2. CAM ELYAF TAKVĠYELĠ BETON (CTÇ/GRC)
2.6 CTÇ (GRC)’nin Mekanik Özellikleri
2.6.1 Çekme ve eğilme dayanımı
O IPVS é um índice desenvolvido pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE) no ano de 2002, com o objetivo de subsidiar o planejamento de ações de políticas públicas direcionadas identificando “[...] locais prioritários para a intervenção do Estado. Em outras palavras, trata-se de localizar espacialmente as áreas que concentram a residência dos segmentos populacionais mais frágeis, que deveriam ser, em princípio, alvos prioritários das políticas públicas”. (SÃO PAULO, 2013ª, p. 6).
Os dados mais atualizados para o IPVS são os obtidos no Censo Demográfico 2010. A metodologia do censo o IBGE trabalha com o conceito de Setor Censitário. Os setores censitários são a unidade territorial na qual se dá a coleta de dados, definidos como “[...] unidade de controle cadastral formada por área contínua, situada em um único quadro urbano ou rural, com dimensão e número de domicílios ou de estabelecimentos que permitam o levantamento das informações por um único Agente Credenciado [...]” (BRASIL, 2013). No banco de dados do IBGE o Estado de São Paulo está subdividido em 66.096 setores censitários (SÃO PAULO, 2013a, p. 7). O município de Itaquaquecetuba tem seu território dividido em 396 setores censitários.
A formação do IPVS considera os seguintes indicadores: número médio de pessoas por domicílio, renda domiciliar nominal média, renda domiciliar per capita, responsáveis pelo domicílio com menos de 30 anos, nível de alfabetização dos responsáveis por domicílio, crianças com menos de 6 anos de idade, entre outros. A partir destes dados os setores censitários, com pelo menos 50 domicílios, são classificados em sete grupos:
• Grupo 1 – baixíssima vulnerabilidade; • Grupo 2 – vulnerabilidade muito baixa; • Grupo 3 – vulnerabilidade baixa; • Grupo 4 – vulnerabilidade média; • Grupo 5 – vulnerabilidade alta;
• Grupo 6 – vulnerabilidade muito alta.
• Grupo 7 – vulnerabilidade alta ou muito alta – setores rurais.
O Grupo 6 (vulnerabilidade muito alta) é formado exclusivamente por setores censitários classificados no Censo Demográfico como aglomerados subnormais, que por definição “[...] ocupam ou ocuparam, em período recente, terreno de propriedade alheia (pública ou particular) contendo residências toscas dispostas, em geral, de forma desordenada e densa; carentes, em sua maioria, de serviços públicos e essenciais.” (BRASIL, 2013, p. 364). Estão incluídos neste conceito o que denominamos de favelas, invasão, grotas, comunidades.
A base conceitual do IPVS apoia-se em dois pressupostos
[...] sendo o primeiro a constatação de que as inúmeras dimensões da pobreza precisam ser consideradas [...] o segundo pressuposto em que se apoia o IPVS é a consideração de que a segregação espacial é um fenômeno presente nos centros urbanos paulistas e que contribui decisivamente para a permanência dos padrões de desigualdade social. Dito de outra forma, uma característica importante da pobreza urbana e metropolitana consiste na segregação espacial como forte condicionante da própria condição de pobreza (SÃO PAULO, 2013a, p. 8).
A partir do referencial conceitual expresso pelo IPVS consideramos essencial a análise desse indicador para a caracterização do município. No Gráfico 2 são mostrados os valores do IPVS do município comparados à média do Estado de São Paulo:
Gráfico 2 – Distribuição da população, segundo grupos do IPVS. Estado de São Paulo e Município de Itaquaquecetuba.
Podemos constatar que em relação à média do IPVS do Estado de São Paulo o município apresenta um alto grau de vulnerabilidade de sua população, com mais de 50% dos seus habitantes em condições de alta ou muito alta vulnerabilidade.
Mesmo em comparação com aos municípios limítrofes, a cidade apresenta os piores resultados do IPVS, conforme Tabela 4:
Tabela 4 -Comparativo do IPVS – Itaquaquecetuba e cidades limítrofes.
Município Alta Vulnerabilidade Vulnerabilidade Muito Alta (Alta e Muito Alta Total Vulnerabilidade)
Itaquaquecetuba 42,8 7,8 50,6
Arujá 26,3 0 26,3
Poá 13,1 0 13,1
Suzano 29,3 1,2 30,5
Mogi das Cruzes 17,1 0 17,1
Guarulhos 15,1 13,7 28,8
São Paulo 8,9 7,5 16,4
Fonte: SEADE, 2010. Elaborado pelo autor.
Abaixo apresentamos o mapa da vulnerabilidade do município, disponível no site do IPVS, por nós editado para mostrar a localização das escolas selecionadas para a pesquisa. Mapa 1 – Vulnerabilidade Social – Município de Itaquaquecetuba1.
Fonte: SEADE. Editado pelo autor.
1
As regiões constantes no mapa classificadas como do Grupo 1 (baixa vulnerabilidade social), correspondem a áreas de três condomínios de alto padrão e que na verdade não são pertencentes ao município de Itaquaquecetuba e sim, ao município vizinho, Arujá.
Outro indicador importante para caracterizarmos o município é o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS). Este índice também é elaborado pela Fundação SEADE.
O IPRS tem como finalidade caracterizar os municípios paulistas no que se refere ao desenvolvimento humano, por meio de indicadores sensíveis a variações de curto prazo e capazes de incorporar informações referentes às diversas dimensões que compõem o índice. Nesse sentido, ele preserva as três dimensões consagradas pelo IDH – renda, longevidade e escolaridade (SÃO PAULO, 2013b,p. 10)
Pelos dados do IPRS 2012, o município ocupava em 2010, no item Escolaridade, a posição de 643ª, de um total de 645 municípios paulistas, o que sinaliza a grave situação da educação nesta cidade. Tanto nas edições de 2008 quanto de 2010 do IPRS, o município foi classificado no Grupo 5, que agrega os municípios com os mais baixos níveis de riqueza e indicadores de longevidade e escolaridade insatisfatórios.
A estimativa atual de população realizada pelo IBGE é de 348.739 habitantes. No setor de saúde pública a cidade conta com apenas uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e com o hospital estadual, gerido por uma entidade privada sem fins lucrativos, sendo que esta unidade atende apenas casos de emergência.
O município aqui apresentado está na periferia da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e sofre o efeito deste lugar no espaço social, no qual faltam aparelhos sociais que garantam uma qualidade de vida adequada aos seus moradores. Ainda é preciso lembrar que a cidade possui sua própria periferia, onde está situada grande parte de suas escolas, incluindo as selecionadas para este estudo.
A periferia da periferia é um lugar que pode ser definido, fundamentalmente, pela ausência, sendo a principal delas, a do Estado: não há serviços de saúde, segurança pública, rede de esgoto, asfalto e o próprio deslocamento urbano é limitado pelo custo, precariedade e distâncias dos centros.
Consideramos que na composição do IDESP os fatores relacionados ao território no qual as escolas estão inseridas foram ignorados, num processo de desterritorialização das instituições de ensino, fato que omite a informação fundamental, segundo Bourdieu (2008, p. 160) de que
[...] Não há espaço, em uma sociedade hierarquizada, que não seja hierarquizado e que não exprima as hierarquias e as distâncias sociais, sob uma forma (mais ou menos) deformada e, sobretudo, dissimulada pelo efeito de naturalização que a inscrição durável das realidades sociais no mundo natural acarreta: diferenças produzidas pela lógica histórica podem, assim, parecer surgidas da natureza das coisas [...]
É nesta lógica que entendemos necessário descrever o território como parte fundamental do nosso estudo, pois os gestores escolares, diante da frieza social que emana das políticas públicas, atuam nas escolas inseridas em territórios diversificados e marcados pelas diferenças sociais, nos quais a escola, enquanto aparelho do Estado, é um ambiente cujas políticas públicas, sua leitura e aplicação pelos gestores e a realidade da comunidade escolar se chocam e manifestam seus conflitos e contradições.