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Özelleştirme ve esnek çalışmaya yönelik uygulamalar

2.Teknolojinin çalışma hayatında etkin kullanılması

E. Özelleştirme ve esnek çalışmaya yönelik uygulamalar

Em razão das evidências dos estudos mencionados no tópico anterior indicarem que medidas financeiras de desempenho frequentemente induzem a uma orientação temporal de curto- prazo, a literatura contábil voltou sua atenção para a identificação de medidas adicionais de desempenho que pudessem mitigar esse comportamento.

O conceito de Balanced Scorecard (BSC) proposto por Kaplan e Norton (1996) assume papel relevante, nesse contexto, por sugerir um conjunto balanceado de medidas financeiras e não- financeiras de desempenho. Em consequência, a pesquisa contábil direciona sua atenção para o entendimento do efeito de medidas não-financeiras de desempenho sobre OTG, argumentando que esses indicadores (p. ex. satisfação do cliente) poderiam inibir orientação temporal de curto-prazo; isto é, eles poderiam levar os gestores a dedicar atenção às atividades não capturadas por resultados operacionais do período atual (HEMMER, 1996). Estudos analíticos em contabilidade têm geralmente corroborado essa expectativa. Dikolli e Vaysman (2006), por exemplo, mencionam que medidas não-financeiras de desempenho, tais como satisfação de cliente, métricas de qualidade, participação de mercado e introdução de novos produtos, são úteis para direcionar os gestores para o desempenho de tarefas que afetam resultados financeiros de curto e de longo-prazo, independentemente de preferências temporais.

Os estudos contábeis que investigam o efeito de medidas não-financeiras também buscam identificar as condições em que esse efeito positivo que elas provocam sobre OTG ocorre. Dikolli (2001), por exemplo, sugere que a demanda por medidas não-financeiras quantitativas (p. ex. qualidade, satisfação do cliente, satisfação do empregado e produtividade) aumentaria, quando a intenção do gestor em permanecer na empresa diminuísse e que o uso de tais indicadores de desempenho induziria os gestores a também dedicar esforços às tarefas que afetam resultados de longo-prazo.

Sliwka (2002) também aponta que, se superior e subordinado não puderem se comprometer com um esquema de remuneração de longo-prazo e a renegociação desse esquema ocorrer, o plano de remuneração gerencial deveria incluir uma medida não-financeira de desempenho, tal como o número de novos produtos lançados e o número de patentes premiadas, medida essa que seria somente influenciada pelo esforço alocado em atividades estratégicas. Por fim, Dutta e Reichelstein (2003), que assumem a existência de equivalência entre medidas não- financeiras e indicadores de tendência de lucros futuros, demonstram que o uso de indicadores não-financeiros, para inibir orientação temporal de curto-prazo, vai depender da presença de problemas de risco moral e da duração do contrato de incentivo gerencial.

Existe ainda um estudo analítico em contabilidade que aprofunda o papel de indicadores não- financeiros e ressalta que alguns desses indicadores são mais eficientes do que outros em reduzir orientação temporal de curto-prazo.

Nesse campo, Hemmer (1996) avalia as condições em que duas medidas não-financeiras de desempenho – uma medida relativa (satisfação média dos clientes) e uma medida absoluta (número de clientes que alcançam o nível de satisfação esperado) – são usadas para garantir a congruência das metas. Ele indica que, se dados de satisfação puderem ser obtidos sem custos, tanto a medida relativa quanto a medida absoluta seriam usadas otimamente para encorajar relativamente mais atenção à satisfação do cliente. Sugere também que a medida relativa e o indicador de lucro contábil seriam complementares, enquanto que a medida absoluta e o indicador de lucro contábil seriam substitutos (HEMMER, 1996).

Em resumo, a expectativa geral diante desses resultados é de que medidas não-financeiras de desempenho poderiam induzir os gestores a uma orientação temporal de mais longo-prazo. É possível dizer que o efeito positivo de medidas não-financeiras de desempenho sobre OTG decorre de, supostamente, tais medidas possuírem maior nível de tendência de lucros futuros, quando comparadas a medidas financeiras (DUTTA E REICHELSTEIN, 2003), o que levaria os gestores a considerarem as oportunidades de suas ações em diversos períodos ao longo do tempo em vez de focar exclusivamente em resultados de curto-prazo. Entretanto, indicadores não-financeiros de desempenho parecem ser dispensáveis em situações em que outros mecanismos de indução de uma orientação temporal mais de longo-prazo estiverem presentes, como ocorre quando os gestores possuem uma maior expectativa de permanecer na empresa (DIKOLLI, 2001) ou quando superior e subordinado se comprometem com contratos de longo-prazo (DUTTA; REICHELSTEIN, 2003).

Assim, ao mesmo tempo, em que é possível considerar que medidas não-financeiras de desempenho sejam menos relevantes para reduzir orientação temporal de curto-prazo na presença de outros mecanismos capazes de induzir uma orientação temporal mais de longo- prazo, é possível afirmar que o efeito desses outros mecanismos sobre OTG, tal como um período de avaliação de longo-prazo, seja intensificado pela presença das medidas não- financeiras de desempenho. Isso significa dizer que, se medidas não-financeiras de desempenho e mecanismos cognitivos, tais como o período de avaliação de desempenho, isoladamente, podem induzir os gestores a uma orientação temporal de longo-prazo, quando

considerados em conjunto, interativamente, esse efeito positivo sobre OTG pode ser intensificado.

Uma característica dessa literatura contábil é o caráter absoluto dos efeitos preditos, isto é, medidas financeiras resultariam em orientação temporal de curto-prazo e medidas não- financeiras provocariam o comportamento oposto. Essa perspectiva enfatiza que é a ausência ou a presença de um ou outro tipo de indicador de desempenho que afeta, de modo absoluto, OTG. Entretanto, parece que mais importante para ampliar o entendimento do efeito do tipo de indicador de desempenho é a compreensão de seu impacto relativo sobre OTG; isto é, a ênfase seria no entendimento de como os gestores alocarão esforços entre atividades de curto- e de longo-prazo no caso em que medidas financeiras de desempenho usadas para os propósitos de incentivo são mais relevantes do que indicadores não-financeiros, e vice-versa. Alguns estudos contábeis têm, de fato, explorado o tema sob essa perspectiva (ver p. ex. DIKOLLI; VAYSMAN, 2003; DIKOLLI, 2001; HEMMER, 1996).

Uma segunda característica dessas evidências acerca dos efeitos de indicadores financeiros e não-financeiros de desempenho indicam que a literatura contábil existente tem dedicado maior atenção a efeitos de incentivo para explicar OTG, implicando que preferências temporais dependem fundamentalmente de aspectos econômicos refletidos por meio do aumento da remuneração. Entretanto, é provável que o efeito da mensuração de desempenho se deva também a razões cognitivas, em que o efeito dos indicadores de desempenho depende também da maneira pela qual os gestores percebem tais indicadores (ver BIRNBERG et al, 2007). Desse modo, o efeito de uma medida de desempenho sobre OTG pode decorrer de fatores cognitivos em vez de aspectos de incentivo (VAN RINSUM, 2006).

O efeito de medidas financeiras de desempenho, por exemplo, poderia ser decorrente de um período de avaliação de curto-prazo normalmente utilizado para avaliação de desempenho dos gestores (ver p. ex. HOSKISSON et al, 1993). Além disso, medidas não-financeiras de desempenho parecem ser relativamente menos importantes diante da presença de mecanismos cognitivos, tais como a existência de contratos de incentivo de mais longo-prazo e de expectativas de permanência na empresa por um longo-prazo (DIKOLLI; VAYSMAN, 2003; DIKOLLI, 2001; DUTTA; REICHELSTEIN, 2003), que induzem os gestores a terem uma

orientação temporal de mais longo-prazo em suas decisões, no lugar de tomarem decisões visualizando apenas efeitos isolados.

A partir da percepção de relevância do efeito de fatores cognitivos, este estudo explora, especificamente, dois desses mecanismos cognitivos que potencialmente podem afetar OTG e que fazem parte do sistema de remuneração gerencial: período de avaliação e momento da remuneração.