ORTAOKUL ÖĞRENCİLERİNİN FEN BİLİMLERİ DERSİNE YÖNELİK TUTUMLARININ BAZI DEĞİŞKENLER AÇISINDAN
TOWARDS SCIENCE LESSON IN TERMS OF SOME VARIABLES
3. VERİLERİN ANALİZİ
4.1 Öğrencilerin Alt Değişkenlere Yönelik Analizler
Este modelo sugere que os empréstimos têm um caráter pró-cíclico e que a percepção de risco-retorno varia de acordo com o ciclo de negócios: durante os booms, os bancos sentem-se mais atraídos por riscos, o que os fazem manter uma maior participação percentual de sua carteira em crédito. Caso contrário, nas recessões, esta participação tende a se encolher. Existem, entretanto, duas formas de se observar esta questão, ambas consistentes com a idéia de que variam com o ciclo de negócios: a primeira aponta que o risco se eleva durante as recessões e cai durante booms; a segunda diz que o risco se eleva durante os booms e que isto se materializa durante as recessões com um maior número de defaults.
A justificativa teórica para a regulação prudencial reside no problema de risco moral: os bancos sofrem menos incentivos para que ajam de forma conservadora no longo-prazo, já que não internalizam os efeitos negativos das possíveis falhas bancárias. Assim, o modelo supõe uma diferença substancial entre a função de utilidade do banco maximizador de curto-prazo e do regulador, este último representando fundamentalmente os interesses sociais e, em especial, os depositantes de pequeno porte que possuem menos informações do que a média dos agentes. Além disso, há uma extensa literatura que aponta quase que consensualmente a idéia de que, embora a regulação prudencial aumente a saúde do sistema financeiro, ela estimula também a volatilidade do crédito, ajudando a ampliar o ciclo de negócios.
No modelo de BERCARA e LICANDRO (2001) formaliza-se a idéia de que, em geral, a regulação prudencial não exacerba o ciclo de crédito, uma vez que este crédito seria ainda mais volátil na ausência destas regras. Assim, para ajustar o ciclo de crédito, a primeira melhor solução consistiria em exigências regulatórias (taxas de provisionamento) que variassem através do tempo, dependendo da fase do ciclo em que se encontra a economia, o que é difícil, já que o regulador deveria identificar exatamente este período do ciclo. A segunda melhor solução seria exigir das instituições a determinação de provisões com base em perdas esperadas ao longo do ciclo.
Assim, sugere-se um modelo para determinar o nível ótimo de crédito. O modelo diz que o portfólio de um banco representativo (P) é formado por dois tipos de ativos: títulos (B) e empréstimos (C), tal que P=B+C. Se c é a proporção dos empréstimos no portfólio de um banco, então:
c=C/P (2.18)
Os dois ativos diferem em risco e retorno. Os seus retornos são dados por:
rc>rb23, em que c e b representam empréstimos e títulos, respectivamente.
O risco de crédito é dado pela condição: 0<Θ<1 (2.19)
O risco de default dos títulos é tido como nulo e dado por: Θb=0 (2.20)
Assumindo que esta economia possui ciclos, então: y=Y-Y* (2.21)
23 Assume-se que as taxas sejam constantes ao longo do ciclo de negócios, muito embora, não o sejam realmente. Entretanto, o spread entre as taxas de retorno variam com o ciclo.
Em que Y é o produto efetivo e Y* é o nível do produto potencial. O fato estilizado que diz que o risco de crédito eleva-se nas recessões e cai ao longo dos booms é capturado pela função Θ(y), tal que Θ´(y)<0. O nível de depósitos de um banco representativo é dado por D=D0.
Para introduzir a idéia de regulação prudencial, formaliza-se a exigência de capital tal que Kmin = Kb.B + Kc .C, com Kb = 0 e Kc >0. Desta forma, a exigência de capital para uma unidade de empréstimos será dada por Kc. Se o custo de oportunidade de uma unidade de capital for r, mantido constante ao longo do tempo, o custo de uma unidade de crédito será k=r.Kc. As provisões para crédito de liquidação duvidosa serão dadas por uma fração α>0 do volume total de empréstimos não-performáticos.
Se as provisões são calculadas com base em empréstimos não-performáticos e não- colateralizados, o valor atual do colateral deve ampliar o padrão dos ciclos econômicos. Portanto, os resultados obtidos com relação à política de provisão serão válidos de acordo com a avaliação do colateral que se faz ao longo do ciclo de negócio. Assim,
Θ(y)=λ(y)-ρ(y) (2.22)
em que λ representa a probabilidade de perda com crédito e ρ é o valor do colateral. Portanto, o volume de provisão para perdas será dado por: αΘ(y).
Ao resumir todos os argumentos, tem-se que o retorno esperado de uma unidade da carteira bancária será representado por:
Μp=(1-c).rb +c{rc.[1-Θ(y)]-αΘ(y) – k} (2.23)
O retorno esperado por unidade de crédito inclui o retorno bruto esperado (ganhos gerados a partir de empréstimos que performam) menos os custos relacionados às restrições regulatórias, sejam elas provisões para empréstimos ou exigências de capital. Assume-se que se os bancos conseguem recuperar uma fração (1-α) dos empréstimos não- performáticos, então a restrição das provisões mede corretamente as perdas esperadas. A percepção de risco do banqueiro é otimista em booms e pessimista em recessões;
portanto, coeteris paribus, os retornos esperados da carteira dos bancos cresce durante booms e esta condição é dada por:
∂ Μp / ∂y>0 (2.24)
Ao mesmo tempo, este retorno decresce com uma regulação mais impositiva: ∂ Μp / ∂k<0 e ∂ Μp / ∂α<0 (2.25)
O risco de default associado à carteira do banco será determinado pelo volume de empréstimos não-performáticos e pela parcela do crédito no total dos ativos do banco. O risco por unidade de ativo será dado por:
Θp =c.Θ(y) (2.26)
Coeteris paribus, o risco de crédito diminui durante os booms (∂Θp/∂y<0). Das equações acima, deriva-se a curva de possibilidade de investimentos, que interliga os retornos esperados aos riscos, para todo c:
µp = rb+ [(rc - rb – k)/ Θ(y) – (rc + α) ]x Θp = rb + TMT.Θp (2.27)
A declividade da equação é a taxa marginal de transformação (TMT) de uma unidade de risco por uma unidade de retorno esperado. O banco representativo possui uma função de utilidade determinada por questões de risco e retorno: U (µp , Θp ) tal que ∂U/∂Μp = UM>0 e ∂U/∂Θp = UΘ <0. Uma hipótese adicional diz que o banco é avesso ao risco tal que a taxa marginal de substituição (TMS) será positiva - UΘ / UM >0.
A condição de equilíbrio para o banco é derivada através da maximização da função sujeita à restrição µp. Em equilíbrio, a taxa marginal de substituição de consumo (TMS) é igual à taxa marginal de transformação (TMT) de risco em retorno:
Entretanto, se os bancos pudessem se eximir de exigências regulatórias de capital e da provisão para créditos de liquidação duvidosa, teríamos a seguinte equação de retorno:
µp = (1-c).rb+c.{rc [1-Θ(y)]} (2.29)
Resolvendo o modelo, chega-se à seguinte condição de equilíbrio:
TMT = [ (rc-rb)/ Θ(y) – rc]= - UΘ / UM = TMS (2.30)
Portanto, quando as regras prudenciais não compõem o modelo, o custo de oportunidade do empréstimo é inferior e, portanto, a TMT é superior. Isto significa que o banco irá compor uma parcela maior de sua carteira em crédito, de forma a escolher uma combinação risco- retorno derivada de um maior TMS. Este resultado ocorre para todo y, independentemente de considerações cíclicas.
Portanto, a partir deste modelo, não se pode concluir que as normas prudenciais exarcebam um credit crunch. Durante booms, os bancos percebem a combinação de risco- retorno associada aos empréstimos às empresas mais conveniente, o que os tornam mais expostos à risco de crédito em suas carteiras. Nas recessões, a participação de crédito das carteiras cai. Entretanto, o desenho correto de normas prudenciais suaviza este padrão cíclico do crédito, sem a minimização de ferramentas para se resolver os problemas de risco moral. Em outros modelos, o efeito de exacerbação das flutuações macroeconômicas, provocado por imposições regulatórias, seria um custo já que emergiria a necessidade de se mitigar os problemas de risco moral e de solvência do sistema bancário.
Além disso, o modelo mostra que durante as expansões econômicas, o risco percebido pelo banqueiro é menor e, assim, o custo de oportunidade dos empréstimos se reduz. Do contrário, o risco de default sobe durante as recessões, o que faz com que os empréstimos se tornem mais caros, tornando a recuperação econômica mais lenta. Diferentemente da idéia que atribui às exigências de capital uma parte relevante da volatilidade da oferta de crédito bancário, como em Blum e Hellwig (1995, apud Bercara e Licandro, 2001), o que, portanto, reforçaria as flutuações macroeconômicas; este modelo conclui que o movimento do crédito é pró-cíclico e tende a ficar mais tênue com a adoção de exigências regulatórias,
como o Acordo de Basiléia e o provisionamento de crédito. Neste modelo, as imposições regulatórias tornam menor a variabilidade da oferta de crédito, o que reduz a ampliação dos ciclos de negócios.