KURUMSAL YÖNETİM UYUM RAPORU
2. ÇEVRESEL İLKELER 1 - Çevre yönetimi alanındaki politika ve uygulamalarını, eylem planlarını,
Um banco de dados de mapas digitais é um módulo indispensável para qualquer localização de veículos. Sem um mapa é muito difícil para um viajante explorar uma área pouco conhecida e tomar decisões corretas sobre o trajeto a ser realizado. Também igualmente difícil seria a atuação de um gestor de frota em organizar a prestação de serviço com base em sistema AVL sem que pudesse se basear em informações apontadas em mapa. Utilizando-se mapa, informações complexas
podem ser comunicadas de forma extremamente fácil272.
271ZHAO, Yilin. Vehicle location and navigation system. Londres: Artech House, 1997, p.7. 272
Impossíveis seriam a construção e a manutenção de banco de dados de mapa digital sem a tecnologia denominada GIS (Geographic Information System), que em obras nacionais sobre o tema recebe a denominação SIG (Sistema de Informação Geográfica), caracterizando-se como um poderoso conjunto de ferramentas para coleta, armazenamento e exibição dos dados geográficos, a partir do mundo real, para um conjunto particular de objetivos, com alto grau de fidelidade273. Na prática, pode-se afirmar ser o GIS identificado como programas de computador que combinam banco de dados com imagens espaciais (ou geográficas), mapas eletrônicos com capacidade de se relacionar com outros mapas, além de permitir a facilidade de análise das
informações274. Abaixo segue exemplo de mapa eletrônico que compõe um sistema
AVL:
Figura 4. Mapa eletrônico produzido a partir do sistema GIS
Fonte: “Autocargo Rastreamento” (http://www.autocargo.com.br/produtos.php#)
273
MONICO, João Francisco Galera. Posicionamento pelo Navstar-GPS. Descrição, fundamentos e aplicações. São Paulo: Editora Unesp, 2000, p. 225-226.
274
PERROTTA, Bruno Araujo. Contribuição Metodológica para o Planejamento de Transporte Rodoviário de
Resíduos Sólidos comerciais e Industriais com Uso de Tecnologia SIG – Estudo de caso na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Dissertação de Mestrado em Engenharia de Transportes apresentada na
A tecnologia GIS oferece ferramentas operacionais que auxiliam e agilizam procedimentos de planejamento, gerência e de tomada de decisão e que, por tais características, vem sendo utilizada de forma cada vez mais promissora nas mais diferentes áreas. A propriedade do GIS que oferece todo esse potencial é a capacidade
de identificar relações entre objetos, ou seja, análises espaciais graças a algoritmos275
que definem os conceitos básicos de objetos no espaço: pontos, linhas e retas276. É em
muito diferente a situação em que o sistema informa simplesmente as coordenadas da localização, isto é, a longitude e a latitude de determinado objeto no espaço quando comparada à situação em que o sistema não só informa as coordenadas, mas também as aponta num mapa especificando-as geograficamente, com a exata localização do bem. Eis a facilidade criada pela tecnologia GIS para a Engenharia de Transportes, razão pela qual, inclusive, criou-se nomenclatura especial, o GIS-T, para designar a adaptação e adoção dessa tecnologia para propósitos específicos em transportes,
armazenando, exibindo e analisando dados típicos do setor de transportes277.
A obtenção de dados de um GIS é realizada geralmente através de duas técnicas, denominadas aerografia (do inglês aerography) e acorografia (do inglês
chorography). Na aerografia, todos os pontos na Terra devem ser obtidos através de fotografias através de satélites e serem essas fotografias projetadas sobre folhas quadriculadas para calcular coordenadas, procedimento esse denominado mapping. Na acorografia não é necessário obter fotografias no extenso espaço terrestre, podendo uma aeronave ser utilizada para fazer imagens e, então, continua-se com passos
similares à aerografia278, em especial com o procedimento de mapping.
275 Algoritmo é uma sequência determinada de instruções bem definidas, sendo que cada uma delas é executada mecanicamente num determinado tempo. Constitui-se um algoritmo, de forma ilustrada, como uma receita, os passos necessários para a realização de uma tarefa.
276 PERROTTA, Bruno Araujo. Contribuição Metodológica para o Planejamento de Transporte Rodoviário de
Resíduos Sólidos comerciais e Industriais com Uso de Tecnologia SIG – Estudo de caso na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Dissertação de Mestrado em Engenharia de Transportes apresentada na
UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro – no ano de 2007, pp. 49-50. 277
Ibidem, p. 49-54.
278 MAHDAVIFAR,S.A, SOTUDEH, G.R., e KEYDARI K. Automatic Vehicle Location Systems. Jornal da Academia Mundial de Ciência, Engenharia e Tecnologia (Jornal World Academy of Science, Engineering and
Os dados inerentes ao GIS podem ser de caráter cartográfico e de conteúdo não-cartográfico. Os dados cartográficos são as feições geográficas representadas no mapa, que são armazenadas na forma digital e representadas por pontos, linhas ou polígonos com as seguintes características279:
- ponto: é uma feição que necessita somente de uma posição geográfica para sua representação (figura 5). A localização de um determinado objeto móvel num certo momento é caracterizada por um ponto no mapa;
Figura 5. Ilustração de ponto de localização fixado num mapa eletrônico
Ponto de Localização no mapa
Fonte: Positron Rastreamento (http://www.positron.com.br)
- linha: é constituída a partir de uma série de pontos conectados, servindo à identificação do percurso realizado por um objeto móvel num certo intervalo de tempo. A soma de diversas localizações (representadas por pontos) distribuídas num período de tempo leva à constatação do percurso (representado por uma ou várias linhas), conforme figura 6;
Technology), edição 54, ano 2009. Disponível em: < http://www.waset.org/journals/waset/>. Acesso em 08 fev.2011, p. 309.
279 MONICO, João Francisco Galera. Posicionamento pelo Navstar-GPS. Descrição, fundamentos e aplicações. São Paulo: Editora Unesp, 2000, p. 228-229.
Figura 6. Linhas identificando percurso num mapa eletrônico
Fonte: GeoSiga Soluções em Geoposicionamento (http://www.geosiga.com.br/)
- polígono: é uma área limitada por linhas, delimitando um determinado espaço territorial, conforme figura 7;
Figura 7. Ilustração de polígono delimitando área num mapa eletrônico
Fonte: “Tracsat Rastreamento” (http://www.tracsat.com.br/)
Como ensina Bruno Araujo Perrota, um GIS utiliza uma estrutura de camadas, isto é, cada uma contém um tipo de informação que pode ser manipulada em conjunto ou separadamente, sendo certo que cada camada é georeferenciada, ou seja,
está numa escala definida em pontos que têm coordenadas reconhecidas de latitude e longitude280, conforme tabela abaixo:
Tabela 1. Exposição das funções e aplicações de cada camada em um GIS
Itens Camada de Áreas Camada de Linhas Camada de Pontos
Função
Esta camada serve para definir as regiões geográficas
Esta camada forma a rede viária
Esta camada serve para georeferenciar locais com propósitos específicos Aplicação no mapa Bairros, setores, cidades, estados, países etc Ruas, estradas, viadutos, pontes, vias férreas, metrô, etc
Pontos de coleta, pontos de entrega, depósitos etc
Fonte: PERROTA, Bruno Araujo. Contribuição Metodológica para o Planejamento de Transporte Rodoviário de Resíduos
Sólidos Comerciais e Industriais com o Uso de Tecnologia SIG – Estudo de Caso na Região Metropolitana do Rio de
Janeiro. Dissertação de Mestrado em Engenharia de Transportes. UFRJ, 2007, p. 52
No que se refere aos elementos de natureza não-cartográfica, trata-se de dados descritivos sobre as feições representadas nos mapas ou cartas (denominados “atributos”) como, por exemplo, a posição geográfica, a dimensão, o uso e o nome do
proprietário de um imóvel, nome de uma rodovia, tipo de pavimento, entre outros281.
Num GIS podem-se prover novas informações ou dados através da integração de diferentes níveis de informação existentes, permitindo que os dados originais sejam visualizados e analisados com uma perspectiva mais ampla e completa, sendo certo que uma das características básicas de um GIS é viabilizar a integração dos mais variados tipos de dados, coletados das mais diversas formas e instantes282, como pode ser verificado na tabela abaixo (tabela 2). Por exemplo, uma vez inseridos dados no sistema GIS, este integrará tais dados apontando a localização no mapa identificada com as informações inseridas, daí, pois, a perfeita compatibilização do
280 PERROTTA, Bruno Araujo. Contribuição Metodológica para o Planejamento de Transporte Rodoviário de
Resíduos Sólidos comerciais e Industriais com Uso de Tecnologia SIG – Estudo de caso na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Dissertação de Mestrado em Engenharia de Transportes apresentada na
UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro – no ano de 2007, p. 51. 281
MONICO, João Francisco Galera. Posicionamento pelo Navstar-GPS. Descrição, fundamentos e aplicações. São Paulo: Editora Unesp, 2000, p. 229.
282
módulo “banco de dados de mapa digital” com o módulo “sensor de posicionamento”, cabendo a este o fornecimento de informações ao banco de dados de mapa digital.
Tabela 2. Descrição de cada função de um sistema GIS
Função Descrição Exemplos
AQUISIÇÃO
- Coleta de informações de uma série de fontes distintas;
- conversão de informação analógica em digital
Fontes: fotografias aéreas, ortofotos, levantamentos topográficos, imagens de
satélites, cartas,
levantamentos estatísticos que são digitalizados GERENCIAMENTO
- Inserção, remoção ou modificação dos dados
Tarefas: armazenamento de banco de dados, manutenção e recuperação de bancos de dados, controle do processo de manipulação de arquivos
Função Descrição Exemplos
ANÁLISE
- Examina os dados que contenham as informações relacionadas Tarefas: seleção e agregação de informações, controle e geométrica e topologia, conjugação de informações temáticas, extração de informações estatísticas. EXIBIÇÃO DE RESULTADOS - Refere-se à representação dos
resultados dos dados manipulados
Mapas temáticos. Mapas cadastrais
Fonte: PERROTA, Bruno Araujo. Contribuição Metodológica para o Planejamento de Transporte Rodoviário de Resíduos Sólidos Comerciais e Industriais com o Uso de Tecnologia SIG – Estudo de Caso na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Dissertação de Mestrado em Engenharia de Transportes. UFRJ, 2007, p. 51.