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3. YEREL YÖNETİMLERİN EĞİTİM VE KÜLTÜR İŞLEVLERİ 63

3.5. Çözüm ve öneriler 80 

A questão tecnológica faz parte da vida da TV Amazonas desde seu nascimento. A emissora, que estava inicialmente programada para transmitir em preto e branco, teve

que modificar seu projeto, sendo redesenhada para efetuar transmissão de sinal em cores. Com o surgimento da televisão em cores, o banco que estava negociando o financiamento para a instalação da emissora rejeitou a proposta de instalar equipamentos de transmissão em preto e branco, impondo a condição de somente financiar o projeto se os equipamentos de transmissão o fossem para televisão colorida (Phelippe Daou, presidente).

A TV Amazonas, que nem dispunha de recursos para comprar equipamentos em preto e branco, teve que pagar o preço da nova tecnologia que surgia, tornando-se a primeira televisão do país a ser projetada originalmente para ser colorida. O banco sabia que, se a emissora não tivesse condições de pagar o financiamento, ficaria mais fácil vender os equipamentos sendo em cores do que em preto e branco. O que foi um grande problema naquele momento, possibilitou à empresa determinar, como regra, estar sempre na vanguarda tecnológica do meio televisivo.

Para iniciar os trabalhos, a TV Amazonas criou um departamento técnico com a missão de operar e manter a emissora no “ar”. As dificuldades do setor começavam pelos equipamentos instalados, todos importados, não dispondo de assistência técnica no Brasil e tendo seus manuais em inglês. Como se não bastasse, eram poucos os profissionais capazes de operá-los, calibrá-los e consertá-los. Naturalmente, pela quantidade de problemas que ocorria nos equipamentos, geralmente por questões operacionais, o departamento tornou-se extremamente utilizado. Assim, a operação dos equipamentos passou a ser a principal preocupação da área técnica. O importante era manter a empresa funcionando com uma qualidade razoável nos programas produzidos (Nivelle Daou Jr., diretor técnico).

O desenvolvimento dos equipamentos e a competitividade do mercado televisivo fizeram com que a TV Amazonas investisse na capacitação tecnológica de seus funcionários. Os equipamentos tornam-se obsoletos rapidamente, sendo substituídos por outros mais eficazes, o que exige dos profissionais de televisão contínua reciclagem, a fim de que possam acompanhar o desenvolvimento tecnológico do setor televisivo. A empresa estava consciente de que investir em equipamentos de alta tecnologia sem ter as pessoas para operá-los e mantê-los poderia representar o fracasso do negócio, como mencionado. Desse modo, tornou-se necessária a criação da Fundação Rede Amazônica.

A Fundação, criada em 1985, como informado, até 1992 teve pequena contribuição no desenvolvimento tecnológico da empresa. Sua ação limitava-se ao fornecimento de pequenos treinamentos e bolsas de estudo para as pessoas da empresa (Relatório de Atividades da Fundação Rede Amazônica, 1986, 1987, 1993).

Em 1995, a TV Amazonas mudou-se para um prédio maior, equipado para atender ao crescimento da empresa, deixando o prédio antigo para que a Fundação Rede Amazônica implantasse seu Centro de Educação Profissional, destinado à área de televisão, que até então contava com o curso de eletrônica, inaugurado em 1993. O novo prédio da TV Amazonas foi equipado com a mais nova tecnologia disponível para a produção de programas televisivos: a tecnologia Betacam, que chegava para substituir o sistema U-Matic, representando uma nova mudança na forma de fazer televisão. Neste momento, câmeras e ilhas de edição exigiam cinegrafistas, editores e jornalistas reciclados para trabalhar com os novos equipamentos. Outros setores da empresa, como o jornalismo, que durante 23 anos usou máquinas de escrever na produção de seus jornais, passavam a necessitar do conhecimento em informática para a execução de suas tarefas.

A Fundação Rede Amazônica, agora em novas instalações, ampliou o trabalho de capacitação para a TV Amazonas e para o mercado televisivo, possibilitando, em parceria com a área de informática da TV Amazonas, elaborar um programa de capacitação para treinar os funcionários dos setores da TV Amazonas que seriam informatizados (Relatório de Atividades da Fundação Rede Amazônica de 1996).

A TV Amazonas tem mantido seu pioneirismo ao adotar todas as novas tecnologias que surgem no mercado televisivo, estando entre as primeiras do Brasil. Com o surgimento da tecnologia digital, não foi diferente. A emissora foi a primeira na Amazônia a implantar o sistema digital, que tem causado transtornos em diversas emissoras no país, resultando na demissão de muitos empregados, além de vários problemas técnicos. As emissoras, para sanar esta questão, têm contratado profissionais externos, especializados na nova tecnologia, que possam fazer a transição de um sistema para o outro (Nivelle Daou Jr., diretor técnico).

A TV Amazonas criou um clima favorável à sua digitalização, visando facilitar o processo de transição do sistema analógico para o digital. Para isso, adquiriu computadores e equipamentos digitais para treinar as pessoas e disseminar na empresa o novo processo, antes da implantação do novo sistema. Os engenheiros e técnicos tiveram cursos, participaram de seminários, visitaram fábricas e emissoras de televisão em outras localidades, além de participarem do processo de planejamento e aquisição dos novos equipamentos. Em 1999, quando a empresa iniciou o processo de substituição de sistema, praticamente todos estavam preparados para a mudança. Os próprios funcionários da TV Amazonas fizeram a implantação do novo sistema, sem

nenhum auxílio externo. Durante todo o processo de digitalização da emissora, nenhum funcionário foi demitido ou transferido para outras funções devido à mudança de sistema.

Segundo relatou Phelippe Daou (presidente), o desempenho da emissora na implantação da tecnologia digital causou surpresa aos fornecedores dos equipamentos, que esperavam ter que fazer a implantação e o treinamento dos equipamentos vendidos, já que, em outras regiões do país, funcionários de determinadas emissoras de televisão chegaram a quebrar equipamentos para evitar a mudança de sistema. No caso da TV Amazonas, os fabricantes de equipamentos, além de não participarem da implantação do sistema digital, ainda receberam sugestões da equipe técnica da emissora sobre o que deveriam fazer para melhorar o desempenho no software de alguns dos seus equipamentos.

Embora a Fundação Rede Amazônica não tenha tido envolvimento significativo nas mudanças tecnológicas anteriores e na implantação do sistema digital, tornou-se fundamental na capacitação e na disseminação de informações sobre a nova tecnologia. Seu trabalho colaborou com a TV Amazonas na preparação de um corpo operacional especializado, o que seus concorrentes não conseguiram (Elias Emanuel, repórter e apresentador).

A qualificação das pessoas permitiu que, com o avanço da tecnologia, atividades que necessitavam de várias pessoas para execução pudessem reduzir esse número e ainda obtivessem melhoria na qualidade do trabalho executado. Como exemplo, temos as equipes de reportagem, que eram formadas por um motorista, um iluminador, um cinegrafista e um auxiliar que carregava o gravador de videoteipe. Quando as câmeras

foram reduzidas de tamanho e peso, passando a trazer acoplado o gravador de videoteipe, a área técnica da TV Amazonas conectou a iluminação externa à câmera. Assim, a equipe passou a ser formada por um motorista, um cinegrafista e um repórter. Em alguns casos, o repórter ou o cinegrafista dirige o automóvel, reduzindo ainda mais a equipe (Eduardo Monteiro de Paula, apresentador).

As demais pessoas são preparadas para formar outras equipes ou recebem outra atribuição na empresa. Atualmente, cinegrafistas, editores, operadores e técnicos têm, no mínimo, o curso médio completo, com um ou mais cursos profissionalizantes, que os habilita a trabalhar na empresa. Muitos deles continuam os estudos em cursos universitários viabilizados pela Fundação Rede Amazônica (Ercilene Oliveira, chefe de jornalismo).

Benzer Belgeler