• Sonuç bulunamadı

Yunanistan'ın üst otoritelerden aldığı yardımlar ve ekonomik kriz

3. GELENEKSEL OLMAYAN PARA POLİTİKALARI

3.2. Avrupa Birliği’nin aldığı parasal ve mali önlemler

3.2.1. Yunanistan'ın üst otoritelerden aldığı yardımlar ve ekonomik kriz

A distinção entre uma Cooperativa Agropecuária e uma Empresa Tradicional é facilmente percebida sob vários aspectos. Procuramos abordar aqueles mais marcantes e que se distinguem criando um “diferencial”.

As sociedades cooperativas se apresentam simultaneamente como “associação de pessoas” na sua dimensão social e, como “empresa”, na sua dimensão econômica. É também, um traço característico do cooperativismo a dupla função do associado, uma vez que ele é dono e usuário ao mesmo tempo. Essas características marcantes fazem do cooperativismo uma proposta essencial para a construção de uma sociedade mais justa e solidária.

Em contrapartida, a sociedade mercantil apresenta-se de forma impessoal, comandada pelo capital e voltada, predominantemente, para o lucro que é apropriado pelo(s) dono(s) do capital.

Podemos citar o quadro abaixo como um comparativo entre os dois tipos de sociedade, onde fica evidente a distinção entre ambas, e a valorização da força de trabalho no contexto de cada sociedade.

Quadro 4.1 – Comparativo Sociedade Cooperativa X Sociedade Mercantil35

Sociedade Cooperativa Sociedade Mercantil O principal é o homem O principal é o lucro

É uma sociedade de pessoas que

funciona democraticamente È uma sociedade de capital que funciona hierarquicamente Seu objetivo principal é a prestação de

serviços aos associados Seu objetivo principal é o lucro O associado é sempre dono e usuário da

sociedade Os sócios vendem seus produtos e serviços a uma massa de consumidores Cada usuário tem direito a um voto nas

Assembléias Gerais Cada ação ou cota corresponde a um voto nas Assembléias O controle é democrático O controle é financeiro

As cotas não podem ser transferidas a

terceiros As ações ou cotas podem ser transferidas a terceiros Afasta ou disciplina as ações dos

intermediários São, muitas vezes, os próprios intermediários Os resultados retornam aos associados

de forma proporcional às operações efetuadas com a cooperativa

Dividendos retornam aos sócios na proporção do número de ações de cada um

Aberta à participação de novos

associados Pode limitar a quantidade de acionistas Defende preços justos Defende o maior preço possível

Promove a integração entre as

cooperativas Promove a concorrência entre as sociedades O compromisso é educativo, econômico

e social O compromisso é puramente econômico

Nas Assembléias Gerais, o “quorum” é baseado no número de associados presentes

Nas Assembléias Gerais, o “quorum” é baseado no capital presente

Valoriza o trabalhador e suas condições

de trabalho e vida Contrata o trabalhador como força de trabalho Fonte: SEBRAE/RS, 1998.

35 Extraída de material divulgado pelo SEBRAE/RS, 1998 – pág.33; este quadro comparativo

Desta forma a cooperativa é uma entidade que não visa lucro, uma vez que o resultado do trabalho é dividido entre os cooperados. A propriedade de uma cooperativa é ilustrada pelo fato de que cada associado ter direito a um voto na eleição de seus dirigentes. É possível o estabelecimento de proporcionalidade de acordo com resultados econômicos, ocorrendo, contudo limitação quanto ao número de cotas para cada associado; e número mínimo de associados para formação de uma cooperativa é de 20 (vinte) pessoas.

De acordo com o que está demonstrado na Tabela 4.1, a Cooperativa pode obter vantagem tributária em relação a Empresa Rural tradicional, quando são desenvolvidas relações sob o enfoque do “Ato Cooperativo36”, reduzindo

consideravelmente a carga tributária. Se analisadas as relações fora deste relacionamento – ou seja, cooperativa e não associados, o que descaracteriza o “Ato Cooperativo”, a cooperativa se torna mais onerosa sobre o aspecto tributário.

Tabela 4.1 – Análise Comparativa de Impostos / Encargos37

Incidência de Impostos / Encargos Cooperativa Agropecuária39

DESCRIÇÃO DO IMPOSTO/ENCARGO

SOBRE VENDAS E MÃO-DE-OBRA

Empresa Rural

Tradicional38 Ato

Cooperado (h) Cooperado Ato Não

SUB-TOTAL DOS IMPOSTOS

• COFINS & PIS • ICMS (a)

• IR ( sobre Lucro Presumido) (k) • ISS ( Municipal ) (b)

• Contribuição Social (Lucro Presumido) (l) • Contribuição Previdenciária sobre

Produção Rural (INSS Rural) (c)

18,28 % 3,65 % 7,00 % 1,35 % 3,00 % 1,08 % 2,20 % 9,20 % 0,00 % (j) 7,00 % 0,00 % (m) 0,00 % (i) 0,00 % (j) 2,20 % 18,28 % 3,65 % 7,00 % 1,35 % 3,00 % 1,08 % 2,20 %

SUB-TOTAL DAS TAXAS

• Taxa de Administração (d) • Taxas OCERGS/SESCOOP (g) 0,00 % 0,0 % 0,0 % 2,50 % 2,50 % R$ 1.070,00 2,50 % 2,50 % R$ 1.070,00

SUB-TOTAL DOS ENCARGOS S/ MÃO-OBRA (E)

• FGTS • Férias

• Adicional 1/3 s/Férias • 13º Salário

• Previdência Social – INSS (f)

33,14 % 8,00 % 8,33 % 2,78 % 8,33 % 5,70 % 33,14 % 8,00 % 8,33 % 2,78 % 8,33 % 5,70 % 33,14 % 8,00 % 8,33 % 2,78 % 8,33 % 5,70 % Total Geral 51,42 % 44,84 % 53,92 %

(a) Esta alícota varia de acordo com a região de destino da fruta – no exemplo analisado está sendo considerada uma venda dentro do Estado do RS – Situação específica para a Comercialização da Maçã. (b) Por se tratar de um imposto municipal, sua alícota varia de acordo com a política fiscal de cada

município, no caso é retratada a situação de Vacaria/RS; (c) Alícota para Pessoa Jurídica;

(d) Pode variar de uma cooperativa para outra ou mesmo não existir. No caso a COOPERVAL, adotou a taxa de 1,5% como Taxa de Administração e 1,0 % de taxa para Capitalização definido em Assembléia Geral;

(e) Destacamos o fato de que, os empregados de uma cooperativa, estão sujeitos as mesmas regras trabalhistas impostas as demais empresas;

(f) Alícota Reduzida em função do recolhimento de INSS sobre Produção Rural;

(g) Existe a cobrança de uma taxa fixa escalonada em níveis de incidência, de acordo com o porte da Cooperativa, no Caso da COOPERVAL, que foi o objeto de consulta, o valor desta taxa é de R$ 1.070,00/ mês, representando Nível 03, em uma escala de níveis de 0 (zero) até 5 (cinco);

(h) Conforme definido pelo Capítulo III – Item 3.2.5;

(i) Em Vacaria/RS, não incidente, por existir fomento às atividades primárias desenvolvidas por cooperativas;

(j) Quando caracterizado o Ato Cooperativo, nestes casos a Margem Bruta sobre Comercialização de produtos agrícolas (grãos), ficam suspensos os tributos destacados de acordo com Medida Provisória nº 2.158-34 de 28.07.2001 / Lei nº 9.718/98;

(k) Base Cálculo de 8%, com incidência da Alícota de 15%; (l) Base Cálculo de12%, com incidência da Alícota de 9%;

(m)Preservada a isenção do Imposto de Renda, conforme o Artigo 182 do RIR/99, para o Ato Cooperativo;

Fonte: Dados tabulados pelo autor

36 Ato Cooperativo, conforme já destacado no Capítulo III, item 3.2.5;

37 Formação da referida tabela, com base em entrevistas e pesquisas a legislação. Foram

entrevistados os contadores de ambos os segmentos. Para estabelecer estes percentuais, se propôs a situação comum de venda de frutas dentro do Estado do Rio Grande do Sul e obedecendo a legislação vigente em junho/2001.

38 Dados levantados junto a Sra Maria Teresa Martiningui Pacheco, Supervisora Administrativa e

Financeira da empresa RASIP – Agro Pastoril S/A.

39 Dados levantados junto ao Bacharel Sr. Adelino Zacchi, contador da empresa COOPERVAL –

Portanto o diferencial é a relação dos sócios com a cooperativa, constituindo neste momento um diferencial positivo a favor desta.

Segundo o Contador de uma cooperativa de Vacaria, é necessário que sejam destacadas na contabilidade, de uma cooperativa, todas as operações realizadas, justamente porque o tratamento tributário, varia muito de acordo com a relação entre o associado e a cooperativa, ou desta com terceiros, o que origina uma variação muito grande no volume de encargos para uma mesma operação, quando envolvendo agentes diferentes. No caso pesquisado, a COOPERVAL, esta não realiza nenhuma operação que não envolva os associados.

Em nossas considerações futuras, sobre o projeto de estruturação de uma cooperativa para produtores de maçãs, utilizaremos sempre a carga tributária, referente às relações desenvolvidas exclusivamente entre os associados e a cooperativa, e desta com terceiros, visando industrializar e comercializar, a produção de seus associados.