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Zerdüştî Metinler ve Semavi Dinlere Tesir

F. MAX MULLER TARAFINDAN YAYIMLANAN “DOĞUNUN KUTSAL KİTAPLARI” SERİSİ İÇİNDE

4. Zerdüştî Metinler ve Semavi Dinlere Tesir

Ao intervir na economia com o objetivo de corrigir as chamadas “falhas de mercado”, o Estado, apesar de ser, segundo Stiglitz (1986), o agente capaz de produzir ações “Pareto-eficiente” para corrigir o mercado, muitas vezes não consegue fazê-lo. Nesse caso, as principais falhas de mercado apontadas pelo autor consistem na existência de bens públicos, externalidades, informações assimétricas, mercados incompletos, risco moral e seleção adversa.

Na gestão e execução de políticas públicas, por exemplo, se apesar dos aumentos dos gastos destinados às áreas sociais, os indicadores socioeconômicos não melhoram, pode-se dizer que o gasto está sendo ineficiente e, ou, que o gasto está sendo mal empregado pelo governo. Quando isso acontece muitos podem ser os motivos e as fontes da ineficiência observada e, provavelmente, muitas dessas fontes podem estar relacionadas às “falhas do Estado”, como abordado pela Teoria da Escolha Pública31. A Teoria da Escolha Pública questiona a capacidade eficiente do Estado, partindo do princípio de que este pode ser orientado por interesses individuais dos políticos, burocratas, empresários, dentre outros, em suas decisões coletivas, visando a conquista do poder e a manutenção deste.

determinado bem ou serviço, em um dado período, bem como a decorrente variação do ativo e do passivo governamental, ocorrida no mesmo período. A diferença entre o sistema de competência e o de caixa é que a contabilidade de caixa registra os valores financeiros no período em que estes são efetivamente pagos. Isso afeta, principalmente, os resultados fiscais e os resultados de apropriação de receitas, na aquisição de ativos e nas despesas com juros e benefícios previdenciários de servidores públicos (PIGATTO, et al., 2010; REZENDE, et al.; 2010; BLÖNDAL, 2003; ROBINSON, 2000).

30 Para análises de eficiência com orientação-insumo, que pressupõem levantamentos de custos, preços e

outras variáveis na aferição da eficiência, efetividade e eficácia, ver Baracho e Silva (2003); Cardoso et al. (2002); Marinho e Façanha (2001); Baracho (2000).

31 Como precursores da Teoria da Escolha Pública, podem ser citados Buchanan e Tullok (1962); Downs

(1957); Olson (1965); Riker (1962); Peacock (1992) e Schumpeter (1942). Para mais informações a respeito, ver Ferreira Júnior (2006).

De acordo com a Nova Teoria Institucional32, algumas falhas do Estado estão diretamente relacionadas às características constitutivas das instituições que representam o próprio Estado e toda a sociedade. A Nova Teoria Institucional centra seu foco analítico sobre as falhas do Estado, nas instituições e em seu funcionamento, direcionando atenção, principalmente, no “desenho” de reformas capazes de instituir e reestruturar mercados livres e o próprio Estado. Ciente da complexidade dos fatores institucional e de seus determinantes, acredita-se que a partir de reformas bem estruturadas de controle e transparência das instituições e da constituição de mecanismos de incentivos a concorrência intra e intergovernamental é possível tornar o Estado eficiente.

De acordo com esse pensamento, o Estado, por ser imbuído de formações jurídicas com poder coercitivo sobre a sociedade e sendo a organização que age sobre a sociedade através da formulação e implementação de políticas públicas e de leis, é a instituição formal mais importante que existe. Por esse motivo, as decisões políticas e econômicas dos governos dependem e são influenciadas pelas agentes políticos, econômicos e sociais que compõem as instituições. Nesse processo, as escolhas coletivas implementadas pelos governos são resultado da interferência de grupos de interesse, rent seeking33, práticas burocráticas, corrupção, ciclos políticos e outros fatores políticos, que podem implicar a ineficiência das ações e alocações do setor público.

Segundo Abrucio e Loureiro (2005), com o crescimento da democracia a resolução dos problemas da sociedade contemporânea está cada vez mais dependente das instituições, principalmente no que diz respeito à questões econômicas e sociais, que não se limitam à decisões técnicas, pois estão fortemente atreladas ao cenário político existente. A importância das instituições para promover o desenvolvimento econômico e garantir os direitos das sociedades já era enfatizada por economistas clássicos desde os séculos XVIII e XIX. Ao definirem os valores e as normas sociais, as instituições determinam o próprio comportamento social. É uma relação bicausal, em que as instituições são condicionadas ao grau de desenvolvimento tecnológico, e este condiciona as próprias instituições.

Além dos fatores institucionais citados como determinantes da ineficiência no setor público, fatores demográficos e socioeconômicos, como tamanho e composição da população, capital humano disponível, infra-estrutura, nível de renda da população, nível de atividade econômica e de desenvolvimento da região, são capazes de determinar o

32 Para mais informações a respeito, ver Ferreira Júnior (2006) e Afonso (2003).

33 Rent-seeking, ou caçador de renda, surge como uma atividade parasitária sobre o Estado que, além de não

criar riqueza nova para a sociedade, busca apenas capturar recursos já existentes e produzidos por outros agentes da sociedade.

resultado dos esforços empreendidos pelos governos, principalmente pelos governos estaduais. Esse conjunto de características regionais, ou ambientais, diferentes de região a região, principalmente em países de grande extensão territorial, também são capazes de influenciar os resultados das ações dos governos (HAUNER; KYOBE, 2010; HERRERA; PANG, 2005; e JAYASURIYA; WODON, 2003). É nesse sentido que se produzem as ideias de que as instituições tendem a operar de modo mais eficiente na medida em que, quando de suas ações, levam em consideração as realidades socioeconômicas e culturais vigentes (PUTNAM, 1996; ANASTASIA, 2002).

Como as instituições são produto da estrutura econômica e social de cada sociedade e refletem os valores e as crenças prevalecentes no sistema cultural dessas sociedades, as características ambientais também são capazes de influenciar as próprias instituições, produzindo, indiretamente, as falhas do Estado (BRESSER-PEREIRA, 2005; PRZEWORSKI, 1997; PRZEWORSKI, 1998; e SOUZA, 2001)

É a partir das relações expostas até aqui, que a modelagem analítica, a seguir, é proposta.