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Yeni tirozin kinaz inhibitörlerinin başlangıç tedavisinde kullanımı ile daha erken

3.GEREÇ VE YÖNTEM

3. Yeni tirozin kinaz inhibitörlerinin başlangıç tedavisinde kullanımı ile daha erken

O Ministério, criado para proporcionar as condições para a formulação e articulação da Política Urbana, deu início ao processo que denominou de pacto para construção da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano – PNDU:

A base de uma política urbana com participação popular está no reconhecimento de que a participação nas políticas públicas é um direito do cidadão e que o caminho para o enfrentamento da crise urbana está diretamente vinculado à articulação e a integração de esforços e recursos nos três níveis de governo – federal, estadual e municipal, com a participação dos diferentes segmentos da sociedade. (MINISTÉRIO DAS CIDADES, 2004a, p.75).

Assim, em 2003, em consonância com os princípios democráticos do Estatuto da Cidade, teve início um ciclo de conferências, realizadas em 3.547 municípios (62% dos municípios brasileiros) que mobilizaram 320 mil pessoas dos mais diversos segmentos e elegeram 2.510 delegados com representação de todos os 26 Estados e o Distrito Federal para participarem da Conferência Nacional das Cidades. Esta promoveu a eleição do Conselho das Cidades.

De acordo com o decreto presidencial que o instituiu, o Conselho das Cidades20 integra a estrutura do Ministério das Cidades, possui natureza deliberativa e consultiva, tem por finalidade estudar e propor diretrizes para a formulação e implementação da política nacional de desenvolvimento urbano, bem como acompanhar e avaliar a sua execução, conforme disposto no Estatuto da Cidade.

O resultado da 1a. Conferência Nacional foi apresentado na forma de Princípios, Diretrizes e objetivos da PNDU, que podem ser assim sistematizados:

a) Princípios – Direito à Cidade; Moradia Digna; Saneamento Ambiental Público;

Transporte Público; Função Social da Cidade e da Propriedade; Gestão Democrática e Controle Social; Inclusão Social e Redução das Desigualdades; Sustentabilidade Financeira e Socioambiental da Política Urbana; Combate à Discriminação de Grupos Sociais e Étnico-raciais; Combate à Segregação Urbana; Diversidade Sócio-espacial. b) Diretrizes: Formulação, implementação e avaliação de Políticas Nacionais de

Desenvolvimento, Fundiária e de Políticas Setoriais; Articulação da Política Urbana, Social e de Desenvolvimento; Estrutura Institucional para efetividade da Política Urbana; Participação Social; Políticas de Desenvolvimento e Capacitação Técnico- Institucional; Respeito à Diversidade Urbana, Regional e Cultural; Políticas

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Decreto n.º 5.031, de abril de 2004, posteriormente substituído pelo Decreto nº 5.790, de 25 de maio de 2006. O Conselho Nacional das Cidades (ConCidades) é constituído por 86 titulares, e a mesma quantidade de suplentes, dos quais 49 representam a segmentos da sociedade civil (movimentos populares, entidades empresariais, trabalhadores, entidades profissionais, acadêmicas, de pesquisa e organizações não- governamentais); 37 representam os poderes públicos federal, estadual e municipal. Em sua estrutura existem quatro Comitês Técnicos que espelham as funções do Ministério das Cidades e podem constituir Grupos de Trabalho para realização de atividades especificas: Comitê Técnico de Planejamento e Gestão do Uso do Solo; Comitê Técnico de Habitação; Comitê Técnico de Saneamento Ambiental e Comitê Técnico de Transporte e Mobilidade Urbana. Para maior detalhamento das atividades do Conselho Nacional das Cidades, consultar: SANTOS JÚNIOR, Orlando Alves dos. Reforma Urbana e Gestão Democrática: um ano de funcionamento do Conselho das Cidades. Rio de Janeiro. Fase. 2005. Mimeo. Disponível em: www.justiçaambiental.org.br Acesso em: 09 de Março de 2015; SANTOS JÚNIOR, Orlando Alves dos; RIBEIRO, Luiz César de Queiroz; AZEVEDO, Sérgio de (Org.). Governança democrática e poder local: a experiência dos Conselhos municipais no Brasil. Rio de Janeiro. Revan, FASE, 2004.

Abrangentes e Massivas; Redes de Cidades mais Equilibradas.

c) Objetivos: Redução do Déficit Habitacional; Acesso Universal ao Saneamento

Ambiental; Gestão Integrada e Sustentável de Políticas de Saneamento; Mobilidade Urbana com Segurança; Qualidade Ambiental Urbana; Planejamento e Gestão Territorial; Diversificação dos Agentes Promotores e Financeiros; Regulamentação e Aplicação do Estatuto da Cidade; Democratização do Acesso à Informação; Geração de Emprego, Trabalho e Renda.

A 1ª Conferência21 teve como lema Cidade para Todos e como tema Construindo uma

política democrática e integrada para as cidades. Esta Conferência referendou o Estatuto da

Cidade e formulou um conjunto de princípios e diretrizes, em consonância com seus objetivos. Pode-se afirmar que esse conjunto tem ênfase nos princípios de Justiça Social, Planejamento Urbano e Ambiental e Gestão Democrática, e que, apesar de defender explicitamente a descentralização da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano, reconhece a relevância do papel da União na regulação nacional para orientação da ação dos demais entes federativos.

A 2ª Conferência Nacional das Cidades ocorreu em 2005 e discutiu as formulações da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano. Os temas levados a debate foram a participação e controle social, a questão federativa, a política urbana regional e metropolitana e o financiamento do desenvolvimento urbano.

A 3ª Conferência Nacional das Cidades com o lema Desenvolvimento urbano com

participação popular e justiça social e o tema Avançando na gestão democrática das cidades,

ocorreu em 2007.

Os avanços e dificuldades para a efetiva implementação da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano foram os temas abordados na 4ª Conferência Nacional das Cidades, que ocorreu em 2010, e adotou o lema Cidade para todos e todas com gestão democrática,

participativa e controle social.

Refletindo o descontentamento social com o andamento do processo de implantação da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano, doze anos após a homologação do Estatuto das Cidades, a 5ª Conferência Nacional das Cidades, realizada em 2013, teve como tema

Quem muda a cidade somos nós: Reforma Urbana já.

21 Para informações sobre conteúdo e resoluções das Conferências Nacionais da Cidade, ver:

A 6ª Conferência Nacional das Cidades está programada para ocorrer em 2017. O tema escolhido, a Função Social da Cidade e da Propriedade, e o lema Cidades Inclusivas,

Participativas e Socialmente Justas, parece indicar que o percurso da implantação da Reforma urbana no Brasil andou em círculo.

Como veremos ao longo desta Tese, a temática apresentada pelas Conferências dão a dimensão da luta que é travada na sociedade brasileira para tentar dar materialidade as novas diretrizes da política urbana no Brasil. Quando ocorrer a 6ª Conferência prevista para 2017, terão decorridos 16 anos da aprovação do Estatuto da Cidade, e a função social da propriedade, ao que parece, ainda estará no campo das idéias.