4. BULGULAR VE YORUM
4.1. TÜRK ŞİİRİNDE ÇOCUK TEMASI (1923-1950)
4.1.7. Çocuğun Anlatılışı Bakımından Dil ve Üslup Özellikleri
4.1.7.1. Çocuksu Söyleyiş
EESC-USP. Aula gravada em vídeo-tape. CEDOC. EESC-USP. s/d (data provável:1997)
19 Flávia de Castro Lima em e-mail à autora. Desenho em grafite. Luiz Gastão de
Castro Lima. Acervo da família
havia na época dois jovens professores assistentes que davam uma contribuição renovadora ao curso. Gastão se referia a Vilanova Artigas e Zenon Lotufo, que embora tivessem formação politécnica, permitiram certa abertura e liberdade nas áreas de arquitetura.
Gastão fez parte da segunda turma da FAU, ao lado de Joaquim Guedes, Ariaki Kato, Ginez Velanga, Toshio Tone, Roberto Soares de Camargo, José de Ribamar e Silva, Léo Quanji Nishikawa, dentre outros.
(...) dos estudantes iniciais da FAU-USP, o Gastão foi uns dos que primeiro compreendeu que a FAU, no seu início, era ainda uma descendência da Politécnica. Toda parte técnica dos professores de cálculo, geometria, física vinham da Politécnica. Eram muitos competentes e capacitados, eram os melhores professores do Brasil. Mas também tínhamos como professores os melhores arquitetos do Brasil: Rino Levi, Artigas, Plínio Croce, Jacob Rutchi, o que tinha de melhor estava aqui lecionando.20
Alguns destes estariam entre os primeiros arquitetos que se deixaram influenciar pelas idéias de Frank Lloyd Wright.
20 Araquém Martinho em depoimento à autora em 2 de maio de 2008
Desenho em grafite. Luiz
Gastão de Castro Lima. 1946. Rio-Passeio Público. Portão da Estátua de Mestre
Valentim. Acervo do arquiteto. LIEP. UFSCar
O Folclore e as origens remotas do AUH
Quando retiramos a tampa da pia para escorrer a água ali acumulada, começa a aparecer na superfície um movimento circular que vai aumentando até transformar-se num turbilhão, ruidoso quando as últimas quantidades de água, caindo em queda livre, ficam sujeitas a duas forças: a da gravidade, vertical e da rotação da terra, horizontal, à qual está sujeito o tubo. As partículas pioneiras entram num redemoinho cada vez mais intenso, alimentado pela aceleração da gravidade e arrastam as partículas que estão lá em cima.
Gustavo Neves da Rocha Filho
Desde o início da FAU, a necessidade que tinham os alunos em enfrentar as questões colocadas no curso, os levou a um trabalho intenso de pesquisa e documentação. Podemos citar dentre estes trabalhos, a vasta documentação feita pela primeira leva de alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP que se uniram em torno de um grupo de pesquisa, o primeiro no âmbito acadêmico e um dos primeiros interessados na documentação da produção arquitetônica nacional.
Vinculado ao grêmio estudantil, o grupo deixou um legado de inúmeras fotografias e desenhos. Luiz Gastão teve grande participação nesse processo.
“Como a minha turma e mais duas anteriores foram praticamente os primeiros grupos formados na FAU- USP, que começou a funcionar em 1949, o nosso grupo teve um papel mais ou menos importante dentro do que foi a faculdade e dentro do que a faculdade se tornou posteriormente.”21
21 LIMA, Luiz Gastão de Castro (1979). Gastão menciona sua turma como sendo a terceira, e o início
da FAU como sendo em 1949. Certamente há um equívoco de datas.
Irmãs de Luiz Gastão de Castro Lima. Desenho em grafite Luiz Gastão de Castro Lima. Sem data.
Dedicatória: “ para o papai, uma lembrança do artista Luiz Gastão.”
Acervo do arquiteto.
Segundo Gustavo Neves da Rocha Filho, a princípio a idéia de se constituir uma agremiação junto ao corpo discente encontrou resistência, pois alguns alunos ainda queriam se filiar ao Grêmio Politécnico. Como esta era a opinião da minoria, acabou não prevalecendo e preponderou a idéia inicial. Em novembro de 1948 foi criado o GFAU (Grêmio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), que teve Marcílio Martins como primeiro presidente, “eleito entusiasticamente dada sua atitude sonhadora, cheia de planos, apresentado e apoiado efusivamente pelo [Antônio Alves] Carvalho” 22
“Aí alguns alunos entraram em queda livre: o Carvalho, o Marcílio, o [Roberto Pinto] Monteiro, o Plínio [Venanzi]... e outros que entraram no vestibular de 49: o [Luiz] Gastão [de Castro Lima], o [José] Cláudio Gomes e o Toshio Tone. Depois arrastaram outros como o Gustavo, o Flávio Mota, o [João Walter] Toscano, o Nestor [Goulart], o Julinho [Katinsky], o Benedito [Lima de Toledo], só para mencionar os que mais tarde viriam a ser os professores do AUH.” 23
Neves da Rocha Filho se referia ao primeiro time de alunos disposto a encarar o pioneirismo que se esboçava e que viria direcionar a formação das turmas seguintes.
“Sob a ação das forças naturais”, aquele movimento inicial em espiral levou os alunos a constituir em 2 de maio de 1949, o Centro de Estudos Folclóricos (CEF), o primeiro da Universidade e que mais tarde viria a se chamar Centro de Estudos Brasileiros.
Sob a presidência de Roberto Pinto Monteiro, o CEF tinha como membros Antonio Carvalho, Plínio
22 ROCHA FILHO A origem remota do AUH. Testemunho fornecido pelo Prof. Gustavo Neves da
Rocha Filho ao Prof. Lúcio Gomes Machado s/d.
23 Idem. Ibdem. AUH: Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.
Capa da Revista Folclore nº5. CEF. GFAU. 1950.
Venanzi, Luiz Gastão de Castro Lima, José Cláudio Gomes e Toshio Tone.
“Lançados em queda livre, cada um destes jovens trazia a sua forçazinha que os desviaria da vertical e que acabaria por produzir aquele turbilhão que envolveu dezenas de estudantes ao longo dos anos seguintes.” 24
O time estava montado. Segundo Gustavo Neves da Rocha Filho, Marcílio Martins era um entusiasta, sonhador, idealista. Roberto Pinto Monteiro era mais pragmático e tratou de organizar algo rentável ao Grêmio, criando uma seção de filatelia após a descoberta do interesse dos politécnicos em colecionar selos. Plínio Venanzi manifestava interesse pela fotografia, algo pouco comum entre os arquitetos da época. Estes, normalmente interessados no aperfeiçoamento gráfico, se detinham muitas vezes, tão somente ao desenho. Venanzi era um ótimo fotógrafo e ainda que trabalhasse com escassos recursos, sonhava em construir um ampliador. O Toshio Tone “não largava seu cigarrinho de palha”. Talvez visse no grupo uma forma de encontrar suas raízes interioranas.25
José Cláudio Gomes era um filósofo. Segundo Neves da Rocha Filho, havia escolhido a profissão de engenheiro-arquiteto, pois assim resolveria o problema de ganhar dinheiro (como engenheiro) e continuaria a filosofar (como arquiteto). Natural de Batatais, Gomes escolheu São Carlos para morar depois de formado. Ficou na cidade por dois anos enquanto acompanhava as obras de duas residências projetadas por ele em Uberaba, seu primeiro trabalho como arquiteto. Voltaria em 1953 como professor da Escola de Engenharia de São Carlos e mais tarde, a convite de Luiz Gastão de Castro Lima, comporia o quadro docente da Faculdade