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2. HÂLĠD B ZEYD‟ĠN HADĠS RĠVAYETĠNDEKĠ YERĠ

2.1 Hâlid b Zeyd‟in Rivayet Ettiği Hadisler ve Hadislerin Ġncelenmesi

2.1.1. Hâlid b Zeyd‟in Rivayetlerinin Konulara Göre Dağılımı

2.1.1.13. Yiyecekler ve Ġçecekler

No ordenamento jurídico brasileiro não existe lei que defina ata notarial. Mesmo após o início da vigência da Lei nº 13.105/2015, que institui o novo CPC, em 18 de março de 2016 (vide capítulo 3, item 3.1), continuaremos sem um conceito propriamente dito para a ata notarial; isso porque o art. 384 estabelece que “A existência e o modo de existir de algum fato podem ser atestados ou documentados, a requerimento do interessado, mediante ata lavrada

por tabelião” 1

, o que caracteriza muito mais o objeto do que o conceito da ata. Por conseguinte, o conceito desse instrumento público deve ser extraído da doutrina.

Quanto ao conceito da ata notarial, a doutrina brasileira ainda é restrita em relação à quantidade de obras sobre o tema e a maioria dos conceitos desenvolvidos pelos autores possuem respaldo em estudos realizados com base na doutrina estrangeira.

Sérgio Afonso Mânica definiu ata notarial como “[...] a narração circunstanciada de

fatos presenciados ou verificados pelo notário, ou por substituto legal do mesmo, convocado

para sua lavratura” 2

e tomou por base o Provimento nº 01/98 da Corregedoria Geral de Justiça do Rio Grande do Sul para desenvolver o seu conceito.

De acordo com Loureiro, ata notarial “[...] é o instrumento público que tem por

finalidade conferir fé pública a fatos constatados pelo tabelião, por meio de qualquer de seus sentidos, destinando-se à produção de prova pré-constituída.” 3 Rezende e Chaves definem este

instrumento público como “[...] o testemunho oficial de fatos narrados pelos notários no

exercício de sua competência em razão de seu ofício” 4, sendo que segundo este testemunho, o tabelião relata fatos que vê e sente, de acordo com seus critérios de percepção. Para Brandelli,

“A ata notarial é, enfim, o instrumento público através do qual o notário capta, por seus

sentidos, uma determinada situação, um determinado fato, e o traslada para seus livros de notas ou para outro documento.” 5

1

BRASIL. Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015. Código de Processo Civil. Diário Oficial da União, Poder Legislativo, Brasília, DF, 17 mar. 2015. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2015- 2018/2015/Lei/L13105.htm>. Acesso em: 10 fev. 2016.

2

MÂNICA, Sérgio Afonso. Ata notarial. Porto Alegre: Edição do autor, [s.d], p. 8 apud BRANDELLI, Leonardo. Atas notariais. In: ______. (Coord.). Ata notarial. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris, 2004. p. 44.

3 LOUREIRO, Luiz Guilherme. Registros públicos: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Método, 2012. p. 644. 4

REZENDE, Afonso Celso Furtado de; CHAVES, Carlos Fernando Brasil. O tabelionato de notas e o

notário perfeito. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. p. 173.

Orlandi Neto apresenta definição com a qual não concordamos em razão de conceituar a ata notarial como espécie de escritura que o tabelião lança em seu livro, relatando um fato acontecido em sua presença para dar fé e autenticidade. 6 Como será estudado mais adiante, compartilhamos do entendimento de que as escrituras públicas e as atas notariais são espécies distintas de instrumentos públicos.

Ferreira e Rodrigues, por sua vez, apontam um conceito bastante esclarecedor e a

definem como “[...] instrumento público pelo qual o tabelião, ou preposto autorizado, a

pedido de pessoa interessada, constata fielmente os fatos, as coisas, pessoas ou situações para

comprovar a sua existência ou seu estado.” 7

É importante mencionar, ainda, que no contexto estadual paulista, a ata notarial é conceituada pelo Provimento Estadual nº 58/89 da CGJSP, que define o instituto como “[...] a narração objetiva, fiel e detalhada de fatos jurídicos presenciados ou verificados pessoalmente

pelo Tabelião de Notas” 8

, sendo documento dotado de fé pública, que deve ser lavrado no livro de notas e conter, ao menos: a) nome e qualificação do solicitante; b) local, data, hora de sua lavratura e, se não coincidentes, a hora em que os fatos foram presenciados ou verificados pelo Tabelião de Notas; c) narração circunstanciada dos fatos; d) declaração de ter sido lida ao solicitante e, sendo o caso, às testemunhas; e) assinatura e sinal público do tabelião de notas.

Portanto, é possível concluir que embora existam pequenas diferenças entre os conceitos trazidos pelos diversos autores apontados sobre a ata notarial, todos são unânimes nos seguintes pontos: refere-se a um instrumento público, de competência exclusiva do tabelião de notas e que tem por objeto a narrativa de fatos.

Sendo assim, ainda dentro deste tópico, convém mencionar que a finalidade principal da ata notarial é constituir prova para ser utilizada na esfera judicial, extrajudicial ou administrativa. Sem a intenção de aprofundar na questão do uso da ata notarial como meio de prova neste capítulo, assunto este que será estudado com mais detalhes no terceiro capítulo deste trabalho, mas com o objetivo de tornar a compreensão dos próximos temas mais facilitada, é importante mencionar que até o advento do novo CPC, vigente a partir de 18 de março de 2016, não existia no ordenamento jurídico pátrio a previsão legal expressa do uso da ata notarial como meio de prova no direito brasileiro.

6

ORLANDI NETO, Narciso. Ata notarial e a retificação no registro imobiliário. In: BRANDELLI, Leonardo. (Coord.). Ata notarial. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris, 2004. p. 158.

7 FERREIRA, Paulo Roberto Gaiger; RODRIGUES, Felipe Leonardo. Ata notarial: doutrina, prática e meio

de prova. São Paulo: Quartier Latin, 2010. p. 112.

8

CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA (São Paulo). Provimento nº 58/89: Normas de Serviço: Cartórios Extrajudiciais. São Paulo, 1989. t. 2. [p. 56]. Disponível em: <http://www.tjsp.jus.br/Download/ Corregedoria/NormasExtrajudiciais/NSCGJTomoII.pdf>. Acesso em: 15 jan. 2016.

Dessa forma, vivemos até a vigência do novo CPC diante da realidade de que a ata notarial era utilizada como prova pré-constituída nos tribunais brasileiros em razão de interpretação sistemática dos dispositivos legais existentes. Após a vigência da Lei nº 13.105/2015, a legislação processual civil foi contemplada com a adequação legal trazida pelo seu art. 384. Com isso, espera-se que este mecanismo jurídico chegue ao conhecimento de um número maior de operadores do direito e passe a ser utilizado com mais frequência por estes profissionais.

Benzer Belgeler