1. LĐSANSÜSTÜ EĞĐTĐMDE FARKLI DĐL ZORUNLULUĞUNUN EĞĐTSEL YANSIMALARI EĞĐTSEL YANSIMALAR
1.4. Türk Yüksek Öğretim Sisteminde Farklı Dille Öğretim Yaklaşımları Türk yükseköğretim sisteminde farklı dil öğretim yaklaşımlarına geçmeden
5.4.1 - Apresentação dos parceiros
A terceira e última interação que passamos a apresentar está sendo realizada entre o Departamento de Produtos Farmacêuticos (DPF) da Faculdade de Farmácia da UFMG e a Vallée S.A., indústria que atua na área de saúde animal, fabricando produtos farmacêuticos veterinários.
A Faculdade de Farmácia é composta por quatro Departamentos Acadêmicos, totalizando 73 professores, dos quais 30 são doutores e 31 são mestres. O DPF possui
29 professores, dos quais 12 são doutores e 12 mestres, trabalhando em regime de Dedicação Exclusiva. O Departamento atua junto ao curso de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, cujas atividades se iniciaram em 1996, com um total de 26 alunos matriculados no ano de 1997. O curso de Graduação em Farmácia (que possui habilitações em Farmácia, Farmácia Industrial e Farmácia Bioquímica) teve 664 alunos matriculados no segundo semestre de 1997.
A Faculdade, como um todo, tradicionalmente interage com empresas, predominantemente em atividades de prestação de serviços, tais como cursos de extensão, análises laboratoriais, produção de medicamentos, supervisão de exames laboratoriais, instruções e prestação de informações sobre medicamentos, assistência farmacêutica, assessorias técnico-científicas a programas de controle de qualidade de medicamentos e outros produtos.
A interação aqui estudada se desenvolve, mais especificamente, no Laboratório de Tecnologia Farmacêutica, que conta com equipe de três professores e dois alunos de pós-graduação, envolvidos diretamente no projeto. Os alunos recebem bolsa de estudos do próprio projeto.
A Vallée S.A., sediada na cidade de Montes Claros, Minas Gerais, tem como principal atividade a fabricação de vacinas, antiparasitários, suplementos terapêuticos e especiais. Em 1998 realizou um faturamento de R$32,5 milhões, funcionando com capital aberto, totalmente nacional.
A empresa gasta 5% de seu faturamento anual com P&D, mas tem um perfil mais próximo de “seguidora” do que da inovadora, ou seja, tem lançado no mercado produtos melhores que aqueles lançados como inovações por concorrentes. Lançou 22 produtos nos últimos cinco anos (1995 a 1999) dos quais quatro podem ser considerados inovações, ou seja, produtos que não encontraram similares nos mercados onde foram lançados.
5.4.2 - Histórico da interação
Após a conclusão de seu doutorado no exterior, o professor-coordenador desse projeto se propôs a visitar universidades, centros de pesquisa e algumas empresas, mostrando seu trabalho, discutindo sobre inovação tecnológica do setor farmacêutico e orientando sobre possibilidades de parcerias.
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A Vallée, por outro lado, estava à época avaliando seu potencial e definindo áreas estratégicas. Para isso, buscava avaliar sua competência no setor farmacêutico e o estado-da-arte do setor, chegando então a antecipar impactos marcantes de tecnologias- chaves já disponíveis e de outras que estavam surgindo. Foram iniciados, então, alguns projetos e vislumbradas as vantagens de estabelecer parcerias para o seu desenvolvimento.
Essas vantagens, citadas pela empresa, seriam: desenvolvimento e domínio tecnológico, redução dos custos dos projetos, melhoria de infra-estrutura de pesquisa, compartilhamento de riscos e capacitação técnica de recursos humanos.
Nesse período foi realizado o III Pharmatech, evento promovido pela UFMG, que teve como principais objetivos traçar o perfil da pesquisa em tecnologia farmacêutica no país, divulgar a capacidade tecnológica na área e promover a interação das empresas com universidades e centros de pesquisa. Assim, durante o citado evento, foi estabelecido o primeiro contato do pessoal da UFMG com o pessoal da Vallée, quando foram expostas as intenções e linhas de atuação da empresa, bem como a competência do Laboratório de Tecnologia Farmacêutica.
Após algum tempo, mais precisamente em fins de 1996, a empresa e a equipe universitária submeteram projeto a uma linha de financiamento aberta pela FAPEMIG (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais) juntamente com o Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais – BDMG. O projeto intitulado “Desenvolvimento de tecnologia de sistemas de liberação controlada de fármacos de uso veterinário” foi aprovado, tendo sido assinado convênio em 1999, com interveniência da Fundação Biominas e da FAPEMIG, e previsão de dez anos de vigência.
O projeto seria custeado com verbas provenientes da Vallée e da FAPEMIG/BDMG, com contrapartida da UFMG na forma de disponibilização de equipamentos e instalações, além do salário dos docentes envolvidos.
A empresa participa do desenvolvimento do projeto com uma equipe multidisciplinar e os contatos com a equipe da UFMG são feitos através de reuniões bimestrais, bem como através de telefone, fax e principalmente via e-mail, e as atividades documentadas através de relatórios parciais ou atas de reuniões.
A questão relativa à propriedade intelectual é claramente tratada no texto do convênio, com cláusula que prevê a propriedade em 50% para cada uma das partes conveniadas, caso haja algum resultado sobre os inventos ou patentes resultantes diretamente do projeto. Foram definidas as obrigações de cada uma das partes
relativamente ao processo de registro de patentes. Também foi estabelecido o percentual sobre o faturamento líquido da empresa a que a Universidade terá direito, em caso de exploração comercial de produto.
Um aspecto inusitado previsto nesse convênio é a criação de um Fundo de Pesquisa a ser administrado e tendo como beneficiária a UFMG, oriundo do repasse de recursos originados pela comercialização dos produtos, “visando o desenvolvimento de novos projetos de pesquisa e desenvolvimento, bem como treinamento, preparação e execução de cursos e seminários, ensaios e análises técnicas, prestação de serviços de assessoria e consultoria técnica e outros trabalhos, voltados aos interesses da Vallée”.
5.4.3 - Gerenciamento da interação
Quanto às dificuldades e facilidades encontradas no estabelecimento da parceria, foi ressaltada a importância de boa interlocução entre os interagentes, o que levou a relacionamento baseado na confiança entre as partes, com resultados muito satisfatórios para ambas, que garantem, certamente, a continuidade e expansão da parceria. É importante, segundo o coordenador na empresa, que os objetivos sejam colocados claramente por ambas as partes e que haja um entendimento da universidade em relação aos objetivos da empresa.
Na empresa, uma equipe multidisciplinar acompanha o desenvolvimento do projeto, cujos membros opinam sobre o direcionamento do mesmo, ao mesmo tempo em que se capacitam dentro de suas áreas de atuação. A empresa ainda ressalta que, como se trata de “nova” tecnologia, todo o corpo técnico ganha em experiência e conhecimento.
Uma das dificuldades apontadas é a distância entre o local onde está localizado o laboratório da empresa, Montes Claros, e o laboratório da Faculdade de Farmácia, que fica em Belo Horizonte.
Como sugestão para facilitar o intercâmbio da Universidade, em geral, com a empresa, a empresa sugere que a Universidade desburocratize, o máximo possível, a avaliação e aprovação de convênios e que crie canais que facilitem o contato com a indústria. Por outro lado, a empresa deve investir em seus setores de desenvolvimento e pesquisas e apoiar projetos em parceria com universidades, segundo a coordenação da Valée.
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Na opinião do professor-coordenador, a universidade deve ser pró-ativa e estar aberta a atender às demandas externas das empresas. No âmbito institucional, cita o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Coordenação de Transferência e Inovação Tecnológica (CT&IT), que atualmente está aprendendo com quem já sabe desenvolver estas atividades e ensinando a quem tem potencial mas ainda não foi capaz de estabelecer intercâmbio com empresa.
No convênio estão previstas cláusulas explícitas sobre o sigilo que deverá ser mantido em relação aos resultados do projeto e ao seu desenvolvimento. Foi claramente colocada a decisão de que os resultados da pesquisa só poderão ser divulgados ou publicados (trabalhos científicos ou patentes) após aprovação expressa e por escrito dos parceiros, devendo-se inclusive celebrar contratos de sigilo e confidencialidade com todas as pessoas envolvidas no projeto, para garantir o sigilo absoluto dos trabalhos. Isso demonstra uma preocupação muito grande com essa questão, que, conforme já foi exposto, dificulta bastante a transparência dos resultados obtidos e consequentemente a incorporação desses resultados em indicadores institucionais.
Apesar disso, para o professor-coordenador, as atividades desenvolvidas junto à empresa têm uma boa visibilidade tanto interna como externamente à UFMG, e sugere o volume de captação de recursos como um importante indicador da atividade desenvolvida com a empresa.
Como resultado dessa parceria, a Vallée relata que a empresa, hoje, sente maior confiança para iniciar novos projetos com a Universidade, seja com o apoio das Agências de Fomento ou pela prestação de serviços e consultorias, tendo já incorporado essa prática em sua cultura e efetivamente firmado outras parcerias com universidades e centros de pesquisa.
5.4.4 - Resultados obtidos: representação nos indicadores
Segundo ambos os parceiros, esse tipo de intercâmbio traz grandes benefícios. Um deles está relacionado à formação de recursos humanos, tanto para a Universidade como para a empresa. Na universidade essa questão é primordial, e, nesse caso mais especificamente, existe a prática de orientação de bolsistas de Aperfeiçoamento, cujos perfis sejam mais voltados às características da empresa, para questões de cunho empresarial.
Os alunos de mestrado não são engajados diretamente nos projetos devido à questão da defesa pública de dissertação que contraria as cláusulas de sigilo do contrato com a empresa, segundo informações do professor-coordenador, mas, por outro lado, quase todos os alunos em nível de mestrado, orientados pelo coordenador, passaram por esses projetos enquanto bolsistas de aperfeiçoamento e se capacitaram no fazer pesquisa, o que diminuiu significativamente o seu tempo de formação no programa de pós-graduação.
Outro resultado apontado pelo coordenador universitário são as instalações e infra- estrutura de pesquisa do Laboratório, que não teria sido montado em tempo tão curto (cerca de quatro anos) não fosse a significativa contribuição dos recursos provenientes da interação estabelecida.
Os principais resultados citados pela empresa são: capacitação através de troca de informações sobre o desenvolvimento da tecnologia, ainda em estudo, e as possibilidades de aplicação desta tecnologia ao desenvolvimento de produtos farmacêuticos de uso veterinário. Mais especificamente, existe a expectativa de um produto ser lançado no ano 2000, estando em fase de teste clínico animal, ou seja, já foi desenvolvido e está em fase de avaliação clínica e de ampliação de escala.
Além desses pontos, é citado o estabelecimento de contato com outros grupos no Brasil que atuam na área e que tem sido fonte importante de troca de conhecimentos. Não é possível ainda prever ganhos de comercialização, mas estão sendo desenvolvidas “duas rotas tecnológicas que são potenciais para obtenção de diversos produtos", conforme declaração do coordenador-empresário.
Institucionalmente, essa interação foi registrada como Projeto de Pesquisa em 1997 e 1998, no relatório de atividades do pesquisador universitário. As publicações seriam outra forma de registro e avaliação dos resultados, porém, conforme declaração do professor-coordenador, devido a questões de sigilo, os Relatórios Técnicos não podem ser publicados.
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