2. HÂLĠD B ZEYD‟ĠN HADĠS RĠVAYETĠNDEKĠ YERĠ
2.1 Hâlid b Zeyd‟in Rivayet Ettiği Hadisler ve Hadislerin Ġncelenmesi
2.1.1. Hâlid b Zeyd‟in Rivayetlerinin Konulara Göre Dağılımı
2.1.1.11. Öldürme, Yaralama ve Diyetler
O direito registral imobiliário é regido por uma vasta gama de princípios próprios, mas dentre eles, alguns merecem destaque por serem aplicados também à atividade do tabelião de
85 GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito civil brasileiro: contratos e atos unilaterais. 11. ed. São Paulo:
Saraiva: 2014. v. 3. p. 56.
86
FERREIRA, Paulo Roberto Gaiger; RODRIGUES, Felipe Leonardo. Ata notarial: doutrina, prática e meio de prova. São Paulo: Quartier Latin, 2010. p. 40.
87 VENOSA, Sílvio de Salvo. Direito civil: teoria geral das obrigações e teoria geral dos contratos. 11. ed. São
Paulo: Atlas, 2011. v. 2. p. 389.
88 FERREIRA; RODRIGUES, op. cit., p. 38. 89 VENOSA, 2011, v. 2, op. cit., p. 397.
notas quando as duas atividades estiverem correlacionadas, especialmente para a constituição do direito real imobiliário que só ocorre no momento do registro do título translativo no cartório de registro de imóveis competente (art. 1.245 do CC). Desse modo, o registrador de imóveis e o tabelião de notas devem trabalhar em sintonia complementar, evitando a repetição desnecessária de atos imposta aos usuários do serviço. 90
O princípio da segurança jurídica que foi tratado acima como um princípio próprio da atividade notarial, em verdade é um princípio aplicável tanto à atividade notarial quanto à atividade registral e por isso também se faz presente como um princípio do direito registral imobiliário e merece ser destacado novamente neste tópico, embora sua definição seja a mesma apresentada no item 1.3.1.1. Os sistemas notarial e registral em conjunto são responsáveis pela garantia da propriedade e a segurança jurídica desse direito. O tabelião de notas confere forma pública ao título translativo (conforme exige o art. 108 do Código Civil) e o registrador de imóveis constitui o direito real e lhe confere publicidade. Destarte, o Estado controla e fiscaliza as transações imobiliárias tanto para garantir o correto recolhimento tributário quanto para garantir que seja efetivada a função social da propriedade. 91
O princípio da instância e recepção do título 92, também conhecido como princípio da rogação, possui o mesmo sentido do princípio da rogação já tratado no item 1.3.1.8 e significa que a atividade registral depende de provocação por parte do interessado, que deve fazer o pedido verbal ou por escrito, pois o registrador, em regra, não pode agir de ofício. O procedimento registral começa com o requerimento do interessado que apresenta o título para ser protocolado (ou prenotado) no Registro de Imóveis; após esta etapa o registrador analisa o título, faz as exigências cabíveis quando forem necessárias, até que o título seja registrado. 93 O tabelião de notas deve estar atento a este princípio, pois como é sua competência lavrar os títulos translativos de direitos reais (escrituras públicas), este profissional deve conhecer as exigências legais para que o título tenha acesso ao registro e assim evitar notas devolutivas por parte do registrador de imóveis em razão de possível desatenção por parte do tabelião.
O princípio da qualificação registrária é bastante característico do registro imobiliário, embora o tabelião de notas também exerça a atividade de qualificação notarial em relação aos serviços que lhes são requisitados, conforme já foi mencionado ao tratar do princípio da legalidade, no item 1.3.2. A qualificação registrária difere bastante da
90 FERREIRA, Paulo Roberto Gaiger; RODRIGUES, Felipe Leonardo. Ata notarial: doutrina, prática e meio
de prova. São Paulo: Quartier Latin, 2010. p. 45.
91
Ibid., p. 42.
92 Ibid., p. 44.
qualificação notarial, sendo que nesta atividade o registrador pode enfrentar três situações, quais sejam: a) identificar o título como perfeito e encaminhar para registro; b) identificar vícios sanáveis no título e entregar ao interessado por escrito as diligências saneadoras que devem ser cumpridas dentro do prazo de trinta dias; ou c) identificar vício insanável no título, situação em que deve devolvê-lo ao apresentante em razão da impossibilidade de registro. 94 O título a ser apresentado pode ser, por exemplo, um instrumento particular, uma escritura pública ou um título judicial. Quando se tratar de escritura pública, o princípio da qualificação registrária também recai sobre o tabelião de notas, pois o conteúdo deste documento, a verificação de documentos originais e também a fiscalização do recolhimento de impostos como o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) são, primeiramente, sua responsabilidade, sendo posteriormente verificados pelo registrador de imóveis no momento da qualificação do título.
O princípio da inscrição traduz a ideia de lançar os atos aptos a registro no livro próprio e garante a eficácia jurídica, a segurança e a oponibilidade perante terceiros da constituição, transmissão, modificação ou extinção dos direitos reais sobre imóveis (arts. 1227 e 1245 do Código Civil). 95
O princípio da publicidade já foi estudado acima no tópico que trata dos princípios próprios do Direito Administrativo, mas em relação ao direito imobiliário, importa destacar que a função do registro é dar publicidade e consequentemente a presunção de que o conteúdo do registro é verdadeiro, além de garantir a oponibilidade erga omnes própria dos direitos reais. De acordo com Loureiro:
[...] a publicidade possui triplo aspecto. No primeiro aspecto, o Registro é público porque é uma atividade que corresponde ao Estado. Em um segundo aspecto, o Registro é público porque o acesso a ele é assegurado a todos os membros da sociedade, seja para conhecer o conteúdo dos assentos registrais, seja para incluir no sistema o direito real imobiliário do qual é titular. Em um terceiro aspecto, o Registro é público, dado que tem por finalidade garantir a segurança, a autenticidade e a eficácia das relações jurídicas entre particulares. 96
Tanto o princípio da inscrição imobiliária quanto o da publicidade imobiliária são aplicáveis ainda que indiretamente ao tabelião de notas, pois além de tomar todas as cautelas cabíveis para que o título seja redigido corretamente e possa ser levado a registro, deve
94 LOUREIRO, Luiz Guilherme. Registros públicos: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Método, 2012. p. 251. 95
SOUZA, Eduardo Pacheco Ribeiro de. Noções fundamentais de direito registral e notarial. São Paulo: Saraiva, 2011. p. 71.
orientar os interessados a apresentar o quanto antes o título para que seja registrado no Cartório de Registro de Imóveis e assim alcançar a publicidade com efeito erga omnes.