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4.3.8 M 367 Tekne Form Faktörünün ve Dalga Direnç Katsayısının

4.3.8.3 Çift Gövde Yaklaşımı Kullanılarak Tekne Form Faktörünün

Os dados foram coletados por meio dos instrumentos descritos a seguir.

(1) Questionário para coletar dados demográficos: foram levantados dados pessoais dos possíveis participantes e, também, dados a respeito da experiência destes com a LA (veja APÊNDICE A). De acordo com a análise dos questionários demográficos, foram descartados da pesquisa indivíduos que apresentaram um tempo de exposição à LA maior do que o esperado para este estudo.

(2) Teste de habilidade oral na LA: este instrumento consta de três conjuntos de figuras, cuidadosamente selecionadas, tendo como objetivo avaliar a capacidade dos participantes de se comunicarem na LA, avaliar o nível de vocabulário (tipos de adjetivos e a complexidade de estruturas interrogativas) que os participantes dominavam e, também, se estes tinham algum conhecimento prévio das estruturas que seriam investigadas no experimento (veja APÊNDICE B).

(3) Instrumentos avaliativos para pré-teste, pós-teste e pós-teste tardio: três versões do teste metalinguístico de Julgamento Gramatical (JG). O teste de JG foi elaborado, contendo 25 frases: 10 cobrindo adjetivos, 10 cobrindo perguntas indiretas e cinco visando desviar a atenção dos participantes. As 25 frases foram, aleatoriamente, selecionadas de um banco de sentenças contendo 90 itens (35 com adjetivos, 35 perguntas indiretas e 20 para desviar a atenção), utilizando-se o programa Research Randomizer para gerar sequências aleatórias. A atividade foi elaborada, seguindo o desenho de testes fechados de múltipla escolha, em que os participantes têm que decidir se os itens estão, gramaticalmente, corretos ou incorretos (veja APÊNDICE C).

(3a) Três versões do teste de descrição oral de figuras. Elaborou-se um enredo, a fim de estabelecer um pano de fundo, em que os participantes examinariam uma figura e dariam descrições dessa figura para um designer gráfico. As figuras foram, cuidadosamente, selecionadas para incitar a produção de enunciados contendo mais de um adjetivo. Foi criado um banco de figuras contendo 50 itens, sendo 40 mais complexas e 10 menos complexas. As menos complexas tinham o objetivo de desviar a atenção dos participantes. Desse banco, figuras foram selecionadas aleatoriamente para

compor cada uma das versões da atividade. Empregou-se o mesmo programa, Research Randomizer, para seleção aleatória das figuras. Em cada uma das atividades, tinha-se entre dez e treze slides e, para cada slide, o participante era solicitado a construir oralmente uma sentença (veja APÊNDICE D).

(3b) Três versões do teste com situações para incitar perguntas indiretas: foram elaboradas três situações diferentes, em que os participantes eram solicitados a desempenhar o papel de um repórter e fazer perguntas ao interlocutor. No primeiro, Angelina Jolie e Brad Pitt; no outro, fazer o papel de um assistente social e fazer perguntas para dois jovens; e o terceiro, fazer o papel deles mesmos tentando conhecer estrangeiros que residem no Brasil. Em cada uma das atividades, tinha-se entre seis e oito slides e, para cada slide, o participante era solicitado a fazer, no mínimo, duas perguntas (veja APÊNDICE E).

(4) Três versões do tratamento para levantar a produção das estruturas da LA: foi elaborado um enredo central, em que uma pessoa estava morando na casa de alguns amigos enquanto procurava emprego como jornalista. Finalmente, consegue o emprego, muda-se para Londres, compra móveis para seu apartamento e vai realizar seu primeiro trabalho.

(4a) Ordem de adjetivos: no primeiro conjunto de atividades, o participante tem que fazer compras de roupas e acessórios para seus amigos, a partir de um catálogo (slides do PowerPoint). Para a condição recast, os itens já estavam selecionados. Na condição modelo, o participante vai fazer a mesma compra; no entanto, os amigos deixaram um recado na secretária eletrônica, dizendo o que era para ser comprado. O participante

ouve a gravação e efetua as compras. Na condição controle, utilizou-se o mesmo insumo visual da condição recast.

No conjunto dois, o participante conseguiu o emprego como jornalista e precisa comprar móveis, para mobiliar o apartamento onde irá morar, em Londres. Ele precisa examinar um catálogo (slides do PowerPoint). Na condição recast, os itens já estavam selecionados, era só fazer os pedidos ao vendedor. Na condição modelo, o participante resolveu dar um presente para os amigos que o hospedaram. Os amigos deixaram um recado na secretária eletrônica. O participante precisa ouvir o recado e fazer os pedidos para o vendedor. Na condição controle, utilizou-se o mesmo insumo visual da condição recast.

No conjunto três, o participante ainda precisa mobiliar a cozinha do apartamento. Ele precisa examinar um catálogo (slides do PowerPoint), já selecionado e fazer o pedido ao vendedor (condição recast). Na condição modelo, o participante pediu ajuda a sua secretária. Ela selecionou os itens e deixou um recado para ele/ela na secretária eletrônica. O participante precisa ouvir o recado e fazer os pedidos ao vendedor. Na condição controle, utilizou-se o mesmo insumo visual da condição recast (veja APÊNDICE G).

(4b) Perguntas indiretas: no primeiro conjunto de atividades, o participante vai entrevistar um candidato à vaga de jornalista (condição recast). Na condição modelo, o chefe iria fazer a entrevista com o candidato, mas não pôde. No entanto, o chefe deixou gravadas as perguntas, que gostaria que fossem feitas aos candidatos. O participante precisa ouvir as perguntas e fazê-las aos candidatos. Na condição controle, utilizou-se o mesmo insumo visual da condição recast.

No segundo conjunto de atividades, o participante viaja para Londres pela primeira vez. Este quer conhecer a cidade e precisa pedir algumas direções na recepção do hotel (condição recast). Do aeroporto para o hotel, o participante pegou um táxi e, já sabendo os lugares que gostaria de conhecer, gravou as perguntas que gostaria de fazer à recepção do hotel, para não esquecê-las. Na condição modelo, o participante ouve as perguntas e as faz à recepcionista do hotel. Na condição controle, utilizou-se o mesmo insumo visual da condição recast.

No terceiro conjunto de atividades, o participante foi convidado para um jantar no Palácio de Buckingham, mas, antes do jantar, ele precisa fazer algumas perguntas ao porta-voz da família real (condição recast). Na condição modelo, o chefe do jornalista lhe pede para fazer algumas perguntas ao porta-voz e, então, deixa as perguntas gravadas para que o jornalista as faça. O participante precisa ouvir as perguntas e fazê- las ao porta-voz. Na condição controle, utilizou-se o mesmo insumo visual da condição recast (veja APÊNDICE H).

(5) Os participantes fizeram também uma bateria de testes cognitivos, para investigar a capacidade de MT na L1 (veja ANEXO A e B).

(6) Foi igualmente aplicado um teste, para avaliar o controle de foco de atenção dos informantes (veja ANEXO C). Ambos os instrumentos são descritos e discutidos, detalhadamente, no item 3.3.9.

(7) Logo após o pós-teste, foi realizada uma entrevista estimulada com o objetivo de investigar a percepção dos participantes quanto aos tratamentos, por exemplo, saber se eles aprenderam algo durante as sessões na semana anterior. A entrevista foi baseada em Gass e Mackey (2000), as quais utilizaram entrevistas para acessar a eficácia do tratamento, no sentido de este ter sido ou não percebido, na forma de noticing, pelo participante. Assim, a entrevista foi elaborada de forma que a mesma pergunta fosse reformulada de maneira diferente, com o objetivo de confirmar a resposta do participante ou tentar incitar alguma informação nova a respeito das estruturas, por exemplo, regras gramaticais (veja APÊNDICE I).

A escolha dos testes, de JG, descrição oral de figuras e situações para incitar perguntas indiretas, foi motivada por eles estimularem o uso do conhecimento implícito e explícito dos aprendizes. A literatura mostra que testes de julgamento gramatical acessam o conhecimento explícito dos aprendizes, quando não há a limitação de tempo, enquanto o conhecimento das estruturas é acessado fora de contexto, tendo primeiramente o foco na forma (R. ELLIS, 2005). A descrição de figuras demanda produção oral espontânea da LA, ou seja, utiliza o conhecimento implícito dos aprendizes. Produções orais, não planejadas previamente, requerem um desempenho maior dos aprendizes, fazendo com que o conhecimento explícito fique mais difícil de ser acessado ou totalmente inacessível (R. ELLIS, 2002, 2005). Em cada versão dos três instrumentos, foram incluídos itens distintos das estruturas-alvo para desviar a atenção dos participantes.

Outros estudos já utilizaram os mesmos instrumentos, JG e descrição oral, com os mesmos propósitos do presente trabalho. Han e R. Ellis, (1998); R. Ellis, Loewen e Erlam (2006) e Kang (2009), por exemplo, empregaram testes de JG e produção oral de fala espontânea, sem planejamento prévio, para acessar o conhecimento implícito e explícito.