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4. DONATILI ZEMİNLER

4.3. Geomembran

4.4.3. Kullanım Alanları

4.4.3.2. Yollarda kullanımı

Conforme mencionada na seção 4.2, a superestrutura é composta por um tabuleiro dotado de duas lajes (superior e inferior) que formam um caixão celular com um prolongamento nas extremidades da laje superior formando um balanço, e duas cortinas. Para a laje superior, pode-se verificar poucas manifestações patológicas, apenas em pequenas fissuras possivelmente devido a retração do concreto e os esforços das cargas móveis, aos quais a estrutura está submetidas todos os dias por meio do carregamento dos veículos.

Quanto a laje inferior, verificam-se maiores incidências de manifestações patológicas em relação a laje superior. Entretanto, diante dessas manifestações encontradas, há necessidade de serem analisadas com ponderação, pois elas situam, muitas delas, em regiões relativamente pequenas em relação ao tamanho dos vãos constituintes da estrutura. Com isso, não se pode generalizar seu estado de deterioração por conta dessas pequenas áreas afetadas.

Para tanto, ao rever todos os vãos da estrutura, pode-se relatar que os mais deteriorados, são as lajes superior em balanço (na face inferior) e o primeiro e segundo vão interno após a laje de transição (no sentido Mossoró/Areia Branca).

Nos balanços da face inferior da laje superior, pode-se encontrar carbonatação superficial, algumas regiões com cobrimento insuficiente (em muitos deles com a exposição das armaduras e desplacamento de concreto), corrosão da armaduras em estágio avançado com perda de seção, grande manchas de umidade e de eflorescência. A Figura 43 ilustra essas manifestações:

Figura 43: Manifestações patológicas encontradas nos balanços da face interna da laje superior – Fonte: Autor (2015).

Da Figura 43, pode-se constatar as manifestações patológicas mencionadas no parágrafo anterior. Com efeito, esta figura “alerta” para uma possível causa dessas patologias encontradas, em (1) há uma região com grande mancha de umidade, a qual pode ter sido desencadeada devido o sistema de drenagem do tabuleiro não ter funcionado, por não possuir direcionamento de fluxo drenante, que permite com que a água permeie por capilaridade na superfície do concreto. Fato que facilita a penetração de umidade nos poros e desencadeie a lixiviação dos produtos de hidratação do cimento, que pode ocasionar eflorescências e manchas de corrosão em (3), desplacamento e desagregação do concreto (expondo as armaduras e instalando o processo de corrosão) em (2).

Quanto as outras regiões, as quais possuem apenas pontuais manchas de corrosão e exposição das armaduras, podem ser provenientes do ataque de íons cloreto oriundos da brisa do rio, tendo em vista que a Tabela 12 da seção 4.1 indica que a água possui altas concentrações desse agente agressivo.

No primeiro vão interno da laje inferior também pode-se verificar as mesmas manifestações patológicas encontradas nos balanços da laje superior, exceto quanto as grandes manchas de umidade e eflorescências que são encontradas em menores

proporções. Essas manchas podem ser verificadas nas extremidades deste vão devido a sua extensão proveniente dos balanços da laje superior. Já no meio deste vão, não se verificam manifestações preponderantes. A Figura 44 ilustra este fato.

Da Figura 44 em (1), pode-se verificar, em destaque, uma área com perda de cobrimento acentuado e a exposição das armaduras do concreto em duas direções com processo de corrosão ativo. Já em (2), pode-se verificar um desplacamento considerável, bem como em (1), o qual é possível medir a camada de cobrimento de 30 milímetros.

Quanto aos demais vãos internos da laje inferior e as lajes de transição, verificam-se estágios bem menores de degradação da estrutura, pois elas apresentam apenas leves fissuras e manchas de umidade; manifestadas maiores manchas incidentes nas lajes de transição, e de corrosão algumas com localizações das armaduras, devido ao cobrimento insuficiente. Conforme ilustra a Figura 45.

Figura 44: Manifestações patológicas encontradas no primeiro vão interno da laje inferior – Fonte: Autor (2015).

Figura 45: Bom estado no vão interno 4 da laje inferior e nas lajes em balaço – Fonte: Autor (2015).

Da Figura 45, em (1) é ilustrado o vão interno 4 da laje inferior e pode ser verificado leves manchas de umidade seguido de pequenos desplacamentos (em relação ao tamanho do vão) em (3). Em (2), verificam-se apenas manchas nos balanços da laje superior.

Diante de todas essas manifestações patológicas encontradas nas lajes que compõem o tabuleiro da ponte, pode-se ressaltar uma consideração interessante que pode ser levada a discussão. De acordo com o levantamento topográfico realizado descrito na seção 4.1, a partir dele, foi calculada a rampa máxima da ponte, e constatada que ela está entre os trechos compreendidos na primeira metade do tabuleiro, ou seja, no sentido Mossoró/Areia Branca (trecho 1 ao 3, Figura 47), abrangendo os vãos internos 1 e 2 da laje inferior, bem como os balanços da laje superior, os quais são os elementos mais afetados das manifestações patológicas mencionadas.

Com isso, pode-se tentar correlacionar as rampas com as grandes manchas de umidade citadas nos balanços da laje superior e os vãos internos 1 e 2 aliados ao sistemas de drenagem ineficaz. Pois, a máxima de 0,17%, como sendo a maior área de drenagem em relação a outra rampa de 0,044% (a outra metade do tabuleiro), é um fato que permeia maior volume de água devido as precipitações para o trecho da rampa máxima e como em toda ponte não há sistema de drenagem adequado, há o

possível desencadeamento das grandes manchas de umidade e as demais patologias citadas em cadeia com maior intensidade neste trecho.

As cortinas apresentam pequenas áreas de cobrimento insuficiente e desplacamento nas extremidades e, principalmente, na região inferior da peça. Também, há presença de pequenas manchas de umidade e eflorescências, algumas fissuras nas adjacências das áreas desplacadas, bem como algumas armaduras expostas e corroídas.

A Figura 46 ilustra em (1) as regiões inferiores das cortinas desplacadas e com as armaduras expostas em estado de corrosão ativo, processo similar em (4), porém, a região degradada é a extremidade da peça. Em (2), verifica-se uma pequena mancha de eflorescência, e em (3), apresenta-se uma mancha de umidade. Em evidência, em (5), não faz parte da estrutura da cortina, mas se trata de um pequeno talude de contenção, em que percebe-se a presença de erosão acentuada do material constituinte em que pode-se constatar o consequente deslizamento de camadas do solo.

Figura 46: Manifestações patológicas nas cortinas – Fonte: Autor (2015).

Benzer Belgeler