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2. BÖLÜM

3.5. Bulguların Değerlendirilmesi

3.5.6. Örgütlenme Pratikleri

No dia 07 de maio de 2010 foi entregue à Assembleia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA) a proposta do Governo para o “Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) do Magistério da educação Básica da rede pública de ensino do Estado do Pará” para as devidas considerações, ajuste e apreciação do Legislativo. Esta proposta foi rejeitada pelo SINTEPP, por que se destinava apenas ao grupo do magistério, retirava direitos (aulas suplementares e abonos) e apresentava critérios subjetivos de avaliação de desempenho, características estas, contrárias às apresentadas no projeto de PCCR do sindicato.

Esta situação motivou uma greve (que durou 26 dias) da categoria em protesto à proposta do Governo para forçar a aprovação de um PCCR destinado a todos os Profissionais da Educação, mais amplo em termos de conquistas e abrangência (SINTEPP, 08/2010).

Depois de mais de um mês de tramitação, marcado por diversas manifestações, passeatas, protestos e reuniões entre o SINTEPP e representantes da Assembleia Legislativa, foi aprovada uma proposta de plano na sessão ordinária da ALEPA, de 15 de junho de 2010 (terça-feira), como projeto de lei nº 86/2010, dispondo sobre o PCCR dos “Profissionais da

transformou-se, finalmente, em Lei de número 7.442 no dia 02 de julho de 2010, somente assinada pela governadora Ana Júlia Carepa, em 13 de julho do mesmo ano68.

Esta lei institui e estrutura o PCCR dos Profissionais da Educação Básica objetivando proporcionar a sua valorização, o seu aperfeiçoamento profissional e contínuo, conferir remuneração digna, estimular melhor desempenho profissional e, consequentemente, o aperfeiçoamento da qualidade do ensino prestado à população paraense (PARÁ, 2010, art.1º e 3º).

Em relação ao Estatuto, é um plano mais abrangente em termos de composição, pois incluiu os cargos de auxiliar educacional e assistente educacional para integrar o Quadro

Permanente dos Profissionais da Educação Básica da rede pública de ensino do Estado,

junto com os cargos de professor e especialista em educação de provimento efetivo via aprovação em concurso público (PARÁ, 2010, art.2º incisos I a IV). Quanto ao Quadro

Suplementar da Carreira do Magistério, este será composto por cargos efetivos, para os

quais está proibida a realização de concurso público e que serão declarados extintos à medida que vagarem (PARÁ, 2010. Art. 46 e 47).

Na avaliação de Brelaz, atribui-se um “conceito negativo” a este último, no sentido do mesmo ser composto “por todos os outros cargos que não compõem o quadro permanente”, quais sejam: professor assistente, administrador escolar, supervisor escolar, orientador educacional, inspetor de ensino e planejador educacional (2010, p. ).

Em que pese a postergação da regulamentação dos cargos de Auxiliar e Assistente Educacional em legislação específica futura (PARÁ, 2010, art. 2º § único), de acordo com as analises de Brelaz (2010), o PCCR sinaliza em direção a adoção de uma Carreira Unificada tal como defendido há muito tempo pelos representantes da categoria, tanto em âmbito Estadual (SINTEPP) quanto em âmbito nacional (CNTE)

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará – SINTEPP - e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE - sempre defenderam a aprovação de planos unificados como forma de consolidar o processo de unificação nacional dos trabalhadores da

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Na avaliação da então governadora, postada em seu blog oficial, esta proposta organiza a carreira do servidor, adequando as classes de cargos com os graus de escolaridade e de remuneração; estabelece critérios para o desenvolvimento por meio da progressão vertical e horizontal; estimula o aperfeiçoamento profissional e contínuo; institui uma comissão permanente de avaliação de desempenho funcional; legaliza a gratificação de titularidade, a jornada de trabalho para os professores em regência de classe, o direito a hora-atividade de 20% para planejamento, correção e formulação de provas e não anula as vantagens já consagradas por meio do Estatuto do Magistério, como a gratificação de 80% de escolaridade (Disponível em: http://anajuliacarepa13.blogspot.com. Acesso em 20 ago. 2010).

educação básica, bem como para se buscar valorizar todos os profissionais que desempenham suas atividades no ambiente escolar (BRELAZ, 2010, p. 16).

Este PCCR apresenta um conjunto de normas que regulamentam o ingresso, o desenvolvimento do servidor na carreira, que correlacionam as classes de cargos com os níveis de escolaridade e de remuneração dos profissionais e estabelecem critérios para o desenvolvimento mediante progressão vertical e horizontal, os quais serão analisados a seguir (PARÁ, 2010, art. 4º inciso I).

4.3.2.1 Tipo de admissão/ingresso na carreira

Tal como previsto pelo Estatuto, o PCCR ratifica como condição única para o ingresso no Cargo de Professor ou Especialista, a aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos. Contudo, conforme artigo 67 da LDB e a nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 53/2006 ao artigo 206, inciso V da CF/1988, para ingresso na carreira do Magistério público deve-se exigir concurso público de provas e título

exclusivamente (BRASIL, CF/1988, art. 206, inciso V). Embora isso pareça um mero

detalhe, trata-se de uma exigência importante que objetiva “valorizar a qualificação dos profissionais da educação” e por isso, não pode passar por despercebido e precisa urgentemente ser adequada ao texto constitucional (BRELAZ, 2010).

Quando da oferta de concurso públicos, o PCCR determina também que, este deve ser realizado sempre para a Classe I, Nível “A” da carreira (PARÁ, 2010, art. 8º).

4.3.2.2 Formas de progressão/evolução na carreira

Para um melhor entendimento sobre as formas de progressão e evolução na carreira proposta por esta Lei, estabeleceram-se no artigo 4º da mesma, alguns conceitos fundamentais os quais seria importante destacar:

Carreira – é o conjunto de classes e níveis que definem a evolução funcional e remuneratória do servidor, de acordo com a complexidade de atribuições e grau de responsabilidade;

Classe – é o conjunto de cargos de mesma natureza funcional, mesma escolaridade e/ou titulação e de mesmo grau de responsabilidade;

Nível – é o símbolo alfabético indicativo do valor do vencimento base fixado para a classe, que representa o crescimento funcional do servidor no plano e/ou na carreira;