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Ülke Gruplarına Göre İhracat Gelirleri ve Ticaret Müşavirliğ

Conforme explica Paulo Freire, em suas conversas com Ira Shor em Medo e Ousadia:

o cotidiano do professor (2011), durante o diálogo entre professor e alunos já é possível haver

transformação, pois repensamos o que já sabemos, muitas vezes, construindo um novo conhecimento com rigor epistemológico. O pressuposto do rigor é provocar a pensar e repensar, é um método crítico de aprender que instiga o outro a aprender. Ao retomar a compreensão freireana de rigor, precisamos superar a visão comumente compreendida como a forma autoritária de se estabelecer currículos ou de se organizar um programa, por exemplo.

Para o autor, como os alunos e professores ficam dependentes da autoridade, consideram que o método de ensino dialógico prescinde de rigor, por entenderem que não é rigoroso eles fazerem parte do processo de aprendizagem, tanto na produção de conhecimento como no reconhecimento do conhecimento já produzido. O rigor nunca é o mesmo, pois depende do tempo no qual está inserido. O que é permanente é a necessidade de ser rigoroso, pois esta é a mola propulsora da motivação para aprender. O ensino tradicional6 tende a não motivar os alunos a aprender, porque não os inclui no processo de construção do conhecimento, mas os faz memorizar informações inquestionáveis.

Freire salienta que o conceito de rigor é entendido no modelo tradicional de ensino, como uma forma autoritária de ensinar, onde o professor transmite o conhecimento para o aluno. Portanto, corrobora uma situação na qual um detém o poder (professor) e o outro(aluno) é subordinado a ele, na forma de pensar e aprender. Para Freire, rigor é compromisso e seriedade com a educação libertadora, onde professor e aluno interagem e constroem conhecimento juntos, num processo permeado por liberdade e criatividade. Para que esta abordagem seja bem sucedida, é necessário que haja flexibilidade com relação ao currículo utilizado, o que para muitos é sinal de desorganização e falta de planejamento. Como é possível construir conhecimento com os alunos se os tópicos propostos não forem assuntos pertinentes a eles? Como fazê-los entender a própria realidade sem utilizar a linguagem deles? Como fazê-los entender outras realidades se não conseguem compará-las a

6 Aqui compreendido como ensino reprodutivo, sem trabalhar com o sentido da dialeticidade do conceito de tradição.

sua própria realidade? Portanto, há de haver planejamento curricular, baseado em suposições que fazemos a respeito dos alunos, considerando que já tenhamos um conhecimento mínimo prévio a repeito deles, porém é crucial que este currículo tenha abertura suficiente para que possa ser mudado sempre que for necessário em favor da libertação dos alunos. Podemos dizer que estamos então diante de um grande desafio para o professor libertador: quando, onde e como mudar o currículo.

Para Freire, motivação não ocorre antes da ação, ao contrário. O aluno não se motiva para aprender, ele vai se motivando à medida em que aprende. O ensino tradicional não apresenta este processo, porque exclui o aluno dos processos de participação na dinâmica da aula. O professor precisa fazer esforços, e planejar aulas, principalmente no início do curso, que permitam que ele conheça os alunos, mesmo que isto signifique flexibilizar, ou até mesmo mudar o currículo. É necessário identificar – ou tentar identificar o máximo possível: níveis cognitivos e afetivos, linguagem autêntica, grau de alienação e condições de vida.

O grau de alienação para o estudo crítico é um grande desafio para o professor. É necessário conhecer com clareza o grau de alienação dos alunos no que diz respeito ao pensamento crítico, que é uma condição imprescindível para a educação cidadã. Quanto maior for a alienação dos alunos, mais difícil se torna a tarefa de encorajá-los a refletir criticamente sobre a realidade, o que requer um planejamento e condução de aula que minimize a alienação e promova a reflexão, de acordo com a capacidade e necessidade dos alunos. Isto significa que a intenção do professor de que a aula seja dialógica e de que se trabalhe a cidadania, muitas vezes não é suficiente para que o aluno faça parte do processo de construção do conhecimento, já que este necessita se libertar do seu grau de alienação, no mínimo até o ponto que permita que o pensamento crítico aconteça. Ficam então as perguntas: como detectar e “medir” o grau de alienação do aluno? E uma vez que se tenha esta compreensão, como libertá-lo disto, para que possa pensar criticamente? Questões que precisam estar cotidianamente em nosso horizonte de professor.

De acordo com Paulo Freire, é de interesse da classe dominante que professores e alunos sejam subjugados a um modelo educacional onde se pratica a pedagogia da transferência, pois assim fica mais fácil manter o controle e consequentemente o poder. Uma vez que são utilizados padrões quantificáveis, sejam em relação a material didático, currículo, e outros, cabe ao professor “repassar” ao aluno aquilo que lhe foi passado, fazendo de um o

transmissor e o outro de receptor. Este processo, por não ser libertador nem emancipatório, consequentemente priva alunos e professores do seu direito à humanização.

Freire postula o que ele chama de Ciclo Gnosiológico, ou ciclo do conhecimento, que acontece em dois momentos distintos que se relacionam dialeticamente. Em um dos momentos, há a produção de um novo conhecimento e o no outro é o conhecimento do que já existe, do que já foi produzido. Porém, historicamente, e predominantemente na educação tradicional, estes dois momentos foram isolados um do outro, havendo uma conclusão de que o professor, ou até mesmo um autor é quem produz o conhecimento e os alunos memorizam este conhecimento já existente, que é transmitido pelo professor. Daí o entendimento de que educar é “transmitir conhecimento”, portanto, em oposição a esta ideia, Freire acredita que professor e alunos possam construir conhecimento em conjunto.