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5. BULGULAR ve TARTIŞMA

5.2. Öğrencilerin Beslenme Alışkanlıklarına İlişkin Bilgiler

5.2.1. Öğrencilerin Günlük Öğün Tüketimi Bilgileri

Estima-se que em 2030, oito de cada dez das principais causas de disfunção estejam relacionadas às DCNT, sendo este o retrato de um dos principais problemas de saúde do século XXI. Além dos números alarmantes das DCNT e seu impacto na saúde, há a previsão de aumento destes números, especificamente nos países pobres (WHO, 2010).

A WHO considera ainda que nenhum país está a salvo da pressão exercida sobre seus sistemas de saúde, tanto pelo envelhecimento da população quanto pelo impacto das DCNT. Além disso, as DCNT têm graves repercussões no desenvolvimento econômico e comportam-se como um sério obstáculo para os esforços internacionais de redução da pobreza. Para os governos calcula-se que somente as cardiopatias, os acidentes cerebrovasculares e a diabetes reduzem o Produto Interno Bruto (PIB) entre 1% e 5% a cada ano em países em desenvolvimento em rápido crescimento econômico. O Action Plain (2008-2013) da World Health Organization aponta seis objetivos para que os países possam trabalhar em cooperação no enfrentamento das DCNT, lançando uma rede coordenada de respostas intersetoriais, como proposto (WHO, 2009):

1. Elevar a prioridade das DCNT como marco das atividades de desenvolvimento no plano mundial e nacional e integrar a prevenção e controle dessas enfermidades em políticas de todos os departamentos governamentais.

2. Estabelecer e fortalecer políticas e planos nacionais de prevenção e controle das DCNT.

3. Fomentar intervenções para reduzir os principais fatores de risco comuns e comportamentais (modificáveis) das DCNT: tabagismo, dieta inadequada, inatividade física, uso nocivo de álcool.

4. Fomentar a investigação sobre formas de prevenção e controle das DCNT.

5. Fomentar alianças para a prevenção e controle das DCNT.

6. Realizar um acompanhamento das DCNT e seus determinantes e avaliar os progressos nos âmbitos nacional, regional e mundial. Nesse contexto, a WHO identifica algumas intervenções para cada situação como sendo ‘as melhores apostas’, ou seja, ações que devem ser realizadas imediatamente para dar rápida resposta em termos de vidas salvas, doenças prevenidas e altos custos evitados. Em todos os países, estas

intervenções denominadas de “melhores apostas” precisam ser ampliadas e

ofertadas através da atenção primária à saúde (WHO, 2011).

As melhores apostas identificadas pela WHO (2011) incluem: proteger da fumaça de tabaco e banir o fumo de locais públicos; informar sobre os perigos relacionados ao uso do tabaco; impor proibições às campanhas publicitárias de cigarros, e aos patrocinadores; reduzir as taxas de tabagismo; restingir o acesso à venda de bebidas alcoolicas; impor proibições às campanhas publicitárias de bebidas alcoolicas; reduzir as taxas de consumo de bebidas alcoolicas; reduzir o consumo de sal e o sal contido nos alimentos; substituir a gordura transaturada nos alimentos pela gordura polinsaturada; promover a conscientização sobre dieta e atividade física, através de campanhas de mídia em massa para sensibilização da população.

Adicionalmente às melhores apostas há outras intervenções efetivas e de baixo custo para a população em geral que podem reduzir os fatores de risco para as DCNT, e que incluem o tratamento da dependência de nicotina, promoção de adequado aleitamento materno e complementação alimentar, imposição de proibições e leis relativas ao uso de bebidas alcóolicas e direção de veículos, restrição à comercialização de comidas e bebidas com altos níveis de sal, açúcar e gorduras, especialmente para crianças; redução de impostos sobre alimentos para promover dietas saudáveis (WHO, 2011).

Embora ainda não existam pesquisas sobre a relação entre o custo e a efetividade, a WHO (2011) aponta fortes evidências de sucesso no enfrentamento das DCNT também com as seguintes intervenções: nutrição saudável no ambiente escolar, aconselhamento nutricional no cuidado em saúde, protocolos nacionais de atividade física, programas de atividade física nas escolas para crianças, programas de atividade física e dieta saudável nos locais de trabalho, programas de atividade física e dieta saudável nas comunidades, concepção de ambientes construídos que promovam atividade física.

Evidências de países ricos mostram que intervenções individuais para as pessoas já portadoras de DCNT ou de alto risco para seu desenvolvimento podem ser muito eficazes e geralmente também são custo-efetivas. Quando combinadas, sinérgicas e convergentes, as intervenções comunitárias e individuais podem salvar milhões de vidas e reduzir consideravelmente o sofrimento humando pelas DCNT. Tanto para a população em geral, quanto para as intervenções individuais, também há melhores apostas e abordagens individuais de saúde custo-efetivas (ALWAN, 2010).

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 13 de maio de 2010, na Resolução nº 265, decidiu convocar, para setembro de 2011, em Nova York, uma Reunião de Alto Nível sobre DCNT, com a participação dos chefes de Estado. Essa foi a terceira vez que a ONU convocou uma reunião de alto nível para discutir temas de saúde, o que representou uma janela de oportunidade, significando um ponto crucial para o engajamento dos líderes de Estado e Governo na luta contra as DCNT, bem como para a inserção do tema das DCNT como fundamental para o alcance das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, em especial aquelas relativas à redução da pobreza e desigualdade (BRASIL, 2011a).

Nesta Reunião de Alto Nível por dois dias consecutivos (19 e 20 de setembro de 2011), Chefes de Estado e de Governo, e seus representantes reuniram-se na sede da ONU em Nova York para apresentar as políticas de enfrentamento das DCNT em seus países, bem como para examinarem, discutirem e planejarem estratégias conjuntas de ação na tarefa de prevenção e controle das DCNT no mundo.

Além do compartilhamento de experiências entre os países e apresentação do panorama mundial das DCNT, tal encontro propiciou a elaboração de um documento de declaração política sobre a prevenção e controle das Doenças não Transmissíveis. Nesse documento, destacam-se: o reconhecimento das DCNT como desafio de proporções epidêmicas e importantes repercussões socioeconômicas para o desenvolvimento; a necessidade de esforços de todo o governo e toda sociedade para dar respostas à situação; prioridade na redução dos fatores de risco e promoção da saúde; reforço das políticas e dos sistemas nacionais de saúde; cooperação internacional e alianças de colaboração; investigação, pesquisas, supervisão, avaliação e monitoramento (ONU, 2011).

Contudo, observa-se que a maioria dos modelos assistenciais, tanto de países desenvolvidos como dos países em desenvolvimento, continuam orientados a oferecer respostas reativas aos problemas agudos de saúde. Por outro lado, a transição demográfica, os avanços tecnológicos e a situação global da crise econômica levam à necessidade de que cada país assegure a sustentabilidade de seus próprios sistemas de saúde e estabeleça uma estrutura sólida de saúde pública capaz de enfrentar eficazmente esses novos desafios.

Benzer Belgeler