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• Os tipos de respostas auditivas observadas estão relacionadas ao desenvolvimento sensório-motor da criança e, também à experiência auditiva com o uso consistente dos aparelhos de amplificação sonora, o que implica que o conhecimento das etapas do desenvolvimento infantil pelo fonoaudiólogo é determinante para uma avaliação adequada durante o processo de validação da amplificação.

• A consistência do uso dos aparelhos de amplificação sonora logo nos primeiros meses de vida proporciona aprendizado e consistência às respostas auditivas observadas.

• Otite média e a falta de uso dos aparelhos de amplificação sonora são fatores complexos que influenciam o desenvolvimento das habilidades auditivas devido à inconsistência das experiências auditivas.

• A adequação da amplificação é fator primordial para que todo processo aconteça. Portanto, a verificação deve ser realizada e a obtenção dos valores de SII amplificado durante a verificação norteia o profissional durante a observação da respostas auditivas da criança, assim como auxilia na tomada de decisões clínico-terapêuticas quanto às abordagens educacionais e encaminhamentos para implante coclear.

• Determinar em qual distância cada caso responde ao estímulo de fala, é importante para orientar as estratégias terapêuticas durante a intervenção e orientar a família quanto às possibilidades da aprendizagem incidental.

Conclusões 160

8. Conclusões

• Classificar a perda auditiva apenas pelo grau, parece não refletir as características de audibilidade expressas pelos valores do SII gerados na verificação dos AASI. A análise de agrupamento permitiu verificar que considerar a combinação dinâmica de grau e configuração da perda auditiva para determinação dos índices de inteligibilidade de fala, tem relação mais forte com a capacidade auditiva do indivíduo.

• A análise de agrupamento gerou cinco grupos homogêneos internamente e heterogêneos entre si quanto às características audiológicas. A partir dos grupos determinaram-se três intervalos de valores de SII 65: até 35%, entre 36 e 55% e acima de 55%.

• O estudo dos grupos e intervalos de SII 65 permitiu determinar características audiológicas com mais vulnerabilidade para a diminuição da audibilidade dos sons de fala. Orelhas com valores de SII 65 no intervalo de 36 a 55 %, são as que têm audibilidade mais afetada com a diminuição da intensidade do sinal de entrada ou com o aumento da distância entre o falante e o microfone do AASI. Portanto, crianças com audibilidade expressa por valores de SII 65 nesse intervalo, precisam ser orientadas quanto às limitações da amplificação nessas condições.

• As perdas auditivas com configuração descendente precisam ser avaliadas com cautela, pois nem sempre valores de SII representam com precisão características de audibilidade.

• Equações para determinar as características audiológicas (grupo) e para determinar valores de SII 65 ajustados a partir dos limiares auditivos, foram geradas a partir das análises, para que fonoaudiólogos possam incluí-las nos protocolos de seleção de AASI e assim estimar os valores de SII.

Conclusões 161

• Foram construídas curvas de referência de valores de SII 55 e SII 65 para compor o protocolo de verificação da adequação da amplificação. A avaliação conjunta dos dois valores de SII (55 e 65dB NPS) permite ao fonoaudiólogo avaliar a questão audibilidade e distância para cada caso.

• As equações e curvas de referência podem ser usadas como um método de avaliação da amplificação, mas não substituem o processo de verificação alvo-saída de acordo com a regra prescritiva. A verificação dos aparelhos de amplificação é uma etapa importante no processo de seleção em bebês e crianças abaixo de três anos de idade, pois o acesso aos sons de fala precisa ser garantido para o desenvolvimento da linguagem.

• Para o processo de validação da amplificação em crianças pequenas, a avaliação sistemática do comportamento auditivo permitiu descrever respostas auditivas observadas para estímulos de fala e analisá-las, considerando as características de cada caso.

• O SII é uma medida da capacidade auditiva que, juntamente com as características de cada caso, podem contribuir para o estabelecimento do desempenho auditivo esperado. O processo de validação da amplificação com a avaliação da qualidade do comportamento auditivo observado em reposta a estímulos de fala, permitiu avaliar se o desempenho observado estava compatível com o esperado. Nos casos de discrepância entre esperado e observado, foram observados fatores de interferência como: inconsistência do uso da amplificação, presença de otite média de repetição e/ou progressão da perda auditiva.

• A avaliação sistemática do comportamento auditivo em dois momentos, antes e depois de atividades lúdicas para familiarização dos estímulos de teste, mostrou que as crianças estudadas precisaram dar significado aos estímulos de teste, para que elas manifestassem respostas auditivas. Assim, pôde-se avaliar com fidedignidade o desempenho auditivo para

Conclusões 162

tomadas de decisão clinico-terapêuticas, como, por exemplo, encaminhamento para avaliação da indicação de implante coclear. Sem a familiarização dos estímulos de fala, pôde-se constatar que o observado não era compatível com o esperado na avaliação do comportamento auditivo, podendo levar a condutas inadequadas.

• Avaliar a audibilidade para sons de fala em diferentes distâncias, em crianças em fase de desenvolvimento da linguagem, é importante para conhecer, em cada caso, as limitações da amplificação e, assim, orientar as tomadas de decisões clinicas para indicação do sistema de FM e instruir a família quanto a essas limitações.

• O histórico dos casos estudados mostrou que fatores complexos (otite média de repetição, inconsistências do uso da amplificação e progressão da perda auditiva) podem estar presentes ao longo dos primeiros anos de vida. Tal fato mostra a ocorrência de variação da audibilidade determinada no processo diagnóstico e no início da intervenção fonoaudiológica com a indicação dos AASI. Portanto, faz-se necessário o acompanhamento audiológico com procedimentos de validação ao longo dos primeiros anos de vida, para ajustes na amplificação visando o acesso adequado aos sons de fala e para suporte às famílias com orientação para compreensão da importância da intervenção fonoaudiológica contínua para o desenvolvimento da linguagem.

Anexos 163

9. Anexos

Anexo 1

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Programa de Pós Graduação em Fonoaudiologia

Comitê de Ética

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para os Pais e/ou Responsáveis pelo Sujeito da Pesquisa

Nome do participante: _________________________________________________ Data: __ / __ / __ Pesquisador Principal: Renata de Souza Lima Figueiredo

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Rua Monte Alegre, 984 – Perdizes – SP

1. Título do estudo: Processos de verificação e validação da amplificação em crianças com