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2.2 İŞ TATMİNİNİN TANIMI

2.2.2. İş Tatminini Etkileyen Faktörler

2.2.2.3. Örgütsel faktörler

5.4.1. Córrego do Gregório

Os Córregos do Gregório, Santa Maria e Tijuco Preto são os principais formadores urbanos da bacia do Ribeirão Monjolinho e como este, recebem os resíduos de esgoto doméstico. O nome Gregório, vem do fato que esta pessoa foi um posseiro que vivia às margens do córrego, na região situada mais ou menos entre a rua Episcopal e a avenida São Carlos, daí a origem do nome do referido curso d’água. Na mesma região também morava Jesuíno de Arruda, e sua casa localizava-se no canto sudeste do mercado, onde hoje está sua estátua.

Por determinação do Conde do Pinhal, na ocasião da fundação da cidade, essas terras precisavam ser desocupadas e o encarregado de retirar o posseiro foi Jesuíno de Arruda. A desocupação deu muito trabalho, pois Gregório tinha roças e exigia uma remuneração pelas benfeitorias.

O início da ocupação desta região que, mais tarde, viria a tornar-se o centro da cidade de São Carlos, ocorreu no entorno de onde se construiu a primeira capela, hoje, a Catedral São Carlos Borromeu. Na área diagonal à capela, o Conde do Pinhal ergueu seu casarão, onde se situava a Prefeitura Municipal.

A partir daí, a cidade iniciou seu crescimento até a rua Major José Inácio, onde terminava a sesmaria do Pinhal e iniciava a sesmaria do Monjolinho, cujo proprietário chamava-se Alkimim. Após a morte de Alkimim, Dona Alexandrina, sua esposa, doou uma parte da sesmaria do Monjolinho para a cidade, o que então possibilitou o início de seu crescimento para o norte, acima da rua Major José Inácio. Já a urbanização em direção à área sul da cidade se deu com a vinda da Companhia Paulista de Estrada de Ferro, pois nas bordas desta região onde, mais tarde, seria a Vila Prado, foram construídas as primeiras casas para servir de moradia aos ferroviários. O crescimento deste bairro foi alavancado a partir da instalação das Indústrias Pereira Lopes e da construção da Igreja Santo Antônio.

5.4.2. Ribeirão Monjolinho

O Ribeirão Monjolinho, também conhecido como rio do Monjolinho tem suas nascentes no município de São Carlos. Nesta cidade, banha praticamente a área urbana, margeando a cidade ao norte onde adentra o campus da UFSCar (Ver Figura 15 a seguir), seguindo num leito pedregoso de basalto rumo ao município vizinho de Ibaté. Sua foz se dá no Rio Jacaré-Guaçu, que por sua vez se inclui no sistema hidrográfico do rio Tietê.

Fonte: www.flickr.com

Figura 15: Represa do Monjolinho (UFSCar), 2007

A bacia hidrográfica do Ribeirão Monjolinho tem como característica principal as marcas deixadas pelo desenvolvimento urbano da cidade de São Carlos e a quase totalidade dos impactos causados pela consecução dessas atividades. Essas atividades de cunho urbanístico poderiam ser divididas em: impactos decorrentes do desenvolvimento industrial e impactos decorrentes do desenvolvimento urbano em si.

O Ribeirão Monjolinho tem uma extensão de cerca de 43 km, contados desde sua nascente no planalto sancarlense na parte leste do município e na cota de cerca de 900 metros de altitude. Originalmente este Ribeirão se apresenta com uma ampla planície de inundação formada principalmente pela deposição sedimentar de grande quantidade de material em suspensão, que diariamente carrega ao longo da área urbana drenada. No âmbito urbano, este Ribeirão foi canalizado, recebendo a contribuição de vários pequenos cursos de água, entre eles os córregos Tijuco Preto e do Gregório, que reconhecidamente tem sua formação engrossada pelos resíduos de esgoto urbano dos reservatórios sanitários da região

Contribuição à Educação Ambiental: A construção da consciência ecológica em alunos do ensino fundamental.

Programa de Pós Graduação em Ecologia e Recursos Naturais PPG-ERN,CCBS, UFSCar

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norte de São Carlos. Também compõem esta drenagem despejos provenientes de curtumes, indústria papeleira, complexo industrial de tintas e solventes e um frigorífico industrial de aves.

Quando o curso do Ribeirão Monjolinho abandona a área urbana de São Carlos, ainda podem ser vistas algumas áreas onde persiste a vegetação de galeria, cercada por áreas desmatadas interiores onde impera a atividade agrícola ou pastoril. Mais a frente, quando de novo retoma seu curso sobre os extratos basálticos regionais, recupera o ambiente encachoeirado que permanece até a sua desembocadura no rio Jacaré-Guaçu em cota bastante rebaixada para cerca de 540 metros de altitude perfazendo um desnível de cerca de 350 metros em relação à sua nascente. A usina entrou em operação em 1893 e continua ativa até hoje. Onde hoje permanece esta usina foi criado um museu que contempla aspectos culturais e históricos da cidade de São Carlos.

Vários estudos já foram realizados no Ribeirão Monjolinho, principalmente devotados aos diagnósticos relativos às suas características físicas e muito sobre a qualidade de suas águas, estrutura de suas comunidades aquáticas e um continuo estudo de depósitos sedimentares (sedimentos) voltados aos estudos sobre toxicidade. Entretanto, poucos são os estudos sobre as consequências da atividade urbana que entrassem em detalhes sobre a ocupação antrópica que se verifica em suas margens que continuamente têm causado a deterioração dos recursos naturais de sua bacia. Os estudos de Sé (1992) e Cunha (1999) abriram caminho para outras abordagens vinculadas à educação ambiental, todos eles procurando avaliar a expansão do município de São Carlos e suas consequências, tendo por base as profundas alterações que estas atividades produziram no ambiente aquático do Ribeirão Monjolinho e seu entorno.

Na época atual, o Ribeirão Monjolinho se encontra bastante poluído, pois recebe praticamente todo o esgoto industrial da cidade de São Carlos. Neles se incluem os dejetos de origem industrial, que Gonçalves (1990) estimou em cerca de 400 bocas poluentes e as inúmeras bocas de esgoto urbano da cidade de São Carlos, cuja descarga de resíduos domésticos pode apenas ser estimada a partir de uma população de mais de 220 mil habitantes se utilizando integralmente deste ribeirão.

Existe ainda hoje uma estação chamada Estação do Monjolinho (Figura 16 que segue), datada de 1884, desativada, por onde passava o trem da Companhia Paulista, que atualmente pertence à Fazenda Santa Maria (Figura 17 que segue). Parte da estação está arrendada, abrigando um restaurante rural com comida típica.

Fonte: CDCC/USP.

Figura 16: Antiga Estação Monjolinho Figura 17: Fazenda Santa Maria, antigo Fonte: CDCC/USP. Monjolinho

Benzer Belgeler