Yetişkinlerin Eğitiminde Okuma Yazma Uygulamaları
YETİŞKİNLERİN EĞİTİMİNDE OKUMA YAZMA UYGULAMALARI
Desde o início do estágio em creche, que as interações entre as crianças despertaram o meu interesse, e quando tive de decidir qual seria o tema deste relatório essas interações ainda cintilaram mais na minha cabeça, o que fez com que fossem o tema da minha investigação. Desta forma, assim que decidi escolher este tema, comecei a estar muito mais atenta a todas as crianças e às respetivas interações sociais, intervindo sempre que achava oportuno, de forma a promovê-las.
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Ao longo dos dias tentava sempre promover as interações entre as crianças, incentivando as mais velhas a ajudarem as mais novas, a brincarem juntas, a partilharem os brinquedos, assim como na gestão dos conflitos, tentava que as crianças entendessem o lado uma da outra e chamava-as à razão. No entanto, como desde o início trabalhei em equipa com o educador cooperante no que toca às planificações das atividades, em todas elas eu proporcionava sempre alguma interação entre as crianças.
Todas as atividades a que as crianças eram sujeitas tinham como base a exploração dos materiais e espaços, em que numa primeira atividade as crianças pintaram uma superfície em papel de cenário colada na parede, para as mais velhas e numa mesa para as mais novas, que ainda não andavam. Essa era uma superfície grande de modo a que as crianças pintassem aos pares. Nessa exploração as crianças tinham como material de pintura uma esponja de lavar a loiça, que tem duas texturas distintas, de modo a explorarem as mesmas. Muitas das crianças utilizaram as mãos para pintar e explorar a tinta, elas tinham então de partilhar o espaço que tinham para pintar, bem como o prato que continha a tinta. Foram momentos muito interessantes de observar, pois cada uma das crianças reagiu e agiu de forma diferente a esta atividade, e ao contrário do que eu pensava, não houve nenhum conflito entre elas. As crianças tiveram uma excelente relação de partilha e de cooperação com os seus pares, esperavam pela sua vez de molhar a esponja na tinta, assumindo o seu lugar na partilha do espaço para pintar e quando uma estava mais parada a outra ajudava a pintar o seu lado do papel. É importante referir que dei oportunidade às crianças para escolherem o seu par, de modo a sentirem-se confortáveis com quem estavam a partilhar o espaço.
Com as crianças mais novas, foi um pouco diferente, pois elas estavam envolvidas num processo mais autocentrado, onde a sua maior preocupação era explorar a esponja e a tinta nas suas mãos; foi uma experiência muito gratificante para mim e para as crianças.
Uma outra atividade proposta por mim em conjunto com o educador cooperante foi o desenho das silhuetas de cada criança. Desta forma, de modo a promover as interações entre crianças, propus que fossem as próprias crianças a delinearem a silhueta umas das outras, pois tinham de se deitar no chão em cima do papel, sendo que o objetivo era ter a silhueta correspondente ao tamanho real das crianças. Uma vez que algumas das crianças mais novas ainda não andavam e tinham a motricidade fina pouco desenvolvida, foram as crianças mais velhas que delinearam essas silhuetas. Foram
momentos muito interessantes de observar, pois as crianças que desenhavam as outras estavam muito entusiasmadas, querendo desenhar todas, mas tinham de dar a vez aos amigos; este era um processo que às vezes era difícil de fazer compreender às crianças, mas eu dizia sempre que tinha de ser uma vez a cada uma, tranquilizava-as ao dizer que depois desenhavam outra vez e elas aceitavam.
Quando as crianças estavam deitadas para serem desenhadas, as mais velhas estavam radiantes, e para complementar tinham um espelho ao lado onde conseguiam ver-se. No que diz respeito às mais novas, algumas estavam com um ar curioso a observarem a criança que as desenhava, seguindo a sua mão com os olhos, outras estavam mais irrequietas e queriam levantar-se rapidamente mas com o incentivo dos adultos, tudo correu bem.
Esta atividade visava o desenvolvimento do sentido de cooperação e de ajuda para com as outras crianças; tendo em conta o que foi referido no capítulo I deste relatório, as crianças a partir dos dois anos de idade já têm a capacidade de modificar as suas ações e adequar o seu comportamento de acordo com o que é necessário (cf. Eckerman et al., 1989; Williams et al., 2010 in Arezes e Colaço, 2014).
Foram realizadas outras explorações em que se promoviam as interações entre as crianças, explorações com diversos materiais do quotidiano como tampas, botões, lã, rolhas, jornal, tecidos, palhinhas e balões. Essas explorações eram realizadas em grande grupo, o que fazia com que pudessem influenciar algumas das atitudes das crianças e
diversas interações, pois de acordo com Rubin (1980, p. 165) “a vida social das crianças pode ser melhorada por experiências numa diversidade de cenários”.
Sendo a creche um contexto destinado, essencialmente, às explorações das crianças, assim como às descobertas sobre as interações sociais, tentei corresponder às necessidades e interesses das crianças, promovendo momentos de desenvolvimento e de aprendizagens relacionados com a brincadeira, durante os quais tentei realçar as interações sociais. Nesses momentos tinha também como objetivo permitir que as crianças compreendessem o sentido de partilha, a cooperação e o respeito pelo outro, pois estas são as competências necessárias para o estabelecimento e manutenção de relações interpessoais futuramente, podendo eventualmente conduzir ao estabelecimento de relações de amizade.
Relativamente aos conflitos, a minha intervenção baseava-se em tentar fazer ver às crianças que estavam erradas, quando estas o estavam, tentando que se pusessem no lugar do outro. Era algo, que por norma resultava, pois sempre que lhes perguntava
“Gostavas que a criança X fizesse o mesmo?”, poderia ser numa situação tirar um
brinquedo, de bater ou algo do género, as crianças respondiam sempre que “não”. Em outras situações de conflito, assim como nas referidas anteriormente, optava sempre pelo diálogo calmo e adequado com as crianças, de modo a resolvê-los para que estas entendessem o que estava mal e o que poderiam ter feito para evitá-los. No entanto, primeiramente tentava que as crianças gerissem os conflitos entre si, intervindo apenas quando necessário.
4. Análise das situações observadas no contexto de jardim-de-infância