5. CHP VE DP’NĠN LAĠKLĠK POLĠTĠKALARINDAKĠ YUMUġAMALAR
8.3. ÜNĠVERSĠTE VE GENÇLĠK ÖRGÜTLERĠNĠN LAĠKLĠĞE YÖNELĠK
Tecnicamente, os fundos de investimento são produtos financeiros compostos por títulos públicos e privados, de renda fixa (pré ou pós-fixada) ou variável, provenientes de várias instituições do mercado, permitindo uma diversificação por investirem numa cesta de papéis. Sua forma de administração assemelha-se à de um condomínio predial, em que há a figura do administrador de recursos (síndico), que é responsável pela estratégia de investimentos do fundo, e do cotista (condômino), que é dono de uma fração ideal (sua participação em número de quotas); sua remuneração é conseqüência da estratégia adotada pelo gestor de recursos e das condições de mercado e reflete-se sobre a valorização da quota do respectivo fundo.
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O foco de interesse desta seção são os fundos abertos de renda fixa. As informações coletadas estão baseadas na Resolução 2183 e circulares 2616, 2906 e 2958 do BACEN e instruções 409, 411 e 413 da CVM oferecidas pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID) em http://www.anbid.com.br.
Conforme SAVOIA (1990), ‘ O fundo de aplicação de curto prazo é constituído sob a forma de condomínio. É feita uma assembléia dos cotistas fundadores e definido um regulamento interno. Este documento de constituição é encaminhado ao Banco Central para aprovação prévia. Uma vez aprovada a sua constituição, são feitos os registros junto ao Ministério da Fazenda, na Junta Comercial e, a partir daí, o fundo pode começar a captar recursos junto ao público. A administração do fundo pode ser exercida por Banco Comercial, Banco de Investimentos, Sociedades Corretoras e Sociedades Distribuidoras, que deverão indicar um diretor responsável.’
Atualizando-se as observações feitas por SAVOIA (1990) à legislação vigente, observam-se dois eventos marcantes relativos ao nascimento de um fundo de investimento: a elaboração do regulamento e as formalidades jurídicas de sua constituição. O regulamento deve estar pronto para apresentação e avaliação das entidades fiscalizadoras oficiais, como o Banco Central do Brasil (BACEN) e a Comissão de Valores Mobiliários (C.V.M.).
O regulamento constitui-se no instrumento jurídico que define as relações entre as duas partes interessadas no contrato: o investidor e o administrador de recursos.
A administração do fundo pode ser exercida por banco múltiplo, banco comercial, caixa econômica, banco de investimento, sociedade de crédito, financiamento e investimento, sociedade corretora de títulos e valores mobiliários ou sociedade distribuidora de títulos e valores mobiliários. Um membro estatutário designado pela entidade administradora é responsável civil e criminalmente pela administração dos recursos dos investidores. Entre as principais obrigações legais do administrador estão a manutenção da contabilidade do fundo e a divulgação e comunicação diária dos valores das quotas. Entre as principais restrições estão as proibições de compra de quotas do próprio fundo, a realização de operações com ativos fora do mercado financeiro e a realização de promessas de rendimentos e retiradas aos condôminos.
Embora o administrador esteja impedido de comprar quotas dos próprios fundos, um outro fundo pode fazê-lo. Os fundos de aplicações em cotas (FAC)
podem destinar seus recursos à aquisição de quotas de fundos de investimento, fundos de investimento no exterior e modalidades de fundos regulamentados pela C.V.M. Os investimentos em quotas de outros fundos devem representar no mínimo 95% do patrimônio líquido do FAC. Os 5% do patrimônio líquido restantes podem ser aplicados em títulos de emissão do Tesouro Nacional ou do Banco Central, em títulos de renda fixa de emissão ou aceite de instituições financeiras ou em operações compromissadas. Os FACs representam uma interessante possibilidade de diversificação e de aumento de capilaridade, pois permitem que diferentes partes do mercado tenham acesso a um fundo destinado inicialmente a um outro segmento sem fazer com que este último perca a sua identidade.
O administrador de recursos tem liberdade de ação para aplicações e emissões de quotas, desde que respeite os limites impostos pela legislação. Neste sentido, a legislação impõe restrições gerais para uma categoria de fundos, para um tipo específico de investidor, com o objetivo evitar concentração das quotas do fundo por um único cotista ou para diluir os riscos da carteira pela diversificação de seus ativos financeiros. Entre as principais regras estão o teto de 10% do patrimônio líquido do fundo para emissões de uma mesma pessoa jurídica, de empresas coligadas, do estado e do município, fundo de investimento ou pessoa física e o limite de emissões de 20% do patrimônio líquido do fundo para uma mesma instituição financeira. Entende-se como patrimônio líquido do fundo a soma algébrica do disponível com o valor da carteira, e os valores a receber menos as exigibilidades.
De acordo com a legislação vigente, os regulamentos devem conter, no mínimo, esclarecimentos sobre: taxa de administração, demais taxas ou despesas, política de investimento, condições de emissão e resgates de quotas, prazos de valorização de quotas e critérios de divulgação de informações aos cotistas.
As taxas, despesas e prazos são iguais para todos os condôminos. A instituição administradora deve estipular remuneração a ser recebida pela prestação do serviço de administração do fundo: a taxa de administração. Entretanto, uma vez
estabelecida, essa taxa somente pode ser elevada por decisão da assembléia geral de condôminos.
A política de investimento visa caracterizar o segmento de mercado em que atuará o fundo. O regulamento deve informar: as características gerais de atuação do fundo, composição da carteira, os riscos operacionais envolvidos e a realização de aplicações que coloquem em risco o patrimônio do fundo.
Os fundos definidos como de condomínio aberto permitem aos cotistas solicitar resgates de suas quotas a qualquer tempo. As quotas devem ser nominativas, intransferíveis e mantidas em conta de depósito em nome de seus titulares. Na emissão das quotas (ato de investimento) deve ser utilizado o valor da quota em vigor no horário de fechamento dos mercados em que o fundo atue. O prazo de resgate não deverá ser superior a 5 (cinco) dias úteis contados da data de conversão de quotas. Quando for o caso, respeitar-se-á o prazo de carência estipulado no regulamento para o resgate das quotas.
O administrador de recursos deve fornecer ao BACEN as seguintes informações diárias: saldo das aplicações, valor do patrimônio líquido, valor da quota, valores totais das captações e dos resgates no dia e as posições mantidas em mercados de derivativos. Aos cotistas é obrigatória a divulgação dos seguintes itens: (i) saldo e valor das quotas no início e final do período e a movimentação ocorrida ao longo do mesmo; (ii) rentabilidade do fundo auferida entre o último dia útil do mês anterior e o último dia útil do mês de referência do extrato.
Por ser o fundo de investimento constituído de uma assembléia geral de cotistas, a ela cabem determinadas tarefas e obrigações, como: deliberar sobre as demonstrações financeiras, alterar o regulamento; deliberar sobre a substituição da instituição administradora, a alteração do regulamento e a modificação da política de investimento; decidir sobre o aumento da taxa de administração e definir sobre transformação, fusão, cisão ou liquidação do fundo.
O regulamento do fundo deve ser registrado em cartório de títulos e documentos e, num prazo de 5 dias contados da sua ocorrência, ser comunicado à Delegacia Regional do Banco Central a que estiver jurisdicionada a instituição administradora. O BACEN pode determinar alterações no seu conteúdo.