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1.6. Yerel Yönetimlerde Halkla ĠliĢkiler

1.6.1. Yerel yönetim birimi olan belediyelerde halkla iliĢkiler

Nas gramáticas tradicionais em geral, regência verbal, valência verbal e transitividade são conceitos tratados como similares. De um modo geral, esses conceitos se referem “à maneira como um verbo se relaciona com os SN numa mesma oração” (TRASK, 2008, p. 298).

Na perspectiva tradicional, a transitividade é compreendida como uma propriedade relativamente inerente ao verbo. São transitivos os verbos que exigem termos que lhes completem o sentido, enquanto nos verbos intransitivos, “a ação não vai além do verbo” (CUNHA; CINTRA, 1985, p. 147). Isso significa que a classificação de um verbo como transitivo ou intransitivo depende da presença/ausência de um SN/Sprep codificado como objeto: são transitivos os verbos acompanhados de complemento; são intransitivos aqueles verbos que não apresentam objeto. Entretanto, alguns gramáticos tradicionais consultados concordam que a fronteira entre verbos transitivos e intransitivos não é bem delimitada, uma vez que verbos como comer e beber podem se comportar ora transitivamente, como em comer carne, beber vinho, ora intransitivamente como em o doente não come nem bebe (SAID ALI, 1971, p. 165). Nas palavras de Cunha e Cintra (1985),

a análise da transitividade verbal é feita dentro da frase. Considerado isoladamente, um verbo não é transitivo nem instransitivo. Esta a razão porque o mesmo verbo pode estar empregado ora transitivamente, ora intransitivamente; ora com objeto direto, ora com objeto indireto (p. 149).

Desse modo, esses autores mostram que a transitividade de um verbo é um fenômeno fluido, sujeito a fatores que ultrapassam o próprio verbo. Em relação ao objeto direto, os

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autores classificam-no como “o complemento de um verbo transitivo direto25, ou seja, o complemento que normalmente vem ligado ao verbo sem preposição e indica o ser para o qual se dirige a ação verbal” (p.151).

Desse ponto de vista, o objeto direto é definido por um critério sintático (ligado ao verbo sem o auxílio de preposição) e um semântico (o ser para o qual se dirige a ação verbal). Said Ali (1971) mostra que “muitos verbos requerem o acréscimo de um termo que lhes complete o sentido” (p. 164). Assim, o objeto direto é apresentado como um “termo integrante”, pois sua função é integrar o sentido do verbo transitivo. Esse autor explica que, quanto ao papel semântico do objeto direto, este pode ser a pessoa ou coisa que recebe a ação (32), o produto dela (33) ou o ponto para onde se dirige um sentimento (34). Vejamos os exemplos que ele fornece:

(32) Antônio feriu a Pedro. (33) A terra produz trigo.

(34) Otelo ama a Iago, e Iago odeia a Otelo.

A abordagem de Said Ali, de natureza mais semântica, mostra a multiplicidade dos papéis semânticos do objeto direto. Isto ratifica a dificuldade em classificar um verbo como transitivo ou intransitivo uma vez que “verbos como matar, ferir, quebrar, caracterizam-se por exprimirem atos que dimanam de um ser agente e são recebidos por outro ser paciente: verbos transitivos. Não é possível, contudo, definir com tal critério todos os verbos transitivos” (p. 95), diz o autor.

Rocha Lima (1978) apresenta uma descrição dos tipos verbais e mostra que o verbo é a palavra regente por excelência; dessa maneira “cumpre proceder sempre à verificação da natureza dos complementos por ele exigidos” (p. 307). O gramático enuncia que “o complemento forma com o verbo uma expressão semântica, de tal sorte que a sua supressão torna o predicado incompreensível, por omisso ou incompleto” (p. 307).

A respeito do predicado e seus argumentos, Bechara (2005, p. 416) ressalta que:

o predicado complexo acompanha-se de tipos diferentes de argumentos, conhecidos por complementos verbais. O primeiro deles é o complemento direto, também chamado objeto direto, representado por um signo léxico de natureza substantiva

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O objeto direto se refere ao termo ligado ao verbo transitivo sem auxílio de preposição, como em Marcos comeu a maçã; o objeto indireto está ligado ao verbo transitivo indireto por meio da preposição como em Marcos precisa de dinheiro.

(substantivo ou pronome) não introduzido por preposição necessária.

Em relação ao objeto direto, o autor chama a atenção para sua posição na frase e oposição em relação ao sujeito. Ele afirma que “o complemento direto se distingue do sujeito por vir à direita do verbo (o sujeito vem normalmente à esquerda) e não influir na flexão deste” (p. 416).

Além da ausência de preposição, Bechara propõe estratégias para a verificação do objeto direto, as quais são: a permuta do objeto direto para pronomes pessoais (35); a transposição da oração na voz ativa para a voz passiva de tal maneira que o termo que exerce a função de objeto na voz ativa passa a exercer a função de sujeito da passiva (36); a substituição do objeto direto pelos pronomes interrogativos quem / que? (37); o deslocamento do objeto direto para a esquerda do verbo (topicalização) com a inserção de um pronome pessoal (38) (BECHARA, 2005, p. 416-417).

(35) Os vizinhos não viram o incêndio /... não o viram.

(36) Os vizinhos não viram o incêndio / O incêndio não foi visto pelos vizinhos. (37) O caçador viu o companheiro.

Quem é que o caçador viu? – o companheiro (complemento direto). (38) O caçador viu o lobo/ O lobo, o caçador o viu.

O autor explica que essas estratégias não são infalíveis; torna-se, portanto, necessária a utilização de mais de uma delas.

As gramáticas tradicionais consultadas ainda subdividem o objeto direto em objeto direto preposicionado e objeto direto pleonástico26. O primeiro diz respeito àqueles que são regidos pela preposição a para acompanhar verbos que exprimem sentimentos (39), ou para evitar ambiguidade (40), sendo expressos por pronome pessoal obliquo tônico (41). O segundo diz respeito à repetição do objeto direto como um recurso estilístico, com o objetivo de chamar a atenção, como em (42) e (43).

(39) Não amo a ninguém, Pedro (CUNHA; CINTRA, 1985, p. 138).

(40) A Abel matou Caim (BECHARA, 2005, p. 418).

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O objeto direto preposicionado e o objeto direto pleonástico não ocorreram nos dados analisados nesta pesquisa, e estão descritos nesta seção apenas para esclarecimento da abordagem tradicional dada a essa categoria.

(41) Nem ele entende a nós, nem nós a ele (ibidem).

(42) Palavras cria-as o tempo e o tempo as mata. (CUNHA; CINTRA, 1985, p. 139).

(43) A mim, ninguém me espera em casa (ibidem).

Como mostrado até aqui, as gramáticas resenhadas apontam apenas critérios sintático-semânticos para a caracterização da transitividade, e por consequência, da categoria objeto direto, o que se confirma como um problema na investigação desses fenômenos: a transitividade não é uma propriedade intrínseca de um verbo específico, mas fator variável e dependente do contexto discursivo. O objeto direto pode desempenhar papéis semânticos diferentes, ou seja, nem sempre esse elemento é paciente da ação verbal. Além disso, as análises não levam em conta o contexto discursivo em que poderiam ocorrer as orações, uma vez que estas constituem exemplos artificiais. Assim, configura-se a necessidade de investigação mais aprofundada desses fenômenos, em especial aqui, da categoria objeto direto e sua função na língua em uso.

Benzer Belgeler