relação ao zooplâncton, podendo ocorrer alterações na comunidade planctônica,

mas não exatamente a diminuição da biomassa. Neste balanço, a espécie de peixe e seus

hábitos alimentares são fatores determinantes.

Tanques de piscicultura contíguos às lagoas possibilitam um melhor manejo da

qualidade da água nos tanques, por meio do controle de vazões afluentes. Diversos

estudos registrados informaram que a utilização de efluentes de lagoas para a produção

de peixes pode se mostrar uma atividade viável, com produtividade considerável e

economia significativa de insumos (EDWARDS, 1992; MOSCOSO et al., 1992a e

Bastos et al. (2003a) estudando diferentes taxas de renovação de água na

produção de Tilápia do Nilo, em cultivo convencional (água mais ração) e com

efluentes de lagoas de polimento, constataram que a disponibilidade de alimento, na

forma de plâncton, revelou-se, de um lado, de excelente valor nutritivo no estágio inicial

de crescimento dos peixes, mas insuficiente nas fases mais avançadas de crescimento. A

hipótese levantada pelos autores é de que na fase inicial de crescimento, os alevinos de

tilápia encontram-se fisiologicamente mais adaptados para metabolizar alimentos

naturais, principalmente devido ao fato da grande capacidade filtradora que esta espécie

apresenta; entretanto, nas fases mais avançadas de crescimento, os peixes já apresentam

características morfológicas e fisiológicas que possibilitam o aproveitamento mais

eficiente do alimento artificial. Resultados similares foram encontrados por Pereira

(2004).

Pesquisa realizada por Freitas (2006), na tentativa de otimizar a fase de

alevinagem, foram encontrados resultados similares: a produtividade ficou abaixo da

esperada no cultivo tradicional com o uso de rações, inferindo-se que as taxas de

renovação testadas não forneceram alimento (plâncton) suficiente para atender as

necessidades nutricionais dos peixes. Sustentam os autores, que de qualquer forma os

resultados obtidos indicam que se pode alcançar economia de insumos e rentabilidade

consideráveis, com transformação de alimento natural em proteína animal.

Segundo o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH, 2003), a

fertilização de lagoas para produção de peixes pode ser efetuada utilizando excreta,

esgotos e em menor extensão compostos preparados com excreta e biossólidos. A

grande maioria dos sistemas existentes aplica esgotos ou excretas, sem nenhum

tratamento ou parcialmente tratados, diretamente nas lagoas onde são produzidos os

Entretanto, em alguns sistemas, como os que vêm sendo utilizados em

Bangladesh e em outros países asiáticos, a produção de peixes é efetuada através de um

processo indireto, fertilizando-se uma primeira série de lagoas para a produção de

lemnáceas ou “duckweeds”, que são colhidas, secas e fornecidas aos peixes, cultivados

em uma segunda série de lagoas. O sistema tem se mostrado bastante seguro em termos

de proteção da saúde dos consumidores de peixes e altamente benéfico em termos

econômicos. A Figura 6 mostra, esquematicamente, os diferentes processos de produção

de peixes, tanto por métodos diretos, como os indiretos.

Figura 6 - Sistemas de aquicultura direta e indireta utilizando excreta, esgotos ou compostos.

Fonte: CNRH (2003).

No Brasil, não existe a prática de utilizar excreta ou compostos de excreta e

biossólidos para a fertilização de lagoas para a produção de peixes. Mesmo a prática de

produzir peixes com esgotos é bastante incipiente. Nesse sentido seria desejável e

permitido apenas o uso de efluentes domésticos tratados (por sistemas de lagoas de

estabilização ou sistemas equivalentes) e que a produção de peixes fosse efetuada

unicamente pelo sistema indireto, como mostrado na Figura 7.

Figura 7 - Sistema de fertilização indireta sugerida para implementação no Brasil. Fonte: CNRH (2003).

Apesar de o CNRH sugerir que a produção de peixes seja efetuada unicamente

pelo sistema indireto, estudos realizados no Brasil (MATHEUS, 1984, 1985, 1993;

MATHEUS et al.,1998; AZEVEDO et al. 1993; HORTEGAL FILHA et al., 1999;

FELIZATTO, 2000; SOUZA 2002; SOUZA e SOUZA, 2003; BASTOS et al., 2002,

2003), em escala experimental, e em vários países no mundo (EDWARDS, 1992;

STRAUSS e BLUMENTHAL, 1990; MOSCOSO 1998, 2002; LEON e MOSCOSO,

1996; MOSCOSO et al.,1992a, 1992b; EL-GOHARY et al., 1995; SHEREIF et al.,

1995; EASA et al., 1995) afirmaram que a fertilização direta das lagoas de peixes é uma

prática segura e viável, desde que seja tomando todos cuidados necessários, como em