• Sonuç bulunamadı

ÇİRMENDE TAŞRA TEŞKİLATLANMASI 1. MÜLKİ İDAREDEN SORUMLU YÖNETİCİLER

3.4. ÇEŞİTLİ EMİNLER

A conceituação e delimitação das funções exercidas por pessoas e órgãos com funções de polícia remonta um longo caminho, construído ao longo de séculos, Clemente (1998, p. 68), relata que a função policial remonta desde a civilização egípcia, sendo conhecida a partir do desde o reinado do faraó Manés (3315 a.c).

Ainda, segundo o referido autor (1998, p. 76), a função policial aparece nas comunidades europeias com a criação de Cidades-Estados gregas, onde um grupo de cidadãos possuíam a atribuição da vigilância. Cada Estado Helênico dotava-se de um exército voltado a ordem interna e a segurança.

Para alguns autores, com o surgimento do Estado grego ocorrem os primeiros relatos de estabelecimento de pessoas incumbidas da segurança. Neste sentido, assim apresenta Monet (2002):

É, portanto, na Grécia antiga, na época em que, no resto do mundo, os indivíduos só podem contar consigo mesmos para preservar sua segurança, que aparecem, pela primeira vez na Europa, e talvez na história da humanidade, agentes especializados, encarregados de fazer respeitar as leis da cidade utilizando coação física e a ameaça de ações penais. Essas polícias helênicas da Antiguidade são múltiplas, pouco profissionalizadas, provavelmente pouco coordenadas entre si. (MONET, 2002, p. 32).

Neste seguimento, complementando o já exposto, Monet (2002, p. 32) descreve que uma polícia dos mercados convive, em Atenas, com uma polícia das águas, uma polícia dos reservatórios de cereais, uma polícia dos portos.

Logo, tão antigo quanto polícia e a suas múltiplas vertentes, são suas formas fragmentadas, onde cada qual possui um objeto ou público policiado ou vigiado.

Em relação a civilização romana, é possível dizer que foi a primeira a estabelecer uma força pública voltada a segurança das áreas urbanas e rurais, durante a organização da cidade, reinado de Numa (714 a.C. -671 a.C). (CLEMENTE, 1998, p. 76).

Apresenta Clemente (1998, p. 77), na sequência do período supra, durante o reinado do Imperador Augusto, o policiamento urbano esteve a cargo dos stationari. Eram estes os que executavam as funções policiais destinadas a segurança interna. Portanto, a partir do período augustiniano, a proteção da população por força pública aramada, militar ou policial, tornou-se regra.

Na esteira desse raciocínio, Jean-Claude Monet (2002), apresenta que com o Reinado de Augusto, ocorre um desenvolvimento no Estado imperial, o que provoca o aparecimento de uma administração pública, profissional e moderna. Segundo Monet:

Augusto retira do Senado suas responsabilidades administrativas tradicionais em relação a Roma e cria o posto de “ prefeito da cidade”: ao

praefectus urbi, doravante, cabe manter a ordem na rua, tomar as

disposições necessárias, intentar ações penais contra os contraventores. Um estado maior o assiste, no seio do qual figurava o prefeito encarregado de comandar os vigiles, que patrulham as ruas a serviço da polícia noturna e da luta contra incêndios, e os stationarii, que permanecem em posto fixo, numa espécie de departamento de polícia de bairro. Daí em diante, os responsáveis pela ordem pública e por seus subordinados são funcionários nomeados e pagos pela autoridade política central, diante da qual eles são responsáveis. (MONET, 2002, p. 34-35). (Grifou-se).

Assim, podemos dizer, que caracterização da função policial, desde então, distinguiu-se de forma diversa consoante a forma de sociedade na qual encontrava- se inserida.

Exemplificando, Clemente (1998, p. 69), apresenta que o símbolo do exercício policial se materializava por meio de um bastão, encimado por uma esfera metálica com o nome do monarca gravado.

Dessa forma, não existe a possibilidade de se estudar e/ou pensar segurança, polícia ou pacificação social de forma dissociada a evolução histórica humana, social, jurídica e organizacional.

Clemente (1998, p. 69), destaca que entre o século XV até a Revolução Francesa (1779), a função policial encontrava-se ligada a governação e administração, caracterizando-se por Estado de Polícia ou Estado de Administração, alterando-se, somente após a marco histórico da tomada da Bastilha.

Citando, especialmente, a Europa, Clemente (1998, p. 69), acrescenta que no século XVIII, assistiu-se o nascimento de corporações percussoras das polícias atuais e das bases do moderno sistema policiais.

Quanto ao exercício da função policial, o mesmo autor, destaca que até o século XX, em muitos locais, perante inexistência de corpos policiais, as funções eram exercidas pelas Forças Armadas.

Aduz ainda, que tal manifestação caracterizou-se pela aparição de polícias e sistemas policiais com particularidades distintas umas das outras, o que justifica a inexistência de um único modelo a todos os Estados.

Complementando, os elementos apresentados, Karnikowski (2010, p. 75), descreve que a partir da metade do século XIX, surgem os dois modelos alicerces dos sistemas policiais, o francês (ou continental) e o inglês (ou anglo-saxônico), sendo o primeiro constituído de forças gendarmes (polícias militares), e o segundo de polícias civis.

Afirma também que as polícias militares surgem a partir da criação da Gendarmerie em 1791 e as polícias civis, com a criação da Polícia Metropolitana de Londres em 1829, por Robert Peel.

Nesse sentido, Karnikowski (2010, p. 75), aduz que até meados do século XIX, eram os exércitos dos países que realizavam os serviços de polícia, entretanto, adverte que não se tratava de um serviço de policiamento, pois, este requer uma atividade continua de manutenção da ordem.

Trazendo à tona o modelo de origem francesa, Monet (2002, p. 50), escreve que “a influência francesa ultrapassa o século XVIII: as guerras da Revolução e do Império imprimem, por sua vez, sua marca duradoura nas polícias europeias, com a difusão do código napoleônico e adoção, por inúmeros países, de uma polícia militar calcada no modelo da antiga Maréchausée (polícia montada) francesa, rebatizada de

Gendarmerie em 1791.

Diante dos acontecimentos negativos e anteriores a entrada do século XIX, no que diz aos Franceses, a opinião pública inglesa exige uma reforma no sistema e nas polícias inglesas, em especial sob dois aspectos: a visibilidade e a necessidade de se descaracterizar as polícias como polícias de modelo militar.

Neste sentido, Monet (2002, p. 51-52), apresenta que no dia 29 de setembro de 1829, em Londres, cerca de três mil constables da Metropolitan Police assumiram as funções de polícia na cidade.

Portanto, surgia assim a concepção de uma polícia civil, dando origem a um modelo de base, que serviria de alicerce a outros posteriormente desenvolvidos com mesmas características.

Portanto, a partir do século XX, inicia-se uma transmudação, resultando da instituição de corpos policiais com a missão específica e característica da atividade policial.

Para Clemente (1998), hodiernamente, a função policial caracteriza-se, eminentemente, por sua função social, destinando-se, a assegurar a organização interna da sociedade e o respeito as normas, podendo-se lançar mão, eventualmente de meios coercitivos, incluindo-se emprego de armas de fogo.