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4. AYIPLI MAL VE AYIPLI HİZMETTE TÜKETİCİNİN HAKLARI

4.1. Tüketicinin Sahip Olduğu Seçimlik Hakların Genel Özellikleri

4.2.4. Ücretsiz Onarım Talep Hakkı

Paralelamente às análises globais foram realizadas 14 (catorze) visitas a instituições não-governamental e governamentais (Colônia Z-04 de Pesca e Aquicultura de Natal, Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura do Rio Grande do Norte – SFPA-RN, Superintendência do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis do Rio Grande do Norte – IBAMA-RN e Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte) vinculadas a atividade pesqueira objetivando esclarecer algumas demandas encontradas no referencial teórico e nas análises em situação de referência, bem como levantar as possíveis demandas destes setores relacionadas à atividade jangadeira. Estas visitas foram realizadas no período de março a maio de 2009. A seguir serão destacados os principais pontos destas visitas técnicas.

– Colônia Z-04 de Pesca e Aquicultura de Natal

A primeira visita foi realizada na Colônia Z-04 de Pesca e Aquicultura de Natal, cujo principal objetivo consistiu na obtenção de informações sobre o funcionamento da colônia e a sua relação com a atividade jangadeira.

Foram identificadas como principais finalidades da mencionada colônia, representar e defender os direitos dos pescadores profissionais e artesanais; e, promover: treinamento e qualificação profissional; atividades que estimulem a produção e o consumo do pescado; atividades educacionais, sociais e recreativas; amparo social; assistência jurídica; e ações que propiciem melhores condições sócio-econômicas aos associados.

Ressalta-se também que é de competência da Colônia Z-04: realizar o cadastro dos jangadeiros como pescadores artesanais e emitir suas informações para a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (SEAP-RN) (atual Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura – SFPA-RN), para que os pescadores possam usufruir dos benefícios do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), quando necessário, bem como para a Capitania dos Portos.

– Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura do Rio Grande do Norte – SFPA-RN Compete à SFPA-RN, o registro de toda a atividade de pesca e aqüicultura, cadastrando pescadores, embarcações e aqüicultores. A SFPA-RN também é responsável pelo cadastro e liberação da licença para a pesca da lagosta. Os pescadores cadastrados recebem o seguro equivalente a um salário mínimo durante o período do defeso.

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– Superintendência do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA-RN

O IBAMA é o órgão que fiscaliza o cumprimento da legislação ambiental, a nível federal, como por exemplo, as atividades em Zonas Costeiras. Com relação à atividade jangadeira a Superintendência do IBAMA-RN tem a responsabilidade de fiscalizar a pesca da lagosta, pois nem todas as embarcações têm autorização para desenvolver este tipo de pesca.

Além disso, o IBAMA-RN fiscaliza a pesca em todo a costa do Estado, faz o acompanhamento do número de embarcações e quantifica, com base em amostragens, o volume de pescado anual obtido por meio desta atividade. O setor de educação ambiental da referida instituição realiza atividades educativas, as quais, no caso da atividade jangadeira, estão relacionadas principalmente com a pesca predatória da lagosta. Foram disponibilizados pelo setor de Estatística Pesqueira, que faz parte da Divisão de Controle Ambiental e Fiscalização (DICAF), dados referentes aos quantitativos de embarcações e produção pesqueira das praias urbanas de Natal, levantados por métodos de aproximação.

– Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte

A Capitania dos Portos é uma instituição vinculada à Marinha do Brasil, a qual é responsável pela vistoria do trânsito no mar; fiscalização das embarcações em terra, na colônia e/ou no mar, visto que é responsável por fazer cumprir as normas de segurança para uma boa navegação; formação de aquaviários, desde pescadores até outras categorias, como condutor ou motorista de pesca, taifeiro (cozinheiro), entre outras.

No caso da atividade jangadeira, para atuar legalmente, é necessária a obtenção da carteira de pescador profissional (POP), alcançada através da participação e aprovação no curso de POP, com duração de uma semana, o qual é direcionado para indivíduos que tenham no mínimo a 4ª série. Ao final deste curso, os alunos são submetidos a uma avaliação escrita, acerca de conhecimentos sobre: regras de manobra, luzes e sinais sonoros; noções básicas de navegação e estabilidade; sobrevivência do náufrago; combate a incêndio; primeiros socorros e prevenção da poluição do meio ambiente. Além disso, ocorre prática de natação.

Segundo informações a Capitania dos Portos pretende extinguir o curso POP e manter apenas o curso para pescador profissional especializado (PEP), o qual tem duração de três meses e critérios de avaliação mais rigorosos. Devido a estes fatores poucos jangadeiros se inscrevem neste curso. Com ele, o aluno se torna apto a comandar embarcações pesqueiras industriais. A Capitania não tornou extinto o POP, pois existem muitos profissionais da pesca,

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como é o caso dos jangadeiros, que geralmente desempenham essa atividade há muitos anos, mas, em sua maioria, apresentam baixo nível de escolaridade dificultando o bom desempenho no curso PEP.

– Considerações sobre as pesquisas institucionais

É importante ressaltar que nas instituições acima mencionadas não foi possível identificar de forma clara e concisa o quantitativo real referente às jangadas e respectivos pescadores, existentes nas praias analisadas.

Os dados coletados favoreceram ao grupo de pesquisa, a criação de uma rede de contatos, a qual veio beneficiar o grupo em outros momentos. Dentre estes, pode-se citar o convite da presidente da Colônia para a participação na III Conferência Estadual de Aquicultura e Pesca do Rio Grande do Norte, nos dias 11 e 12 de julho de 2009, a qual se realizou sob a responsabilidade da SFPA-RN.

A participação de alguns integrantes da pesquisa nesta Conferência foi de extrema importância já que, no decorrer desta, muitas falas acerca do setor pesqueiro em nível federal e estadual vieram corroborar a importância da realização dessa pesquisa com os jangadeiros.

As principais discussões realizadas na Conferência permearam no âmbito da carência de ações na pesca artesanal. Foram discutidas as necessidades de avanços na produção pesqueira artesanal. Destacou-se a importância de atentar para os estoques pesqueiros e sua sustentabilidade ambiental, a fim de se desenvolver a atividade com responsabilidade. Atualmente o setor de pesca artesanal produz mais de 3 milhões de empregos e 1 milhão de toneladas de pescado, todavia o Brasil, segundo foi discutido, tem condições de produzir muito mais. A pesca é uma atividade difícil, cujo cotidiano consiste em lutas e sofrimentos que às vezes tolhe o acesso a metodologias que outros setores têm. Ressalta-se ainda a ausência de políticas públicas adequadas para a promoção da educação nas comunidades de pescadores artesanais e a importância da criação de políticas educacionais para sensibilizar o pescador, com vistas à sustentabilidade dos estoques pesqueiros. Foi advertida a necessidade de administrar a Gestão de Recursos Pesqueiros no Brasil, assim como criar uma aproximação do pescador com o consumidor e esta seria através da compra direta ao pescador (CELESTINO; OLIVEIRA, 2009).

Após uma reflexão acerca das informações levantadas durante as pesquisas complementares, foi possível constatar que a baixa eficiência das informações acerca da produtividade pesqueira artesanal, o descumprimento das normas da Marinha, a escassez de

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consciência ambiental, a sobreexploração dos recursos pesqueiros e a ineficiência do controle de registros do número de jangadeiros e jangadas em atividades configuram-se em demandas institucionais.