• Sonuç bulunamadı

Öğretmenlerin Öğretim İçeriği İle İlgili Düzenleme Yaptıkları Çalışmalara

4.1. Öğretmenlerin Öğretim İçeriğini Düzenleme İle İlgili Görüşlerine İlişkin Bulgular

4.1.2. Öğretmenlerin Öğretim İçeriği İle İlgili Düzenleme Yaptıkları Çalışmalara

Depois de constru´ıdo o espa¸co de alturas ´e necess´ario que seja definido um conjunto de opera¸c˜oes que atuem sobre ele e que possibilitem seu emprego eficiente como definido na Redu¸c˜ao Temporal e na Redu¸c˜ao Prolongacional. As opera¸c˜oes s˜ao:

1

Ainda que em seu texto tal escolha reflita na cria¸c˜ao de um conjunto de restri¸c˜oes necess´arias para que a escala seja utilizada. Outras reflex˜oes deste autor sobre o assunto podem ser vistas em Sch¨onberg (1977b, 1984, 1980, 1977a).

1. Distˆancia entre duas alturas em uma mesma regi˜ao,

2. Distˆancia entre dois acordes (tr´ıades) numa mesma regi˜ao,

3. Distˆancia entre dois acordes (tr´ıades) pertencentes a regi˜oes diferentes (generaliza¸c˜ao do caso anterior), e

4. Distˆancia entre duas regi˜oes.

Todas estas opera¸c˜oes resumem-se em encontrar o caminho mais curto entre dois elemen- tos. Do modo em que est˜ao enumeradas acima, est˜ao em ordem de complexidade, ordem na qual tamb´em ser˜ao apresentadas aqui.

Distˆancia entre Duas Alturas em uma Mesma Regi˜ao

Esta opera¸c˜ao determina a distˆancia entre qualquer altura ativa em qualquer n´ıvel do espa¸co e o elemento ativo no n´ıvel de oitava. Na medida em que, em alguns casos, podem existir v´arias rotas, ´e necess´ario um m´etodo para otimizar o processo e calcular o caminho mais curto entre as duas alturas.

O algoritmo2 (recursivo) para realizar esta tarefa est´a a seguir: 1. Inicializa a vari´avel td = 0.

2. Entre com o pc do qual se quer calcular a distˆancia. Se pc = 0, retorna td. Sen˜ao, calcula a distˆancia vertical do pc: pcv.

3. Verifica o vizinho da esquerda e faz td = td + 1.

4. Se o vizinho for pc0, faz td = td + pcv e retorna o resultado. Sen˜ao, calcula a distˆancia vertical do vizinho nv e faz td = td + abs(pcv − nv) e volta recursivamente ao passo 2 com o td e nv.

5. Repete o mesmos procedimentos com o vizinho da direita de pc.

6. Compara os dois resultados (esquerda e direita) e armazena o menor valor. Distˆancia entre dois Acordes em uma Mesma Regi˜ao

Como j´a foi mostrado acima, o c´alculo da distˆancia entre dois acordes divide-se entre aquele dedicado a dois acordes pertencentes a uma mesma regi˜ao e aquele que se ocupa de dois acordes pertencentes a regi˜oes diferentes. Inicialmente, devido `a sua menor com- plexidade, ser´a abordado o caso de acordes pertencentes a uma mesma regi˜ao.

Dados dois espa¸cos (duas matrizes) representando, em seu n´ıvel tri´adico, dois acordes diferentes mas em uma regi˜ao, ou seja, com n´ıvel diatˆonico igual, o c´alculo de sua distˆancia

E ilustrado aqui o algoritmo sob sua forma mais simples, ou seja, aquela que calcula a distˆancia de qualquer altura at´e a altura D´o. A forma completa envolve mais um certo n´umero de passos, por´em funciona fundamentalmente do mesmo modo.

envolve dois passos primordiais, a saber, a determina¸c˜ao das fundamentais de cada um dos acordes e, em seguida, a sua distˆancia no c´ırculo diatˆonico de quintas3. Um algoritmo simples para a determina¸c˜ao das fundamentais pode ser:

1. Colocar o n´ıvel tri´adico em estado natural, e

2. Considerar a altura mais grave, que fica sendo a fundamental.

Depois de determinadas as fundamentais de cada um dos acordes, basta seguir a regra apresentada por Lerdahl (2001, p´agina 55) para o c´alculo da distˆancia entre os dois acordes e que pode ser definida como

δ(x → y) = j + k

onde x representa o primeiro acorde, y representa o segundo, j ´e o n´umero de aplica¸c˜oes da regra do c´ırculo-de-quintas de acordes4 (Lerdahl, 2001) necess´aria para desviar o primeiro acorde no segundo acorde e k ´e o n´umero de classes-de-altura diferentes entre o espa¸co b´asico que suporta o primeiro acorde e o espa¸co b´asico que suporta o segundo acorde. Distˆancia entre dois acordes em Regi˜oes Diferentes

Para a distˆancia entre acordes pertencendo a regi˜oes diferentes Lerdahl (2001) sugere a inclus˜ao de uma terceira parcela na soma que caracteriza a regra mostrada na se¸c˜ao anterior. Assim, tem-se

δ(x → y) = i + j + k

onde j e k possuem o mesmo significado anterior, enquanto i ´e o n´umero de aplica¸c˜oes da regra do c´ırculo-de-quintas regional5 (Lerdahl, 2001) necess´aria para desviar a cole¸c˜ao diatˆonica que suporta o primeiro acorde para aquela que suporta o segundo acorde.

Este algoritmo, por possuir car´ater mais geral do que o anterior, pode, naturalmente, ser empregado tamb´em para o c´alculo da distˆancia entre dois acordes em uma mesma regi˜ao, apresentando, entretanto, a desvantagem de caracterizar-se por um maior custo computacional.

3

O c´ırculo diatˆonico de quintas ´e constru´ıdo baseado no n´ıvel diatˆonico do espa¸co considerado. Assim, em D´o maior, o c´ırculo diatˆonico de quintas ´e composto pelas alturas d´o–sol–r´e–l´a–mi–si–f´a. O c´ırculo diatˆonico de quintas ´e tamb´em chamado c´ırculo-de-quintas de acordes.

4

Esta regra diz que, tomando-se como base o n´ıvel diatˆonico (quarto n´ıvel), o desvio de um acorde em um outro que lhe ´e cont´ıg¨uo no c´ırculo pode ser realizado movendo-se todas as classes-de-alturas do primeiro ao terceiro n´ıvel quatro passos `a direita (ascendente no c´ırculo) ou quatro passos `a esquerda (desdendente no c´ırculo), sendo ambas as opera¸c˜oes realizadas em m´odulo 7.

5

Esta regra diz que, tomando-se como base o n´ıvel crom´atico (quinto n´ıvel), o desvio de uma regi˜ao em uma outra que lhe ´e cont´ıg¨ua no c´ırculo pode ser realizado movendo-se as classes-de-alturas do quarto n´ıvel sete passos `a direita (ascendente no c´ırculo) ou sete passos `a esquerda (desdendente no c´ırculo), sendo ambas as opera¸c˜oes realizadas em m´odulo 12.

Distˆancia entre duas Regi˜oes

Esta opera¸c˜ao, tal como descrita por Lerdahl (2001), ´e um procedimento intrincado no qual tonalidades pivot (centros de referˆencia tonal) s˜ao deslocados em meio a um mapa geral de tonalidades atrav´es de movimentos restritos e que permitem, assim, calcular a distˆancia entre duas regi˜oes. Trata-se de um procedimento geral e bastante complexo, muito al´em, sob este aspecto, daquele necess´ario para este trabalho. Assim, ´e proposta aqui uma alternativa simples e que se constitui em calcular a distˆancia entre duas regi˜oes como equivalente `a distˆancia entre os dois acordes das tˆonicas destas regi˜oes. Desta forma, o problema reduz-se a calcular a distˆancia entre dois acordes pertencendo a duas regi˜oes diferentes (j´a visto na se¸c˜ao anterior).