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2020 YILI OCAK-HAZİRAN DÖNEMİNDE YÜRÜTÜLEN FAALİYETLER

Relativamente à revisão por peritos na área, participaram uma médica reumatologista e uma fisioterapeuta (Apêndice XXI). A médica reumatologista, com 12 anos de experiência específica na área em estudo, considera que as instruções do POAM-P são claras e antecipa que não existirão dificuldades na compreensão das instruções. Considera, no entanto, que falta referir aspectos nas instruções: limitar a avaliação a um periodo de tempo específico (uma semana, um mês, por exemplo) e acrescentar, no final: “(…) como habitualmente realiza as suas atividades diárias, quando tem dor”. Na questão “Considera alguma questão

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pouco clara ou ambígua?” a perita responde que sim e coloca a questão: “a pergunta 12 não é redundante com as 17, 21, 27 e 29”?. A perita teve alguma dificuldade em escolher uma opção de resposta devido à estrutura do questionário, questionando se não seria melhor, em vez de “às vezes” para as classificações de 1 a 3, dividir em: “muitas vezes” para 3, “às vezes” para 2 e “poucas vezes” para 1. A perita não teve dificuldades de leitura, nomeadamente devido ao tamanho/tipo de letra utilizado ou estrutura/formato do questionário, considera o formato do questionário claro e sugestivo e não se opôs a responder a nenhuma questão.

Como sugestões, a perita refere:

1. “A avaliação da dor em termos de “piorar”, engloba várias questões diferentes: a intensidade, o tipo, as características específicas… se o que queremos avaliar é realmente o aumento da intensidade da dor com a realização de atividades, penso ser mais correcto, em todas as perguntas em que se diz “começa a piorar”, “pioram a dor”, substituir por “começa a aumentar”, “aumentam a dor”. O mesmo para “melhor” - menos intensa”.

2. “Atividades diárias” é um termo demasiado vasto, mas penso que para o que se pretende saber, talvez seja o melhor. Limitar certo tipo de atividade iria ser mais específico, mas desajustado para alguns doentes”.

No que se refere a questões específicas, a perita escreveria a questão 5 da seguinte forma: “Quando começo uma atividade penso como dividi-la em partes intevaladas com repouso”, em vez de “Quando começo uma atividade penso como posso dividi-la em partes mais pequenas”. A perita considera redundantes as questões 21, 27 e 29, afirmando que acrescentaria “por causa da dor” a cada questão. Na pergunta 30, acrescentaria, no final: “por causa da dor”.

No conjunto as sugestões referidas por esta perita envolveriam alterações na estrutura original do instrumento pelo que nenhuma foi acolhida.

A 2ª perita, fisioterapeuta, com 30 anos de experiência profissional em músculo- esquelética, considera que as instruções são claras; não antecipa que poderão existir dificuldades na compreensão das instruções; o formato do questionário é claro e sugestivo; os termos e palavras utilizadas são fáceis de compreender, quer por parte de profissionais de saúde quer por utentes; não teve dificuldade em escolher uma opção de resposta devido

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à estrutura do questionário, nem dificuldade de leitura, nomeadamente devido ao tamanho/tipo de letra utilizado ou estrutura/ formato do questionário. Considera, porém, que a afirmação 2 “Quando estou a fazer uma atividade não a interrompo até estar terminada” pode ser pouco clara ou ambígua na medida em que está na negativa e as respostas nunca (0) e sempre (4) podem tornar-se pouco claras. Sugere, assim, que se altere a afirmação para “Quando estou a fazer uma atividade continuo a faze-la sem interromper até estar terminada” ou ““Quando estou a fazer uma atividade termino-a, sem a interromper”.

A sugestão da perita não foi acolhida, uma vez que o questionário apresenta mais do que

um item escrito na forma negativa, nomeadamente, o item 22 “Não começo uma atividade

se souber que vai piorar a minha dor”. Por uma questão de congruência, uma vez que a

perita sugeriu apenas a alteração de um dos itens que estava na negativa, decidimos não alterar a afirmação.

Como comentário final, a perita afirma “Parece-me um questionário bem elaborado, nomeadamente pela forma como as questões estão colocadas, no sentido de as repetir/confirmar, formulando-as de outra maneira”.

7.1.7. Auditoria

A perita em Metodologia, após a revisão de todo o processo de adaptação da escala “Patterns of Activity Measure – Pain (POAM-P)” para a população portuguesa e respectiva documentação disponibilizada, considera que os procedimentos descritos e documentados cumprem os requisitos necessários à minimização do risco de viés ao longo de todas as fases do processo. A documentação apresentada é demonstrativa do cumprimento de todos os procedimentos propostos, pelo que a considera adequada, encontrando-se assim garantida a equivalência do conteúdo entre a fonte original e a nova versão da referida escala (Apêndice XXII).

Em resumo, a adaptação transcultural do POAM-P foi realizada mediante uma sequência de processos, segundo as normas orientadoras atuais desenvolvidas para este efeito. A análise das sugestões e críticas apontadas pelos diferentes intervenientes nas diferentes fases deste processo, desde utentes a experts de diferentes áreas (clínica, linguistica e metodologia) e a posteiror aprovação do instrumento por parte dos mesmos, permitiu a obtenção da versão portuguesa do POAM-P (POAM-P-VP).

81 7.2. Estudo 2 - Avaliação das propriedades psicométricas – consistência interna, fiabilidade teste- reteste e validade de construto

Neste capítulo apresentamos os resultados obtidos com base numa amostra de 132 participantes, que cumpriram os critérios de inclusão para o presente estudo. Inicialmente, expomos as características sóciodemográficas e clínicas dos participantes, obtidas através

do Questionário de Caracterização Sócio-Demográfica e Clínica – Dor Lombar Crónica, a

respetiva distribuição das frequências absolutas e relativas, assim como as medidas de tendência central e de dispersão para as variáveis numéricas. As características sóciodemográficas analisadas foram: o género, a idade, o estado civil, atividade profissional, formação profissional específica, situação profissional atual e valores de Índice de Massa Corporal (IMC) dos participantes. Quanto às características clínicas, recolhemos os dados relativos à duração da dor, localização (referida ou não para o membro inferior), toma de medicação para a dor lombar, ausência ao trabalho devido à dor, número e duração das faltas ao trabalho e existência ou não de baixa remunerada no último ano. Seguidamente, apresentamos os resultados obtidos através das respostas dos participantes aos questionários POAM-P-VP e TSK-13-VP, aplicados em diferentes momentos de avaliação. Estes dados permitiram analisar aspetos da estrutura factorial, consistência interna, fiabilidade teste-reteste e validade de construto da escala POAM-P- VP. Os resultados desta análise são apresentados no final do capítulo.

Benzer Belgeler