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6. Sorumluluğu Ortadan Kaldıran Haller

6.5. Zamanaşımı İle Sorumluluğun Ortadan Kalkması

Localização

Para caracterização geoecológica do sítio, meta-arenitos da Serra do Andaime foram selecionados três afloramentos próximos um dos outros. O sítio está localizado no município de Itabirito na Serra do Andaime, cerca de 65 km a sudeste de Belo Horizonte, porção sudeste do Quadrilátero Ferrífero (UTM 623.130/ 7.768.184; UTM 622.750/ 7.768.684; UTM 625.065/ 7.769.664). O acesso à área pode ser feito a partir de Belo Horizonte, pela Rodovia BR 040, em direção ao Rio de Janeiro, até o trevo para Ouro Preto (km 351), de onde se segue pela Rodovia dos Inconfidentes (BR 356) até a primeira entrada para a cidade de Itabirito. Em frente a esta entrada, toma-se a antiga estrada de terra Itabirito-Rio Acima; a aproximadamente 8,3 km, entrar à esquerda, os dois primeiros pontos estão a aproximadamente 3 km desta entrada. Para o terceiro ponto, retornar a estrada principal (Itabirito-Rio Acima) e seguir em direção a Rio Acima por aproximadamente 5 km; o afloramento fica do lado direito, na beira da estrada.

Importância do sítio

Segundo Eriksson et al (1998), no Arqueano, o registro de rochas sedimentares está associado à própria dinâmica de placas que permitiu o desenvolvimento de terrenos greenstone a partir das rápidas colisões entre microplacas e atividade vulcânica concomitante. Condie & Mueller (1998) baseados em vários autores, sugerem que a principal fonte de quartzo para os primeiros arenitos arqueanos foram rochas granitóides fortemente intemperizadas pelas condições da atmosfera.

A interpretação de paleoambientes e de processos sedimentares dos registros de rochas mais antigas preservadas em greenstone arqueanos é difícil devido às mudanças dinâmicas que ocorreram no sistema oceano-atmosfera, na biosfera e na tectônica de placas. Os paleoambientes mais prováveis de deposição estão associados a ambientes fluviais entrelaçados e marinho raso. A deposição em ambiente marinho raso pode ser dominada pela ação de marés ou tempestades. Condie & Mueller (1998) salientam que, no Arqueano, os ambientes marinhos rasos podem ter sido caracterizados por sistemas mais uniformes de circulação já que provavelmente a plataforma era mais larga e com inclinação mais suave do que as plataformas atuais. Rochas sedimentares arqueanas depositadas nesses ambientes são arenitos bem classificados e maduros. Conservam muitas estruturas sedimentares como estratificação cruzada, marcas de onda e laminação paralela.

As estratificações cruzadas, normalmente, são interpretadas como dunas que migraram nos diferentes subambientes em resposta a ação de correntes.

Os meta-arenitos da Serra do Andaime são interpretados por Pedreira (1995) e Baltazar & Pedreira (2000) como uma associação litorânea originados em ambiente marinho raso no Arqueano, sendo, portanto, um registro de uma das primeiras praias do Brasil. Os afloramentos indicam as litofácies desse ambiente: água rasa com influência de maré e dunas costeiras.

Descrição do sítio

Os meta-arenitos da Serra do Andaime foram mapeados por Wallace (1965) na quadrícula Pico de Itabirito. No mapeamento do autor, os meta-arenitos foram descritos como pertencentes à Formação Cercadinho e, no mapa síntese de Dorr (1969), foram incorporados ao Grupo Nova Lima. No mapeamento em detalhe do Supergrupo Rio das Velhas feito pela CPRM em 2000, os meta- arenitos foram mapeados no Grupo Maquiné (Formação Palmital – Unidade Andaimes).

O primeiro afloramento consiste de um meta-arenito micáceo de coloração cinza-clara, com granulação fina e marcas de onda centimétricas preservadas em camadas posicionadas verticalmente (Figuras 7.6 e 7.7).

Figura 7.6 (A e B) – Visão geral do afloramento de meta-arenito posicionado verticalmente

A

Figura 7.7 (A e B) – Detalhe das marcas de onda preservadas no meta-arenito

O segundo afloramento, aproximadamente a 600 metros do primeiro, é um meta-arenito de coloração cinza-escura, com granulação mais grosseira que o primeiro. Apresenta estruturas preservadas, como estratificações cruzadas tabulares tipo espinha de peixe com cerca de 50 cm de espessura e pequenas ondulações (Figuras 7.8 e 7.9). Na interpretação de Pedreira (1995), as marcas de onda indicam deposição em água rasa sujeita à influência de maré, com regime de fluxo bidirecional refletido nas estratificações cruzadas tipo espinha de peixe.

Figura 7.8 – Estratificações cruzadas no meta- Figura 7.9 - Detalhe das estratificações arenito cruzadas tipo espinha de peixe

O terceiro afloramento consiste de meta-arenito com estratificação cruzada tabular de grande porte em conjuntos alternados com espessuras centimétricas e milimétricas (Figura 7.10). Baltazar & Pedreira (2000) interpretam a ocorrência dessas mega-estratificações como terminações de dunas do tipo barcanas associadas a processos de maré. As dunas do tipo barcanas ocorrem em áreas onde o suprimento de areia é limitado, as superfícies regionais são relativamente planas e onde existe uma limitada ou ausente cobertura vegetal.

B A

Figura 7.10 (A e B) – Mega-estratificações cruzadas interpretadas por Baltazar & Pedreira (2005) como terminações de dunas

Medidas de proteção

Os dois primeiros sítios estão localizados na beira de uma estrada secundária praticamente sem utilização visível e conservam as mesmas características de quando foram descritos pela primeira vez por Wallace em 1965. O terceiro sítio está localizado em uma estrada com utilização um pouco mais intensa, mas também não corre nenhum risco de descaracterização. Devido à proximidade destes sítios com a Rodovia dos Inconfidentes, que leva a Ouro Preto, sugere-se que o sítio seja utilizado para atividades educativas e também para o geoturismo. Uma idéia interessante seria desenvolver uma sinalização interpretativa para o local por meio de placas ou painéis que poderiam ser posicionados na Rodovia dos Inconfidentes em frente ao acesso da estrada de terra.

A sinalização interpretativa poderia explicar a dinâmica nas praias atuais mostrando as diferenças e semelhanças com as praias arqueanas. Mediante esta comparação, os visitantes poderiam aprender sobre a dinâmica da sedimentação e sobre as estruturas geradas e preservadas que podem ser observadas nos afloramentos. O mesmo conteúdo poderia ser adaptado para visitas guiadas com escolas dos municípios próximos.

Benzer Belgeler