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Belgede Emniyet (sayfa 19-0)

1. Kurulum

1.2 Yeni yazılım indirme

Quando se discutem os valores modais deônticos, a primeira noção que nos vem à mente é a noção que a palavra, de base grega, nos informa, deón = o que é obrigatório. Dessa forma, infere-se que o valor predominante da modalidade deôntica refira-se à obrigação. De fato, é nela que todo o aparato deôntico se constrói. E sobre este valor modal, Neves (2011, p 174) informa que há uma divisão que consiste em:

a) Obrigação moral, interna, ditada pela consciência.

(6) Temos que admitir que esta não é a realidade do artista brasileiro b) Obrigação material, externa, ditada por imposição de circunstância externas

(7) Aqueles que recebem ajuda da associação têm por obrigação plantar uma árvore. Na obrigação moral, tem-se como base uma necessidade. Quando ocorre a negação, incide num ato diretivo (que envolve um sujeito de segunda pessoa), conforme Neves (2011). Vemos no exemplo (6) que o valor modal de obrigação é instaurado com base na defesa de um ponto de vista do enunciador a um alvo. A obrigação material é imposta por forças externas.

Consiste em uma obrigação motivada por um dever social ou imposta por uma instituição, por exemplo. Como é possível identificar em (7).

Com relação à obrigação interna e externa, Almeida (1988) aponta que os valores deônticos de obrigação e proibição podem ser internos/morais quando envolvem o dever de consciência, profissional, social e religioso, decorrentes do decoro, dos costumes; e externas/materiais, quando se fundamentam numa necessidade natural, física, biológica ou fisiológica, decorrentes de circunstâncias externas. As forças internas podem servir de base para a instauração de leis, que já serão consideradas como externas aos sujeitos.

As duas obrigações discutidas em Neves e Almeida são possíveis identificar nas expressões deônticas coletadas no corpus, visto que os autores tanto expõem suas ideias motivados por situações externas, baseadas em decisões políticas e sociais, como instigam a consciência dos leitores, e até a sua própria, para ações necessárias ao melhoramento do meio social de ambos.

Embora o valor prototípico da modalidade deôntica seja direcionado ao que é obrigatório, Lyons (1977) discute, sim, sentenças deônticas em termos da noção de obrigação, mas estabelece uma relação que é explorada em todos os sistemas padrões da lógica deôntica, e então podemos constatar que a partir da noção de obrigação, a modalidade deôntica pode instaurar outras noções, que também se fazem necessárias no processo interativo- argumentativo. Assim, podemos ter efeitos de sentido referentes à não obrigação, que condiz com a permissão de não realizar algo, que, no texto, pode ser um fator que favoreça o autor; à

obrigação, valor prototípico relacionado à ordem; à permissão, referente à não obrigação de realizar algo, noção que deixa o leitor à vontade e, por vezes, torna-se mais eficaz que a obrigação, e não permitido, relacionado com a noção de proibição. O valor prototípico da modalidade deôntica de obrigação, dessa forma, pode gerar outros efeitos de sentido, isso amplia a significância e a necessidade do uso da modalidade deôntica nos discursos, principalmente, argumentativos.

Com relação aos efeitos de sentido da modalidade deôntica, percebemos, nos comentários acima, que os efeitos apontados por Lyons (1977) incidem na polaridade, positiva e negativa. Esse é um fator relevante na análise da modalidade deôntica, visto que as expressões linguísticas se manifestam ou de forma afirmativa ou negativa, configurando-se na polaridade negativa ou negativa. Palmer (1995) estabelece uma nomenclatura simples para apresentar a polaridade da modalidade e suas respectivas expressões. Vejamos:

Tabela 1 - Expressão dos valores deônticos em relação à polaridade no português13 Valor deôntico e

polaridade (positiva/negativa)

Necessidade/possibilidade Auxiliares modais

Obrigação Necessário Deve, ter que/tem de,

precisa, necessita Negação da obrigação =

permissão

Não necessária Não tem que/tem de, não precisa, não necessita Obrigação de não atuar =

proibição

Necessário-não Não deve/ deve não

Permissão Possível Pode

Negação de permissão = proibição

Não-possível Não pode

Proibição Necessário – não -

Negação de proibição = permissão

Possível -

Analisando a Tabela 1, vemos que a relação entre a língua e a lógica não combinam totalmente, mas é possível entender que há formas de expressões especificas para gerar determinados efeitos de sentido da modalidade deôntica, e esses efeitos vão além do valor de obrigação, por exemplo, podemos proibir ao negar uma permissão ou ao obrigar alguém a não realizar algo. Dessa forma, ainda que as relações linguísticas não correspondam às noções lógicas, é possível observar, em termos de negação (polaridade negativa), que as noções de possibilidade e necessidade possuem uma relação do ponto de vista lógico. Podemos perceber, então, a relação existente entre a modalidade deôntica e a polaridade negativa. Conferimos que os valores deônticos podem ser instaurados direta ou indiretamente, possibilitando ao enunciado sentidos distintos.

Os valores modais deônticos, assim, podem assumir vários sentidos a depender das escolhas enunciativas do enunciador, mas, vale lembrar, que todos esses sentidos se relacionam de algum modo ao efeito de sentido que reflete uma obrigação, valor intrínseco da modalidade deôntica. A polaridade negativa é um dos aspectos que alteram os valores de obrigação e permissão das expressões deônticas, dentre outras marcas enunciativas que são capazes de gerar

sentidos distintos relacionados à conduta. Isso gera no leitor sentidos de proibição, de permissão negada, por exemplo, estabelecendo um grau de modalização deôntica, que cabe ao enunciador escolher as melhores formas de expressar os valores de ordem, a depender da sua intenção comunicativa.

Belgede Emniyet (sayfa 19-0)

Benzer Belgeler