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1.2. ĠĢletmelerde Organizasyon

1.2.2. Genel Olarak Organizasyon Amaç ve Ġlkeleri

1.2.2.6. Yetki ve Sorumluluk Denkliği Ġlkesi

Analisando o perfil cultural atual das farmácias de manipulação do Estado do Rio Grande do Norte conclui-se que está mais direcionado para o elemento Clã (2,7), caracterizado pelo foco interno e baseado em normas e valores associados à flexibilidade. Em seguida, vem o elemento da cultura Inovadora (2,5), caracterizado pelo foco externo e também baseado na flexibilidade.

Nas características ideais deste perfil há uma forte tendência de permanência no elemento da cultura Clã (3,1) e no elemento da cultura Inovadora (2,9), o que demonstra uma certa conscientização com os ambientes internos e externos. Além disso, pode ser detectado uma redução do elemento da cultura Mercado (2,3) para a situação ideal (2,0) e a permanência do elemento da cultura Hieráquica (2,1).

Analisando os níveis de cultura da qualidade, pôde-se chegar à seguinte conclusão: os níveis mais avançados de qualidade, no perfil atual, aparecem no nível intermediário. O de Qualidade Criativa perpétua (2,8), seguido pelo nível de Prevenção de Erros (2,6), ambos que trabalham com melhoramento contínuo. Para o nível de qualidade ideal, os resultados evidenciam uma visão positiva, já que almejam melhorar o nível de Qualidade Perpétua Criativa que é o nível mais alto da qualidade, passando para (3,1) e aumentar o nível de Prevenção de Erros (2,9). Nota-se que existe uma preocupação por parte dos colaboradores de elevar constantemente os padrões correntes de performance. A análise da relação dos perfis da qualidade atuais e ideais das farmácias de manipulação com a adoção das práticas de qualidade Seis Sigma mostrou que os níveis mais avançados de qualidade, Prevenção de Erros e Qualidade Criativa Perpétua, indicam uma maior presença das práticas Seis Sigma.

Em relação ao nível de adoção das práticas de gestão da qualidade Seis Sigma, percebeu-se um nível que varia de razoavelmente a bastante utilizado. A técnica de análise de agrupamento detectou três subgrupos com diferentes níveis de aderência às práticas Seis Sigma. De forma geral, os resultados mostraram uma percepção positiva dos gerentes pelas práticas Seis Sigma. Entretanto, chama atenção o baixo nível atribuído ao uso de ferramentas estatísticas, tendo em vista este ser um dos alicerces do programa Seis Sigma. Para Pinho (2005), isso ocorre principalmente em virtude da ausência de uma consciência do pensamento estatístico. Assim, uma abordagem essencial à credibilidade, aceitação e sucesso do Seis Sigma é sensibilizar a diretoria da empresa-alvo da necessidade e das

vantagens do pensamento estatístico como uma realidade que permeia a gestão dos processos de negócios.

A análise da relação dos perfis culturais atuais e ideais das farmácias de manipulação do RN com a adoção das práticas de qualidade Seis Sigma mostrou que o elemento Clã é o mais positivamente relacionado. A Cultura Clã evidencia valores como capacitação, envolvimento dos empregados, formação de equipes, os quais são fundamentais para o desenvolvimento de relações de confiança. Essas relações normalmente existem no próprio ambiente interno das organizações onde predomina esse tipo cultural, em que existe um clima de amizade e integração entre os membros organizacionais. Desse modo, as farmácias que possuem valores mais altos do elemento Clã em sua composição cultural tendem a apresentar maiores índices de uso das práticas de qualidades Seis Sigma, principalmente nos indicadores relacionados à gestão de pessoas.

O segundo elemento que mais apresentou relações positivas com as práticas Seis sigma foi o elemento Inovador. A Cultura Inovadora preza pela busca de soluções criativas, surpresa e encanto, criação de novos padrões. Desta forma, pose-se inferir que as farmácias que possuem valores mais altos do elemento Clã combinado ao elemento Inovador, ou seja, mais voltadas para a flexibilidade e dinamismo, apresentam uma tendência maior para a adoção de práticas de qualidade Seis Sigma. Esses resultados foram parcialmente verificados quando utilizado a análise de correspondência entre os grupos culturais e os grupos referentes a utilização das práticas de qualidade Seis Sigma.

De modo contrário, a Cultura Hierárquica que está centrada no controle interno, na estabilidade e na previsibilidade, apresenta relações negativas com as práticas de qualidade Seis Sigma. A própria característica de ser estável e previsível pode reduzir as chances das farmácias que enfatizam esses valores para surpreender seus clientes. Além disso, o controle interno direciona o foco das organizações para o cumprimento de regras e pode deixar em segundo plano as expectativas e necessidades tanto dos clientes externos como dos colaboradores. Assim, quanto maior a ênfase dos valores hierárquicos na cultura das farmácias, menor será seu nível de qualidade Seis Sigma.

Outro elemento cultural que se apresentou relacionado negativamente foi o elemento Mercado. A Cultura Mercado é caracterizada pelo aumento da produtividade e de competitividade. De acordo com Cameron e Quinn (2006), as organizações que os evidenciam não tratam o ambiente externo de forma benigna. Tendo em vista o foco no cliente como um dos fatores críticos para o sucesso do Seis Sigma, pode-se inferir que nas

farmácias em que prevalece a Cultura Mercado existe a tendência de obtenção de níveis inferiores de qualidade no que diz respeito às práticas do programa.

De forma geral, pode-se concluir que nenhuma organização tem característica de uma única cultura, mas sim desenvolvem seus próprios perfis culturais, com diferentes graus de ênfase nos quatro elementos do perfil cultural. E para cada elemento do perfil, existem estratégias, características que podem contribuir para o aumento do nível de utilização das práticas de qualidade Seis Sigma. A combinação ideal desses elementos pode trazer resultados significativos na implementação com sucesso do programa.

Capítulo 5

Benzer Belgeler