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Çokkültürlülük, Çokkültürcülük ve Irkçılık

Belgede SİYASET FELSEFESİ II (sayfa 103-109)

Na Literatura, o tema planejamento estratégico e controle orçamentário é amplamente divulgado e discutido principalmente no setor de empresas privadas e na esfera pública, mas não sendo comum em Instituições de Ensino, principalmente pública. Assim, encontra-se na literatura trabalhos que analisam o planejamento e controle orçamentário separadamente. Para esse trabalho pesquisou-se nas principais bases de periódicos catalogados no Google Acadêmico artigos empíricos sobre o tema planejamento e controle, nos últimos 10 anos.

Contudo, apesar de existir na literatura discussões separadas entre planejamento e controle, são temas que devem ser analisados em conjunto, conforme já citado ao longo desse trabalho por alguns autores como Welsch (1983, p.21) e Frezatti et al. (2010, p. 386).

Em relação as publicações existentes, referentes às pesquisas realizadas em empresas privadas, a de Lavarda e Pereira (2011) tem como objetivo investigar o processo de tomada de decisão na empresa Royal Ciclo, utilizando o planejamento e o controle orçamentário como uma ferramenta de apoio a gestão. Para isso a empresa é apoiada por um software específico sendo que a empresa apresenta flexibilidade para adaptação. Os parâmetros para os próximos 5 anos, e as ações para atingir as metas propostas são definidos entre a diretoria, e os gerentes administrativo, comercial e industrial. A visão, missão e os valores da organização não são compartilhados entre todos os colaboradores, mas somente ao nível de diretoria. O orçamento é consistente com os objetivos estratégicos e o planejamento do caixa está totalmente ligado ao planejamento estratégico mediante metas operacionais. As principais ações que devem ser tomadas pela organização e o tempo para sua execução são definidos a partir da observação do mercado, e em reuniões subsequentes são delimitadas as metas e ações para atingir esse mercado alvo, com a materialização do orçamento. A produtividade na área industrial é medida por funcionário, através de relatórios diários, e nas demais áreas são utilizadas as ferramentas tradicionais, como análise do resultado, indicadores operacionais e financeiros, sendo que na empresa não se utiliza sistemas de medição de performance que envolvia ativos e criação de valor, mas a utilização de ferramentas tradicionais.

Outra pesquisa realizada por Frezatti et al (2011) com 111 empresas tendo como foco principal o entendimento de como o processo estruturado de planejamento, que inclui o planejamento estratégico, o orçamento e o controle orçamentário, estão sendo

utilizado pelas empresas brasileiras nos diversos estágios do ciclo de vida organizacional. Vários estágios da empresa foram avaliados (nascimento, maturidade, crescimento, declínio, rejuvenescimento) demonstrando o seu grau de estrutura no processo de planejamento estratégico, orçamento e controle orçamentário. Os autores concluem que existe correlação entre os estágios do ciclo de vida organizacional e o perfil de formalização do planejamento nas empresas pesquisadas, mas que a existência de orçamento provoca reflexão relevante sobre as possibilidades perdidas por uma organização que não prioriza o processo de planejamento estruturado.

Nas instituições públicas são realizadas pesquisas sobre o tema planejamento e controle orçamentário nas áreas governamentais da União, Estados e Municípios.

A pesquisa realizada por Varela, Martins e Fávero (2012) teve como um dos seus objetivos construir uma metodologia de avaliação de desempenho dos municípios paulistas quanto à eficiência técnica na aplicação de recursos públicos nas ações de atenção básica à saúde. A eficiência técnica é um dos parâmetros de avaliação de desempenho dos gestores públicos no sentido de obter o máximo com menos. Os resultados indicaram que seria possível aumentar, consideravelmente, a quantidade de serviços prestados à população sem a necessidade de novas dotações orçamentárias na maioria dos municípios. Esta pesquisa demonstra que apesar de existir planejamento, o controle foi deficitário, ou seja, falta a integração entre o planejamento e controle.

Em relação as Instituições de Ensino, citamos, em destaque, a pesquisa empírica de Queiroz, Queiroz e Hekis (2011) apresenta um estudo de caso de uma universidade que tem como objetivo apresentar e implantar uma metodologia entre planejamento estratégico e planejamento financeiro procurando evidenciar as etapas para a formulação das estratégias de uma Instituição de Ensino Superior. A metodologia apresentada apresentou eficiência para alcançar os objetivos propostos em uma Universidade possibilitando integrar o planejamento estratégico e o planejamento financeiro e utilizando as seguintes etapas para alcançar os objetivos: a) Definição dos Valores, Objetivos, Visão Estratégica e da Missão da Universidade; b) Análise Ambiental por meio da técnica SWOT e análise do cenário do ensino superior; c) Formulação das Estratégias, Elaboração do Balanced Scorecard e definição de indicadores; d) a elaboração do orçamento alinhado ao planejamento estratégico, considerando os indicadores direcionadores de valor. Com isso a universidade conseguiu implantar um método abrangente no sentido de alinhar a estratégia com a visão organizacional, integrar as atividades de ensino, pesquisa, extensão e a administração. Ressalta que a definição dos indicadores junto ao BSC e a elaboração integrada junto com o

orçamento possibilitaram estimular esforços para a mensuração de desempenho e motivação dos colaboradores, alcançando assim os objetivos propostos.

Picchiai (2012, p. 36) apresenta o processo de planejamento estratégico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) onde na tentativa de iniciar o processo, encontrou algumas dificuldades relacionadas à ausência de formação de equipe em assuntos de planejamento e monitoramento dos objetivos e atividades frente ao porte do projeto bem como a falta de estabelecimento de indicadores de desempenho, ou seja, não havia mecanismos para medir se as metas foram atingidas. Em uma segunda etapa, a metodologia adotada viabilizou maiores debates e participação das partes interessadas, utilizou o modelo adaptado do Planejamento Estratégico Situacional definindo dois eixos: Projeto acadêmico integrado e Universidade gerida de forma planejada, participativa e sustentável. Neste modelo, foram analisados os principais pontos fracos da Universidade e construída uma árvore de problemas estabelecendo a relação de causa/ação, inter-relação e hierarquia entre os problemas identificados. Posteriormente foram realizadas reuniões onde havia um acompanhamento dos resultados dos indicadores estabelecidos na fase inicial do planejamento. No eixo definido como “Universidade gerida de modo planejado, participativo e sustentável” o detalhamento dele permitiu a definição das grandes diretrizes do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), considerando os aspectos acadêmicos, organizacionais, ambientais e físicos, que se inter-relacionam caracterizando assim um modelo aberto que permite a construção pela comunidade e a tomada de decisão cabe ao colegiado. Cita também que o grande desafio do processo de elaboração foi o envolvimento efetivo da comunidade nas discussões e no estabelecimento do plano, garantindo com esta ação maior qualidade e legitimidade ao processo. Além disso, as informações do PDI ficaram disponíveis na

homepage e, com frequência, informações diretas são enviadas para cada membro da

comunidade. Todos os membros da Universidade receberam, nominalmente, um livreto, com uma carta do Reitor explicando o PDI. Uma barreira importante enfrentada na execução do processo foi o problema de relacionamento entre os setores, faltando uma definição clara de responsabilidades.

Após apresentarmos alguns estudos empíricos, o próximo tema a ser tratado será o Balanced Scorecard - BSC, um sistema gerencial utilizado por instituições privadas e que começam a ser utilizadas, como modelo, em instituições públicas.

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