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3. ÖRGÜTSEL STRES UNSURLARI VE ÖRGÜTSEL STRESLE BAŞA

3.3 Örgütsel Stres Unsurları 23

3.3.2 Örgütsel işleyişe yönelik unsur 31

Segundo os planos anuais de financiamento da dívida, as diretrizes gerais que norteiam a gestão da Dívida Pública Federal (DPF), observadas as condições de mercado, são (BRASIL, 2005a):

• alongamento do prazo médio da DPF, principalmente por meio do aumento do prazo médio dos títulos emitidos em oferta pública;

• redução do percentual da DPF vincendo em 12 meses;

• substituição gradual dos títulos remunerados pela taxa Selic bem como aqueles denominados e referenciados à variação cambial, por títulos com rentabilidade prefixada e vinculada a índices de preços; e

• incentivo ao desenvolvimento das estruturas a termo de taxas de juros para títulos públicos federais.

Vale ressaltar, em termos de forma de remuneração dos títulos, o objetivo de redução dos papéis atrelados à Selic em prol de títulos prefixados e vinculados a índices de preços. Neste sentido, segue análise das estratégias traçadas para a gestão da Dívida Pública Mobiliaria Federal interna – DPMFi, vis a vis os resultados alcançados anualmente no período de 2001 a 2004.

3.1.2.1 Plano Anual de Financiamento de 2001

O Plano Anual de Financiamento, editado em fevereiro de 2001, definia as seguintes estratégias para o financiamento da DPMFi no ano de 2001 (BRASIL, 2001):

• O Tesouro Nacional resgatará integralmente as NTN-D vincendas em 2001. Portanto, a oferta líquida total de títulos cambiais ao mercado será de responsabilidade exclusiva do Banco Central do Brasil;

• No período compreendido entre janeiro e dezembro de 2001, projetam-se emissões líquidas de LTN da ordem de R$ 29 bilhões e resgates líquidos de LFT no montante de R$ 52 bilhões.

• Em termos de prazo de emissão foram planejadas colocações em mercado com 36 meses (LTN e NTN-F), enquanto as emissões de títulos remunerados à taxa Selic sofreriam novos alongamentos em relação aos 60 meses daquele momento;

• No que diz respeito às NTN-C’s os lotes considerados regulares contemplarão prazos de no máximo 10 anos, emissões de títulos com maturação mais longa (20 e 30 anos) deverão ser realizadas ao longo do ano , podendo ser aceitos, a título de troca, LFT’s em poder do mercado. Ainda no contexto de títulos corrigidos por índices de preços, ofertas de títulos vinculados ao IPCA poderão ocorrer, com prazos mínimos de emissão superiores a 5 anos;

• O estoque da DPMFi em poder do público deverá sofrer acréscimo de 7,4%, com seu prazo médio possivelmente alongando-se de 29,8 meses para até 42,9 meses. Neste ponto, ressalta-se que o alongamento de perfil da dívida só não se faz mais robusto em função da diretriz, igualmente importante, de desindexação da dívida, que, ao produzir aumento da participação de

prefixados na estratégia de financiamento, substitui títulos de maior prazo médio de

emissão (LFT) por outros com maturação mais curta (LTN).

Segue abaixo tabela comparativa entre os resultados esperados pela estratégia básica e os resultados alcançados no período, em termos de formas de remuneração dos títulos:

Tabela 2 - Composição planejada no PAF e alcançada em 2001

Indexador dez/00 PAF dez/01 Resultados dez/01

Prefixada 15% 22% 7,8% Selic 52% 42% 52,8% Índice de Preços 6% 8% 7,0% Câmbio 22% 22% 28,6% TR e Outros 5% 6% 3,8% Fonte: PAF (2002)

No ano de 2001, a administração da dívida pública foi fortemente influenciada por fatores internos como a crise gerada pelo racionamento de energia elétrica, além de fatores externos como choques adversos que marcaram a economia mundial. Dentre os fatores externos, cabe destacar, a desaceleração da economia americana e seu potencial impacto sobre os paises emergentes mais o agravamento da situação da Argentina causaram repercussão direta no mercado financeiro nacional. Vale ressaltar, com base na Tabela 2, que o volume de títulos prefixados no mix da dívida pública em dezembro de 2001 (7,8%) foi muito inferior ao planejado no PAF para aquele ano, de 22%, inferior até mesmo à fração em dezembro de 2000 (15%).

3.1.2.2 Plano Anual de Financiamento de 2002

O Plano Anual de Financiamento, editado em janeiro de 2002, definia as seguintes estratégias para o financiamento da DPMFi no ano de 2002 (BRASIL, 2002):

• alongamento dos prazos médios dos títulos emitidos em oferta pública (Letras do Tesouro Nacional – LTN, Letras Financeiras do Tesouro – LFT e Notas do Tesouro Nacional, série C – NTN-C);

• manutenção do percentual da dívida vincenda em 12 meses em níveis prudentes;

• substituição gradual dos títulos remunerados à taxa SELIC por títulos com rentabilidade prefixada;

• desenvolvimento adicional da estrutura a termo de taxa de juros (prefixada e de índice de preços); e

• busca de perfil mais homogêneo de maturação da dívida pública.

Destaca-se, uma vez mais, a busca pela substituição de papéis vinculados à Selic por títulos prefixados. Abaixo segue tabela comparativa entre o que se estimava para o perfil da dívida e o que de fato se configurou:

Tabela 3 - Composição planejada no PAF e alcançada em 2002 dez/01

PAF dez/02 Resultados dez/02

Mínimo Máximo Prefixada 7,8% 7% 10% 2,2% Selic 52,8% 51% 56% 60,8% Índice de Preços 7,0% 6% 8% 12,5% Câmbio 28,6% 25% 30% 22,4% TR e Outros 3,8% 3% 4% 2,1% Fonte: PAF (2003)

A dificuldade em atingir as metas estabelecidas para o ano de 2002 foi, em parte, foi conseqüência do rumo incerto da economia norte-americana, o aprofundamento das tensões no Oriente Médio e o contínuo agravamento da crise da Argentina, que contribuíram negativamente para a estabilidade econômica.

aumentaram a volatilidade do mercado de títulos. Neste contexto, a contínua depreciação do real frente ao dólar - que atingiu ao final de 2002, cerca de 52,3% do valor ao final do ano anterior - e o aumento de inflação levaram o Banco Central a adotar medidas mais restritivas de política monetária. Ou seja, sucessivas elevações dos juros básicos internos, que passaram de 18% ao ano em setembro, para 25% ao ano em dezembro. Acrescenta-se ainda, a forte elevação do nível de risco-país (medido de acordo com o EMBI+, calculado pelo Banco J.P. Morgan), que iniciou o ano em 824 pontos base, atingiu 2.443 pontos base às vésperas das eleições presidenciais e finalizou o ano em 1.439 pontos base.

Neste contexto de elevada incerteza, uma vez mais a meta de participação de títulos prefixados não foi atingida, enquanto a fração de papéis atrelados à Selic esteve acima do patamar máximo planejado.

3.1.2.3 Plano Anual de Financiamento de 2003

O Plano Anual de Financiamento, editado em janeiro de 2003, definia as seguintes estratégias para o financiamento da DPMFi no ano de 2003 (BRASIL, 2003):

• alongamento dos prazos médios dos títulos emitidos em oferta pública;

• manutenção do percentual da dívida vincenda em 12 meses em níveis prudentes;

• substituição gradual dos títulos remunerados à variação cambial e à taxa Selic por títulos com rentabilidade prefixada e/ou indexados a índices de preços; e

• desenvolvimento adicional da estrutura a termo de taxa de juros (prefixada e de índice de preços).

Em 2003 mantém-se a busca pelo aumento da participação de títulos prefixados e vinculados a índices de preços no mix da DPMFi. Abaixo segue tabela comparativa entre as metas traçadas para o ano de 2003 e os resultados efetivamente alcançados:

Tabela 4 - Composição planejada no PAF e alcançada em 2003

dez/02 PAF dez/03 Resultados dez/03

Mínimo Máximo Prefixada 2,2% 5% 15% 12,5% Selic 60,8% 52% 60% 61,3% Índice de Preços 12,5% 12% 18% 10,8% Câmbio 22,4% 13% 22% 13,6% TR e Outros 2,1% 2% 4% 1,8% Fonte: PAF (2003)

Os resultados obtidos, muito próximos aos estipulados no planejamento anual de financiamento da dívida de 2003 sinalizaram a confiança dos investidores internos e externos na economia brasileira. Contribuiu para o bom resultado a posse do novo presidente, que pôs fim às incertezas quanto à política econômica a ser implementada.

Um significativo aumento da fração prefixada da dívida pode ser percebido, passando de 2% em dezembro de 2002 para 12,5% em dezembro de 2003. Por outro lado, os títulos atrelados à Selic continuam consistindo na maior parte do montante (61,3%).

3.1.2.4 Plano Anual de Financiamento de 2004

O Plano Anual de Financiamento, editado em fevereiro de 2004, definia as seguintes estratégias para o financiamento da DPMFi no ano de 2004 (BRASIL, 2004a):

• alongamento dos prazos médios dos títulos emitidos em oferta pública;

• substituição de parte dos títulos remunerados à variação cambial e pela taxa Selic por títulos com rentabilidade prefixada ou vinculadas a índices de preços; e

• contribuição para o desenvolvimento da estrutura a termo de taxa de juros (prefixada e de índice de preços).

Tabela 5 - Composição planejada no PAF e alcançada em 2004 dez/03

PAF dez/04 Resultados dez/04

Mínimo Máximo Prefixada 12,5% 13% 23% 20,1% Selic 61,3% 50% 61% 57,1% Índice de Preços 10,8% 5% 7% 5,2% Câmbio 13,6% 15% 21% 14,9% TR e Outros 1,8% 1% 3% 2,7%

Fonte: PAF (2005a)

Observa-se pela tabela acima o cumprimento de todas as diretrizes traçadas no Plano Anual de Financiamento da dívida pública em 2004, no que tange a composição percentual da DPMFi. Destaca-se o incremento da participação dos papéis prefixados, que atingiram 20,1% do montante total da DPMFi e uma leve redução dos títulos atrelados à Selic com 57,1% da DPMFi.

A evolução da DPMFi em termos de sua composição tem sido o resultado da sua gestão, do contexto macroeconômico e das expectativas do mercado. O próximo item busca delinear a evolução de suas características em termos de forma de remuneração, prazo médio e estrutura de vencimentos entre novembro de 1999 e dezembro de 2004.

Benzer Belgeler