6. TUİK VERİLERİ VE SEKTÖRLERİN YOĞUNLAŞMA ORANLARI
6.3 Yoğunlaşma Oranı (Cr4) 30 Ve 50 Arasında Olan; Orta Yoğunlaşma Oranlı
Roxane Rojo (2009) discute algumas competências e habilidades de leitura e da escrita relacionados com o conceito de alfabetismo e de letramento. A autora destaca uma série de procedimentos como os rituais que envolvem as práticas de leitura que requerem uma série de capacidades (perceptuais, motoras etc.). Inicialmente, as capacidades focadas eram as de decodificação do texto. A leitura passa a ser não apenas um ato de decodificação, de transposição de um código (escrito) a outro (oral), mas um ato de compreensão. As capacidades mentais da leitura passaram a ser denominadas estratégias do leitor (ativação de conhecimentos de mundo; antecipação ou predição de conteúdos ou de propriedades dos textos; checagem de hipóteses; localização e/ou retomada de informações; comparação de informações; generalização; produção de inferências locais e globais).
Mais tarde, a leitura passou a ser vista como um ato de se colocar em relação a um texto, gerando novos textos. Essa perspectiva, segundo Rojo, é a que mais se aproxima do conceito de letramento. Com relação às competências e habilidades de escrita, Rojo defende que, atualmente, o ensino “está mais preocupado com a realidade prática que enfatiza, sobretudo gêneros que circulam na comunicação de massa e nas mídias” (ROJO, 2009, p. 87). A autora destaca ainda que, nas décadas de 1970 a 1990, muitos autores influenciaram mudanças nos programas curriculares de língua portuguesa do país os quais deixaram de focalizar conteúdos (gramaticais) e passaram a enfatizar mais os procedimentos (eixos procedimentais de leitura e
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produção de textos). Dentre esses autores, Rojo destaca a influência da obra fundadora de práticas didáticas de Geraldi (1984) que apontava o texto como a principal unidade de trabalho do professor de português na sala de aula (ROJO, 2009, p. 88).
Apoiados na concepção de alfabetização e letramento definida por Soares, no campo do currículo, os conhecimentos que organizam as práticas de alfabetização e letramento são diferenciados em cinco grandes eixos de ensino: compreensão e valorização da cultura escrita, apropriação do sistema de escrita, leitura, produção de texto e oralidade. Esses eixos são definidos em diversas publicações oficiais14 destinadas à formação de professores alfabetizadores.
A coleção publicada pelo CEALE em 2005, “Instrumentos da Alfabetização”, tornou-se uma referência teórica importante na área, pois passou a ser utilizada em diversas ações governamentais como diretriz para a organização das práticas de alfabetização nos anos iniciais de escolarização. A principal contribuição da coleção é a de definir cada um desses cinco eixos de ensino e apresentar um conjunto de capacidades que devem ser desenvolvidas de forma progressiva nos três primeiros anos de escolarização. Entre os principais pressupostos teóricos apresentados, destacamos, de forma bem simplificada, que, em relação aos cinco eixos, segundo a coleção, o processo de compreender e apropriar-se da cultura escrita. O processo da leitura deve ser entendido tanto como decifração do código quanto da construção de sentidos (ou construção de coerência). A produção de textos também é concebida como uma atividade social. No início do processo de alfabetização, as crianças podem participar da produção coletiva de textos, em que o professor faz o papel de escriba e registra o texto que elas vão produzindo. A oralidade também passou a ser considerada como objeto de atenção do ensino. Quando a criança entra na escola, ela já sabe fazer uso de uma fala cotidiana, utilizando a linguagem oral em suas interações para afirmar suas vontades, expressar seus sentimentos, manifestar suas preferências, entre outras coisas.
Com relação às aquisições do sistema de escrita, sua definição está relacionada ao domínio dos seguintes conhecimentos: (i) a compreensão das
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diferenças entre a escrita alfabética e outras formas gráficas; (ii) o reconhecimento das unidades fonológicas como palavras, rimas, sílabas e fonemas; (iii) a identificação das letras do alfabeto, assim como a compreensão da sua categorização gráfica e funcional e a utilização de diferentes tipos de letras tanto na leitura quanto na escrita; (iiii) o domínio das convenções gráficas, compreendendo, por exemplo, que a escrita se organiza da esquerda para a direita e a função dos espaços em branco e dos sinais de pontuação; (iiiii) a compreensão da natureza silábica do sistema de escrita e (iiiiii) o domínio das relações fonema-grafema (regularidades e irregularidades ortográficas)15.
Considerando esses pressupostos teóricos, este estudo pretende analisar as aquisições iniciais da língua escrita na alfabetização das crianças de seis anos, consideradas pelas escolas particulares como relevantes, a partir dos cinco eixos mencionados acima: compreensão e valorização da cultura escrita, apropriação do sistema de escrita, leitura, produção de texto e oralidade.
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37 CAPÍTULO 2
Abordagem metodológica:
os caminhos teórico-metodológicos da pesquisa
Neste capítulo, apresentamos os principais conceitos da orientação teórico- metodológica presentes no desenvolvimento da pesquisa. Destacamos, inicialmente, o percurso investigativo: a orientação metodológica do estudo apresenta uma abordagem qualitativa, embora aliada a procedimentos quantitativos, usados para compor o contexto da pesquisa.
As escolas investigadas foram escolhidas por meio do estabelecimento de critérios definidos para o desenho da pesquisa. Para a descrição do contexto da coleta de dados, mostramos brevemente como é a realidade social e educacional de Belo Horizonte, a fim de contextualizar o “terreno” da atuação das instituições investigadas, assim como a relação entre a configuração desse “terreno” e dos dados coletados. Descrevemos também as dificuldades encontradas durante o acesso ao campo: como foram feitos e acordados desde os contatos iniciais até as entrevistas com os sujeitos participantes.