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BÖLÜM II: KURAMSAL ÇERÇEVE VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

2.1. Kuramsal Çerçeve

2.1.4. İlkokul Matematik Öğretimi

2.1.5.2. MÖG Risk Gurubu Öğrencileri İçin Hazırlanan Destek Eğitim

2.1.5.2.3. Ölçme ve Değerlendirme Öğesi

Apesar de não indicados como principais autores que desenvolveram ou divulgaram instrumentos de pesquisa sobre valores pessoais na pesquisa bibliométrica, a pesquisa bibliográfica reconheceu a citação recorrente de outros autores, além dos citados anteriormente, sobre o tema valores pessoais. Esses autores possuem publicações contemporâneas e a grande maioria encontra-se ativa na pesquisa sobre valores pessoais. Esses autores foram identificados a partir das referências bibliográficas dos materiais consultados e compõem uma importante lista citada com frenquência em artigos científicos, livros e trabalhos de conclusão de curso.

 Dom Giacomino

Dom Giacomino é professor de contabilidade do College of Business Administration da Marquette University. Publicou cinco artigos expressivos sobre valores pessoais entre os anos de 1998 e 2003. Utilizou em seus trabalhos os instrumentos de mensuração de valores SVS de Schwartz e a Tipologia de Murser e Orke (TEIXEIRA; MONTEIRO, 2008).

Giacomino acredita que o estudo do tema valores pessoais é importante porque eles fornecem a base para o comportamento humano. Afirma também que quando os valores pessoais dos indivíduos são combinados corretamente com os da empresa, a organização apresenta um comportamento mais eficaz e que a diferenciação dos indivíduos acontece as pessoais possuem um sistema hierarquizado de valores pessoais (GIACOMINO; EALTON, 2003). O principal foco de estudo desse autor foi a diferença de prioridades valores pessoais entre os estudantes de contabilidade e os gestores (BECKWITH, 2007).

Porém, seus estudos sobre valores também contemplaram as variáveis ética e valores pessoais como fatores preponderantes para o sucesso ou fracasso de empresas, além do estudo de resultados de curto prazo a partir de práticas gerenciais (GIACOMINO et al., 2006; JOOSTER, 2010).

 Lynn Kahle

Lynn Kahle é professor de marketing da Universidade de Oregon, com doutorado em Psicologia Social. Desenvolveu a List of Value (LOV), um inventário de valores que é uma redução da lista de Rokeach (TEIXEIRA; MONTEIRO, 2008).

Os estudos desse autor concentraram-se na determinação valores dos consumidores e do papel dos sistemas de valor nos segmentos de mercado, atuando principalmente no desenvovimento de temas relacionados com negócios e marketing (BECKWITH, 2007, AÑAÑA; NIQUE, 2009).

O instrumento de valores criado por Kahle, a LOV, em 1986 (KAHLE et al., 1986; LEE et al., 2011), além de muito utilizado em Ciências Sociais, também deu origem a outros instrumentos de medição de valores (CARDOSO; COSTA, 2008).

 Boris Becker e P. E. Connor

Boris Becker é professor da Faculdade de Negócios da Universidade de Negócios do Estado de Oregon, enquanto Connor é professor de análise organizacional na Faculdade Graduada Atkinson, da Universidade Willamette de Gestão. Tradicionais pesquisadores sobre o tema valores pessoais no âmbito organizacional, empregam em seus estudos a escala RVS de Rokeach (TEIXEIRA; MONTEIRO, 2008).

Os estudos dos autores concentram-se em negócios pessoais e profissionais, sobretudo na exploração dos sistemas de valores e estilos de tomada de decisão dos administradores públicos (CONNOR; BECKER, 2003; BECKWITH, 2007), também em como os valores influenciam atitudes e comportamentos dos gerentes (REIS et al., 2010).

Para Becker e Connor, os valores são prioridades e necessidades pessoais que guiam o comportamento, as atitudes e as escolhas de um indivíduo (ABRAHIM, 2008).

 David Fritzsche

Fritzsche é professor aposentado da Universidade do Estado da Pensilvânia e empregou em seus estudos a escala SVS de Schwartz e, posteriormente, uma escala adaptada do SVS (TEIXEIRA; MONTEIRO, 2008). O autor concentra os seus estudos principalmente no uso do sistema de valores pessoais para a tomada de decisão ética por parte do indivíduo (LEE et al., 2011). Segundo Fritzsche, as pessoas aprendem a gostar mais de certas atividades do que de outras, o que pode ser explicado pelas tendências motivacionais que diferenciam os indivíduos (SARTORI et al., 2010).

Para Fritzsche, os valores pessoais devem ser associados ao comportamento humano e à tomada de decisão individual, porém o papel desempenhado pelos valores pessoais nas tomadas de decisão dentro de uma organização não é muito explorado. Fritzsche também relaciona o estudo dos valores pessoais aos dilemas éticos do indivíduo (FRITZSCHE; OZ, 2007) e concluiu que existe uma associação positiva entre os valores autotranscendentes e comportamento ético (NG; BURKE, 2010).

 J. McCarty e L. Shrum

McCarty é professor da Faculdade de Gestão da Universidade de George Mason, enquanto Shrum é professor de marketing da Universidade de Rutgers. Publicaram diversos trabalhos inter-relacionando o tema valores pessoais com a área de negócios e utilizaram a LOV em seus trabalhos (TEIXEIRA; MONTEIRO, 2008).

Os autores avançaram os seus estudos principalmente em aconselhamento pessoal e a exploração das diferenças individuais em sistemas de valores (BECKWITH, 2007), com estudos de escalas e instrumentos de valores (AÑAÑA; NIQUE, 2009). McCarty e Shrum estudaram também o comportamento individualista e coletivista em relação à reciclagem (McCARTY; SHRUM, 2001).

Os autores também concluíram em suas pesquisas que os indivíduos que partilham as mesmas crenças e valores tendem a ter um maior comportamento colaborativo entre si e são propensos a serem cooperativos (NG; BURKE, 2010).

 Scott Vitell Jr

Vittel Jr é professor de marketing na Universidade do Mississipi e empregou a escala LOV no trabalho que desenvolveu com outros colaboradores no ano 2000. Os principais estudos do autor têm se baseado em decisões éticas no marketing e modelos conceituais de tomada de decisão segundo o comportamento ético (HO et al., 2011). Mais recentemente tem analisado temas como regras morais, religiosidade e a institucionalização da ética como determinantes para justificar a violação de normas de comportamento em relações profissionais (VITELL JR. et al, 2011).

Esses oito autores anteriores são os que mais publicaram artigos científicos entre os anos de 2000 e 2008 nos cinco periódicos científicos mais relevantes sobre valores pessoais relacionados com ambientes de negócios, mesmo período: Journal of Business Ethics, Journal of Business Research, Advances in Consumer Research, Psychology & Marketing e Journal of Sport Management (TEIXEIRA; MONTEIRO, 2008).

Analisando os temas de interesse e as escalas de valores utilizadas pelos oito autores anteriores pode ser observado que apesar da List of Value ser utilizada com uma significativa frequência e ainda alguns autores utilizarem a escala RVS de Rokeach, o SVS de Schwartz é o instrumento de mensuração de valores mais utilizado.

Apesar das muitas críticas sobre a metodologia de aplicação e a sua limitação de abordar apenas valores da cultura estadunidense o RVS é um instrumento ainda utilizado com frequência, principalmente por pesquisadores norte-americanos.

Outra constatação foi que mesmo entre os pesquisadores mais antigos, os instrumentos de investigação estão sendo gradativamente substituídos pelo instrumento SVS de valores pessoais de Schwartz. Em algumas vezes, pesquisadores, como Stern e Hartman, sugerem propostas de modificações e adaptações ao instrumento SVS de Schwartz (TEIXEIRA; MONTEIRO, 2008; TAMAYO, 2007b).

 Valdinei Gouveia

Valdinei Gouveia é professor da Universidade Federal da Paraíba e doutor em Psicologia. Seus principais temas de interesse são: valores humanos, traços de personalidade e avaliação e medidas psicológicas.

Gouveia estudou profundamente a teoria de Schwartz e depois de tecer algumas críticas, o pesquisador desenvolveu a sua própria teoria, a Teoria Funcionalista de Valores Humanos, em 2003 (GOUVEIA, 2003). Em 2009, após uma adaptação de seu modelo, passou a propor a adaptação da teoria também para organizações ( GOUVEIA et al., 2009).

Gouveia (2003) tem proposto que os valores humanos podem ser explicados com base nas funções a que servem. Em sua Teoria Funcionalista de Valores identifica duas funções principais: tipo motivador (materialista ou humanitário) e tipo de orientação (valores pessoais, valores centrais ou valores sociais). A combinação de tais funções permite derivar seis sub-funções psicossociais que explicam a organização (estrutura) dos valores humanos (GOUVEIA et al., 2008a).

Segundo Gouveia e cols. (2008), os valores possuem duas funções consensuais: (1) guiam as ações humanas (tipo de orientação) e (2) expressam suas necessidades (tipo de motivador). Assim, as funções dos valores são definidas como os aspectos psicológicos que estes cumprem ao guiar comportamentos e representar cognitivamente as necessidades humanas.

Gouveia propôs um instrumento de medição de valores criado a partir da lista de valores terminais de Rokeach, chamado Questionário dos Valores Básicos - QVB, validado para a cultura brasileira e confirmado por estatística confirmatória fatorial (GOUVEIA et al., 2009).

O instrumento de Gouveia ainda adaptado para o público infantil, gerando o questionário QVB-I (GOUVEIA et al., 2009).

Benzer Belgeler