4.2 Mekan Okuma Aracı Olarak Mekan Dizimi
5.1.3 Çizimler ve Video Kaydı Çözümlemeleri
Os textos de Mao Tse Tung sobre educação apresentam um ponto fundamental, é que a educação deve estar a serviço da política do proletariado e combinada com o trabalho produtivo. Com relação à política essa segue a linha marxista- leninista e tem como entendimento do mundo o materialismo- histórico e dialético. É importante frisar que a:
[...] preocupação de Mao era com a formação ideológica, física e moral do novo homem que a revolução necessitava, e o papel do novo modelo educacional era o de fornecer os elementos necessários para uma educação totalmente consagrada ao povo chinês e à sua revolução social, por isso ela devia ser fundamentalmente política, não tendo como tarefa principal a formação de engenheiros, advogados, acadêmicos, mas sim revolucionários com sólida consciência ideológica, afinal “a revolução deve dar-se, em primeiro lugar, na mente do homem”. (REZZAGHI, 2009, p. 66)
Essa afirmação se expressa também pelo que Rios aponta sobre os acontecimentos na China no período da Revolução Cultural, no qual existia a compreensão por parte dos chineses de que a educação antiga serviu para formar mandarins acadêmicos totalmente divorciados do povo e a nova educação tinha como finalidade formar ideológica, física e moralmente o novo homem que a revolução necessitava.
A compreensão existente é que era preciso promover uma revolução na mente, no pensamento do homem, pois sem estes não adiantaria o processo de coletivização da produção, erradicação das condições sociais precárias entre outros instrumentos de eliminação da estrutura social que ocorre numa sociedade de classes, tudo seria falso e de aparências. Os esforços da educação deveriam estar no sentido levar aos espaços educativos, partido político, centros de trabalho e meios de comunicação de massas terem como prioridade a formação da consciência ideológica, por isso, que a revolução se daria primeiro na mente. A política está no comando das relações e nas escolhas a serem feitas, e o ensino e a instrução não fogem dessa perspectiva na pedagogia chinesa. Para que essa diretiva ocorresse de forma ampla como Rios (1973) apresenta era necessário:
A educação chinesa, em todos os seus níveis e modalidades deve ser, antes que nada, educação política: iniciar-se nos jardins de infância e continuar em escolas e universidades. Nada pode deixar de ter formação política dada em forma racional e sistemática. (RÍOS, 1973, p. 33)
Essa análise feita pelo autor se liga ao que Rezzaghi escreve sobre o processo de revolução do ensino a partir de 1967, como consta na seguinte citação:
Educação política assumiu uma grande importância, estando presente no ensino regular, mas também no interior de fábricas, comuna, e outros locais, com o intuito de promover o estudo das ideias de Marx, Lênin e de Mao Zedong, assim como incentivar o conhecimento da realidade político-social chinesa, além de se aplicar a linha de massas e a participação político- social. A linha de massas significava que “tudo devia partir das massas e retornar às massas”, ou seja, as escolas estavam a serviço da comunidade, e por isso tomavam a forma e a função que as massas determinavam. (REZZAGHI, 2009, p. 56).
No que se refere a essa perspectiva de educação política tem-se três elementos importantes que estão ligados entre si, são eles: O pensamento Mao Tse
Tung; a aplicação da linha de massas e a participação e o conhecimento da realidade política e social da China. Entende-se por Pensamento Mao Tse Tung de forma sintética que:
a) Nada pode iludir o trabalho manual nem a participação direta na indústria ou na agricultura;
b) Guerra ao individualismo: se vive, se existe, em função da sociedade; c) Não existe conhecimento sem prática;
d) Um se divide em dois. Ou seja, todo fenômeno tem seu lado positivo e negativo, é necessário conhecer a contradição;
e) Há de se apoiar nas próprias forças e trabalhar incansavelmente; f) A verdade sempre está com o povo. O poder das massas é ilimitado. Atuar de acordo com as necessidades e desejos é estar de acordo com a verdade e é garantia de ação revolucionária.
g) Levar uma vida simples, sóbria. (RIOS, 1973, p. 35)
Com relação a aplicação da linha de massas e a participação como elemento político, este se baseia no princípio de que, quem determina todas as ações relacionadas às escolas no seu processo de gestão e organização são as massas dirigidas pela ideologia comunista. E essa é uma linha política que parte do fundamento de que deve-se partir das massas e voltar às massas, ou seja, partir das necessidades das massas e permitir que elas dirijam todas as conquistas à elas destinadas. Esse fator, nas escolas chinesas segundo o que Rios demonstra permitiu um estreitamento das relações entre família e escola, pois os pais opinavam sobre a educação dos filhos o que os fazia sentir como pertencentes do processo educativo. A questão da participação se relaciona intimamente no espaço escolar e outros de cunho educativo com a ligação com o povo, e assim tem-se a ciência e a técnica a serviço do povo e não de uma pessoa. Médicos, engenheiros e agrônomos devem segundo essa linha estudar não para ter prêmios ou serem reconhecidos individualmente, mas para solucionar problemas do povo.
Com relação ao conhecimento da realidade política e social na China as obras de Mao falam da importância de aliar as lutas do povo Chinês com as de outros povos. Nesse sentido, a história tem um valor grande, pois ela traz pontos que demonstram o papel que se tinha nessa formação de um novo homem. A história se liga à Geografia, ramo da ciência muito valorizado na China nesse período, pois ela permite um estudo físico, econômico e político do mundo, permitindo alcançar a justa compreensão da situação mundial e das relações internacionais fato que deveria ser de conhecimento de todo revolucionário.
O aprendizado tem como base na escola chinesa a prática social. Nesse sentido, existe como critério da verdade a prática, e é ela que confirma a teoria. Essa prática traz consigo a participação individual na luta pela produção, o que significa aliar ensino e trabalho, que na China se deu nas granjas, nas fábricas e nos campos de cultivo. O espaço escolar introduz elementos que envolvem o trabalho e a vida do povo colocando em seu interior instrumentos que servem para compreender o conhecimento da vida e ação de operários e camponeses por parte dos estudantes, pois para conquistar elementos relacionados à produção do conhecimento teórico e prático era necessário conhecer a realidade do povo chinês. Esse ato é um ato político, pois ressalta a quem deve servir a escola, o ensino e todas as ações do Estado, no caso o povo. Assim a política está presente em todas essas ações e se concretiza baseando nas obras de Mao que segundo Rios se dá por meio de quatro imperativos:
1º O homem deve primar sobre a matéria; 2º o trabalho político, sobre as outras tarefas;
3º o trabalho ideológico sobre os outros aspectos do trabalho político; 4º As noções concretas acima das noções livrescas. (RIOS, 1973, p. 40)
Esses imperativos colocam como questão central a política e a visão de mundo materialista, contrapondo a visão idealista e metafísica que imperava na China há milhões de anos.