KURAN-I KERĠMDE ÇOCUKLARLA ĠLGĠLĠ ÂYETLER
2. Çocuğun Manevî Yönü Ġle Ġlgili Âyetler:
Em relação aos principais problemas enfrentados pelos repatriados na volta ao Brasil, seis entrevistados, das 20 empresas da amostra, afirmaram que os executivos não enfrentam qualquer problema no retorno ao Brasil, nem em termos culturais nem em termos profissionais. Abaixo, os depoimentos dos seis entrevistados mencionados acima:
“Então, lá num evento, a gente tava discutindo, eu vi as empresas discutindo essa questão da repatriação e eu percebi que existia um problema de repatriação que não é o nosso. O nosso não tem essa dificuldade na volta do empregado, ele está totalmente adaptado, mantêm contato com a família, então nós não temos esse problema. Eu acho que o problema maior é você dar condição de adaptabilidade lá, no país estranho. Porque na hora que volta, ele vai reintegrar ao habitat dele natural, que é a família aqui... Eu fico imaginando que a empresa levou o camarada pra lá, deixou 5 anos lá abandonado...e ai, realmente dá problema. Nós não temos esse problema”.
“Não tem problema, porque normalmente não é tanto tempo fora. E ele não fica aqui, já vai para outra obra”.
“Não enfrentam problemas. Nem para ir nem para voltar. Teve um executivo que ficou nove anos fora e disse que quando colocou o pé no aeroporto já estava adaptado novamente”.
“Acho que não tem, o retorno é sempre tranqüilo, tem um executivo que sempre vem a cada três meses pra ver a família e tal, então não fica longe, e ele fala, ainda bem, não estava mais agüentando ficar lá, porque ele só vem pra pegar força e energia pra retornar”.
“No geral eles não têm grandes dificuldades porque, até porque eu acho que a gente tem a maior parte das transferências focadas em America Latina, então não existem grandes diferenças culturais, a gente tem alguns, mas um ou outro que morou muito tempo fora, que moraram nos EUA, que morou em países da Europa e ai eles tem certa dificuldade no princípio, mas isso, eu sinto que nos outros países da América Latina a gente tem mais dificuldades, mas no Brasil isso é tranqüilo”.
“Não tem dificuldades, Tenho a impressão que se a gente tivesse uma fábrica em Milão, Roma, Paris, talvez tivesse uma dificuldade maior. Mas ainda assim o Brasil é um país maravilhoso para viver”.
Os depoimentos dos outros 14 participantes da pesquisa revelaram diversos problemas que os repatriados podem enfrentar na volta ao Brasil. Os problemas relatados foram:
Segundo os entrevistados, em muitos casos o expatriado assume responsabilidades maiores e alto grau de autonomia durante a expatriação, principalmente quando o motivo da expatriação é desenvolvimento de novos negócios ou abertura de novas plantas. Um dos problemas que o repatriado pode enfrentar no retorno é a perda dessa autonomia. Abaixo, trecho de uma entrevista:
“Às vezes como a pessoa lá no país de destino, como ela tem uma autonomia muito grande, às vezes ele voltando pro Brasil e não encontrando essa responsabilidade, essa autonomia no Brasil, às vezes isso é complicado de estar gerenciando. Porque imagina, às vezes aqui você tem uma estrutura hierárquica sei lá, umas três, quatro pessoas em cima, e lá você estava na estrutura como se fosse um presidente local. Mas fora isso é tranqüilo, né. Na verdade a pessoa fica feliz em voltar porque ela tá indo para lugares com menos estrutura do que há aqui”.
• Adaptação dos filhos à escola.
Outro problema relatado pelos entrevistados é a adaptação dos filhos à escola. No caso de crianças, um dos problemas é o conteúdo que a criança deixou de aprender no exterior, como história e geografia do Brasil, fazendo com que a criança precise ter aulas de reforço. Outro problema que as crianças podem enfrentar é devido à metodologia de ensino no Brasil ser diferente. Os adolescentes não enfrentam tantos problemas em relação a aprendizado, segundo os entrevistados, mas podem ter dificuldades por não terem amigos no Brasil e conseqüentemente, na escola também. Alguns depoimentos sobre o assunto foram:
“A gente já teve casos em retorno, que o cara já estava muito tempo fora e quando voltou os filhos precisaram de reforço na escola pra poder acompanhar, a gente teve casos que o pai ficou quatro, cinco anos fora e o filho nasceu fora e pra voltar pra escola aqui, não tinha aula de gramática em português, história do Brasil, geografia, mas só isso. Até agora a gente não percebeu nada de problema na repatriação...”.
“Essa questão de quando a pessoa vai com a família e volta com a família já é mais complicada, a gente já teve vários casos que a pessoa falou que os filhos não se adaptavam muito bem nas escolas porque já estava muito tempo numa escola do exterior e pra voltar é uma situação totalmente diferente”.
“O que eu sinto, eles num primeiro momento tem esse choque de adaptação da família, porque a família abre mão quando sai do país de amigos, família, tudo, aqui no país e muitas vezes eles ficam quatro, cinco, seis anos fora e quando eles regressam, normalmente, o profissional não tem grandes problemas de adaptação, a família que acaba tendo maior impacto, porque eles estão deslocados, a criança já não tem mais amigos, ele tá num local que pra ele, vai estar numa escola diferente, com um aprendizado diferente, então pra ele se adaptar... Antes ele andava, ia para escola a pé porque ele estudava próximo de casa e era
seguro, e aqui ele não pode, porque é perigoso, ele tem que andar com motorista, com segurança. Isso tem sido complicado pra gente, e é onde o RH entra né. O RH tem que entender qual é o ponto, tem que identificar quando ele sinaliza algum tipo de problema”.
• Recolocação do cônjuge no mercado de trabalho.
Os entrevistados relataram que dependendo do período que durou a expatriação e ainda, se o cônjuge não trabalhou ou não buscou se especializar durante a expatriação, ele pode ter dificuldades para retornar ao mercado de trabalho no Brasil.
“A gente teve poucos casos de realocação de cônjuge pra voltar pro mercado, porque geralmente quando o cônjuge vai nem sempre pode trabalhar, aí se fica três, quatro anos fora, se a pessoa não fizer nenhum curso ela está fora do mercado, então a gente já teve alguns casos que as pessoas comentaram que estava um pouco mais difícil, mas depende de como a pessoa leva também”.
• Readaptação à empresa.
A maior parte dos entrevistados que afirmaram haver alguns problemas no retorno do executivo, apontaram a readaptação à empresa como um possível problema. Os principais motivos que podem fazer com que o repatriado enfrente problemas para se readaptar à empresa são: mudanças que ocorreram na organização durante o período da sua ausência; frustração devido a expectativas não atendidas, como expectativa de promoção ou mudança de área; aceitação do repatriado pelos colegas da área; e por fim, no caso das empresas brasileiras, adaptar-se novamente ao ritmo de trabalho da matriz, que, segundo os entrevistados, possui um ritmo de trabalho mais intenso que as subsidiárias.
Vários dos entrevistados relataram que as áreas muitas vezes não estão preparadas para receber o repatriado. A falta de clareza para o restante da área sobre o que foi planejado pela empresa para o repatriado e sobre os objetivos de o repatriado estar indo para determinada área e posição, dificulta a aceitação do executivo pelo restante da equipe. E quando isso ocorre, as mudanças propostas pelo repatriado podem provocar um choque nos outros funcionários da área, que não têm condições de entender porque aquelas mudanças estão
acontecendo, prejudicando a aceitação do repatriado pela área. Alguns depoimentos sobre os problemas de readaptação a empresa foram:
“A recolocação do cônjuge, e alguns deles, a readaptação á empresa, são problemas, porque se você passa muito tempo fora, as coisas quando são na matriz acontecem muito rápido, as pessoas estando fora, o ritmo é outro, então quando ela volta às vezes ela tem no início certa dificuldade para se inserir novamente no contexto”.
“Eu acho que é assim, uma adaptação diferente da ida, porque você acha que conhece, mas já mudou, a maior dificuldade é que volta achando que vai voltar pra casa e chega não é mais a mesma, então isso é a dificuldade, quando você está voltando, a própria reintegração, a pessoa já trabalhou aqui, então você recebe menos orientação no seu retorno, então isso eu acho que é a maior dificuldade. Principalmente a adaptação ao país, falta de determinados benefícios, possível frustração”.
“Em relação ao trabalho, é o alinhamento das expectativas, em relação à frustração, se realmente não for promovido, acho que é isso que a gente vê. E quando a pessoa tem um assignment internacional ele se torna mais exigente, ele busca um pouco de rapidez na carreira. Fica mais career oriented. Ele fala, eu tive a experiência internacional e agora o que a empresa vai me trazer. Às vezes eles não enxergam que essa própria experiência já foi algo super positivo. E se o assignment foi normal, ele cumpriu o
assignment, tudo certinho e se a empresa não teve que repatriar com antecedência, a adaptação no retorno
é mais fácil. O que é mais complicado é quando temos que fazer uma repatriação antes do planejado e ai nem o empregado estava esperando nem a própria empresa está preparada para recebê-lo, então essa adaptação é mais complicada. Mas tirando a adaptação da família, eu não vejo problemas e claro, depende de onde a pessoa estava. Se você pega uma pessoa que estava na Índia e voltou para o Brasil, ele vai amar...”.
“E na parte profissional, é a única oportunidade que a gente tem é de fazer uma reintegração com essa pessoa quando ela voltar. Porque a partir do momento que ela volta para o país e ela ficou seis anos fora, por mais que ela tenha tido contato com essas pessoas ao longo do tempo, é legal que os gestores tenham essa visão clara de quem é a equipe, do que na verdade foi planejado para essas pessoas que vão trabalhar na equipe dele, qual é o objetivo dessa pessoa, o que tá planejado pra ela. Então fazer essa integração, porque muitas vezes pela rapidez com que a gente precisa tomar a decisão, a pessoa chega aqui e já chega trabalhando né. Não tem tempo de fazer essa apresentação, sair um aviso dizendo que essa pessoa chegou de volta, então pra eles compreenderem que a forma de trabalhar talvez tenha mudado. Então isso é um ponto de melhoria que acho que se a gente fizesse ia trazer um conforto maior para o repatriado que iria se sentir mais acolhido e talvez mais confortável pra poder fazer as mudanças que ele quer e também acho que ia trazer menos choque para a equipe, porque a equipe também acaba não se acostumando com o repatriado né, porque o expatriado normalmente vem com idéias revolucionárias, porque são pessoas que olharam, viram, viveram coisas ao longo do mundo, e voltam pro Brasil com idéias de revolução, de cortar processos, de minimizar coisas e às vezes isso é um choque para equipe, que não está acostumada e não sabe porque motivo isso está acontecendo, né. Se você faz essa integração a equipe tem mais clareza e ai ele ganha a equipe né. A equipe trabalha pra ele ao invés de ir contra a maré né”.
“Os problemas são como os outros os vêem, aceitação e confiança dos colegas que não estão preparados para as mudanças trazidas pelo expatriado. E curto tempo para readaptação”.
De acordo com os entrevistados, a perda dos benefícios e diminuição do padrão de vida pode ser um problema, que, no entanto, costuma afetar mais a família do que o repatriado. O relato de um dos entrevistados a esse respeito foi:
“Depende do país que ele estava e da família. O que sentimos bastante é que as pessoas que vão para Europa e EUA, as oportunidades lá são muito boas. As crianças inseridas naquele ambiente escolar diferenciado, o padrão de vida é diferente. Quando ele volta, ele não vai conseguir manter o mesmo padrão aqui que ele tinha lá fora, isso inicialmente é meio complicado, até pela família... Então a gente vê muito essa dificuldade dos repatriados brasileiros quando eles voltam para cá, de se adaptarem novamente ao padrão que ele tinha aqui. E a família sente bastante isso. Eu sinto que é mais a adaptação da família nesse retorno, da readequação do padrão de vida dele...”.
• Preocupação com transporte e segurança
Esses dois problemas foram relatados pelos entrevistados como algo que pode incomodar os repatriados e a família logo no retorno, mas que após alguns meses, eles já estão novamente adaptados.
“Tem muitas coisas, por exemplo, lá, todo dia 8h03 o trem para, se a pessoa fica muito tempo lá, quando ela volta, tem esse estresse que aqui o trem às vezes nem vem... Tem umas coisas desse tipo”.
“Logo no retorno, tem uma preocupação maior, a pessoa começa a buscar casa de novo, no começo você vê que a preocupação é maior, mas logo você se acostuma de novo, depois de um tempo já está bem. Eu não lembro nenhum caso que tenha sido mais traumático, tenha ficado mais marcado, de alguém que tenha saído da linha normal. Normalmente você percebe essa mudança com a preocupação com a casa que vai morar, preocupação que é normal de todo mundo que fica um pouco maior, questão de carro, já teve expatriado que voltou e disse: o carro não vai ser blindado? Tem essas preocupações, mas depois se adapta”.
“Eu acho que tudo, eles estão adaptados a outro estilo de vida, eles normalmente são expatriados pra Lyon, Cingapura, tinha na China e tem nos EUA, o que eles mais sentem é a segurança, o trânsito..., não com as pessoas porque eles nunca perdem o contato, tem uma viagem anual... Eu sou um pouco dura quanto a isso, eu não acho que tem que ficar com muita frescura, não. Voltou, tem que se adaptar. Eu vi uma única pessoa que achou muito difícil e acabou saindo da empresa, mas o resto arregaça as mangas e depois você nem lembra que ele foi expatriado. Brasileiro é muito flexível, se adaptam bem”.
Alguns dos entrevistados relataram que diversos repatriados sentem uma mudança na sua identidade quando retornam ao Brasil. Um dos entrevistados relatou que muitos repatriados da empresa comentam que quando retornam não se sentem mais tão brasileiros, trazendo a tona um sentimento de tristeza por esse estranhamento em relação a si mesmo. Outro ponto comentado por essa entrevistada, conforme relato abaixo foi sobre a mudança da rotina do executivo. Segundo a entrevistada, durante a expatriação os executivos lidam com desafios diariamente, tanto no trabalho, como no dia-a-dia, na adaptação ao país. No retorno esses desafios diários diminuem e o executivo passa a ter uma rotina mais estável.
“Durante a repatriação, quando você volta nem se sente mais tão brasileiro assim, isso na minha opinião, eu já ouvi isso em comentários, é uma sensação muito triste, você voltar ao teu país e não se sentir parte dele, acho que pra eles é um choque, porque eles não esperam ter esse sentimento quando voltam. E acho que talvez isso, já ouvi alguns deles falarem exatamente a mesma coisa, é um sentimento bem triste. Mas, durante os anos subseqüentes, talvez, quando eles ficam fora, cada dia enfrenta um desafio, de adaptação com a cultura, sempre tem um desafio no dia-a-dia, e quando você volta você não tem mais tanto os desafios diários, talvez mude totalmente a realidade, aqui eles estão confortáveis. Talvez isso seja um ponto de desafio”.