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Yetenek Yönetiminin Ortaya Çıkışı ve Yetenek Savaşları

BÖLÜM 3: YETENEK VE YETENEK YÖNETİMİ

3.1. YETENEK, YETENEK YÖNETİMİ VE DİĞER KAVRAMLAR İLE İLİŞKİSİ

3.1.5. Yetenek Yönetimi

3.1.5.2. Yetenek Yönetiminin Ortaya Çıkışı ve Yetenek Savaşları

Na intenção de obter mais subsídios para construir um entendimento sobre o desempenho da Escola da AGU e da DGEP/SGA, foram agrupadas informações colhidas a partir da perspectiva da SGA, abordadas nas questões 2 e 4 da entrevista E1.

Em relação à DGEP (questão 2), a entrevistada afirma:

É uma área muito importante dentro da organização, pois é a responsável pelo principal valor da Instituição – que são as pessoas! A DGEP/SGA/AGU cresceu muito qualitativamente nos dois últimos anos, após o mapeamento dos processos e a implementação do novo desenho organizacional da Unidade. A atuação passou a ser mais proativa, transparente, próxima do servidor. Além disso, foram implantadas ações dentro do Programa de Qualidade de Vida da AGU – AGU Mais Vida, que fazem com que o servidor tenha orgulho em trabalhar nesta Instituição, exemplifico como a Campanha de Vacinação contra Gripe, Semana do Servidor, Datas Comemorativas, dentre outras. Em Brasília foi implantado o AGU Medida Certa, que foi muito elogiado e que a DGEP está buscando parceiros nos Estados para implantar nas capitais onde atuam as Procuradorias Regionais com o apoio das Superintendências de Administração.

E, quanto à EAGU (questão 4), declara:

Conheço outras Escolas de Governo e tenho alguns senões à atuação da Escola. Creio ter havido em gestões passadas, um erro de caminho sobre a estruturação da Escola da AGU, o que faz com que existam sombras de competências entre a Escola e a SGA. No meu entender a DGEP é a competente para elaborar, mediante o levantamento das necessidades e sob o enfoque da gestão por competências, o Plano de Capacitação Anual dos Membros (Advogados e Procuradores) e dos Servidores. O esforço é muito grande para ajustar as arestas que ficam no relacionamento entre as duas equipes.

Cada organização possui objetivos a alcançar, para tanto, traça metas e define ações para obter o êxito desejado. É incontestável que o desempenho de qualquer organização sofre interferências, tanto internas quanto externas, assim como enfrenta vários desafios que devem ser superados, razão elementar pela qual se justifica a necessidade de aprofundamento da educação profissional em todas as instituições, tanto privadas quanto públicas.

No âmbito da AGU, verifica-se, segundo a perspectiva da DGEP (questão 2 da entrevista E2), que:

Em termos de capacitação, eu diria que o grande desafio da AGU é ter, de fato, um plano anual de capacitação implantado, aprovado. Elaboramos um, no ano passado, para ser implantado neste ano. Como primeiro trabalho, posso classificá-lo como bom [...]. É importante termos este plano de capacitação porque ele direciona as capacitações. Os servidores não fazem qualquer curso, apenas porque querem, não é um sorteio; é dentro de uma lógica, dentro de uma necessidade da Administração. Entendo que é importante que o servidor busque se capacitar, mas, mais do que isso, é importante que a Administração identifique as necessidades e capacite os seus servidores, ou seja, a necessidade maior é da Administração. Então, eu tenho que ver onde está a minha falha e eu tenho que proporcionar esta capacitação do servidor. Sabemos que a garantia fundamental para o êxito de um empreendimento organizacional está diretamente relacionada ao apoio da cúpula superior, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento de ações estratégicas que otimizem o seu desempenho, caso contrário, todo o esforço será inútil.

Considerando que a DGEP constitui-se na unidade de planejamento responsável pelas ações de capacitação direcionadas à área administrativa, integrante da estrutura hierárquica, seu desempenho fica atrelado à determinações da cúpula diretiva maior, carecendo do seu apoio e da parceria com outras unidades internas, conforme relatado na entrevista E2 (questão 10):

Posso falar pelo lado dos administrativos, e aí falo da secretária geral de Administração (Drª Gildenora) e da Adjunta de Gestão (Drª Rosângela). Nós temos apoio para o desenvolvimento da área de capacitação. Destaco, apenas, que talvez ainda falte um refinamento da articulação com a Escola para que nós possamos conseguir mais capacitações para a área administrativa.

No que tange ao desempenho da Escola da AGU, os desafios mais contundentes dizem respeito, especialmente, ao orçamento destinado às capacitações, aliada à falta de sensibilização dos gestores e à frágil estruturação da Escola, conforme verificado na entrevista E3 (questão 2):

Existem muitos desafios e o principal deles é a questão orçamentária. A capacitação ainda não é vista como fundamental para muitas instituições, então, qualquer corte orçamentário em períodos de restrição, de contingenciamento, gera um impacto muito grande na capacitação. Este seria um primeiro fator.

O segundo fator consiste na falta de consciência, dentro da própria administração, da importância da capacitação; ou seja, o chefe que não se conscientiza da relevância da capacitação no âmbito da sua Unidade, e isso se verifica em vários momentos, primeiramente, a partir do levantamento de demandas, onde o chefe não se importa muito em dizer o que precisa; até o momento de liberar o servidor (advogado, procurador ou administrativo) para participar de uma capacitação, muitas vezes negado sob a alegação do grande volume de trabalho existente. Também não se observa muita preocupação na identificação do perfil, numa avaliação de quem realmente precisa participar da capacitação.

Um terceiro fator seria a própria estrutura da Escola, que é muito nova – tem 12 anos de criação, não está bem consolidada para fazer valer a real importância, o verdadeiro papel da capacitação dentro da AGU. Ainda não conseguimos implantar um programa de capacitação continuada que esteja vinculada a uma ascensão funcional ou gratificação dos servidores.

Assim, eu citaria estes três grandes desafios: a questão relacionada ao aspecto orçamentário-financeiro, o processo educacional das chefias, ou seja, é preciso que os líderes da administração sejam os patrocinadores dos grandes projetos de capacitação; e a nossa própria estrutura, que talvez derive desse pouco patrocínio. É preciso pensar a capacitação com mais calma, mais cautela, e nós não estamos tendo esse tempo. Estamos tentando ‘trocar os pneus com o carro ainda em movimento’, e isso dificulta um pouco pensar a capacitação com a atenção necessária.

No âmbito local, a Representação Estadual em Pernambuco enfrenta dificuldades com o orçamento centralizado, o que dificulta o atendimento das demandas locais, conforme relatado na entrevista E4 (questão 2):

Acredito que o nosso maior desafio é a conquista de autonomia orçamentária/financeira, ou seja, a disponibilização de recursos para serem geridos pela própria representação estadual, com vistas à elaboração de um plano de trabalho realmente adequado às necessidades locais. A centralização orçamentária em Brasília, muitas vezes, nos deixa de "mãos atadas" frente ao desenvolvimento das atividades pretendidas.

A mesma centralização orçamentária tem limitado a atuação da Representação da EAGU/PE, causando impacto nos servidores e, consequentemente no trabalho desenvolvido, de acordo com o relato extraído da entrevista E4 (questão 4):

Como explicitado na resposta do item 2, a gestão orçamentária está centralizada em Brasília. Assim, as Unidades descentralizadas da EAGU não têm destaque orçamentário "próprio". Tudo depende da Direção. Todas as solicitações são encaminhadas à [sic] Brasília (Direção da Escola), que avalia a possibilidade da contratação. No momento, pode-se afirmar, seguramente, que a dotação orçamentária, nos moldes atuais, não acompanha a demanda das necessidades dos servidores.

Em qualquer tipo de organização, o efeito das capacitações é observado a partir do impulso gerado no desempenho dos funcionários no trabalho; sendo, para tanto, essencial registrar as impressões dos dirigentes envolvidos diretamente na gestão organizacional, já que deles depende o reconhecimento da efetividade das ações de capacitação. De acordo com os juízos extraídos das entrevistas com os dirigentes locais (questão 2):

• “Os eventos sempre ajudam” (E5).

• “De forma geral, melhoram o desempenho” (E6).

• “Impulsionam sim, a educação tem que ser continuada” (E7).

• “Impulsionam pouco, salvo quando há treinamento em sistemas específicos” (E8). O convencimento dos dirigentes somente efetiva-se a partir da constatação do salto qualitativo no desempenho dos servidores, fazendo deles o principal aliado na difusão da educação profissional dentro das organizações. Para tanto, é necessário, entre outras coisas, atentar para a realidade na qual as organizações estão inseridas, pois existem fatores que podem dificultar o engajamento dos servidores, conforme observado nos relatos obtidos nas entrevistas (questão 4), a seguir expostos:

• “A carência de servidores e advogados na unidade impossibilita uma maior participação nos treinamentos” (E5).

• “A pequena quantidade de vagas nos cursos abertos, oferecidos a todos os servidores, independente de sua área de atuação. Quem não é da área acaba ocupando o lugar de um servidor da área” (E6).

• “Falha no planejamento. O calendário dos cursos de um exercício deve sair no início do ano, para que todos possam programar-se (servidor e chefia). Por experiência própria acho, também, que se deve evitar realizar cursos nos meses de Dezembro, Janeiro, Fevereiro, Junho e Julho” (E7).

• “A baixa oferta de vagas nos cursos oferecidos e a falta de interação com as atividades desenvolvidas” (E8).

Benzer Belgeler