3 TÜRKİYE KADASTROSUNDA YENİLEME ÇALIŞMALARININ GEREKLİLİĞİ, MEVCUT YENİLEME MEVZUATININ UYGULAMA
3.2 Mevcut Yenileme Mevzuatının Uygulama İçerikli Analiz
3.2.6 Yenileme yönetmeliğinin verimli uygulanamamasının nedenleri ve yenilemede yeni yaklaşım
Inicialmente o projeto de pesquisa foi submetido à aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Taubaté, conforme resolução nº 196/96 (Anexo A), tendo sido aprovado em reunião de 09/03/2012, Protocolo CEP/UNITAU nº 024/12.
Em 13/04/2012, encaminhamos ofício (Anexo A)à Diretoria de Ensino da Região de Taubaté, solicitando autorização para realização da pesquisa na Unidade Escolar que oferece a EJA;nossa solicitação foi plenamente atendida, conforme demonstra documento anexo (Anexo B).
Enquanto aguardávamos a decisão do Comitê de Ética, movidas pelo desejo e pela necessidade de conhecer a escola onde pretendíamos realizar a pesquisa, e com vistas a uma melhor elaboração do projeto, fizemos algumas visitas informais ao local. Foi possível perceber que esta escola tem um ritmo diferente das escolas regulares; sua dinâmica própria e a forma de atuação pedagógica que muito nos lembram o ensino individualizado e a forte presença das interações sociais entre professor e aluno favorecendo o processo de ensino aprendizagem.
Percorremos toda a escola com acompanhamento da Diretora, que nos pareceu muito
comprometida com a organização e o desenvolvimento dos trabalhos que lá se realizam. Isso
atendimento a eles, na condução das reuniões pedagógicas quando pontua claramente os objetivos da escola, na posição em defesa do projeto e no acolhimento às pessoas da escola e aos visitantes. Conhecemos o Vice-diretor a Coordenadora Pedagógica; esta nos colocou à disposição a Proposta Pedagógica da Escola. Conhecemos também vários Professores, que prontamente responderam nossas dúvidas e nos apresentaram um contexto de trabalho harmonioso, comprometido e receptivo aos jovens e adultos que lá buscam a complementação dos seus estudos.
Também fomos convidadas pela Diretora a participar de duas reuniões de Formação (HTPC), onde toda a equipe de professores, a Coordenadora, o Vice-diretor e a Diretora se reúnem para discutir as questões da escola, o planejamento, além de assuntos pertinentes ao trabalho pedagógico.
Em uma das duas reuniões de que participamos, foi discutida e organizada a festa de aniversário da escola, evento muito importante por ser um raro momento de encontro coletivo entre toda a equipe do CEEJA e os alunos. Na outra reunião, duas profissionais da área de psicologia foram à escola conversar com a equipe de professores sobre alunos que estão sendo incluídos no projeto. São alunos com Necessidades Educacionais Especiais; jovens e adultos que precisam dos estudos especialmente para ingressar no mercado de trabalho.
Os primeiros contatos no CEEJA foram muito importantes, pois nos permitiram conhecer o local, avaliar o contexto a ser estudado e estabelecer um primeiro contato com os professores que seriam sujeitos da nossa pesquisa. A cordialidade e o acolhimento foram o ponto alto dessa experiência inicial, tanto pela equipe gestora, favorecendo a nossa entrada e estadia na escola, como pelos professores, que receberam muito bem a proposta da pesquisa, facilitando os momentos de observação e realização das narrativas autobiográficas. Também podemos inferir nessa forma de recepção que uma escola acolhedora é uma escola formada por profissionais que estabelecem boas relações, e que “[...] são sistemas abertos. Estão em permanente interação com o ambiente que as cerca, que as estimula ou condiciona, que lhes cria contextos de aprendizagem” (ALARCÃO, 2001, p.25).
Após ciência e aprovação da Dirigente Regional, foi solicitada autorização do Diretor da Escola para, agora oficialmente, a pesquisador a iniciar a observação participante e o contato com os professores, a fim de convidá-los a participar da pesquisa desenvolvendo as narrativas autobiográficas. Dez deles se mostraram bastante interessados e aceitaram colaborar na pesquisa.
A observação participante teve inicio logo que a pesquisa foi autorizada pela Diretora de Ensino e prolongou-se por dois meses (abril e maio de 2012), acontecendo
sistematicamente duas vezes por semana, duas a quatro horas por dia, conforme estabelecido no projeto. No mesmo período, os dez professores sujeitos da pesquisa realizaram suas narrativas autobiográficas.
A observação foi feita na escola em momentos coletivos, como reuniões e atividades coletivas dos alunos, em momentos de atendimento aos alunos, para verificar as relações professor-aluno e professor-professor; além disso, verificou-se também a participação dos professores na construção do ambiente de trabalho, para explicitar os contextos onde se desenvolvem os saberes docentes, foco deste estudo.
Os registros da observação foram feitos de forma cursiva, procurando descrever o mais detalhadamente possível as situações pontuais nos momentos de observação, de modo que este contexto no qual possivelmente estão sendo construídos os saberes dos professores, objetivo maior desse estudo, passasse por reflexão e análise com o máximo de fidedignidade.
Assim, os registros foram feitos durante a observação, buscando falas e ações significativas no contexto. Logo em seguida, as anotações foram lidas e transcritas, de forma a que as informações não se percam e que o pesquisador “não seja traído por sua memória” (VIANNA, 2003, p.59), causando deformações na análise final.
Depois de registrados, os dados foram sendo categorizados conforme interesse da pesquisa, para que caracterizasse o contexto que influencia e é influenciado pelos professores na sua prática docente, onde constroem seus saberes. Para Bronfenbrenner (2011, p.29), “[...], as relações entre um individuo em atividade com o contexto no qual ele a realiza [...] constituem a direção da força do desenvolvimento humano”.
Para os professores que aderiram à participação nos relatos autobiográficos, foi solicitada a assinatura no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido em duas vias, sendo que uma via ficou na posse do professor e a outra na posse da pesquisadora (Anexo C).
Abordados individualmente, cada um dos sujeitos recebeu informações quanto aos objetivos principais da pesquisa, à relevância do problema a ser investigado, o estímulo à participação voluntária ressaltando sua importância para o sucesso do estudo, à garantia do sigilo de suas identidades e da Escola onde atuam, bem como à liberdade de retirar-se da pesquisa a qualquer momento, se assim desejasse.
A estes professores foi entregue o diário reflexivo (Anexo G) – um caderno em brochura com 50 folhas, contendo na sua primeira página as informações básicas para sua elaboração, ou seja, as orientações referentes à narrativa a ser realizada para elaborarem seus relatos autobiográficos. Houve a intenção de estimular os sujeitos a desenvolver o contato com a escrita cursiva no diário.
Após as devidas orientações e sanadas as dúvidas, a pesquisadora se colocou à disposição dos sujeitos, para qualquer eventualidade no decorrer da pesquisa.