3.3 Veri Toplama Araçları ve Veri Toplama Süreci
3.3.2 Çalışmada Dikkate Alınan Etik İlkeler ve Veri Toplama Süreci
O presente estudo foi conduzido no Laboratório de Fisiologia do Ex ercício da Divisão de Cardiologia do Ho spital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo.
3.1 INDIVÍDUOS ESTUDADOS
Foram estudados 27 indivíduos saudáveis, do sexo masculino, co m idades entre 21 e 55 anos (méd ia de 33,77 ± 7,86 anos) e 24 pacientes ch agásicos, do sexo masculino, co m idades entre 22 e 54 anos (média de 35,91 ± 9,84 anos), ambos os grupos continham voluntário s co m hábitos de vida sedentários e ativos. Os dados pe ssoais, as características antropo métricas e os hábitos de vida de cada voluntário foram obtidos por meio de entrevista prévia com preenchimento de u ma ficha de avaliação individual (Anexo I). As Tabelas 1 e 2 mo stram as características antropo métricas dos g rupos saudável e chagásico estudados no presente projeto .
T a b e l a 1 - C ar ac ter ís t icas an t ro p o mét r i cas d o s vo lu n tár io s s aud áv e is est u d ad o s ( n = 2 7 ). V o l u n t á r i o I d a d e ( a n o s ) A l t u r a ( c m ) P e s o ( K g ) S u p . C o r p . ( M2) A E R 5 5 1 7 8 7 8 . 9 0 1 . 9 7 A J B 3 0 1 8 5 1 2 1 . 8 0 2 . 4 3 A V S 2 7 1 7 7 7 3 . 0 0 1 . 9 D F 3 0 1 6 0 5 7 . 0 0 1 . 5 9 E C R 3 0 1 7 0 5 9 . 2 0 1 . 6 9 E B 3 2 1 7 6 7 7 . 8 0 1 . 9 4 F M N 2 1 1 9 0 8 7 . 0 0 2 . 1 5 J A A 2 6 1 7 0 6 6 . 3 0 1 . 7 7 J B A D 4 1 1 7 8 1 0 0 . 6 0 2 . 1 8 J C Z 3 6 1 8 0 7 9 . 3 0 1 . 9 9 J L S 4 7 1 7 5 8 8 . 6 0 2 . 0 4 J J M 3 2 1 7 4 8 0 . 4 0 1 . 9 5 J o r L S 4 9 1 7 2 7 5 . 0 0 1 . 8 8 J A M 2 8 1 8 3 8 1 . 0 0 2 . 0 3 J C C 3 2 1 7 8 9 0 . 0 0 2 . 0 8 L C S C 4 2 1 6 8 6 0 . 0 0 1 . 6 8 L F C W 3 2 1 9 4 9 2 . 7 0 2 . 2 4 L F N 2 7 1 7 3 6 5 . 7 0 1 . 7 8 M M 3 5 1 7 2 8 0 . 0 0 1 . 9 3 M F 3 0 1 7 4 6 7 . 5 0 1 . 8 1 P C 3 9 1 7 0 7 7 . 5 0 1 . 8 9 R T A 3 2 1 8 6 8 5 . 7 0 2 . 1 1 R T B 2 4 1 7 0 6 7 . 1 0 1 . 7 8 R M S 3 1 1 7 6 1 0 1 . 2 0 2 . 1 7 R B F V 3 9 1 9 8 1 0 0 . 0 0 2 . 3 5 S A G 3 7 1 8 3 9 1 . 0 0 2 . 1 3 W J B S 2 8 1 8 4 6 8 . 0 0 1 . 8 9 M é d i a 3 3 , 7 7 1 7 7 , 5 5 8 0 , 4 5 1 , 9 7 S D 7 , 8 6 8 , 3 7 1 5 , 0 1 0 , 2 0
T a b e l a 2 - C aracte r íst icas a n tro po mé tr icas d o s v o lun tário s c h agásico s estu d ado s ( n = 2 4 ) . V o l u n t á r i o I d a d e ( a n o s ) A l t u r a ( c m ) P e s o ( K g ) S u p . C o r p . ( M2) A A P 2 2 1 7 8 6 7 1 , 8 4 A C M 2 5 1 7 6 7 5 , 7 1 , 9 2 A F B 3 5 1 6 4 6 3 , 3 1 , 6 9 A V M R 3 4 1 7 3 6 3 , 2 1 , 7 5 C R P S 3 3 1 5 8 6 2 , 8 1 , 6 4 D J R S 4 0 1 7 5 6 2 1 , 7 6 E G P 4 9 1 6 6 6 0 1 , 6 7 F G S 5 1 1 6 8 6 5 1 , 7 4 G G F 2 6 1 7 2 6 3 , 4 1 , 7 5 G L C 2 7 1 6 3 6 2 , 6 1 , 6 7 H B S 5 4 1 6 6 5 8 , 6 1 , 6 5 J A A P 2 3 1 6 3 6 4 1 , 6 9 J B P 3 0 1 7 2 7 7 1 , 9 0 J C G 3 8 1 6 4 8 0 , 9 1 , 8 8 J M S S 3 3 1 7 7 7 0 , 5 1 , 8 7 J R S 3 7 1 6 7 6 1 , 8 1 , 6 9 L U C 5 0 1 6 5 7 2 1 , 7 9 M B S 5 1 1 7 6 7 5 , 7 1 , 9 2 M P T 4 8 1 6 7 7 9 , 9 1 , 8 9 N B J 3 6 1 7 3 7 9 1 , 9 3 N C S 3 1 1 5 9 5 4 , 2 1 , 5 5 O L S 2 4 1 7 2 6 8 1 , 8 0 P F C 3 1 1 7 1 7 3 1 , 8 5 V M D 3 4 1 6 1 5 7 , 7 1 , 6 0 M é d i a 3 5 , 9 2 1 6 8 , 5 8 6 7 , 3 9 1 , 7 7 S D 9 , 8 4 5 , 8 5 7 , 6 3 0 , 1 1
O grupo ch agásico foi selecionado por meio de entrevista com doadores de sangue do Hemoc entro de Ribeirão Preto, HCFMRP-USP, co m sorologia positiva para Doença de Chagas, detectada nos exames sorológicos realizados nas amostras coletadas destes doadores. A entrevista de dava nas próprias dependências do Hemocentro, em uma sala de consulta, quando da vinda d estes voluntários p ara checarem o s exames de contra-prova para doen ça de Chagas.
Os voluntários ch agásicos ingressantes no projeto passavam por u ma av aliação médica, realizada por um cardiologista, onde era feita u ma an amn ese detalhada e solicitados exames p ara se avaliar o grau de aco metimento da doença em cada voluntário , bem como p ara afastar a possibilidad e da realização dos testes funcionais por pacientes co m grau s mais avançados d a doença, onde há aco metimento de vários sistemas. Os pacientes que já possuíam aco metimen to de sistemas que impediam a particip ação no estudo foram en caminhados ao Amb ulatório de Cardiologia G eral, HCFMRP-USP, p ara seguimento e eventuais intervenções que se fizessem necessárias. Os exames solicitados foram: eletrocardiograma de repouso, Rx de tórax, Dopple r-ecocardiograma, hemograma, urin a rotina, bioquímica e outros exames que o médico julgasse necessários no ato da av aliação . Todos os exames foram realizados no Hospital das Clinicas da Faculdade d e Medicina d e Ribeirão Preto – USP, sem que o voluntário tiv esse custo algu m co m qualquer exame ou procedimento que por ventura fosse necessário ser realizado. Os voluntários do grupo saudável foram submetidos a anamnese e exame físico, realizados também por u m
cardiologista, para se descartar a existência de qualquer doença ou problema ortopédico que viesse a contra-indicar sua participação no estudo. Todos eles também realizaram eletrocardiograma de repouso para afastar qualquer risco d e algu ma doença cardíac a assintomática.
3.2 ASPECTOS ÉTICOS
O presente projeto foi aprovado pelo Co mitê d e Ética em Pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade d e Medicin a de Ribeirão Preto – USP, Processo HCRP-no: 1612/2003 (Anexo II). Todos os voluntários incluídos no estudo foram previamente in formados a respeito das avaliações, testes e procedimentos experimentais a serem realizados, assim como do s riscos e benefícios existentes, após o qual leram e assinaram o Termo de Consentimento Pós-Informa ção (Anexo III). Todos o s voluntário s conheceram p reviamente o laboratório onde seriam conduzidos os testes, afim de que se familiarizassem co m o s procedimentos e equipamen tos que seriam u tilizados nos protocolos experimen tais.
3.3 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS E INSTRUMENTAL UTILIZADO
Os procedimentos experimentais foram conduzidos no Laboratório de Fisiologia do Exercício da Divisão de Cardiologia, HCFMRP – U SP, semp re no período da tarde e consistiu na realiz ação de avaliação autonômica e
testes de esforço físico dinâmico (TEFD), utilizando-se protocolos de esforço dos tipos ramp a e degraus descontínuos.
O laboratório era previamente preparado, de modo a permitir que a temperatura ambiente fo sse man tida ao redor de 22o Celsius e a umidade relativa estivesse na faixa de 45 a 60%. N este período também eram realizad as a estabiliz ação e calibração de todos os equipamentos utilizados na aquisição, processamento e armazena men to dos sinais biológicos colhidos durante o s protocolos experimentais.
O voluntário era orientado a comparecer às sessões experimentais co m u m traje adequado à prátic a de atividade física, b em co mo com u m calçado do tipo tênis e após ter ingerido u ma refeição leve, no mínimo , duas horas antes do início de cada teste. O mesmo e ra orientado a não pratic ar, na v éspera e no dia dos testes, atividades físicas inten sas, co mo corridas, caminhadas longas, e também a não ingerir alimentos ou bebidas estimu lantes que pudessem influen ciar as variáveis cardiovasculares e respiratórias, co mo chocolate, café, chá e bebidas alcoólicas. A Figura 2 mo stra u ma fotografia do Laboratório de Fisiologia do Exercício, HCFMRP- U SP, com o s equipamen tos utilizados no presente e studo, durante u m teste de esforço físico .
Após sua chegad a ao laboratório o voluntário era mantido em posição supina, quando então eram realizados os procedimen tos necessários para a mo nitorização eletrocardiográfica do mesmo, como tricotomia da pele na região do tórax onde seriam colocados o s eletrodos descartáveis co m gel condutor.
Depois de monitorizado e feita a verificação dos sinais biológicos a serem adquiridos, o voluntário permanecia na posição supina em repouso por u m pe ríodo de 15 minutos, co m o propósito de se obter uma melhor ad aptação ao ambiente laboratorial. Procurava-se manter o máximo de silêncio e o mínimo trânsito de p essoas na sala, para se evitar qualquer tipo de perturbação ao voluntário.
A pressão arterial sistêmica foi sempre medida no braço direito em repouso, nas posições supina e sentada e ao final do esforço físico (posição sentada), utilizando-se o método auscultatório, co m esfigmomanômetro de coluna de mercúrio.
A monitorização eletrocardiográfica foi realizada usando-se e derivação MC5 modificada, posicionando-se 5 eletrodos: RA, no manúbrio
esternal; LA, próximo à clavícula esquerda; C, próximo à clavícula direita; LL, no quinto espaço interco stal esquerdo e RL, no he mitórax direito. O
sinal eletrocardiográfico foi obtido por meio u m polígrafo Hewllet-Packard,
mo delo HP7754 com um pré-amplificador bioelétrico universal modelo 8111A. O sinal captado era enviado a três outros sistemas para condicionamento e armazenamento por me io de u ma caixa d e distribuição de sinais: 1- microcomputador (Pentium III) com sistema de conversão an alógico-digital (DI-400, DataQ Instruments), com softwa re WinDaq, para
aquisição dos sinais do eletrocardiograma e freqüência cardíaca instantânea (Figura 3); 2- microcomputador (Pentiu m II) com sistema d e conve rsão an alógico-digital (National Instruments), co m software específico (STEF)
eletrocardiográfico (SILVA et al., 1994) (Figura 4 ); 3- ergoespirômetro CPX/D MedGraphics, utilizando-se software Breeze EX, para aquisição e
armazenamento das v ariáveis cardiorrespiratórias (Figura 5).
F i g ur a 2 . Il u str aç ão d o pro c ed imen to ex per i men ta l d e u m t est e d e es fo rç o n o L abo rató rio d e Fisio lo g i a do E x ercício, D iv isão d e C ard io lo g ia , H C F MR P -U SP , e dos eq u ip amen to s u t ili za d o s n o s tes tes d e es fo r ço fís ico d in âmi co : p o lí g ra fo , mic r o co mp u tad or es , si ste ma d e an á lis e er go e sp iromé tr ic a e cic lo er g ô me tr o d e fr enag e m e letr o mag n ét ica .
Fig ura 3. Gráfico do que é ap resentado na tela de u m computador, durante uma sessão experimen tal, que utiliza o software
WinDaq. De cima para baixo estão gravados os sinais de ECG e da freqüência c ardíaca instantânea (cardiotacô metro), pre ssão arterial (Finapres), respiração e pressão oral.
F i g ur a 4 . G r áfico d o q u e é ap res en tad o na te la d e u m co mp u ta d or, qu e u til iz a o
s o ftwa r e ST E F, du r an te a a q u is ição d o EC G e d a FC , b ati men to a
F i g ur a 5 . G r áfico d o q u e é a p re se n tad o n a tel a d o sis te ma d e an áli se e rgo e sp iromé tr ic a C P X /D d ur a n te a ex ec u ção d e u m t est e d e es f o r ço fís ico . P otên c ia ( Wa tts ), v e lo cid a d e do c iclo erg ô me tr o (r p m) , c o n su mo d e o x ig ên io (V&O2) e m l i t r o s p o r min u t o , p ro d u ç ã o d e C O2 (V&CO2) e m l itr o s p o r min u to , v en til a ção p u l mo n ar (V&E) e m l itr o s p or min u to , fr eq ü ên cia car d ía ca ( H R) e m b ati men to s p or min u to e te mp o ( T i me ) e m mi n u to s. A s v ar iáv ei s ven ti la tó r ia s es tão exp res s as e m v alo r es d e r e sp ir a ção à r esp i ra ção . A s b a rra s v er tic ais p r e tas c o rr e spo nde m ao in í c io e fi m d o p er ío do d o e sfo r ço fís i co , a b ar r a v e rtical v erd e ao pon to corresp ond en te ao limi ar d e an ae rob i o se v e n tilató r i o e a b ar r a v e rt ical v er me lh a c o rre spo nd e ao ma i o r v alo r d e
2
O
3.3.1 REPOUSO NA POSIÇÃO SUPINA
Todos o s voluntários p articipantes do estudo, após a monitorização, permaneceram em repouso, na posição supina, por 15 minutos, para que pudessem se adaptar melhor ao ambiente laboratorial.
Findo esse período, iniciava-se a coletada das v ariáveis por 15 minutos na condição de repouso, p ara posterior análise.
3.3.2 MANOBRA DE VALSALVA
A manobra d e Valsalva é considerada um importante teste para verificação da integridade do sistema nervoso autônomo que inerva o coração, sendo portanto , importante para se d etectar a p resença e o grau de disautonomia, causad a pela doença de Ch agas. A manobra consistiu em realizar uma e xpiração fo rçada co m a glote aberta, em u m sistema fech ado acoplado a u m manô metro aneróide, até que se atinja uma pressão previamente estabelecida, provocando um au men to da pressão intratorácica, co m conseqüente comp ressão dos vasos, diminuição do retorno venoso para o átrio direito e p rovocando variações reflexas da FC, por med iação do sistema nervoso p arassimp ático (GELBER et al., 1997; LOOGA, 2005).
A manobra foi realizada co m o voluntário na posição supina, con forme padronização usada em nosso Laboratório e consistia na expiração forçada co m a glote aberta durante 20 segundos, mantendo-se a pressão oral, visualizada no manô metro pelo próprio voluntário, em valor constante de 40 mmHg (G ELBER et al., 1997). A monitorização da pressão oral foi
realizad a por u m transdutor de pressão (Spectramed , Stathan) conectado ao
sistema fech ado no qual o voluntário realizava a expiração forçada. Esse sinal era enviado ao sistema de conversão analógico-digital, e apresentado em tempo real, juntamen te com as outras variáveis obtidas, onde o pesquisador podia, ao final da manobra avaliar a eficácia da mesma. O próprio sistema an alógico-digital, por meio do software WinDaq , realizava
o armazenamen to dos dados obtidos durante c ada manobra realizada. Durante a manobra de Valsalva ocorrem qu atro fases: Fase I - início da manobra, ocorre um au me nto da pressão intratorácica que é tran smitida às cavidades cardíacas e segmentos intratorácicos dos grandes vasos, provocando elev ação transitória da PA e conco mitantemen te queda discreta na FC; Fase II - com a manuten ção da pressão intratorácica elevada, o corre u m progressivo impedimento ao retorno venoso co m diminuição da pressão de enchimento ventricular direito e esquerdo e conseqüente queda da PA, e reflexamente o corre u ma elevação da FC e vasoconstricção periférica, que em conjunto , são responsáveis pela pequen a elev ação da PA ainda no final desta fase; Fa se III - após a liberaç ão do esforço expira tório, ocorre u m seqüestro de sangue pelo leito vascular pulmon ar, o qual é expandido pela súbita qued a da pressão intratorácica, efeito que diminui o enchimen to ventricular esquerdo provocando queda da PA e continuamente elevação da FC; Fase IV - poucos segundos após o grande aumen to do fluxo de retorno venoso para o ventrículo direito , este é transmitido ao ventrículo esquerdo, que ao ejetar u m maior volu me sistólico, ainda em vig ência d e u m tônus
arteriolar au mentado, provoca uma súbita elev ação da PA a valores superiores aos de repouso e uma bradicardia reflexa (LOOGA , 2005).
Para determinar se a manobra foi eficiente observamo s o co mportamen to da FC e d a PA (Finapres), o rubor facial, a turgência jugular e a diminuição do pulso radial.
3.3.3 REPOUSO NA POSIÇÃO SENTADA
Depois de realizar a manobra de Valsalva, n a posição supina, os voluntários foram colocados sentados em u ma cadeira, com en costo, p ara a coleta d as variáveis cardiorrespiratórias durante 8 minutos d e repouso sentado. Nesta fase do experimento, o voluntário permaneceu apen as com a mo nitorização eletroc ardiográfica .
3.4 PROTOCOLOS DE ESFORÇO FÍSICO DINÂMICO
Todos o s voluntários estudados fo ram sub metidos a dois protocolos de esforço. Um protocolo contínuo do tipo rampa e um protocolo descontínuo, do tipo degraus descontínuos, realizados em dias diferentes e co m u m intervalo mínimo d e um dia e máximo de u ma semana entre eles.
3.4.1 PROTOCOLO DE ESFORÇO CONTÍNUO
Este protocolo consistiu da realização d e exercício dinâmico na posição sentada, em cicloergômetro, com incremen to de potência do tipo rampa, como exemplificado na Figura 6.
Fig ura 6. Representação esquemática do Protocolo Contínuo, mo strando u m teste d e esforço físico do tipo ramp a, onde o voluntário permanecia u m minuto em repouso (Repouso), a seguir, iniciava o período de aquecimen to (Carga Livre) e em seguida o exercício progressivo (Rampa) até a intensidade fin al, quando pa ssava a pedalar numa menor potên cia e velocidade por mais alguns minutos (Recuperação).
O voluntário iniciava o esforço após co mando verbal e não recebia qualquer in forma ção a resp eito do in stante em que se iniciava a elevação da potência em rampa.
Neste protocolo, o cicloergô metro era co mandado pelo sistema CPX/D e o voluntário pedalava, co m u ma v elocidade constante ao redor de 60 rotações por minuto (rpm), durante um p eríodo de aquecimen to que d e 4 minutos, em carga livre (aproximadamente 3 a 4 Watts), e em seguida era aplicado auto maticamente, um in cremento de potência progressivo, pré- estabelecido, do tipo rampa. A ramp a de potência aplicada variou de 15 a 35 W/min e era calculad a individualme nte, b aseando-se em dados antropo métricos, segundo fórmula reco mendada por Wasserman et al. (1999), acrescida de u m fator de correção de 5 Watts para mais ou para menos, na dependência dos hábitos de vida (grau de atividade física) de cada indivíduo. A fórmula usada para o cálculo do incremento de potência descrita por Wasserman foi a seguinte:
2
O
V& u n loa d ed in m l/ m i n = 150 + (6 X w ei gh t, K g ) P ea k V&O2in m l/m in = (h eig h t, cm – ag e, yea rs) x 20
W o rk Ra t e (Wa t ts ) i n c r em en t/m in = (p ea k V&O2, m l/m in - V&O2un lo ad ed , m l/ m i n ) / 1 0 0
Onde: V&O2unloaded in ml/min é o consumo d e O2 estimado no p eríodo de carga livre; Peak V&O2in ml/min é o consumo estimado de O2 no pico do
esforço; e Wo rk Rate é o valor da rampa de potên cia a ser aplicada em
Watts por minuto.
Na presente série de experimentos, o teste de esfo rço foi sempre interro mpido por exau stão física e não por outras ocorrências incluídas nos critérios de interrupção, usados em nosso Laboratório , ou seja: surgimen to de arritmias cardíaca s freqüentes ou graves, sin ais de isquemia miocárdica no ECG ou sintomas limitantes (síncope, tontura, náuseas, etc...).
Ressalte-se, que após ser atingida a potência de esforço pico, esta era diminuída e os voluntário s continuavam a pedalar em u ma ba ixa potência (ao redor de 5 Watts), por mais alguns minutos, quando então o teste era fin alizado. Este período de desaquecimento evitou a ocorrência de sintomas, co mo tontura e síncope, que podem surgir quando o esforço executado, em altas potências, é subitamente interro mpido na posição vertical ou sentad a.
Imediatamente após o término do teste, os voluntário s eram argüidos quanto ao grau de percepção da intensidade do esfo rço realizado, no ponto de exaustão física , utilizando-se e scala d e percep ção de esforço (CR 10) idealizada por Borg. Esta consistia de valores nu méricos d e 0 a 10, aco mp anhados de adjetivos, que iniciavam com AU SÊNCIA DE SINTOMAS = 0 e terminavam com MÁXIMO = 10 (Borg, 1998). A escala, b em como as orientações, sobre sua utilização no teste de esforço eram apresentadas aos voluntários quando estes co mpareciam ao laboratório para a familiarização co m os equipamentos utilizados. Nesta o casião eles realizavam um b reve teste de esforço, quando tamb ém eram argüidos sobre a intensidad e do esforço realizado. Nos testes funcionais, o va lor médio indicado pelos
voluntários na referida escala foi 5 (PESADO). Após o término do esfo rço, a qualidade do teste era avaliada visu alme nte p elo pesquisador, nas várias apresentações gráficas disponíveis no mo nitor do sistema MedGraphics. Particular ênfase foi dada à manutenção da regularidade da velocidade de pedalagem e do au mento de potência em exercício, bem como à ocorrência ou não de artefatos nas variáveis ventilatórias e me tabólicas, que inviabilizassem a med ida do LAV. Caso o teste fosse considerado insatisfa tório , co m base nos critério s acima mencionados, um segundo teste de esforço era agendado para o voluntário , co m u m intervalo entre 7 a 15 dias. Este procedimento ocorreu em cerca de 25% dos casos estudados.
3.4.2 PROTOCOLO DE ESFORÇO DESCONTÍNUO
O protocolo descontínuo foi sempre realizado após o protocolo contínuo e tamb ém con sistiu na execução de TEFD, n a posição sentada, usando-se os mesmos equipamen tos e coletando-se as mesmas variáveis do protocolo contínuo. Neste protocolo foram aplicad as potên cias progressivamente crescentes do tipo degrau descontínuo, com du ração d e 6 minutos, obedec endo à seguinte seqüência: 1 - 25 Watts; 2- 20% abaixo do LAV; 3- 10% abaixo do LAV; 4- a potência correspondente ao LAV, obtido no protocolo contínuo; 10% acima do LAV e 50% acima do LAV. Um intervalo de repouso de aproximad amente 5 minutos era realizado entre as potências aplicadas, para permitir o retorno das v ariáveis às condições
basais. A Figura 7 ilustra esque maticamente o protocolo descontínuo usado no presente estudo.
F i g ur a 7 . Il u str a ção es qu emátic a d o p ro t o co lo d e es fo r ço e m d e gr au s d es con t ín uo s.
Este protocolo teve co mo objetivo quantificar a perda da estabilidade da resposta d e freqüên cia cardíaca que caracteriza o início da estimulação simpática sobre o nódulo sinusal (MACIEL et al., 1986; GA LLO JR et al., 1995; CHACON-MIKAHIL et al., 1998), bem co mo a do V&CO2 (WASSERMAN et al., 1999), qu e ocorre imediatamen te acima do ponto correspondente ao limiar de ana erobiose ventilatório.
0 2 0 4 0 6 0 8 0 1 0 0 1 2 0 1 4 0 1 6 0 2 5W -2 0 % LA -1 0 % LA LA + 1 0 % L A + 50 % LA
Potênc
ia (W
atts
)
0 2 0 4 0 6 0 8 0 1 0 0 1 2 0 1 4 0 1 6 0 2 5W -2 0 % LA -1 0 % LA LA + 1 0 % L A + 50 % LAPotênc
ia (W
atts
)
3.5 ANÁLISE DOS DADOS OBTIDOS
Os dados de freqüência cardíaca em repouso, n as posições supina e sentada foram submetidos a uma inspeção visual da distribuição dos IRR (ms) para a seleção dos trechos de maior estabilidade e estacionariedade desta variáv el.
3.5.1 ANÁLISE DA VARIABILIDADE DA FC NO DOMÍNIO DO TEMPO
Nos períodos selecionados foram calculadas as médias d e FC e IRR (ms), valores máx imos e mín imo s, além dos índices no domínio do tempo para os IRR, ou seja: RMSM e RMSSD (Equações 1 e 2). A variabilidade total da FC foi avaliada por meio do cálculo do índice RMSM, o qual corresponde à raiz quadrada da so matória do quadrado das d iferenças dos valores individuais em relação ao valor médio dividido pelo nú mero de IRR em u m período, traduzindo a interação entre os sistemas simpático e parassimpático . Outro índice calculado foi o RMSSD, que corresponde à raiz quadrada da so matória do quadrado das diferenças entre os IRR su cessivos no registro , divididos pelo nú mero de IRR em u m temp o determin ado menos u m.
(
)
N
RR
RR
RMSM
N i i∑
=−
=
1 2 (Equação 1)(
)
1
2 1 1 1−
−
=
∑
− = +N
RR
RR
RMSSD
N i i i (Equação 2) Onde: RR = intervalos RR eN = nú mero de intervalos RR na série de dados selecionados Esses índices foram obtidos pela aplicação de u m mo delo matemá tico ao s dados da série escolhida, implemen tado por meio de u ma rotina desenvolvida pelo Pro f. Dr. Luis Eduardo Ba rreto Martins, da Faculdad e de Edu cação Física da UNICAMP, em cooperação co m o Laboratório de Fisiologia do Exercício da Divisão de Cardiologia do HCFMRP-USP, especialmente para esse fim, utilizando-se a platafo rma de programa ção
Matlab Version 6 .1.0.450 Release 12.1, The MathWorks, Inc. 1984-2001.
3.5.2 ANÁLISE DA MANOBRA DE VALSALVA