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FILMS NAMED YUSUF TRILOGY IN THE CONTEXT OF DREAM IN THE SCOPE OF

1.1. Konu ve Önem

A política de prevenção para o controle de infecções por HIV/ Aids, implementada pelo Programa Nacional de DST/Aids no Brasil, na década de 1980, possuía como pressuposto o desenvolvimento de abordagens e metodologias dirigidas à avaliação e à percepção do risco, sobretudo do comportamento de risco de grupos específicos.7 Desta forma, algumas limitações nas abordagens de prevenção foram identifi- cadas, tais como situações de estigma e discriminação e, portanto, a necessidade de reformular a teoria e a prática das estratégias de tal modo que incorporem referenciais diversos, aplicados em diferentes contextos para a prevenção.

O conceito de vulnerabilidade de Mann,8 e desenvolvido no Brasil a partir dos estudos de Ayres e colaboradores,9 reacende a preo-

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cupação de focar no indivíduo a elaboração das ações de prevenção ao HIV/Aids, já sinalizando para a importância de articular as ações com as dimensões sociais e programáticas. Este referencial teórico exige que as estratégias sejam baseadas em distintas características e demandas de grupos populacionais específicos, assim como nos contextos em que estão inseridos, considerando as situações de pobreza, de violência, as relações de gênero etc.10

Essa premissa é de especial atenção na assistência ao adoles- cente, haja vista ser um grupo populacional que sofre mais fortemente o impacto de vulnerabilidades como a pobreza, a violência, a explo- ração sexual e do trabalho, a baixa escolaridade, a gravidez, as DST/ HIV/Aids, o abuso de drogas e a privação da convivência familiar e comunitária. O simples fato de ser adolescente faz com que determi- nadas situações de vulnerabilidade incidam mais fortemente sobre ele, se os comparamos a outros grupos da população no país.4

Esta dimensão de nortear as estratégias preventivas segundo a condição de vulnerabilidade amplia e evidencia caminhos para a com- preensão dos contextos que tornam claras as diferentes formas de expo- sição ao HIV/Aids, assim como a proteção de cada indivíduo ou grupo. A política nacional de prevenção à aids tem elaborado estratégias que possibilitam a construção de uma resposta abrangente através da aproxi- mação e articulação intersetorial também com a sociedade e movimentos sociais11 e do incentivo à construção de estratégias preventivas inova- doras, relacionadas a múltiplos contextos que podem tanto proteger como expor indivíduos e comunidades da infecção pelo HIV/Aids.7

Além disso, a incorporação da dimensão vulnerabilidade tanto na produção de conhecimento quanto nas práticas de prevenção ainda é um desafio enquanto uma proposta contra-hegemônica no modo de pensar e fazer prevenção.12 A exemplo, tem-se os projetos de prevenção de HIV/Aids, implementados na educação entre pares, visando à apro- ximação de populações específicas de difícil acesso pelos profissionais e serviços de saúde. Esta também é uma estratégia que pode ser utili- zada para atuação junto a adolescentes.

As estratégias realizadas na educação entre pares podem ter en- foques variados na prevenção do HIV/Aids com temas sobre orientação

sexual, identidade de gênero, estilos de vida etc. Considerando que existem grupos mais vulneráveis à infecção pelo HIV/Aids, há necessi- dade de propor estratégias e tecnologias de prevenção apropriadas a esses contextos específicos, como no caso dos adolescentes.13

No Brasil, a educação entre pares é incentivada pelos Ministérios da Saúde e Educação, especialmente para adolescentes inseridos na es- cola, ao desenvolvimento de ações de formação para promoção da saúde sexual e saúde reprodutiva, a partir do fortalecimento do debate e da participação juvenil. É um processo de ensino e aprendizagem em que adolescentes e jovens atuam como facilitadores (as) de ações e ati- vidades com e para os pares, sendo os responsáveis tanto pela troca de informações quanto pela coordenação de atividades junto a seus pares. As razões para se optar pela educação entre pares junto aos ado- lescentes são muitas. Eles podem conversar horizontalmente com seus pares sobre diferentes assuntos como sexualidade, saúde sexual e repro- dutiva, HIV e aids, tendo como base a própria comunidade onde vivem, pois conhecem a realidade dos (as) outros (as) adolescentes, promo- vendo atividades mais próximas do seu contexto.14

Na realidade da prevenção às DST/Aids, a estratégia de educação por pares tem sido compreendida e disseminada por diversos seg- mentos, como iniciativas governamentais e não governamentais, com diferentes metodologias, significados e justificativas.15 O Programa Nacional de DST/Aids vem, desde 1996, indicando essa estratégia como uma das possibilidades de intervenção no campo da prevenção.8

Por conseguinte, a educação em saúde é conceituada como uma pluralidade de ações voltadas à promoção da saúde, que utiliza recursos didáticos adequados como estratégias e tecnologias educativas, de tal modo que contribuam para a transformação dos indivíduos, ampliando a capacidade de compreensão e autonomia da importância de aderir as práticas saudáveis.16

Tecnologias são saberes imprescindíveis para o desenvolvi- mento do trabalho em saúde,17 mas é o cuidado que aponta e deter- mina que tipos de tecnologias são necessários em cada situação, quando podemos utilizar diversas tecnologias: tecnologia dura (ins- trumentos e equipamentos); leve-dura (conhecimentos estruturados,

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como modelos e teorias); e leves (estabelecimento de relações, como o vínculo e o acolhimento).18

Para o êxito das práticas educativas é crucial o uso de tecnologias leves, que estimulam a participação dos sujeitos e a reflexão da reali- dade local, valorizando o contexto cultural. Devem ser planejadas e executadas de acordo com a necessidade de cada realidade, com obje- tivos claros que levem a metas estabelecidas.19

Nessa premissa, destacam-se as tecnologias educativas como con- junto de conhecimentos que se aplicam a uma atividade educativa, par- tindo da realidade do ser humano, valorizando sua experiência, seu con- texto de vida e suas expectativas frente ao processo saúde-doença.19 Entre as muitas e variadas formas de tecnologia educativa destacam-se pales- tras, exposições dialogadas, vídeos, jogos, relato de experiências ou con- versas formais e informais, dinâmicas de grupo, dramatizações etc. Essa concepção de tecnologia educativa foi a utilizada neste estudo.

Os profissionais de saúde precisam reconhecer que o adolescente precisa de uma atenção especial e integral e que a prática educativa envolve diversas tecnologias que sejam adaptadas culturalmente nos diferentes setores sociais em que se encontram os adolescentes, como a família, a escola, os abrigos e os serviços de saúde na prevenção de DST/HIV/Aids, aproximando os serviços de saúde do cotidiano dos adolescentes, favorecendo a construção de um conceito ampliado de saúde e motivando sua participação ativa no processo de construção desse conhecimento, especialmente sobre saúde sexual e reprodutiva na prevenção das DST/HIV/Aids.

É evidente a necessidade de ado ção de práticas educativas junto a adolescentes de caráter dialógico, capazes de promover a ativa parti- cipação desses sujeitos para que se sintam protagonistas, corresponsá- veis por sua saúde e melhoria de sua qualidade de vida.20