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BÖLÜM II. ÖRGÜTSEL BAĞLILIK

A. Örgütsel Bağlılık

4. Örgütsel Bağlılık Çeşitleri

As entrevistas semiestruturadas, de acordo com Seale et al (2011), têm como principais vantagens a possibilidade de explicar ao entrevistado questões complexas bem como a garantia de obter as repostas necessárias sem os adiamentos e falta de respostas típicos das entrevistas realizadas via e-mail. Além disso, elementos não-verbais (como por exemplo, expressões faciais e gestos, dentre outros) podem ser observados e levados em consideração.

De acordo com Seale et al (2011), o entrevistador, nas entrevistas semiestruradas, pode controlar o contexto e garantir que o ambiente seja confortável para que a entrevista ocorra melhor. Nesse tipo de entrevista, o entrevistado tem liberdade de desenvolver respostas na direção que achar mais viável e poderá também aprofundar aspectos que julgar mais relevantes. Isso demandará discernimento por parte do pesquisador no sentido de selecionar informações e não restringir a participação do informante durante a entrevista (DORNYEI, 2007). Logo, tem-se, assim, uma riqueza de informações e possibilidade de se interagir mais com as questões trazidas pelo entrevistador (QUIVY et al, 1992).

Considerando que a entrevista semiestruturada não deve seguir um roteiro rígido de perguntas pré-estabelecidas (DORNYEI, 2007), para a elaboração do roteiro de entrevista (APÊNDICE H), optei por partir de algumas perguntas gerais, formuladas com base nas notas de campo e, especialmente, nas informações constantes nos questionários para que tanto o professor participante como os alunos do grupo focal ficassem à vontade para responder às perguntas e, dessa forma, revelar seus sentimentos e impressões sobre o assunto abordado, a interação com o grupo focal assumiu um clima de conversa informal.

No caso das sessões de reflexão interativa, elas são caracterizas por “uma estrutura de conversa em que o pesquisador intervém minimamente no processo de reflexão” (PESSOA, 2002, p. 19) que no caso dessa pesquisa, diz respeito à reflexão dos alunos a partir da interação entre eles e a partir de perguntas feitas por mim enquanto moderador. Nesse sentido, pretendi atuar como um moderador que pudesse “garantir por meio de uma intervenção ao mesmo tempo discreta e firme, que o grupo abordasse os tópicos de interesse do estudo” (IERVOLINO; PELUCIONE, 2001, p. 117).

3.4.1.3.1. O Processo de realização de entrevistas com o professor e das interações com grupo focal

As entrevistas com o professor participante (APÊNDICES I e J) foram realizadas na própria escola, em horários em que o mesmo não estava lecionando ou atuando em atividades administrativas na escola. O professor cedeu a sala em que atua como vice-diretor para que a entrevista fosse gravada em áudio sem interrupções.

Os alunos participantes do grupo focal participaram de sessões de interações reflexivas realizada também na escola, porém em horários extraclasse (com autorização escrita assinada pelos seus responsáveis). Eles sentaram-se em círculos em uma sala confortável, gentilmente

cedida pela escola, iniciaram a conversa com o pesquisador em um momento de descontração com lanche e fazendo comentários espontâneos sobre outros assuntos. Nessas interações, foram valorizadas as experiências coletivas, o pensamento conjunto e as reações aos tópicos trazidos durante a entrevista (DÖRNYEI, 2007). Objetivou-se permitir aos alunos falar de sua trajetória escolar e familiar, suas motivações, alegrias e frustrações diante da aula de língua inglesa. Nesse contexto, foi possível introduzir e expandir as perguntas previamente elaboradas para moderar a conversa entre os alunos do grupo focal (APÊNDICE K, L, M e N). As interações foram gravadas em áudio e ouvidas repetidas vezes para a realização da transcrição tanto da entrevista com o professor (APÊNDICE O) como das interações com o grupo focal (APÊNDICE P)

Ao todo, foram realizadas três entrevistas com o professor e quatro entrevistas com o grupo focal, no período de maio a dezembro de 2013. Os quadros três e quatro, a seguir, sintetizam a natureza e o objetivo das entrevistas realizadas e seus desdobramentos para a produção de atividades.

QUADRO 6- Entrevistas com o professor participante

ENTREVISTA DATA DA

APLICAÇÃO

OBJETIVO(S)

1- Trajetória profissional e visão do professor sobre sua atuação no PAV.

28/05/13 Compreender a escolha profissional do professor; seu interesse pela língua, sua concepção sobre língua; ensino e aprendizagem de inglês na escola pública. Entender sua visão sobre lecionar no PAV; objetivos da aula, temas para as aulas e a impressão do professor sobre os alunos.

2- Familiaridade com Pressupostos Teóricos do LC.

21/06/13 Saber o grau de familiaridade com os pressupostos teóricos do LC, entender qual a concepção do professor sobre o papel do LC na aula de língua inglesa e especialmente se tratando da forma como o LC pode e deve estar inserido nas aulas para a turma de aceleração; como são e devem ser as aulas de inglês para o PAV bem com o crença sobre LC na sala de aula, (in)eficiência para os alunos do PAV. 3- Reflexão sobre a

experiência de

implementação das atividades.

06/12/13 Compreender melhor o registro de impressões do professor após as aulas com as atividades; como foi experiência, contribuições e lacunas do LC para sua prática docente no PAV e possivelmente em outros contextos de ensino.

Contribuições do instrumento para a elaboração de

atividades.

A partir da concepção do professor sobre LC, produzi um guia de

sugestões para aplicação das atividades que fossem condizentes com sua concepção de ensino e aprendizagem (sem que houvesse

comprometimento do objetivo das atividades e/ou desvinculação do conceito de LC.

QUADRO 7- Interações com grupo focal

ENTREVISTA DATA DA

APLICAÇÃO

OBJETIVO(S)

1- Inglês na escola pública;

no PAV. 25/09/13 Conhecer a visão dos alunos sobre inglês na escola pública; o porquê de aprender inglês na escola pública; como ela se relaciona com outros assuntos, seu “status” diante de outras disciplinas para os alunos do PAV.

2- Objetivos da aula de inglês

para o PAV. 02/10/13 Ouvir a opinião dos alunos sobre o que a aula de inglês deve ter, incorporar; o papel da língua inglesa; papel na vida deles e a preferência deles diante de assuntos diversos.

3- Registro de impressões. 20/11/13 Compreender melhor a opinião dos alunos expressa no registro de impressões sobre a experiência de entrevistar e questionar uma autoridade educacional sobre as aula de inglês no PAV.

4- Reflexão sobre aprendizagem de inglês no PAV após implementação das atividades.

06/12/13 Entender a reflexão dos alunos sobre as aulas e a aprendizagem de inglês após implementação das atividades; com foi a experiência, suas impressões e sentimentos. Além disso, objetivou-se saber como foi para os alunos aprender inglês com outra perspectiva, “de uma forma diferente”. Compreender como foi a recepção e reação diante das atividades criticamente embasadas; de que forma as atividades com perspectivas críticas trouxeram um novo significado para a aula, para a aprendizagem da língua inglesa; sua visão de si mesmo; do mundo.

Benzer Belgeler