5. TARTIŞMA VE YORUM
5.1. Öğretmenlerin Genel Bilgileri
Essa sequência de atividades é um produto de dissertação de mestrado do Programa de Pós-graduação do Ensino de Ciências – PPGECNM da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, cujo suporte teórico foi a aprendizagem potencialmente significativa, crítica e não mecânica, a exemplo de Moreira (2000; 2005; 2006; 2008; 2012). Os tópicos a serem ensinados nessa proposta foram definidos a partir da identificação das concepções alternativas dos alunos de ensino fundamental do quarto ciclo de escola pública, como pesquisa desta dissertação.
O objetivo geral dessa UEPS é contribuir para a superação e a prevenção da permanência das dificuldades de aprendizagem sobre conceitos básicos de genética no ensino fundamental. Definiu-se como conteúdos o nível de organização celular, tipos de células, partes constituintes da célula, composição e localização do material genético, compreensão do fenômeno da hereditariedade e aplicação da genética.
A UEPS é composta por oito passos sequenciais, totalizando 16 aulas de cinquenta minutos, direcionadas ao quarto ciclo do ensino fundamental, conforme as etapas ou passos a seguir:
1 Predisposição para a aprendizagem inicial: Conhecendo as ideias dos alunos sobre os conteúdos.
O objetivo dessa etapa é levantar os conhecimentos prévios dos alunos, aceitos ou não no contexto e nível de ensino, relevante para a promoção de uma aprendizagem significativa dos conteúdos a serem trabalhados. Propõe-se a aplicação de um questionário (APÊNDICE F), contendo questões abertas sobre conceitos básicos de genética, e folhas de respostas para a elaboração das representações mentais (desenhos) sobre a célula e o cromossomo (APÊNDICE G e APÊNDICE H). Esse instrumento complementará as questões respondidas através do questionário, e essa etapa pode ser executada no primeiro contato com a turma, explicitando aos alunos o objetivo e criando um ambiente de cooperação e integração. Ao final, pedir aos alunos que explique seu próprio desenho, por escrito, usando suas próprias palavras, que deve ser entregue ao professor no final de cada uma das duas aulas utilizadas.
2 Situação de aprendizagem inicial: Utilizando organizadores prévios para introdução dos conceitos.
Com o objetivo de introduzir os conteúdos conceituais e procedimentais a serem ensinados, propõe-se uma situação-problema (APÊNDICE J) e um jogo (APÊNDICE K), considerando os conhecimentos prévios dos alunos, levantados na primeira etapa da sequência. Essa situação problema deve ser elementar, de modo a preparar o aluno para o que se quer ensinar, e podem funcionar como organizador prévio. Assim, pergunta-se: Qual é e onde está localizado o material genético na célula? Para apresentação e discussão dessa questão, o professor convida alunos voluntariamente para apresentar o resultado do seu desenho, organizando e categorizando no quadro os resultados indicados pelos alunos. Em seguida, é apresentado um vídeo intitulado: “Filho de peixe, peixinho é” que será disponibilizado no site do programa de Pós Graduação em Ensino das Ciências e Matemática,
http://www.posgraduacao.ufrn.br//ppgecnm, sobre a organização e
constituição celular dos seres vivos, com ênfase no material genético, com duração de 06 minutos. Na sequência, propõe-se a aplicação do Jogo dos “5 Detalhes da célula”, visando à identificação das partes constituintes e da composição e localização do material genético na célula, a partir da comparação do conteúdo mostrado no vídeo na etapa anterior. Em seguida, distribuem-se cópias das representações mentais elaboradas entre os alunos de forma aleatória, de modo que os alunos não recebam a representação produzida por ele mesmo. Recomenda-se pedir permissão prévia aos alunos para avaliação de seus desenhos pelos colegas. Finalmente, os resultados devem ser apresentados e discutidos pelos alunos, com mediação docente, sem, necessariamente, chegar às respostas. É importante lembrar que, se a turma for muito grande, a atividade pode ser adaptada para ser realizada em grupo. A duração dessa etapa será de duas ou três aulas.
3. Apresentação dos conteúdos: fundamentando os conhecimentos sobre a célula e o material genético.
Objetiva-se apresentar os conteúdos a serem ensinados e aprendidos sobre a organização celular dos seres vivos, tipos e partes constituintes da célula, o material nuclear e o fenômeno da hereditariedade, iniciando com aspectos mais gerais para os específicos, dando uma visão inicial do todo. Sugere-se uma aula expositiva dialógica (APÊNDICE L) para fundamentação dos conceitos básicos, se possível, com a apresentação de slides em data show ou retroprojetor, mural ou quadro negro.
Seguida de uma atividade colaborativa (APÊNDICE M e APÊNDICE N) em grupo, com posterior apresentação e discussão dos resultados pelos alunos. Indica-se como estratégia a elaboração de modelos didáticos (APÊNDICE O) confeccionados com massa de biscuit, usando como referência imagens em três dimensões, virtuais e/ou impressas em pranchas coloridas ou figuras de livro didático. Na continuidade, fazer a apresentação dos modelos confeccionados a fim de socializar e discutir os resultados com os demais colegas de sala, sempre com a mediação do professor. Essas atividades serão realizadas em quatro aulas, sendo uma para a exposição dialógica, duas para a confecção dos modelos e uma para a apresentação e discussão.
4. Situação problema para aprofundar o conteúdo: Aprofundando o conhecimento sobre material genético e hereditariedade.
Propõe-se uma situação problema para a retomada dos conteúdos mais gerais da unidade didática, em nível mais alto de complexidade em relação à anterior, bem como a revisão dos conteúdos. A situação problema tem como base a explicação de que se pode observar em um cariótipo, uma vez que as alterações estruturais e numéricas podem desencadear algumas síndromes, se o cariótipo é igual para todos os seres vivos; se o cariótipo do homem e da mulher é igual, e que aplicações o cariótipo possui para a saúde das populações humanas. Assim, propõem-se a seguinte situação problema: em uma cidade nasceu uma criança com algumas características distintas e foi encaminhada para uma Unidade Básica de Saúde do município. Diante da situação o médico indicou a coleta de sangue para possíveis esclarecimentos sobre o diagnóstico. Foi realizado o exame de cariótipo. Sabendo-se que o cariótipo é o conjunto de cromossomos de uma espécie. O que o exame poderá esclarecer? Os cariótipos de todos os seres vivos são iguais entre si? Por meio de uma alteração no número de cromossomos, a espécie humana, pode desenvolver alguma síndrome ou doença genética?
Para subsidiar e incrementar a discussão sobre o tema, sugere-se a leitura compartilhada de um texto estruturado sobre o tema: “Desvendando mistérios das alterações cromossômicas (APÊNDICE Q), seguida de discussão mediada pelo professor. O texto estruturado aborda a contextualização de tópicos sobre a hereditariedade, definição de cariótipos e suas variações em relação ao número, tamanho e forma, desenvolvimento das síndromes e más formações congênitas, bem
como as aplicações no campo da genética. Dando continuidade, os alunos serão orientados a realizar uma atividade em grupo, a qual consiste na montagem do cariótipo humano normal masculino, bem como dos sindrômicos mais comuns. O professor deve mediar essa atividade, orientando, auxiliando os alunos, distribuindo o roteiro (APÊNDICE R), pranchas (APÊNDICE S, APÊNDICE T e APÊNDICE U), contendo cromossomos para a montagem dos cariótipos, bem como a folha de resposta (APÊNDICE V) para a montagem do cariótipo. Os alunos serão divididos em grupos, e cada grupo receberá um tipo de cariótipo – cariótipo normal masculino, cariótipo portando a síndrome de Down e síndrome de Turner, finalizando com a apresentação dos resultados pelos grupos, propiciando a interação e a discussão de significados. Essa etapa ocupará quatro aulas, sendo duas para responder à situação problema por meio da leitura do texto, e mais duas para a construção do cariótipo.
5. Revisão e integração de conteúdos: Nova situação problema para aplicação do conhecimento.
A partir de nova situação problema, busca-se a reconciliação integrativa e a revisão dos conteúdos, por meio da apresentação e discussão de novos significados de forma colaborativa. A situação problema envolve um enunciado, uma contextualização do conceito de hereditariedade e o preconceito social em relação à síndrome de Down (APÊNDICE X). Dessa forma propõe-se a seguinte situação problema: Após o nascimento de uma criança detectou-se que no cariótipo havia uma Trissomia do cromossomo 21 e a criança possuía 47 cromossomos ao invés de 46 cromossomos. Que tipo de síndrome caracteriza essa distribuição de cromossomos no homem? Em sua opinião, os portadores desta síndrome são considerados doentes? Por que os portadores desta síndrome sofrem preconceito social? Ao prosseguir, os alunos devem ser orientados a reunirem-se em grupo para discussão e defesa de um posicionamento justificado em relação à situação. O professor faz a mediação da discussão, revendo os conceitos envolvidos na situação problema por meio de uma aula expositiva dialógica. A atividade ocupará duas aulas.
6. Avaliação e Recursividade: Avaliando e recuperando conhecimentos.
Objetiva-se fazer uma avaliação somativa sobre os conteúdos trabalhados e reconstrução do desenho inicial sobre a célula. Para isso, devem-se propor questões abertas (APÊNDICE Y) para o aluno expressar sua compreensão livremente. Para a reconstrução do desenho, os alunos terão posse de seu desenho inicial e serão orientados a refazê-lo, descrevendo-os e comparando-os com o anterior, conforme o roteiro apresentado no Apêndice Z. A atividade de recursividade permite ao aluno refazer a atividade, aproveitando o erro com recurso de aprendizagem, a partir da reconstrução de um novo modelo mental. Essa atividade deve ser individual e compõe duas aulas.
7. Avaliação formativa e somativa: Avaliação da aprendizagem na UEPS.
Essa avaliação deve ser baseada nos trabalhos e participação dos alunos durante o desenvolvimento das atividades na UEPS. Devem-se levar em consideração aspectos qualitativos – observação das interações entre os sujeitos – (avaliação formativa), e na quantificação das respostas obtidas na avaliação somativa (questões abertas), além dos acertos obtidos na atividade de recursividade do desenho. A avaliação somativa e formativa devem ter igual peso (50% cada).
8. Avaliação da própria UEPS:
Deverá ser feita em função dos resultados de aprendizagem obtidos no levantamento dos conhecimentos prévios, na avaliação somativa e formativa. O professor pode ter como base referencial os objetivos almejados para cada etapa da UEPS. Cabe ao professor avaliar e fazer adaptações de tempo, seleção de conteúdos e objetivos, abordagens dos conteúdos, sequência de atividades e conteúdos, se necessário.