ECONOMETRIC ANALYSIS OF THE EFFECT ON ECONOMIC GROWTH OF THE HEALTH EXPENDITURE IN OECD COUNTRIES
2. Hava Kirliliği Ekonomik Büyüme İlişkisine Ait Uygulamalı Çalışmalar Konuya ilişkin literatür de ekonomik büyüme ve hava kirliliği ilişkisi hem tek ülke
3.1. Veri Set
3.2.3. Zamanla Değişen Panel Nedensellik Analiz
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da subordinação da construtora, que representa o capital produtivo e controla diretamente os meios de produção.
• a quem cabe o controle econômico indireto: aos sistemas de financiamento habita- cional e imobiliário, ao Estado, aos proprietários de terra, ao capital financeiro. Como descrevemos anteriormente, Samuel Jaramillo não propõe que essas categorias sejam estanques, inflexíveis, e tampouco o fazemos aqui. Existem especificidades locais que podem determinar alterações nas relações e nas funções exercidas por cada categoria de agente no circuito de produção; além disso, podem ocorrer mudanças nos papeis desem- penhados pelos mesmos agentes com o passar do tempo, adaptando-se às novas condições econômicas, ou especializando-se na produção habitacional para um mercado específico. Ainda, é preciso colocar que a tese de Jaramillo sobre a qual nos apoiamos neste capítulo foi escrita em 1982 e, de lá pra cá, a forma de mercado da produção habitacional sofreu gran- des transformações. Essas transformações serão objeto específico dos capítulos 3 e 4 desta dissertação; porém, faz-se necessário destacarmos algumas delas aqui, para que fique clara a leitura que propomos sobre as formas de organização dos agentes da produção habitacional, à luz da tese de Jaramillo.
No final dos anos 1970 e início da década de 1980, portanto no momento histórico da redação da referida tese, a conjuntura político-econômica mundial sofreu grandes transfor- mações, com a ascensão do neoliberalismo e da nova fase de hegemonia financeira, também chamada de “mundialização dos capitais” (CHESNAIS, 1996). Essas transformações po- líticas e econômicas alteraram, também, a cadeia produtiva da habitação e do imobiliário. Como descreve Lúcia Shimbo,
no contexto dos países centrais do neoliberalismo, a proliferação de novos ins- trumentos financeiros e o processo de desregulamentação dos mercados, desde a crise da década de 1970, resultou na transformação das estruturas produtivas do setor financeiro e imobiliário (SHIMBO, 2010: 98).
A onda neoliberal chegando até os países periféricos induziu também modificações na forma de produção de mercado da casa. Transformações na forma de ação do Estado, em
apít
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lo
associação à chegada de novos atores (o capital financeiro), contribuíram para que as cidades fossem reafirmadas como lócus central da reprodução capitalista.
No decorrer da década de 1990, a ampliação da disponibilidade de capital para o setor da indústria da construção, em grande parte explicada por sua articulação com o setor financeiro, permitiu a aceleração da produção imobiliária, induzindo a uma reorganização dos agentes envolvidos na produção de mercado (RUFINO, PEREIRA, 2011b: 72-73).
Novos agentes, novas relações de produção. Contudo, na forma de produção de merca- do, são mantidas as formas de controle, ainda que parte delas possa ser atribuídas a agentes novos. Uma dessas modificações já tinha sido identificada pelo próprio Jaramillo (e por Topalov e diversos outros autores que escrevem sobre o tema entre o final dos anos 1970 e o início dos 1980): o surgimento do “promotor imobiliário”. Ao discorrer sobre as barreiras que o capital encontra para se reproduzir na indústria da construção (dificuldades como tempo de circulação excepcionalmente grande, dependência do espaço construído do solo urbano, vulnerabilidade face às incertezas da conjuntura econômica e escassez de demanda solvente), Samuel Jaramillo indica o surgimento da figura do promotor imobiliário como uma alternativa encontrada pelo setor da construção para prover capital de circulação in- dependente do capital produtivo em si (este que seria representado pelas construtoras). Assim, é este o “capital de circulação que assume o controle econômico da produção, deslocando
desta posição o capital propriamente produtivo, o qual se vê reduzido ao mero controle técnico da produção” ( JARAMILLO, 1982:194). A essas duas categorias de agentes representantes do
capital atuante na produção imobiliária, chamamos aqui de “capital imobiliário”, categoria que reúne o capital produtivo e industrial ao capital que surge no final dos anos 1970 com a função de alimentar a produção com capital circulante independente.
O amplo aporte de capital financeiro no final da década de 1990 e, sobretudo, na primeira metade dos anos 2000, no Brasil e no México – e na cena internacional, já que no contexto da mundialização de capitais o fenômeno é sistêmico (cf. por exemplo, FIX, 2011, para os Estados Unidos; CARVALHO, 2010, 2011, para a França; VALENZUELA, 2015, para o México; ROLNIK, 2012, 2015, para diversos países; entre outros autores), trará também uma modificação importante neste cenário: este capital, buscando campos de investimentos alternativos para sua reprodução, se associa ao capital de circulação detentor
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do controle econômico direto da produção, atendendo a uma necessidade deste por novas fontes de capitalização. O capital financeiro impõe transformações na estrutura organiza- cional das empresas, de modo a viabilizar sua participação injetando recursos vultosos tanto na produção como na aquisição de terrenos, liberando, assim, ao menos momentaneamente, a limitação desempenhada pela propriedade privada da terra para a reprodução do capital.
Assim, além do Estado, também o capital financeiro participará da produção do espa- ço construído atuando na categoria de agentes que desempenham o “controle econômico indireto”, proposta por Jaramillo. Aqui cabe um esclarecimento: sendo essas categorias te- óricas de análise, embora a natureza destes dois agentes (Estado e capital financeiro) sejam completamente distintas, ambos desempenham um papel que interfere indiretamente na produção, mesmo sem atuarem diretamente na produção. Veremos isso com mais cuidado para cada agente a seguir.
Partindo deste marco teórico, e destas considerações, propomos para este capítulo, e para a dissertação como um todo, o estudo de três agentes que atuam na forma de produção de mercado da habitação: o capital imobiliário (cujos agentes podem exercer o controle téc- nico ou o controle econômico direto), o capital financeiro (que exerce o controle econômico indireto) e o Estado (que também exerce o controle econômico indireto).