• Sonuç bulunamadı

3. teknoloji ve Bilişim Altyapısı

4.2. İdari Personel

5.1.8. Öğrenci Kulüpleri

Uma inicial distinção se faz necessária e para Severino (2007, p. 118) “a primeira diferenciação que se pode fazer é aquela entre a pesquisa quantitativa e a qualitativa. O fato de termos enfatizado os quadros montados a partir da análise de conteúdo já aponta características da tipologia da pesquisa nesta tese. Assim, para o estudo em questão, adotou-se a abordagem qualitativa. Segundo Abramowicz (1996), este tipo de abordagem funciona como um modelo dialético de análise que tem consigo subjetividade e, assim, torna possível a identificação de diversos ângulos do objeto estudado.

Esta modalidade de pesquisa privilegia conceitos, conclusões ricas de especificidade. Estas características estão presentes nos quadros montados a partir da técnica de Análise de Conteúdo. Essa primeira distinção citada pelo autor acima é advinda de “diferenças significativas no modo de se praticar a investigação científica (2007, p. 117-118). Praticamos a investigação com interesse especial no currículo experienciado pelos alunos concluintes e esse fato gerou resultados mais voltados á pesquisa qualitativa.

Na verdade, o termo abordagem é mais adequado para a caracterização da pesquisa. Quem informa a esse respeito é Severino que afirma o seguinte:

Quando se fala de pesquisa quantitativa ou qualitativa, e mesmo quando se fala de metodologia quantitativa ou qualitativa, apesar da liberdade de linguagem consagrada pelo uso acadêmico, não se está referindo a uma modalidade de metodologia em particular. Daí ser preferível falar-se de abordagem quantitativa, de abordagem qualitativa, pois, com estas designações, cabe referir-se a conjuntos de metodologias, envolvendo, eventualmente, diversas referências epistemológicas (2007, p. 119).

Dessa forma, a pesquisa utiliza-se da abordagem qualitativa. No âmbito dessa abordagem qualitativa foram adotados procedimentos para a consecução da pesquisa.

A pesquisa que utiliza a abordagem qualitativa tem seus pontos fracos. Como crítica a esse tipo de pesquisa, Stake (2011, p. 39) registrou o seguinte argumento que deve ser levado em consideração:

Os estudos qualitativos têm seus defensores e seus opositores. Eu sou um grande e profundo defensor. No entanto, há muito tempo observo a decepção de alguns patrocinadores e colegas. Os pontos fracos são basicamente o que os opositores dizem ser. A pesquisa qualitativa é subjetiva. É pessoal. Suas contribuições para tornar a ciência melhor e mais disciplinada são lentas e tendenciosas. Os resultados contribuem pouco para o avanço da prática social.

Conhecedores que somos dos riscos e limitações, adotamos a abordagem qualitativa por compreender que é nesse tipo de levantamento de informações que temos a possibilidade de contribuir da melhor maneira para as Ciências da Educação em consonância com as Contábeis. Sabemos também que a subjetividade é um campo estranho para as Ciências Contábeis que se caracteriza por ser muito objetiva. Assim, temos consciência de que a interpretação pessoal é marcante neste trabalho de pesquisa, o que é um dos pontos criticados pelos opositores da pesquisa qualitativa. Mesmo que singelos, os resultados ajudarão a repensar o currículo do curso. Esse será o nosso contributo.

Da mesma forma que o autor acima citado, nosso posicionamento é como defensor da pesquisa qualitativa e dos bons frutos que ela pode concretizar no campo do conhecimento, mesmo que estes se apresentem de forma lenta, demorada.

No que tange à essência da abordagem qualitativa, também é Stake (2011, p. 41) que nos instrui ao afirmar que

É comum que as pessoas suponham que a pesquisa qualitativa é marcada por uma rica descrição de ações pessoais e ambientes complexos, e ela é, mas a abordagem qualitativa é igualmente conhecida [...] pela integridade de seu pensamento. Não existe uma única forma de pensamento qualitativo, mas uma enorme coleção de formas: ele é interpretativo, baseado em experiências, situacional e humanístico. Cada pesquisador fará isso de maneira diferente, mas quase todos trabalharão muito na interpretação. Eles tentarão transformar parte da história em termos experienciais. Eles mostrarão a complexidade do histórico e tratarão os indivíduos como únicos, mesmo que de modos parecidos com outros indivíduos.

Realmente, o que o autor acima descreve se concretizou no trabalho ora apresentado, pois a interpretação do conjunto de fatores presentes na reformulação curricular se faz

presente nesta tese. A UESB, a trajetória educacional do autor, o cenário da pesquisa, o ponto de vista dos respondentes, dentre outros pontos mais do trabalho foram interpretados pelo pesquisador em sua subjetividade utilizando de técnica apropriada para esse tipo de pesquisa.

O texto que contempla o pesquisador, na introdução deste trabalho se justifica no seguinte fragmento extraído da obra de Stake (2011): “A pesquisa não é uma máquina que processa fatos. A máquina mais importante em qualquer pesquisa é o pesquisador”. Dado a isso, construiu-se texto que descreve a trajetória do pesquisador em que se justifica a escolha do tema, do problema de pesquisa, seus limites, possibilidades.

Para contemplar esse objeto de estudo adotamos como instrumentos de coleta de dados a pesquisa documental e o questionário.

Vale ressaltar que os cursos de Ciências Contábeis são extremamente carentes de estudos dessa natureza, ou seja, interagindo a Contabilidade com as Ciências da Educação. A Contabilidade surge no panorama das ciências sociais aplicadas como aquela que se debruça sobre o patrimônio11 com o fito de estudá-lo e, assim, fornecer as informações que os usuários necessitam para poderem “tomar decisões coerentes junto às entidades de natureza econômico-administrativas” (IUDÍCIBUS, 2000, p. 17). Por fim, são apresentadas propostas para o curso de Ciências Contábeis, que desempenham papel de relevância, nessa região do nosso país que tanto necessita dessa ciência do patrimônio para gerir as potencialidades para o seu progresso social e econômico. O propósito é adotar metodologias capazes de contemplar a Contabilidade em seus aspectos mais relevantes.

A escrita da tese começou com a preocupação com o problema a ser estudado. Logo após, o tema precisava ser delimitado e, assim, reestruturação\regulamentação\reformulação e acabamos por adotar o termo “reformulação” para figurar no título da pesquisa por perceber que este é o mais utilizado entre professores e alunos do curso de Ciências Contábeis na universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

É válido ressaltar que este trabalho se apoia nas teorias críticas para estudo do currículo. Segundo Silva (2011, p. 30) “Os modelos tradicionais de currículo restringiam-se à atividade técnica de como fazer o currículo” ao passo que para as teorias que questionam essa estrutura tradicional, que são as teorias críticas, defendem que o mais relevante não está no enfoque que trata de como fazer o currículo, mas “desenvolver conceitos que nos permitam compreender o que o currículo faz”, dessa forma, ocorreu uma inversão da pergunta que as teorias tradicionais apresentavam. Por essa razão, justifica-se a presença do termo “crítico”

nesta pesquisa. Trata-se de trabalho que se classifica como estudo de natureza crítica no rol das teorias que se debruçam sobre o currículo na atualidade. Apple (2006), no prefácio ao seu livro “Ideologia e currículo”, posiciona-se como adepto da “criticidade” junto à epistemologia da Educação. Segundo o autor, Entende-se por Teorias Críticas um posicionamento que sucede a pós-modernidade e antecede a pós-criticidade. Uma das características da criticidade na educação é o apontar sugestões para a Educação e preocupar-se com o contexto político, econômico e social em que a educação se encaixa. Ante esse cenário, a metodologia qualitativa se fará presente para organizar as idéias em forma de conceitos.

O presente problema surgiu em meio à caminhada realizada na trajetória educacional e profissional do pesquisador. Responder a esta questão se justifica pelo fato de que o quotidiano do curso de Ciências Contábeis necessita ser aclarado pelas luzes das Ciências da Educação. Os estudos, no campo do currículo, voltados ao curso de graduação poderão realizar trabalho de racionalização do currículo em execução na instituição, em acordo com o estudo teórico condizente.

Em poucas palavras, “currículo é um curso a ser seguido, ou mais especificamente, apresentado” (Goodson, 2010, p. 31). Estudar esse curso, ou seja, percurso e, analisar desde o ponto de partida até o ponto de chegada constitui estudo de relevância. Para se entender o porquê de estudar essa temática é necessário remontar à trajetória educacional e profissional do pesquisador e apresentar informações acerca deste trabalho que pretende realizar estudo de natureza curricular com metodologia específica para tanto.

Benzer Belgeler