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KURAMSAL ÇERÇEVE VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

2.1. Kuramsal Çerçeve

2.1.3. Çocuklara Yabancı Dil Öğretimi Programlarının Hedeflediği Yaş Grubunun Özellikler

Goethe nunca foi um filósofo de fato, muito embora algumas de suas reflexões continuem sendo debatidas até hoje pelos filósofos. Sua grande questão seria em que medida o mundo exterior contribui para a existência espiritual humana. Ele, então, aproxima-se de Kant e da sua pergunta basilar, na Crítica da Razão pura: em que medida o conhecimento deriva da experiência? Concordando com Kant, para Goethe todo conhecimento necessita da experiência, mas nem todo conhecimento é oriundo dela. Tal resposta que o distingue tanto do empirismo quanto da metafísica dogmática.

Foi com a Crítica do Juízo, contudo, que Goethe encontrou respaldo filosófico para suas teorias. “Lluego llegó a mis manos la Crítica del juicio, a la que debo uno de los

períodos más felices de mi vida. Aquí vi mis ocupaciones más dispares puestas una junta a la outra; los productos del arte y de la naturaleza considerados del mismo modo; el juicio teleológico iluminándose mutuamente” (GOETHE, 1997e, p. 182). Mesmo não concordando com todas as teses kantianas, Goethe percebeu que as ideias fundamentais do filósofo eram análogas às suas. A arte e a ciência da natureza poderiam se encontrar a partir do juízo reflexivo. Os produtos destes dois mundos existem por si sós, mas também se encontram em fina sintonia um com o outro.

Mi aversión por las causas finales estaba ahora justificada y explicada en un sistema; podia distinguir claramente entre objetivo y efecto, y comprendí también por qué con tanta frecuencia el entendimiento humano confunde estas dos cosas. Me alegraba que el arte poético y la ciencia natural comparada fuesen tan afines lo uno a lo outro, y que ambas cosas estuviesen subordinadas a la misma faculdad de juzgare. Con renovada pasión procedi con mucha más rapidez en mi camino, aunque no supiera donde me llevaba (GOETHE, 1997e, p. 183).

Na opinião de Goethe, na teoria do organismo kantiana não haveria espaço para uma teologia física em que um Deus estivesse atuando a todo o momento na formação e transformação dos organismos e cuja causa final estaria preconfigurada por ele. O pensamento kantiano assumia a existência de um Deus criador. Mas, a partir de sua criação a natureza produzir-se-ia por sua própria conta. Além disso, a sua teleologia estava posta pela consciência que reflete e ajuíza a natureza, como se ela agisse teleologicamente. Portanto, a finalidade da natureza é um atributo da consciência, e não da própria natureza, como queriam os teólogos físicos.

A razão crítica afastou a demonstração teleológica da existência de Deus; nós nos contentamos com isto. No entanto, o que não é válido como demonstração deve ser válido para nós como sentimento. [...] não devemos ter o direito de sentir o raio, na trovoada e na tempestade a proximidade de um poder maior do que potente, no perfume das flores e no murmúrio suave de uma brisa um ser amoroso se aproximando (GOETHE, 2003, p. 2).

Num texto intitulado Juízo Intuitivo, Goethe, mais uma vez, enuncia elogios a Kant. Em sua terceira crítica, Kant estipulou o juízo reflexivo como uma forma de apreender os fenômenos naturais não contemplada pela física moderna.

Podemos pensar en un entendimiento que, no siendo discursivo como el nuestro sino intuitivo, parta de lo sintéticamente universal – de la intuición de una totalidad como tal – y vaya hacia lo particular, es dicer, del todo hacia las partes. Aquí no es necesario demostrar que un tal intellectus archetypus sea posible, sino sólo que al contraponer nuestro entendimiento discursivo, que tiene necesidad de imágenes (intellectus ectypus), a la causalidad de una tal cualidad, somos inducidos a esa idea

de un intellectus archetypus y a considerar que tal idea no entraña ninguna contradicción (KANT41 apud GOETHE, 1997f, p. 186-187).

A partir da intuição, o intellectus archetypus possibilitaria caminhar do universal ao particular, assim como o intellectus ectypus viabilizaria o contrário: caminhar do particular em direção ao geral, ou ao todo. Eles não se contradizem, mas constituem formas complementares de se perceber e compreender a natureza. Goethe ainda se lamenta de não ter se aprofundado antes no archetypus kantiano e diz que somente inconscientemente havia se aproximado dele.

Em outro texto, Impulso de Formação, Goethe se aproxima mais ainda de Kant e também de Blumenbach, mas sem deixar de fazer críticas aos seus conterrâneos:

Tanto Haller como Bonnet eran, como ya se ha dicho, partidarios de la teoría de la preformación: cualquier embrión contiene todas las partes de la planta o del animal en miniatura, y despliega de un modo visible órganos que ya preexistían de manera invisible. Lo que empuja este despliegue es una “fuerza vital”. Blumenbach, por su parte, pensaba que el nacimiento de un organismo por la conjunción de materias inorganicas era impensable, pero si que se podia atribuir a la materia una fuerza formadora diferente de las fuerzas inorgánicas. A esta fuerza la llama “impulso de formación”. En cuanto a Wolff, estudia el organismo sin niguna hipótesis previa, siguiendo los estádios sucesivos de desarrollo tal como son perceptibles directamente. El estádio siguiente se forma a partir del precedente, como quiere la teoría del encapsulamiento, ni se debe a un impulso formador inherente a la materia, como defiende Blumenbach (MECA apud GOETHE, 1997g, p. 188, nota 16).

Wolff atribuía um pressuposto aos elementos orgânicos que denominava de vis

essentialis e que cria condições para eles se adaptarem a tudo que produzem. Blumenbach,

de outro lado, introduziu o conceito de nisus formativo, que seria um impulso inerente ao organismo, a partir do qual a sua formação seria gerada.

Para considerar a existência de um organismo, então, seria necessário admitir uma atividade precedente, que deve ser considerada como algo coexistente e eternamente presente nos organismos. “Este prodigio personificado se nos presenta como un Dios, como creador y conservador al que nos vemos exhortados a adorar, venerar y exaltar de muchas maneras” (GOETHE, 1997g, p. 189).

Goethe se refere a Kant, também, na diferença entre a ideia e a experiência. Segundo Goethe, seria razoável seguir com o filósofo que acredita que nenhuma ideia coincida inteiramente com a experiência, muito embora possa se admitir que a ideia e a experiência possam ser análogas. A dificuldade de Kant reside no fato de que na ideia não há

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nem tempo nem espaço e o simultâneo e o sucessivo estão sempre juntos, enquanto na experiência encontram-se sempre separados. O problema, para Goethe, é que a consciência não pode pensar como unitário aquilo que a experiência mostra como separado. Dessa forma, a relação entre o ideal e o factível permanece insolúvel.

La naturaleza no tiene ningún sistema, ella tiene, es, vida y sucesión desde un centro desconocido hacia un confín incognoscible. Por eso, la contemplación de la naturalez no tiene final, tanto si se procede subdividiendo hasta en los más mínimos detalles, o si, en la totalidad, se siegue un rastro con amplitud y profundidad (GOETHE, 1997h, p. 207).

Segundo Meca (1997), o que melhor distingue a visão da natureza de Goethe é que ele a considera como vida e sucessão e que na sua totalidade não pode ser conhecida plenamente pelo homem. Apesar de que sua compreensão da metamorfose das plantas está no mesmo patamar das ciências naturais da Alemanha.